Crônicas e Artigos

Pílulas para o Silêncio (Parte CX)

nada

 

Sou nada; porém, obstante nada, o tudo me alumbra.

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Há um relicário de signos na manga do tempo, enquanto o vestido do Universo nos inquieta com o seu drapeado de infinita beleza.
Há uma calmaria de espantos na noite longa da espera, enquanto o bafio da finitude nos desassossega.

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Estarás em paz quando a guerra não for capaz de dar fim a todas as tuas quimeras?

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Há em toda maldade um trago de riso, a deixar um buquê de santidade no copo fundo da diabólica dor.

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Nobres são aqueles que reconhecem a sua baixeza por entre as nobiliárquicas patifarias.
clauderarcanjo@gmail.com

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