Modernos disputam espaço no mercado

7 de maio de 2012 às 10:09 | 3 Comentários

Divulgação: “Mulher no Divã” (1932), de Di Cavalcanti, que está no Paulo Kuczynski Escritório de Arte

NO VALOR

Num momento em que a arte contemporânea brasileira vê o surgimento de novas feiras e galerias, além de aumento no volume de negócios – 44% de dois anos para cá, segundo a Abact (Associação Brasileira de Arte Contemporânea) -, marchands especializados em arte moderna trabalham para manter intacta e saudável aquela que é tradicionalmente sua boa fatia do mercado: colecionadores mais velhos, discretos e com maior poder aquisitivo.

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Edição traz seleção de blues dedicada ao desenhista Robert Crumb.

7 de maio de 2012 às 9:52 | Comentar

TC

É o que estou ouvindo agora de manhã na rádio UOL enquanto trabalho. Compartilho com vocês. Uma coletânea bem eclética.

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O algoritmo de E. M. de Melo e Castro

7 de maio de 2012 às 9:42 | 4 Comentários

Por Rosângela Trajano *

Os deploráveis modos modernos de hoje serão os “bons velhos tempos” de amanhã.
L.S. McCandless

Sim, o nome do livro é “Algorritmos” e não “Algoritmos”. Uma coisa é poesia, a outra é tecnologia, mas, misturando as duas, o que fez o poeta português E. M. de Melo e Castro, surgiu o livro “Algorritmos”. Li e reli, gostei muito. Não sei se há bastante silêncio nele ou se barulho demais. As poesias visuais formadas por camadas de pixels chamaram minha atenção, principalmente as que contêm milhões de pixels. Sempre gostei de imagens e tive um relacionamento muito íntimo com elas na minha infância, quando conversava com meus desenhos. Hoje retorno a contemplar e estabelecer um diálogo com as imagens do maior poeta semiótico de Portugal.

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A Superlua

7 de maio de 2012 às 9:24 | 2 Comentários
Por Lívio Oliveira

Superlua

Tenho um pequeno telescópio em casa (que trouxe recentemente de Recife) e consegui observar bem a lua nesse final de semana, mais ou menos como se encontra nessa foto acima, que colhi na net.

Claro que a imagem não teve essa qualidade, mas me deixou feliz como fica um menino que ganha o seu primeiro velocípede.

Posso garantir que foi um dos mais inspiradores presentes poéticos que já recebi da natureza.

Joss Stone

7 de maio de 2012 às 9:22 | 5 Comentários
Por Lívio Oliveira

Joss Stone no Brasil, em 2010.

