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Plutão Já Foi Planeta é escolhido Artista do Ano pelo Troféu Cultura

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E mais um ano do Troféu Cultura foi para a conta. São 13 edições no bolso. Esta versão 2016 corrigiu erros do evento realizado ano passado no auditório da Fiern. Mais formal, abriu menos brechas para gafes do cerimonial e deu voz aos artistas vencedores em suas categorias.

unnamedNos agradecimentos saiu alguns ForaTemer, mas gostei mesmo do discurso do Coletivo Caboré, que aproveitou a presença do empresariado para cobrar apoio à cultura. Este sempre foi um dos propósitos da festa: estreitar laços entre o artista e patrocinador.

Se o cerimonial conduzido pela jornalista Juliana Celli cumpriu à risca o roteiro, algumas broncas de produção podem ser anotadas: o número de mesas e cadeiras foi menor do que o número de convidados. E o sistema de ventilação claramente não suportou. O calor que deveria ser humano, comeu solto.

As homenagens a instituições, personalidades e entidades também foram alongadas, apesar da medalha entregue ao nosso substantivo Tácito Costa rs. A demora fugiu totalmente do roteiro combinado. Mas o idealizador do prêmio, Toinho Silveira, tem lá suas razões. São os empresários que garantem a permanência do evento no ano seguinte.

O sistema de votação mais uma vez instalado neste Substantivo Plural, diferente do ano passado, apresentou falhas este ano, mas logo detectadas e corrigidas. Serviu de aprendizado para investirmos num mecanismo mais seguro próximo ano. Subtraído os erros, foi registrado um significativo número de 58.394 votos únicos.

Claro só contribui com meu único voto e lamentei alguns resultados. Normal. Principalmente a falta ao ator caicoense Alexandre Muniz, indicado como Melhor Ator, Artista do Ano e ainda com seu espetáculo P’s, pela Cia. Trapiá, indicado a Melhor Espetáculo de Teatro. Com as três indicações não levou nenhum troféu. Mas conversei com ele ao final e o sorriso estava lá, feliz pela indicação. Vale mesmo é isso.

Sendo votação popular, me parecia antecipada as vitórias da banda Plutão Já Foi Planeta, que com quatro indicações levou três, inclusive a de Artista do Ano. A banda caiu no gosto do público geral quando atingiu um veículo de massa. E não à toa. Eles são muito legais, mesmo, e merecem os prêmios. Legal que a banda foi lá prestigiar e mesmo no aperto, se mostrou feliz com os troféus.

No mais, perdoem o texto apressado, escrito ainda na adrenalina pós-prêmio. Foi bem trabalhoso. Mas esse evento pode ser muito, mas muito melhorado mesmo. Ainda acredito no potencial desse Troféu, apesar da atual importância mesmo nesse formato. Mais aprendizados que servirão para o próximo ano.

Sem mais delongas, vamos ao resultado:

VENCEDORES

MELHOR ESPETÁCULO DE DANÇA – A Dança que Ninguém Quer Ver, do Gira Dança
MELHOR FOTÓGRAFO – John Nascimento
MELHOR ARTISTA VISUAL – Civone Medeiros
MELHOR CANTOR – Luiz Gadelha
MELHOR CANTORA – Khrystal
MELHOR SHOW – Plutão Já Foi Planeta, no Festival Dosol
MELHOR BANDA – Plutão Já Foi Planeta
MELHOR PRODUTOR CULTURAL – Diana Fontes, pelo Encontro Internacional de Dança Contemporânea e Conexão Elefante Cultural
DESTAQUE NA LITERATURA – Anchella Monte, com o livro Entre Tempos
DESTAQUE NO AUDIOVISUAL – Coletivo Caboré, com os filmes ‘Som do Morro’ e ‘Sailor’
MEHOR ESPETÁCULO DE TEATRO – Ventre de Ostra, de Junior Dalberto
MELHOR ATRIZ – Luana Vencerlau
MELHOR ATOR – Romero Oliveira, da Cia. Pão Doce de Teatro
ARTISTA DO ANO – Plutão Já foi Planeta

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