Para Jarbas Martins
29 de maio de 2010 às 19:49 - 3 ComentáriosEstou aqui em Parnamirim ouvindo jazz, MPB, resgatando poetas e poesias. Seu nome veio à tona quando se falou em literatura universal e, particularmente, literatura hispano-americana de Julio Cortázar também com sua personagem marcante chamada “a maga”. Foi declamado trechos de algumas poesias suas como “ad perpetuam rei memoriam”, “de cor e salteado”:
então este rio potengy talvez não seja mais que uma memória azulcicratizações de gordas sombras e águas semoventes uma espada de mercúrio do flanco esquerdo da ponte de igapó à pedra do rosário atravessará o coração do rio mas isto se dará entre a vigésima quinta hora e a hora oficial da abolição dos mangues uma garça de petróleo estancará seu vôo sob a mira de um canhão de raio laser deste porto de miasmas zarpará o último cargueiro em busca de um país onde os peixes cegos riem aonde os peixes jamais irão.
Jarbas, raro escrevo: vivo. Escrever é um verbo intransitivo. Embora você se ache “sem gracice” a sua “graça” foi lembrada de forma muito bonita e amorosa. “Viver, não é _ é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender a viver é que é viver mesmo”.
Um beijo, poeta!


3 Comentários
Tânia, minha linda, acho que que vocês andam exagerando. Este sarau foi no sebo do Vicente Januário ? Acho que vi por aí algo sobre um sarau no sebo do Vicente em Parnamirim. Dê um abraço nele por mim e um beijão querida.
Tânia querida,
não pude ir ao Sebo do Vicente Januário em Parnamirim. Acho que vocês andaram exagerando,
mas não posso negar que fiquei feliz com a homenagem. De que eu não gosto é de oficialismo,
mas curtir esses instantes com você e pessoas como Vicente é outra coisa- é pura demonstração de amizade. Beijão, Tânia, e dê por mim um abração no Vicente.
Tânia, Jarbas
Viver é isso, curtir a literatura sem regras, nem pontos, nem vírgulas, quanto mais respostas às perguntas…
Abraços