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A “pequena” Cuba e o “grande” Brasil

fidel

Não vou discutir rinchando sobre a Revolução cubana e seus resultados. Primeiro, Cuba fez uma revolução. O Brasil só faz golpes. Segundo, Cuba deixou de ser um balneário da putaria dos Estados Unidos, para transformar-se num país. Pobre, isolado, mas uma Pátria.

O Brasil aliou-se, militarmente, com apoio civil, desavergonhadamente ao processo de desmoralização da Democracia na América Latina. A ditadura cubana de Fidel merece repúdio. E as ditaduras cruéis do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e outros merecem o quê? Aplauso? Cuba teve uma ditadura sob o controle de um revolucionário que arriscou a vida para implantar uma Pátria.

Qual ditador de merda do Brasil arriscou o quê? O que arriscou Castelo Branco? Esperou o resultado do golpe para assumir o poder. Prometeu eleições e mentiu. O que arriscou Costa e Silva? Nada. Mobilizou os quarteis e manteve o poder ditatorial.

Depois, Médici. Que não ria pra não mostrar o sangue dos torturados nos dentes. E os seguintes, Geisel e Figueiredo, farsa de estadistas. Exílio, assassinatos, torturas. Um filho da Dinamarca pode esculhambar Fidel Castro. Ou da Noruega. Ou da Finlândia.

Mas filho do Brasil não tem autoridade histórica pra falar mal de Fidel Castro. Só poderá fazer isso quando fizer uma Pátria. Fidel Castro fez uma Pátria. E disse: “Hoje à noite, milhões de crianças dormirão na rua; nenhuma delas é cubana. Amanhã de manhã, milhões de crianças não terão escola para irem; nenhuma delas é cubana”.

Quando esse Brasil “grande” poderá dizer o mesmo?

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François Silvestre

Comentários

15 comments

  1. Ruben 28 novembro, 2016 at 01:03

    A INVOLUÇÃO DE FIDEL CASTRO

    DADOS DA TRAGÉDIA CUBANA:
    “ações democráticas” do kamarada Fidel Castro desenvolvidas no período de 1959 a 2004 – com uma eficiência nunca vista antes, sob os aplausos orgiásticos da militância:
    – 56.212 fuzilados no “paredón”;
    – 1.163 assassinados extrajudicialmente;
    – 1.081 presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causas naturais;
    – 77.824 mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga pelo mar.
    Total: 136.288 cubanos mortos pela ditadura de Fidel Castro

    Só uma esquerda-sadomasoquista ou infantil ou que nada sabe sobre História pode defender um regime
    deste. CHEGA DE IDEOLOGIA-ESPUMA-DE-CHOPP !!!!

  2. Aurélia 28 novembro, 2016 at 10:29

    Eita, q esse Ruben é tiete. Manja até da espuma.
    E que parte de “A ditadura cubana de Fidel merece repúdio” vc não entendeu? É muita paixão.
    Vc tem certeza desses números? Tô achando subestimados. Principalmente se comparados aos índices anuais de homicídios nas capitais brasileiras. Tão democráticas.

  3. François Silvestre
    François Silvestre. 28 novembro, 2016 at 19:12

    De Tácito Costa, dono da Casa, por e-mail:

    “Texto do caralho! Palmas”.

    De Eugênio de Andrade:

