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O mistério das pedras

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Por CLÁUDIA CANTO

Em Natal, mais especificamente no bairro Redinha, nascia em 1962, uma criança que por si só, daria um recado:

“No meio do meu caminho sempre existirá uma pedra.”

E foi assim que o menino cresceu em uma vida simples, rodeado por pescadores. E de tanto os verem, tornou-se um…

Escultura do marco da Escola Doméstica. Na foto, Noilde Ramalho

Escultura do marco da Escola Doméstica. Na foto, Noilde Ramalho

Viajou em tantos navios, aportou em muitos destinos, ficava tanto tempo a bordo, que quando voltava à terra, sentia saudades do cheiro da brisa e até dos convés frios dos navios.

Desta forma passou grande parte da sua vida, até encontrar a arte.

“A educação pela pedra”

Emanoel Câmara, um dos mais talentosos artistas da cidade de Natal, com mais de 10 obras espalhadas nos mais importantes espaços públicos da cidade, tornou-se reconhecido internacionalmente.

E foi ali no mangue, na contramão da história, que encontrou o seu talento.

O barro por muitos ali desprezado, virou o principal material da sua arte.

Começou a criar pequenas esculturas para brincar com amigos. Depois conheceu o artesanato, e tempos depois caiu no mundo misterioso das pedras, que se tornaram a sua principal matéria prima.

Com o tempo Emanoel passou a ser reconhecido como um dos escultores mais importantes de Natal.

E logo no início da carreira teve a sorte de comercializar sua primeira obra para ninguém menos que o grande folclorista Câmara Cascudo.

A partir daí, Emanoel não parou mais de criar belíssimas esculturas, que foram expostas em vários estados e também no exterior.

O humilde artista ganhou tanta visibilidade, que foi convidado para demonstrar sua arte na Itália e em diversas cidades brasileiras.

Em Natal suas obras estão expostas em mais de 10 espaços públicos, como o Parque da Cidade, Praia da Redinha, Instituto Federal, Escola Doméstica, entre outros.

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