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Pílulas para o Silêncio (Parte CXVIII)

A melhor voz que há em mim é o silêncio. Cerzido no manto do tempo pela agulha da espera, costurado com fio de delongas e drapejado com difusas suposições.

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Quantas vezes pensei que alcançara certezas, quando, em verdade, em verdade, me aproximava, cada vez mais, do poço fundo das dúvidas.

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Louva aquele que te inferniza, pois só o atentado poderá descobrir o brilho indescritível da própria superação.

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A dama da tarde passou por mim e suplicou-me um bom-dia. Não obstante já ser alta noite, ofertei-lhe o lótus do crepúsculo que ela já trazia no regaço dos próprios olhos.

clauderarcanjo@gmail.com

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