Outra tradução de Verlaine
4 de julho de 2010 às 20:06 - 2 ComentáriosAmigos e amigas:
João da Mata nos brindou com uma bonita tradução de “Ariettes oubliées III”, de Paul Verlaine. Envio uma tradução do mesmo poema que fiz há algum tempo:
Árias esquecidas III
“Chove docemente sobre a cidade”.
(Arthur Rimbaud)
Chove em meu coração
Como lá na cidade;
Qual langor este então
Que entra em meu coração?
Doce brado da chuva
Pela terra e nos tetos!
Coração que se turva
Ó, ó canto da chuva!
Chove sim sem razão
No coração que enjoa.
Qual! Nenhuma traição?
Luto mais sem razão.
E é bem pior a pena
Não saber nem por que
Sem amor, ódio, cena
Coração ser só pena!


2 Comentários
isto meu caro joão da mata. verlaine, sempre verlaine, reverlaine. abraços.
alô, marcos silva. fiz um comentário pra joão da mata no lugar errado. de qualquer maneira o que disse pra joão estende-se pra você. em outras palavras: verlaine é necessário, devemos ler mais e mais verlaine. ótimas traduções. abraços.