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Sarau homenageia poeta Paulo Augusto e os 40 anos do livro “Falo”

Paulo Augusto

Já pensou em sair do trabalho e saborear a vida noturna do Centro Histórico da Cidade do Natal regada à poesia?

É o intuito da temporada de verão do grupo Insurgências Poéticas, no Bardallos Comida e Arte, realizado às quartas-feiras de verão, até o dia 08/02.

A segunda edição do sarau será realizada nesta quarta feira (25), a partir das 19h.

O grupo homenageia o poeta Paulo Augusto, autor de “Falo”, publicado 40 anos atrás e, até hoje, um dos livros mais importantes da poesia homoerótica brasileira.

O sarau objetiva oferecer ao público uma programação com diversas expressões poéticas produzida em Natal: livros, zines, filmes, música, exposições e, claro, a poesia contida nos encontros.

Os integrantes desta temporada do Sarau: Ayrton Alves, Felipe Nunes, Pedro Neto, Selenita Aparte, Thereza Nunes e Thiago Medeiros, convidam para esta noite, além do próprio Paulo Augusto, as poetas Ada Lima e Rizolete Fernandes; os músicos Antoanete Madureira, Flaklin Mario e Rodolfo Amaral; a bailarina Rozeane Oliveira; o artista visual Diogo Ferreira e a exibição do curta metragem “José Bezerra” de Pedro Medeiros.

Paulo Augusto.2Sobre o poeta Paulo Augusto

Paulo Augusto é poeta e jornalista, nascido em Pau dos Ferros (RN) em 03 de agosto de 1950.

Formado em Jornalismo na UFF de Niterói – RJ, ele trabalhou nos jornais O  Fluminense (Niterói/RJ), Última Hora (RJ), Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, dentre outros.

Foi colaborador do jornal Lampião da Esquina, primeiro periódico voltado ao público gay, em circulação entre 1978 e 1981, durante o Regime Militar.

O poeta potiguar colaborou desde a fundação, ao lado de nomes como: Glauco Mattoso, Leila Míccolis, João Silvério Trevisan, Caio Fernando Abreu e Aguinaldo Silva.

Antes do Lampião, Paulo publicou “Falo”, em 1976, considerado uma das primeiras publicações do paíscom poemas exclusivamente homoeróticos.

O livro é dedicado a Madame Satã e era vendido corpo a corpo na Lapa.  Os poemas são protestos contra diversos tipos de abuso e preconceito e traz marcas autobiográficas.

Paulo Augusto_3Sobre o Insurgências Poéticas

Janeiro de 2016, mês de férias, seis amigos/poetas “inquietos, ásperos e desesperançados”: Amanda Duarte, Ayrton Alves, Letícia Torres, Marina Rabelo, Michelle Ferret e Thiago Medeiros celebram a poesia dos encontros em uma mesa amarela do bar do Pedrão, em Natal/RN.

O fruto dessas conversas foram exposições, zines, livros e 12 saraus no ano caótico que foi o de 2016. Uma resistência com poesia, amor, aprofundando laços pessoais e poéticos que doem e embriagam.

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