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Pílulas para o Silêncio (Parte CIV)

sol

Nada foi dito, mas tudo ficou muito bem esclarecido.

Nos olhos, lá estava a verdade, impressa em incunábulos de dor e em tintas de sangue.

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Quando o dia nasceu, o amor já estava morto e enterrado na cova do silêncio da omissão.

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Noutra dimensão, a tradução poderia ser outra. Na rotina de hoje, a universalidade inaudita da injustiça.

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Os hipócritas e vis adoram se acobertarem sob o manto sujo e roto do mal-entendido.

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