Uribe e Chavez, farinhas do mesmo saco

2 de setembro de 2009 às 18:56 | Comentar

No Twitter Tetê Bezerra critica os que chamam de reeleição o terceiro mandato de Uribe e o silêncio da mídia sobre o assunto. Ela tem razão. Os grandes jornais e portais não noticiaram a aprovação pelo Congresso do terceiro mandato ou se publicaram foi sem nenhum destaque, tanto é que não vi a notícia. Sou totalmente contra esses terceiros mandatos ou reeleições eternas, sejam de quem for, e já manifestei essa minha posição aqui várias vezes. No outro extremo ideológico, Chavez cassa concessões de rádios e tv inconformado com os “abusos” da liberdade de expressão. Por enquanto, são dois sérios candidatos a ditadores. A América Latina não se emenda, essa é que é a verdade, vivemos eternamente entre surtos esporádicos de democracia e ditadura.

Criador de C.S.I. prepara primeiro ‘livro digital’

2 de setembro de 2009 às 18:22 | Comentar

“”O futuro dos negócios, em termos de entretenimento, terá que estar na convergência de diferentes mídias”, disse Anthony E. Zuiker à Reuters. O criador do popular seriado norte-americano “C.S.I: Crime Scene Investigation” prepara o lançamento do que ele chama do primeiro ‘romance digital’ da história. O experimento combina livro e site (que oferece vídeos e uma rede social) para oferecer uma experiência multimídia que vai levar os leitores das páginas do livro, que se chama ‘Level 26’, para vídeos e conteúdo interativo no site Level26.com.”

aqui

Mais Brigitte

2 de setembro de 2009 às 18:10 | Comentar

bb

Elianne Diz envia um link onde tem mais fotos de Brigitte Bardot.

aqui

Academias de letras e políticos

2 de setembro de 2009 às 17:57 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos:

Parece assombroso saber que Collor está numa Academia DE LETRAS! Mas ele não está sozinho nessa participação sem obra: Vargas, Maciel, Sarney, aquele General que se assinava Adelita ou coisa parecida… Dá pra entender melhor porque Drummond, Antonio Cândido e outros desse nível nunca se candidataram, não é? E também dá para desconfiar que o fundo do poço é depois de Paulo Coelho.
E no RN, como estamos nesse páreo? Consola saber que Câmara Cascudo não foi para a vitrine nacional. Mas não conheço direito a vitrine estadual – sei que Deífilo não está lá.
Abraços:

ACREDITE QUEM QUISER

2 de setembro de 2009 às 15:56 | Comentar
Por fernando monteiro

“Com 22 votos a favor e oito em branco, o senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) foi eleito nesta quarta-feira (2) como imortal da Academia Alagoana de Letras (AAL). A posse do novo integrante, que ocupará a cadeira 20, está prevista para outubro, em data a ser definida pelo próprio ex-presidente da República.
Para justificar a eleição, Collor enviou à Academia sete coletâneas de artigos e discursos publicados em gráficas oficiais. Para a maioria dos acadêmicos, o material foi classificado como “livro publicado”, e, assim, garantiu o cumprimento de um dos critérios para eleição. Nenhuma das publicações foi vendida ao público em livrarias…”

E segue por aí esta horrenda notícia vinda de Alagoas.
Depois, vocês querem que Vanusa cante COMO, o hino de um país no qual Fernando Collor pertence a uma “Academia de Letras” ?????????

Internet amordaçada

2 de setembro de 2009 às 15:47 | Comentar

“Durante as eleições, portais, sites de notícia e blogs estarão proibidos de emitir opiniões favoráveis ou desfavoráveis a qualquer candidato.

Estavam presentes os relatores da proposta – Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE) – além de Aloizio Mercante (PT-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO), Serys Slhessarenko (PT-MT), José Agripino (DEM-RN) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).”

aqui

e

aqui

******

Inacreditável! Acho que a hora é de mobilização de todos para impedir essa desfaçatez, que juntou no mesmo balaio situação e oposição. De que esses políticos tem medo? A proposta vai a plenário, mas essa aprovação unânime é um péssimo sinal.

“Numa e a Ninfa” na ESTANTE

2 de setembro de 2009 às 15:26 | Comentar

Postei na ESTANTE o ensaio do professor Marcos Silva sobre o romance “Numa e a Ninfa”, de Lima Barreto.

ENSAIO SOBRE “NUMA E A NINFA”, DE LIMA BARRETO

2 de setembro de 2009 às 15:22 | Comentar

Marcos Silva
DOWNLOAD

Lançamento de Cláudia Magalhães

2 de setembro de 2009 às 15:00 | Comentar
Por Lívio Oliveira

Esse lançamento – aqui noticiado – do livro de Cláudia Magalhães, é, em minha humilde compreensão, um dos melhores de 2009. Inaugura uma nova roupagem para a dramaturgia produzida aqui no Rio Grande do Norte.