    “Nada podeis contra a carícia da espuma”,

  4. Jessé de Andrade Alexandria 29 novembro, 2016 at 19:05

    Se não gostais da Cuba de Lênin (e de Fidel), por que não amais a Cuba de Martí? O grande intelectual e poeta mexicano Octavio Paz, um homem de face política conservadora, propôs essa “mirada hacia Cuba”: “Simpatizo con Cuba por lo que tiene de Martí, no de Lenin”. Cuba é muito mais que Fidel, embora devamos reconhecer, inelutavelmente, como bem disse o escritor François Silvestre de Alencar, que Cuba só se transformou verdadeiramente numa pátria depois da revolução. E que revolução! Revolução do povo, dos homens do povo, revolução feita com sangue do povo. Revolução que trouxe solidariedade entre os povos e entre os irmãos do mesmo solo (milhares de médicos cubanos espalhados pelo mundo, assistindo enfermos, inclusive em países devastados por guerras e pandemias): “Os sãos não necessitam de médico, mas sim, os doentes. Portanto, ide aprender o que significa isto: ‘Misericórdia quero, e não sacrifícios’. Pois não vim resgatar justos e sim pecadores”. Revolução que deu de comer a todos, indistintamente, a negros e brancos, a homens e mulheres, mesmo com tanto racionamento, inclusive em razão de um bloqueio econômico desumano: “Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes”. Revolução que alfabetizou 99,8% da população: “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e males entre o povo”. Aos ideais de consumo e à mediocridade intelectual da direita brasileira, óbvio que prefiro um olhar mais humano sobre Cuba, “uma vez que o capital se transforma em um ídolo e guia as decisões das pessoas, uma vez que a ganância pelo dinheiro governa todo o sistema socioeconômico, arruína a sociedade, condena e escraviza homens e mulheres, destrói a fraternidade humana” (Papa Francisco). Nos países capitalistas, o único deus existente é o mercado, cuja teocracia a todos governa. Quem ousa desafiar o deus do dinheiro é apontado como infame ou inculto. Conversando com uma conhecida jornalista sobre o fato de existir uma maior igualdade entre homens e mulheres em Cuba, ela me disse que isso não é verdade e que há diferença salarial entre os médicos e médicas cubanas que vieram ao Brasil. Perguntei-lhe de que fonte provém essa informação. Ela, jornalista, não soube explicar; disse que não se lembrava. Ora, ora, ora. Quais as fontes de tanta informação negativa sobre Cuba? Nem preciso responder. Antes que eu me esqueça: se alguém vier dizer aqui que um salário médio em Cuba é de 20 dólares, espero que explique e enumere o que um dólar compra na ilha caribenha. Há muitas dificuldades por lá, mas há muita coisa boa também. Oxalá consiga eu visitar Cuba entre os dias 10 e 20 de fevereiro de 2017, pelo menos voando nas palavras de Martí: “Cuba nos une en extranjero suelo,/ Auras de Cuba nuestro amor desea:/ Cuba es tu corazón, Cuba es mi cielo,/ Cuba en tu libro mi palabra sea.”

  5. Roberto 30 novembro, 2016 at 07:56

    Texto idiota. Reverenciar a criação de uma pátria pelo ódio, matanças, supressão das liberdades, dos direitos fundamentais e, principalmente, pela comparação entre ditaduras, assim como pelos defeitos de quem foi mais ou menos covarde entre os seus membros ditadores, é de uma burrice é de uma infantilidade sem par.

  6. Jessé de Andrade Alexandria 30 novembro, 2016 at 09:11

    Aos olhos de hoje, uma revolução armada é vista com desconfiança: há quase unanimidade em encará-la como algo desumano, e eu não discordo disso. A humanidade deve lutar por grandes transformações sociais pacíficas. Isso é uma boa utopia. Mas também tenho cá minhas desconfianças de que isso seja apenas esperança ou quimera. Mas é bom lembrar aos inimigos de Cuba, ou de Fidel, que as revoluções burguesas não foram diferentes: há relatos de que os burgueses revolucionários torturavam, furavam os olhos dos nobres contrarrevolucionários na Revolução Francesa. Na Guerra Civil estadunidense, houve intensa carnificina; ninguém ali era um lorde inglês despejando cortesias num jogo de bocha. Nas revoluções burguesas que varreram o século XIX, a violência, muitas vezes, era gratuita: fuzilamentos de jovens desarmados, tortura de rendidos etc. E por que não falar das técnicas de afogamento utilizadas em Guatánamo pelos gentis-cavalheiros ianques, algo que não é propriamente de uma guerra, né? Devagar com o andor, que o santarrão é de barro.

  7. François Silvestre
    François Silvestre 30 novembro, 2016 at 12:08

    E por falar em covardia, assinar texto com o pré-nome, sem identificação de quem se trata é uma delas. Sobre idiotice, o autor anônimo se atesta pela qualidade do texto exposto.