Pra um bom início de semana…

E eu até ia falar alguma coisa sobre a moça, mas perdi a voz…

Textículo num só fôlego para Daniel e Alyson

6 de maio de 2012 às 19:27 | 4 Comentários
Por Jota Mombaça

Decerto que, a partir da caricatura tweetada pela Carta Potiguar, construi eu mesmo uma imagem – talvez menos caricata, mas ainda redutora. Tenho consciência desse jogo. Mas é que vislumbro, ainda, um terceiro problema, Alyson: de que forma o Império da Verdade desarticulado pela caóide WWW se rearticula, de que modo se reconstituem os sujeitos da credibilidade. Daniel preferiu produzir uma manchete, contrariando seu informante que pediu a ele que não expusesse a situação, a escrever um texto, porque ele tem informações que podem expor setores, cursos, alunos e a própria instituição. Aí, vê-se instaurado todo um jogo de espionagem jornalística, uma trama de informações anônimas – sabem sobre nós coisas que nós próprios ignoramos –, uma rede de produção de verdade mediando a realidade dita tangível e a representação noticiosa dela. Então se aceito entrar no jogo da criação de imagens é para instaurar turbulências e linhas de fuga, para tornar confusa a credibilidade dos sujeitos da credibilidade. Bem como exponho, ao escrever, a carne de um pensamento nômade; um discurso trans. Estou constantemente me abandonando e minha filosofia escorrega: quando penso tê-la encontrado, eis que ela me escapa, mais uma vez, por entre os dedos. Assim é que me considero libertário (sem ismo) na medida em que viabilizo autoabandonos, ponho-me em trânsito e desarticulo na subjetivação o jogo que opõe identidade e diferença. Do mesmo modo, a utopia que experimento na Praça da SOMA – espaço autogestionado de sociabilidade construído pelos alunos do Setor II com os restos da universidade, que já foi, desde sua construção, no segundo semestre do ano passado, cinco vezes destruído por forças tão autônomas quanto nós (o CCHLA ou a REITORIA jamais se responsabilizaram formalmente) e reconstruído pelos piratas da Somália – se alastra pela minha experiência, e se lá eu sugo o seio da impossibilidade é para instaurar novos possíveis na realidade interditada. Mas não é para ficar só no âmbito da minha vida que estou escrevendo este texto, voltemos à discussão quanto ao Crack. Daniel, você interpretou uma associação que faço entre crack e pobreza, mas, na verdade, a associação que faço é entre crack e miséria, e por miséria não me limito – nem se limite – a entender situação financeira. O seu tio, que vendeu carro e não sei mais o quê, não era pobre, mas ao encontrar o crack foi se deixando levar a uma situação de miséria (sobretudo existencial). O crack, assim, não é droga de pobre, é a droga do lumpen, não porque só miseráveis as desejem, mas porque ela produz existência-trapo – e não somente porque seja uma droga pesada do ponto de vista dos seus efeitos, mas porque é produzida – pelas midiotizações, narcopropagandas,… – para isso. Trata-se de uma droga feita com o resíduo do processo de produção do bright. E se você me diz que não é uma droga barata, deixe-me fazer uma pequena demonstração: 1 pedra de crack custa R$5 e tem, em média, 1g; 1g de cocaína custa, em Natal, cerca de R$25. Para um viciado em crack, uma pedra não é suficiente; para um cocainômano, tampouco 1g o é. Compare as duas coisas. Além disso, você também depreendeu, do meu texto, a afirmação segundo a qual eu considero o uso de drogas intelectualmente libertador. Não disse isso. O caso da maconha é local, trata-se de toda uma nova consciência maconheira voltada à descriminalização, mas isso jamais significará que, entre maconheiros, o pensamento é necessariamente livre, em oposição aos não maconheiros, que são essencialmente caretas. Esse jogo de oposições totalizadoras eu também não faço. Recentemente, o Coletivo Dar publicou um texto criticando o tipo de conversa que certo fórum nacional de maconheiros, no facebook, abrigava, em geral de cunho altamente sexista, misógino e homofóbico; da mesma maneira, recentemente escrevi um texto sobre o dia em que rodei na Polícia Rodoviária Federal e dei de cara com policiais gentis, inteligentes e definitivamente não caretas. Não se trata de criar os personagens e deixá-los em lugares fixos no tabuleiro, pelo contrário, meu jogo é o de chacoalhar o tabuleiro para retirar, de seus lugares fixos, os pinos. Quanto ao uso de crack na UFRN, de fato não tenho, como vocês parecem ter, essas informações – apesar de frequentar diariamente não só a barra-da-saia do CCHLA mas os fumódromos da universidade. Por isso mesmo não estou apto, Mel, a travar debates sobre o assunto, e também não quero brincar de cabo de guerra com Daniel, com Alyson ou com ninguém, que eu acho isso patético. Quando escrevo, não escrevo para colonizar discursos, tampouco desejo vencer um duelo; escrevo para desestabilizar os discursos – e o meu também –, para que eles fluam, para que o eu seja transportado para um ponto onde sou outro. Ao falar, não me interessa a disputa pela disputa, ou o ethos democrático; falo para deixar escorrer o ethos, para diluir as bordas, porque também não me interessa permanecer intacto, quero ser arremessado, ser entre, errático, trans.

Cúpula das Américas: Cartagena além do escândalo do serviço secreto

6 de maio de 2012 às 16:21 | Comentar

Presidentes e primeiros-ministros de países participantes da Cúpula das Américas em Cartagena, em abril

Presidentes e primeiros-ministros de países participantes da Cúpula das Américas em Cartagena, em abril

Foto: Luis Acosta/AFP

Por Noam Chomsky
NO UOL

Apesar de ofuscada pelo escândalo do Serviço Secreto, a Cúpula das Américas do mês passado em Cartagena, na Colômbia, foi um evento de considerável importância. Há três grandes motivos: Cuba, a guerra contra as drogas e o isolamento dos Estados Unidos.

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Era do cinema analógico chega ao fim depois de 125 anos

6 de maio de 2012 às 16:14 | Comentar

A invenção do rolo de celuloide deu início à história da imagem em movimento. Hoje, 125 anos mais tarde, chega ao fim a era da projeção analógica. E até as pequenas salas de cinema se curvam à tecnologia digital.

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Orson Welles: o gênio iconoclasta poderia ter sido muito maior

6 de maio de 2012 às 16:13 | Comentar

Por Milton Ribeiro

A obra de Orson Welles não foi sendo construída pouco a pouco como se fosse um edifício. Sua obra tem melhor analogia quando se afasta a ideia de lenta.

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Os artistas contra o copyright

6 de maio de 2012 às 14:47 | 1 Comentário

Por Tatiana de Mello Dias

Tolstói, Godard e outros artistas que não acreditavam em propriedade intelectual.

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Lautréamont pelo paranoico Dalí

6 de maio de 2012 às 14:44 | 1 Comentário

Antonio Gonçalves Filho
O Estado de S.Paulo

Obra fundadora da modernidade literária, que inspirou os surrealistas, ‘Os Cantos de Maldoror’ ganha edição rara com exemplares numerados, dos quais apenas 50 estão à venda no Brasil

