Onde estiveram John Ford, Howard Hawks…
31 de março de 2010 às 11:31 - 2 Comentários
Cena de “Rastros de Ódio”, de John Ford
Bem, minha gente, na minha modesta opinião, esse rapaz, o Martin Scorcese, é um falso “grande” cineasta.
Toda a sua suposta Obra Magna (?) é caudatária dos mestres (americanos e estrangeiros) que ele admira – eu reconheço – com devoto e franciscano fervor, até porque eles lhe servem na hora de realizar as suas próprias películas interessantes, boas (“Touro Indomável” – visivelmente inspirado na obra-prima “Punhos de Campeão”, de Robert Wise), animadas de certo frenesi (“Os Bons Companheiros”) ou de quase alguma originalidade (“Taxi Driver”) – com o que acabo de citar os três filmes de MS que eu admiro.
O resto, não.
E esse novo, “A Ilha do Medo”, é um dos “Scorceses” (mas, ele é um AUTOR, para se falar em “Scorceses”??) mais fracos e desinspirados dos últimos anos, com a sua carga de psicologismo barato bem arrumada (também reconheço) atrás de uma narrativa eficiente e bom clima, conforme é de praxe nos trabalhos desse diretor que não pode aspirar à grande estatura alguma, LÁ onde estiveram John Ford, Howard Hawks, Orson Welles, George Stevens, Anthony Mann, John Huston, Samuel Fuller, Nicholas Ray, William Wyler, John Cassavetes, Delmer Daves e outros (para citar só cineastas americanos – que “ninguém é perfeito” – de nascimento & batismo sob a bandeira de estrelas manchadas de sangue)…


2 Comentários
Em minha opinião, fez dois grandes filmes: “Goodfellas” e “Touro Indomável”; dois mais ou menos: “Depois de horas” e “Caminhos Perigosos” e o resto… Que resto?
Aquele filme que ele fez sobre as gangues de Nova Iorque foi uma das coisas mais ridículas que já vi. Se eu fosse irlandês, MS estaria morto.
Abraço.
Também concordo que ele não é tão grande assim. Em especial, em relação ao seu filme mais recente, na minha humilde opinião o que tornou o filme tão popular foi muito mais o marketing do que a sua real qualidade. A idéia é interessante mas, cá entre nós, bastante clichê, e o tema em si poderia ter sido muito mais bem trabalhado. O filme é bastante envolvente, mas não tem nada de mais, e inclusive perde um pouco a graça que poderia ter, ao menos para mim, ao entregar tudo tão de bandeja para o espectador.