  8. François Silvestre
    François Silvestre 30 novembro, 2016 at 12:21

    Pegando carona no texto brilhante de Jessé Alexandria, a ditadura de Franco, na Espanha, onde houve brasileiros envolvidos, fez da barbárie uma brincadeira cotidiana. O único resultado bom foi quadro Guernica de Picasso. Sobre comparações, não temos como fugir delas. Faz parte do conhecimento histórico e do aprofundamento científico. No Direito Comparado, nas relações artísticas de influências e na evolução civilizatória. Só não sabe comparar o estreito em tolerância, que sofre com as próprias limitações. E aí se empanzina de adjetivos. Já foi dito que “o desaforo é a confissão de fracasso intelectual”.

  9. Ruben G Nunes 1 dezembro, 2016 at 01:18

    Vê-se que a esquerdopatia- manada e a esquerdalha-de-butique não consegue conversar com fatos.
    Se os fatos atestam pensamento contrário os fatos estão errados ou é mídia comprada. Assim não dá. Não há jumentice que aguente. Poucos comentários acima foram objetivos inclusive o do autor François Silvestre (que admiro como escritor). Desfocaram o que acima escrevi com “palavrinhas de ordem” ou citações gratuitas. Vamos ao foco. Nunca disse que não gostava de Cuba. Nem do Fidel. Este tem lá sua importância histórica como autêntico revolucionário por uma causa ideológica suicida. A História mostra claramente que o comunismo nunca deu certo como governo – e sim como rigorosa crítica e oposição aos desmandos do Capital. Aliás o velho Mordechai no seu Manuscritos de 44 já afirmava que o comunismo é um necessário principio dinâmico do futuro, mas não é ” em si a finalidade do a finalidade do desenvolvimento humano, a forma da sociedade humana” . Ou seja a força do comunismo é sua crítica sempre atual do CApital. Mas como governo, um fracasso histórico. Como alguns marxistas esquartejam os escritos de Marx, como o brilhante e louco Althusser que separa o Marx filósofo, do Marx revolucionário, muitos nunca leram essa base essencial do pensamento revolucionário de voinho-Mordechai. Também sobre os desmandos de violência, baderna e voluntarismo dos comunistas franceses Marx se declarou não-marxista. Claro que o lado criminoso de Fidel não pode ou não deve ser esquecido. E nunca aceito gratuitamente. Nada de moral de galinheiro, mas da consciência de cada um. problema interno antes de mais nada. Certos argumentos fechados e radicais de intelectuais sobre a esquerda, o comunismo, Fidel, Stalin, Mao, etc – argumentos inclusive bem expostos – nos remetem a uma ideologia de campo de futebol. I.é, como se posição política fosse time de futebol. Há uma galera fanática e um espetáculo, como dizia Baudrillard. Daí afundam a militância em ecos menores e distorcidos – as tais idiotices das “palavras de ordem”. Eis ai a espuma do chopp. que se desfaz a cada golada.
    (por menor esforço só coloquei meu primeiro nome – Ruben. Mas como parece que o nobre autor vê nisso um anonimato-idiota, anota aí e se desdiotize: Ruben G Nunes. Mais detalhes no Lattes, no CNPQ e nas premiações de romances dessa nossa santa e querida terrinha.