A história firmou seu nome como o pai dos surrealistas. Exagero ou não, foi o conde de Lautréamont, pseudônimo do escritor uruguaio Isidore Ducasse (1846-1870), que inspirou o mais conhecido entre os pintores surrealistas, o espanhol Salvador Dalí (1904-1989), a produzir uma de suas melhores séries de gravuras. Dalí ilustrou seu livro Os Cantos de Maldoror em 1934. A Barsa Planeta Internacional traz agora ao Brasil apenas 50 exemplares da nova edição, feita em parceria com a Fundació Gala-Salvador Dalí, que, desde 1983, cuida da obra do artista. O livro é extravagante, como tudo o que Dalí fez. Essa excentricidade começa no número cabalístico da limitada edição: 2.998 exemplares numerados. E continua na embalagem: a obra vem acondicionada numa maleta de madeira com seis livros confeccionados à mão (um para cada canto de Maldoror), mais um livro de ensaios sobre Ducasse e Dalí, as provas das 30 gravuras usadas como ilustrações do original e um DVD com depoimento de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos. A edição, claro, é destinada a colecionadores. Seu preço: R$ 7.881 (informações pelos sites www.barsasaber.com ou www.planetaedicioneslujo.com/dali/cantos-de-maldoror ou pelo telefone 0 xx 11 3225-1900).

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Emirados Árabes Unidos e Catar constroem megainstituições de arte

6 de maio de 2012 às 14:38 | 1 Comentário

 Prédio do Mathaf (Arab Museum of Modern Art), em Doha, no Catar Foto: Divulgação / Agência O Globo

Os dois países querem deslocar para o Oriente Médio o eixo cultural do mundo no século XXI.

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Uma briga entre a física e a filosofia

6 de maio de 2012 às 14:35 | Comentar

Por Marcelo Gleiser
FSP

A questão sobre a origem das coisas faz parte de todas as culturas. Será que a ciência pode resolvê-la?

Uma controvérsia vem se espalhando pela mídia americana. Qual a relação entre a ciência (mais propriamente a física) e a filosofia (mais propriamente da ciência)? Parece coisa meio arcana, mas não é.

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Sonhos

6 de maio de 2012 às 14:32 | Comentar

Camila Pitanga no filme “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”

Por Caetano Veloso
O GLOBO

Insistindo em Martinha, Lucrécia e “Verdade tropical”, acho que eu deveria parar para escrever algo meditado sobre o caso

Não me senti bem ao ver a foto de um policial armado no corredor de uma escola do Rio, na frente de um grupo de adolescentes. Parece-me que trazer o conflito entre a violência (legítima) do Estado e a violência marginal para dentro do ambiente da educação não pode prometer boa coisa. É um evidente exemplo de falta de sensibilidade para o sentido da educação.

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Aliando informática à produção da poesia, escritora e professor da UFRN lançam projeto “Videopoesia”

6 de maio de 2012 às 14:26 | 1 Comentário

NO MOSSOROENSE

Incorporar a linguagem advinda da informática ao processo de produção e divulgação da poesia. Esse é um dos principais objetivos do projeto “Videopoesia”, idealizado e executado pelo professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Márcio de Lima Dantas, em parceria com a escritora natalense Rosângela Trajano.

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Desenhos para crianças de um a 4 anos

6 de maio de 2012 às 14:16 | Comentar

Um livro muito curioso de Guimarães Rosa

6 de maio de 2012 às 14:11 | 6 Comentários
Por Lívio Oliveira

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◊♦◊

Um livro pra lá de curioso é o que estive lendo na manhã quente deste domingo em Natal: “Antes das Primeiras Estórias”, de João Guimarães Rosa, Nova Fronteira, 2011.

É a reunião de quatro contos de Guimarães Rosa e que ele escreveu aos 21 anos de idade para a revista “O Cruzeiro” (na verdade, publicados na revista como resultado de prêmio a que fizera jus).

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Homem das cavernas

5 de maio de 2012 às 14:19 | Comentar

Biografia de Peter Lund escrita por Ana Paula Marchesotti articula o conhecimento sobre o indivíduo com elementos do contexto social da época. Livro aposta na vocação crítica da história das ciências.

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Zila Mamede – A semeadora de liberdade

5 de maio de 2012 às 14:00 | 9 Comentários
Por João da Mata

Ali na esquina uma poetisa sonha grande um rio do Norte. A cada gesto seu um tijolo na formação de uma cidadela. A associação de Zila Mamede ceifando a Terra Árida com um Arado é correta. “Zila sentiu a voz irresistível da Terra … Todos os poemas nasceram do chão sagrado… “, escreve Cascudo na introdução ao Arado de 1959. O açude “redorme na vazante a solidão”, o banho (rural), um dos maiores poemas em língua portuguesa (reproduzido em anexo).

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Desaforo para a Carta Potiguar: Os Intelectuais e a Produção de Miséria

5 de maio de 2012 às 13:58 | 15 Comentários
Por Jota Mombaça

Não é preciso mais de 140 caracteres para que “a alternativa crítica” de Natown se mostre tão histérica quanto qualquer um desses jornalecos em circulação por aí. É simples: basta forjar caricaturas – em tom de manchete –, reproduzir estigmas e engendrar mais realidade em estado de putrefação. Parece-me, aliás, que qualquer intelectual que se proponha a expor o que a sociedade não vê, encontra, no seio do seu bom mocismo, a armadilha mesma que há de impedir seu pensamento de fluir, a ardilosa teia que o insere no círculo das falácias criadoras de miséria existencial.

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AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar