PAPO RETO com Fernando Mineiro

Destaque

Quatro mandatos de vereador. Quarto mandato como deputado estadual. E mais quatro anos à espera de novo pleito municipal. A Prefeitura de Natal pareceu até mais distante este ano para Fernando Mineiro. Culpa do PT? Ele diz que não, mesmo sendo o único partido de esquerda a registrar queda – de quase um terço! – este ano. De certo o deputado contou com apoio de boa parcela da classe artística e de formadores de opinião. E não à toa. Além de figura simples e simpática, Mineiro frequenta, prestigia e, por vezes, apoia ações culturais. E sob essa figura dicotômica, de simpatia pessoal e antipatia partidária – ambos os casos, para a maioria da população, segundo pesquisa Datahipótese do Editor, segue mais um PAPO RETO:

1. Seguidas vezes melhor parlamentar do ano no RN. Seguidas vezes derrotado para prefeito de Natal. Por quê?
Fui derrotado duas vezes nas eleições para prefeito (2012, 2016). A maioria da população escolheu outro projeto para a cidade. Cada derrota tem suas razões específicas. Cada eleição tem condicionantes próprios. Em ambas, não tive capacidade de convencer a maioria da sociedade que a minha proposta era a melhor. Faz parte do jogo democrático.

2. Eleição de 2012. Poucos votos o separaram do segundo turno com reais chances de vencer o pleito municipal. Este ano teve 10% de votos. A culpa, neste caso, é mesmo do PT? Considera uma mudança de partido?
Não vejo pelo ângulo da “culpa do PT”. As eleições deste ano aconteceram em um cenário de golpe institucional, de avanços de concepções conservadoras, de vitória da antipolítica, de derrota nacional de posições mais à esquerda. Em Natal, particularmente, o debate sobre a situação da cidade foi interditado. O candidato vitorioso fugiu dos  debates, das ruas. O seu marketing (vitorioso) escondeu a real situação da cidade. Escondeu até os seus aliados. Passadas as eleições, a cidade se apresenta – e se apresentará mais ainda – em toda sua crise. A sociedade pagará o preço do estelionato eleitoral. E não me passa pela cabeça nenhuma mudança de partido. Até porque o PT tem mais acertos do que erros e os partidos existentes estão muito distantes do que eu penso ser o papel de um partido político na sociedade. E os erros não são exclusividades do PT.

3. Você se considera o Freixo natalense?
Não. Cada um de nós é fruto das formações, concepções e lutas políticas específicas e concretas, ditadas por histórias diferentes/singulares.

4. Mensalão. Petrolão. Lava Jato. Sem meias palavras, você acredita piamente na inocência dos ex-presidentes Lula e Dilma?
Não se trata de se acreditar “piamente”. Lula é, seguramente, o personagem político mais investigado/vigiado das últimas quatro décadas da história brasileira. O que se provou, concretamente, contra ele? E quanto à Dilma, será que, nessas alturas dos acontecimentos, alguém ainda “acredita piamente” que ela cometeu algum tipo de crime?

5. Quem você pensa que é?
Apenas mais um rapaz latino americano.

 

Foto: Novo Jornal

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