  10. François Silvestre
    François Silvestre 1 dezembro, 2016 at 14:10

    Apresentou-se. E disse que me admirava, como escritor. Obrigado. Porém, entretanto mas porém, o esbanjamento citatório e as conclusões sobre comunismo são pueris. Onde o comunismo foi praticado? Em canto algum. União soviética? Nunca. Stalin, uma desgraça. Ditaduras do leste europeu? Outra. E talvez nunca seja. Somos a pré-humanidade, que não se sabe se dará chance a uma humanidade do porvir. O maniqueísmo é seu. Basta ver meus textos sobre essa coisa, pra perceber que a “esquerda” militante me renega. Desde quando os cantores de Cantoria, citando um verso meu, nos Teatros do Brasil, foram criticados em Natal, no TAM, sob os gritos de petistas de que eu era um pequeno-burguês. Uma coisa é certa: qual sua idade? Se for da minha geração mostre as cicatrizes de oposição a uma Ditadura Cruel. Ou então recolha-se à condição de silente. Se for jovem, explique por que absolve a crueldade praticada aqui. Só pode cobrar a indignidade do vizinho quem tem dignidade na própria casa. Aqui, casa é sinônimo de país. Qualquer mecânico de Cuba, ou garçom cubano, ou motorista de ônibus de lá, ou vendedor de rua, em Cuba, discutirá esse seu arrazoado, inteligente, não nego, com conhecimento de causa. Vá discutir isso na nossa universidade e você ficará falando só. Câmara Cascudo, numa de suas idas à Casa do Estudante, que ia sempre que solicitado, afirmou que a Rússia embrutecera após o comunismo. E argumentou: Nunca mais lá apareceu um Dostoiévski, um Tolstoi, e citou vários outros nomes. Pedi a palavra, moleque chegado do Diocesano de Caicó, e perguntei? Mestre, e também há comunismo na Inglaterra, Espanha, França, Portugal ou Itália? Ele respondeu: “Não, Por quê”? Atrevi-me. Porque nesses países nunca mais apareceram Shakespeare, Cervantes, Vitor Hugo, Eça de Queiroz, Da Vinci, Dante, Ovídio, Virgílio. E citei mais alguns nomes. Ele deu uma baforada no charuto, riu, e respondeu com a generosidade de quem se dirigia a um inculto. “Meu filho, eu já deveria ter aprendido a ter cuidado com o que vou dizer em determinados lugares”. E soltou uma gargalhada. Pois é. Só pode cobrar contas quem faz o inventário das próprias cicatrizes. Se houver. como ensinou o poeta Pollari de Alverga.

  11. François Silvestre
    François silvestre 1 dezembro, 2016 at 14:37

    Pra completar: sobre a estultice adjetivada de desaforos e rótulos, nego-me a responder. Não perco tempo com bobagens. A carícia da espuma, sobre a qual nada podeis, no dizer do Poeta, faz falta quando se vai. Fugaz e indispensável, como a necessidade da arte, “que não se sabe pra que serve”, mas não se vive sem ela. Porém, entretanto, mas porém, dá pra se viver sem a algumas sabedorias estabelecidas. O capitalismo é o único regime possível na pré-humanidade. Tão factível que suas ditaduras são apenas “defesa da democracia”. Gaiato, se não fosse desumano e escroto.

  12. Luis Sávio DantasX 1 dezembro, 2016 at 23:53

    François, não aprendeu a lição que Michael Corleone ministrou a seu sobrinho e sucessor no poderoso chefão 3, de que não se deve odiar os inimigos, para não se turvar o raciocínio. Realmente François é um sujeito passional, e não vê os benefícios que os EUA fazem aos países atrasados. Ex. O Iraque era governado por um ditador sangrento, hoje não é mais. É verdade que no Iraque existiam, escolas, universidades, teatros, creches, famílias e crianças brincando. Hoje ?, ora, ora, países bárbaros não precisam disso. O mesmo se aplica a Líbia e a síria, países que igualmente foram destruídos. Ora François, você não percebe o quão bárbaro foi Fidel, fuzilou 50 mil pessoas, que horror, talvez mais 50 anos de embargos vingue estes inocentes trucidados. Como o glorioso EUA fez com o Irã, hum milhão de crianças mortas por causa do embrago ? bobagem, pois é preciso exportar a liberdade. hum milhão e quinhentos mil Vietnamitas mortos. bobagem, são detalhes nessa empreitada civilizatória. etc…

  13. François Silvestre
    François Silvestre 2 dezembro, 2016 at 13:15

    Meu caro, Luis Sávio, se você houvesse postado esse texto antes, eu nem teria respondido aos contestantes. Sem sua autorização, vou repercuti-lo lá no Blog do PoralNoAr.

