Poema de Wislawa Szymborska (*)
6 de fevereiro de 2012 às 10:01 - 3 ComentáriosEnviado por Fernando Monteiro
Por Wislawa Szymborska
Quando pronuncio a palavra Futuro
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
destruo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.
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(*) Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura 1996,
faleceu na quarta-feira passada, em Cracóvia (Polônia),
em decorrência de um câncer. Só existe uma edição
brasileira de poemas da grande Szymborska: a pequena
“antologia” lançada, em 2011, pela Companhia das
Letras, com tradução a cargo de Regina Przybycien.







3 Comentários
Bela escolha do poema, Fernando.
Aprendi com ela que um + um é igual a um. Descobri o deslumbramento (e a estreia) da palavra em si, de que o destino está em nossas costas e da eterna gratidão de ser um.
Uma pessoa que merece toda a nossa admiração.
Abraço.
P.S.: Sobre a legalidade do SP, gostei do seu comentário, estimulado pelas sábias palavras do nosso timoneiro mor.
Bela escolha, Fernando, do livro desta grande poetisa polonesa, Wislawa Szimborska, até então, desconhecida por mim. A tradução parece-me bem melhor que as que a Ilustrissima, do SP, publicou ontem.Vou já à procura dessa antologia, a que você se refere. Abraço e obrigado pelos generosos elogios feitos a este poeta angicano.
Belo poema!