Tive o prazer de escrever o seguinte texto acerca do livro:

REVELAÇÕES DA “ESQUINA DO MUNDO”

A dramaturga Cláudia Magalhães se revela por inteiro como autora de um texto dramático ágil e forte, ao tempo em que nos traduz os sentidos de um mundo estranho e denso, repleto dos dramas, tragédias, misérias, e – por que não afirmar também? – de todos os risos, todas as alegrias, delícias e gozos humanos.

Cláudia nos conduz ao que chama de “esquina do paraíso com o inferno”, um lugar onde tudo acontece, tudo se passa, tudo é possível, mesmo os mais inverossímeis acontecimentos. Esse lugar já foi – e tem sido – por diversas vezes cantado pelos poetas e descrito por intelectuais e artistas. E é, ele mesmo, um lugar de artistas e intelectuais, e, antes de tudo, de boêmios, raça superior da humanidade delirante.

O conteúdo psicológico e sensível do lugar é profundo porque lá, naquela “esquina do mundo”, “tudo e todo sentimento se mistura”. É o lugar dos marginais, dos bêbados, dos loucos, dos poetas (e estes são todos loucos!), dos artistas, das putas, das santas (qual é mesmo a diferença entre uma puta e uma santa?), dos vagabundos, dos amantes, dos amigos, dos rivais, dos bobos, da corte de bobos, dos que são sem nunca ter sido, dos que trepam sem amor, dos que amam sem trepar, das baratas, dos ratos, das borboletas em casulos ou fora deles, dos que olham a rua, dos que cantam ao rio e ao mar, dos que uivam para a lua, dos que se escondem, dos que se encontram, dos que se desencontram, dos que se revelam.

Cláudia nos revela todos a todos! E naquele lugar todo dia é dia de revelações, verdadeiras radiografias em série do conteúdo e do continente humano (humanóide até, para não esquecer o lendário Marcellus Bob) repleto de matizes e prismas os mais diversos e incompreensíveis, situando-se entre o pathos e o eros.

E Cláudia não busca explicar, não quer fazer compreender. Ela tão-somente nos expõe um grande mural, um panorama das realidades e personagens múltiplas, multifacetadas que são expostas naquela “esquina”, naquele micro, ou macrocosmo (depende do olhar!).

A peça de dramaturgia de Cláudia, essa boa novidade das letras potiguares, é algo para ler e tentar crer, porque leva a interpretações do mundo que não são encontradas na estante, nem na internet, nem nas linhas dos jornais (a não ser nas entrelinhas); o texto enfoca os delírios urbanos mais profundos, como profunda é a pena de quem os descreve e os escreve.

Por isso é de se estar atento! É de se ingressar com prudência nesse mundo imprudente! O teatro de Cláudia Magalhães merece mesmo atenção. Causará o impacto, os sismos e as cismas de que é merecedor, ambos em muitos graus “Richter”. Há de se ter um sismógrafo e bons nervos para penetrar nessa “esquina”. E é bom sempre estar bem preparado, pois ali não é lugar para desavisados! Ali é lugar de profissionais! Tenha coragem, caro leitor! Corra os riscos! Tome uma meladinha e siga até o fim dessa es(his)tória, desfrutando de todas as delícias, bizarras delícias de uma esquina que está bem ali, pertinho, pertinho de todos nós!

Melhores filmes britânicos dos últimos 25 anos

2 de setembro de 2009 às 14:53 | Comentar

“Trainspotting”, do diretor Danny Boyle, foi eleito o melhor filme britânico lançado nos últimos 25 anos, segundo lista divulgada pelo jornal “The Observer”. Adaptação do romance homônimo do escritor Irvine Welsh, o longa de 1996 conta a história de um grupo de jovens escoceses que mergulha no submundo para manter o vício em heroína.

Indicado ao Oscar de melhor roteiro, “Trainspotting” também é um retrato da cena clubber do Reino Unido nos anos 90 e fez da música “Born slippy”, do Underworld, o hino dessa geração. O filme revelou ainda o ator Ewan McGregor, que interpreta o protagonista Mark Renton.

Outra produção de Danny Boyle aparece na lista elaborada pelo jornal. “Quem quer ser um milionário?”, vencedor do Oscar deste ano, ocupa o nono lugar no ranking. A comédia “Os desajustados” (1987), de Bruce Robinson, e o drama “Segredos e mentiras” (1996), de Mike Leigh, ocuparam o segundo e o terceiro lugar.