  14. Ruben 4 dezembro, 2016 at 15:13

    Pelo texto bem escri to: brau! (Viva! no idioma calón de meu avô portuga). Pelo teor amargo, revanchista, um tanto pirracento e de “dono-da-verdade”, me parece que precisa de análise. Há uma tristeza em vc. Apesar de ser também psicanalista (lacaniano) só digo “parece”. Parece também que insiste em querer saber meu curriculum. Olhe a primeira e grande lição que tive nos cursos de Filosofia foi o “só sei que nada sei”, do velho Sócrates. Mas, como diz a personagem de Guimarães Rosa: “… mas desconfio de muita coisa”.
    Se quiser pode juntar a meu currículo duas teses (mestrado e doutorado) sobre voinho Hegel, tio Marx e o marxismo. Com louvor. Lá na velha UNICAMP com pesquisa dos originais ( orientadores eram tradutores). Como também pode juntar ao meu currículo a fundação do PRÒ-MARX aqui em Natal, com mais de 30 professores, alunos, militantes, com apoio do PCdoB. Iniciamos a leitura do Grundrisse. Mas a turma, principalmente os academicóides e fanaticóides metidos a sabidos não gostam de ler-lendo-comparando. A maioria, claro. Daí a coisa durou pouco – só alguns meses. Como pesquisador do CNPQ (tenho uma base de pesquisa), e apesar de aposentado continuo lendo Hegel e Mordechai. Já é um vício de minha formação em Filosofia Política. Mas quer saber?
    Essas porras de títulos e sapiências não valem nada se vc não tiver sempre o pensamento livre sem se deixar cavalgar na manada. Vc como escritor (repito dos bons; aliás essa nossa terrinha tem gente muito boa: vc, Carlão, Aluisio,Sobreira, Onofre, Eulício, Sanderson, Serejo, por aí…) deve saber o valor da Liberdade de pensar. Por conta disso mesmo é que estudando Marx a fundo como estudei, deixei de ser marxista. Mordida do cão se cura com pelo do próprio cão – como diziam meus manushos em nossa vitcha lá em S.Cristovão, Rio… lembruxas de criança cigana! As tentativas de governos marxistas ou ditos marxistas, estão aí pra comprovar as próprias palavras de tio Marx. Comunismo não é o destino humano. Mas é necessário como força social transformadora. Com isso não precisa dar vivas a Mr. Capital. Basta puxar forte as orelhas do gajo. Os países nórdicos souberam dialetizar o socialismo e a democracia, sem precisar de Marx. Mas fico admirando o cômico vôo de galinha choca dos marxóides academicóides que tudo sabem. Ou pensam que. Ah, sim, minha idade! Entrei em outubro-15, níver de Nietzsche e dia da professorada, na idade do infinito – 80 aninhos, camarada! Mas continuo nas sextas-de-pé-grande uiskmeditando com meus orixás. O resto é perder tempo. A Vida é mais alegria!
    No mais chega de papo-político. Não tenho mais tempo de ser infeliz.
    Se quiser bater uma caixa, escolha as armas e o padrinho e vamos uiskar aqui no meu botecodo(in)finito com o velho-Dostô.
    com meus respeitos de romancista pra romancista
    Ruben G Nunes

  15. sueleide 27 novembro, 2017 at 17:04

    Ô texto porreta Chico da Serra! Ô briga boa! Como é que eu perdi isso e só descobri um ano depois???
    Não sou analista, mas quanto a pirracento, os dois autores parecem ser. Uma “guerra de egos”? E tem um que parece ser mais ao ” esfregar” na cara do outro os diplomas que obteve, como para humilhá-lho… Ora, ora! Não precisava, doutor. François não precisa ser diplomado para ser genial, doutor Ruben. O melhor mesmo e o mais inteligente que o senhor escreveu foi convidá-lo a tomar um uísque com o senhor no seu boteco. Assim, poderão de viva voz comparar os egos e as leituras. E com um pouco de sorte, tornarem-se amigos velhos, a despeito de serem velhos amigos.
    Ah, se me permite doutor, quanto às denominações dos títulos, me parece que uma tese coroa um doutorado; mas para um mestrado, trata-se de uma dissertação.
    Meus cumprimentos.
    Sueleide Suassuna

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