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2 de julho de 2009 às 13:03 - Envie para o twitter

O que é a América Latrina

Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito vou citar três exemplos do que é a América Latrina. O ex-prefeito Carlos Eduardo apenas seguindo “vontade” própria, dele, está dizendo que não vai a convocação da Câmara Municipal depor na CEI dos medicamentos. Respeito à lei? Nenhuma. Ele é a lei, é isso que rege as “oligarquias” e segue a sua única vontade. Alguém pode dizer: mas ele vai. Se for, vai depois de dizer que não ia várias vezes. Isso é o quê? Bem parecido com o caso agora de Sarney, de Renan em um passado recente, etc. Entendam.

Exemplo 2: o PT que sempre se anunciou “democrático” enquanto Partido, para discutir todas as candidaturas internas majoritárias, simplesmente “aceitou” a retirada do colete ou da manga por indicação única do presidente Lula a candidata Dilma. Democracia interna? Ou legitimação de caciquismo? Muda isso?

Exemplo 3: mudar a Constituição por uma vontade própria apenas para concorrer sob a alegação de plebiscito (apenas por vontade própria, repito) é democracia? Nos Estados Unidos não se pode desobedecer uma convocação judicial. Outra: nenhuma escolha partidária é retirada da manga de um caciquismo. Vai para disputa. E violação da Constituição nem pensar. Os Estados Unidos não servem? Mas por que não? Democracia é respeito às leis, as regras do jogo, e respeito aos contratos.

Na América Latrina o contrário as essas três questões é a norma. A norma. Ok, até aceito a idéia de Marcos Silva de que democracia é um processo, que se aprende fazendo. Mas esse fazer não significa alterar as regras apenas por vontade própria, quando bem se entende e quer. Isso é autoritarismo, que também é a nossa marca e norma, da América Latrina.

Somos imaturos em democracia? Somos. Mas isso não nos exime de responsabilidade em sermos de fato uma democracia. Pelo menos para quem pensa diferente.

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