Confira a relação completa dos melhores longas-metragens lançados nos últimos 25 anos:

1º “Trainspotting” (1996), de Danny Boyle
2º “Os desajustados” (1987), de Bruce Robinson
3º “Segredos e mentiras” (1996), de Mike Leigh
4º “Vozes distantes” (1988), de Terence Davies
5º “Minha adorável lavanderia” (1985), de Stephen Frears
6º “Violento e profano” (1997), de Gary Oldman
7º “Sexy beast” (2000), de Jonathan Glazer
8º “O lixo e o sonho” (1999), de Lynne Ramsay
9º “Quem quer ser um milionário?” (2008), de Danny Boyle
10º “Quatro casamentos e um funeral” (1994), de Mike Newell
11º “Desafio vertical” (2003), de Kevin MacDonald
12º “Esperança e glória” (1987), de John Boorman
13º “Control” (2007), de Anton Corbijn
14º “Naked” (1993), de Mike Leigh
15º “Under the skin” (1997), de Carine Adler

Bardot

2 de setembro de 2009 às 14:50 | Comentar

“A exposição “Brigitte Bardot e os Paparazzi Originais”, a ser inaugurada na quinta-feira (3) na galeria James Hyman, em Londres, mostra a transição da fotografia de celebridades, dos estúdios e fotos posadas para as imagens capturadas na rua ou em momentos de lazer.

Brigitte Bardot foi uma das primeiras atrizes a ser ‘perseguida’ por paparazzi, sendo, inclusive, a musa do primeiro de todos eles, Tazio Secchiaroli, que inspirou o personagem Paparazzo do filme La Dolce Vita, de Federico Fellini.

A exposição que reúne 75 fotografias, algumas delas nunca expostas antes, fica em cartaz até o dia 3 de outubro.

bardot 1

Vagarosa, de Céu

2 de setembro de 2009 às 14:41 | Comentar

“Se você não sabe qual das novas cantoras de música brasileira escolher, despreze olimpicamente a maioria delas e concentre-se na Céu. É provavelmente a única que não ficou presa no cânone da MPB dos anos 60, não se espelha obsessivamente na Marisa Monte dos anos 90 e nem tenta pegar o vácuo da ressurreição eletrônica da bossa nova nos anos 2000. Num momento em que até as velhas divas perderam o rumo – porque seus principais compositores perderam igualmente o rumo –, Céu traz uma nova proposta, inspirada no balanço do reggae e nas levadas do funk, na sofisticação do jazz e na tradição do melhor samba, com pitadas inteligentes de música eletrônica.

Seu segundo CD, Vagarosa, soa diferente de tudo o que está aí, provocando um saudável estranhamento inicial até em ouvidos experimentados. Não apela para a batida fórmula de “voz e violão”, não se entrega ao romantismo cafona das trilhas de novela e nem precisa do cansativo axé da Bahia para se sustentar. Céu não parece ter crescido no Brasil das últimas décadas – ao menos, musicalmente. Não há nela, por exemplo, nenhum ranço de Roberto Carlos (a efeméride mais caduca deste ano), Caetano & Gil (um não conseguiu se recuperar da separação; o outro, do MinC) ou mesmo Nelson Motta (depois de Noites Tropicais, todas as arrivistas sem talento querem fazer parte de sua biografia). Fora os horrores do sertanejo universitário, dos religiosos cantores e das dançarinas multi-uso – Céu também passa longe do mau gosto do Brasil das classes C e D. É a intérprete, e a compositora, que a gravadora Trama gostaria de ter lançado; que Maria Rita poderia ter sido (se tivesse um programa mais definido); e cuja independência as veteranas hoje almejam, porque Céu parece ter identidade própria, quando todo mundo navega ao sabor do vento. Nossa esperança é a de que, justamente, Céu não caia nas garras do mainstream, de um “padrinho” ou mesmo de uma major. Não podemos perder mais uma para o sistema (como já perdemos tantas)… “JULIO DAIO BORGES – http://www.digestivocultural.com/

Livia Reis/Entrevista

2 de setembro de 2009 às 14:34 | Comentar

“No recém-publicado “Conversas ao sul: ensaios sobre literatura e cultura latino-americana” (EdUFF), a professora de Literaturas Hispânicas da UFF Livia Reis reúne 13 estudos que têm como eixo de reflexão as relações entre o Brasil e a América hispânica. Os textos tratam de temas importantes nos debates contemporâneos sobre literatura e cultura, como a questão do testemunho e a transculturação”.

Leia a entrevista aqui

PS para Fernando

2 de setembro de 2009 às 14:34 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigo:

Esqueci de acrescentar que considero os livros escritos também por inconsciências. Sem menosprezar as consciências, claro.
Abraços:

“Vi uma foto de Anna…” será lançado dia 17

2 de setembro de 2009 às 14:29 | Comentar

silvana

A atriz Silvana Menezes faz a leitura dramática de “Vi uma foto de Anna Akhmátova”, no Teatro de Santa Isabel, por ocasião da homenagem prestada ao autor, Fernando Monteiro, durante o 7º Festival Recifense de Literatura.

