O Muro
9 de janeiro de 2013 às 9:25 - 8 ComentáriosEstou preso
dentro do concreto
acorrentado
ao indiscreto
sufocado
por completo
não vejo
mesmo com os olhos abertos
não há nada por perto
minha vida é um deserto
vazia, dura
só dor e agonia
falta amor
sobra covardia
falta paz
sobra torpor
eu sem saber
onde estou
nem para onde vou
fico preso nesse bloco de horror








8 Comentários
LINDO, LINDO.
Poema despojado, direto, de forte iconicidade.É por aí.Parabéns, Poeta.
Grande Vitor, como sempre gentil nos comentários. Um abração!
Amigo Anchieta Rolim…
simplesmente FANTÁSTICO…você se supera a cada POEMA escrito!!!
Poeta, Jarbas Martins, obrigado pelo apoio meu amigo.
Valeu Nixon, bondade sua meu amigo. Obrigado e tudo de bom.
Caro Rolim, O Muro retrata bem a realidade de muitas pessoas, que mesmo tendo acesso e direito a liberdade optam por ficarem presos em cadeias cujas as grades ñ são de ferros, mas psíquicas, algumas por covardia e outras por ñ terem a atitude necessária p/ mudar uma realidade que ñ é desejada por ninguém. Forte abç!
Josivan, acertasse no alvo! Com certeza você não está “nO MURO”. Um abração, guerreiro!