O livro será lançado em Natal no dia 17 de setembro, às 19 horas, na Livraria Siciliano do Midway. Todos convidados desde agora. Será o primeiro lançamento após o realizado em Recife no mês passado.

“Esquina do mundo – a hora do cão-lobo”

2 de setembro de 2009 às 14:24 | Comentar

No próximo dia 10 de setembro a dramaturga e atriz Cláudia Magalhães lançará o livro “Esquina do mundo – a hora do cão-lobo”, texto teatral inédito de sua autoria. Será na Livraria Siciliano do Midway Mall das 18h ás 22h e contará com apresentações musicais de Danilo Guanais e Isaque Galvão, além de exposições multimídia. O livro tem prefácio de Nei Leandro de Castro, “orelha” de Livio Oliveira e coordenação editorial de Cefas Carvalho.

Quem escreve os livros

2 de setembro de 2009 às 14:23 | Comentar
Por Marcos Silva

Prezado Fernando:

Tendo a concordar com vc: não importa de imediato o sexo de quem escreveu um livro, o importante é o livro.
Para não cairmos num idealismo absoluto, como se os livros se escrevessem sozinhos, vale a pena também estar atento à mão e ao cérebro que os geraram. Aí, entram considerações sobre sexo, nacionalidade, classe social, religião (ou ausência de), formação… Não para desqualificar ou super-qualificar ninguém antecipadamente à leitura mas para entender seu fazer-se. É por esse motivo que existe uma Sociologia da Literatura (e uma História, uma Antropologia, uma Psicologia etc).
Nos EEUU, recentemente, existe uma campanha contra as considerações sociais em relação ao literário. Prefiro pensar que a Literatura faz parte do mundo social, sim, sem nenhuma teoria de reflexo. E faz parte tanto por nascer dele quanto por também gerar sua existência.
Sobre a Literatura feita por mulheres: houve tempo em que ler e escrever era quase um luxo de classe e de gênero. As mulheres não começaram a escrever com o Feminismo, claro. E homens e mulheres escrevem uns para os outros, lêem uns aos outros.
Detesto políticas culturais de gueto (gays lerem somente gays, mulheres lerem somente mulheres, machões lerem somente machões…). Prefiro pensar que quando lemos quem se parece conosco e quem difere de nós aprendemos que todo mundo tem algo de todo mundo: um gay tem uma mulher e um machão em seu ser, uma mulher tem um machão e um gay em seu ser, um machão tem um gay e uma mulher em seu ser… O mesmo poderia ser dito sobre judeus, palestinos, índios e quakers.
Abraços:

Funk e cultura

2 de setembro de 2009 às 10:01 | Comentar

RIO DE JANEIRO – A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou por unanimidade na noite desta terça-feira o projeto de lei que transforma o funk em um movimento cultural e musical de caráter popular. O texto, de autoria dos deputados estaduais Marcelo Freixo (PSol) e Wagner Montes (PDT), seguirá para o governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancioná-lo.

*********

Isso significa que a polícia, preta e pobre, vai ser menos violenta contra os pobres e pretos e favelados funkeiros?

Quando eu era menino

2 de setembro de 2009 às 9:55 | Comentar
Por fernando monteiro

Quando eu era menino (faz muito tempo), minha mãe tinha uns livros dentro do “móvel da sala”. Pois não havia, é claro, qualquer coisa nem remotamente parecida com uma biblioteca naquela casa de comerciante de classe média (baixa) que foi o meu pai.
Então, eu pegava, ao acaso, os livros espaçadamente comprados por minha falecida mãe – e que iam de títulos de Hemingway (tipo “Por quem os sinos dobram” ou “Adeus às armas”, livros popularizados pelo cinema) aos romance da Sra. Leandro Dupré (“Éramos seis” etc) – e devorava tudo, escrito por Homem ou Mulher, sem prestar a menor atenção nessa diferença. Com oito de idade, talvez eu já intuísse que todos os livros são escritos por CONSCIÊNCIAS, sejam de fêmea ou de macho, não é isso o que importa.
Cinquenta e dois anos depois, sigo pensando do mesmo jeito.

Prêmio de Literatura

2 de setembro de 2009 às 9:50 | Comentar

João Pessoa-PB, juntamente com as cidades de Salvador-BA, Brasília-DF, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP e Florianópolis-SC, foi selecionada para sediar uma das comissões julgadoras do Prêmio SESC Literatura 2009. O festival que pretende revelar novos talentos e promover a literatura nacional, recebe inscrições até o dia 30 de setembro, nas categorias Romance e Conto.

Para participar o interessado da Paraíba deve procurar a Unidade do SESC Centro João Pessoa (Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro de João Pessoa. Telefone (83)32083128.), munido da cópia da obra ainda não foi publicada.

aqui

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar