Poesia

5 de março de 2012 às 17:20 - 10 Comentários
Por Carlos de Souza

Estou radicalizando, meus amigos, por favor me perdoem a pressa. Mas agora, só vou procurar poesia onde ela realmente não exista.

10 Comentários

  1. Edjane Linhares
    5 de março de 2012

    Enquanto isso, conserve aquela flor de pétala partida. Mesmo que não procure, ela se encontra no seu quintal. Abraços duplos.

    Que flor é esta?

    Pequena, branca e…
    com uma pétala partida.

    Não sei o seu nome.
    Fumante passiva, só observa.
    Talvez, velha na essência,
    mas, descoberta há pouco,
    é um poço de juventude.
    Prazer em vê-la disfarçada,
    exposta só para mim.
    Nos tornamos cúmplices
    de dúvidas e certezas.
    Decepção em não ser igual as outras?
    Procuro por perfeição e felicidade?
    No seu canto vive,
    encanta,
    a minha flor de pétala partida.

  2. 5 de março de 2012

    Por favor, me diga’aí, também quero saber qual é o endereço em que a poesia (não) está…

  3. 5 de março de 2012

    faz bem… é lá que tem.

  4. Marcos Silva
    5 de março de 2012

    Desde o tempo de Aristóteles…

  5. carlos de souza
    6 de março de 2012

    a poesia nunca está, alice, nem no sorriso do gato de alice.

  6. carlos de souza
    6 de março de 2012

    edjane sempre bem vinda ao meu jardim.

  7. Jarbas Martins
    7 de março de 2012

    Tenho certeza que a poesia não está neste hai-cai, que fiz para uma foto de Eduardo Alexandre: Cais sonhos sobrados/ zona de sombras e néon/ um amor – Ribeira – descarrilhado.

  8. Jarbas Martins
    7 de março de 2012

    Há muito disse aqui, no SP, que a poesia estava, sim, em tudo que Edjane Linhares publicava.Até na tessitura do seu nome e sobrenome. E ela – “flor de pétala partida” – tem consciência disso.

  9. Edjane Linhares
    10 de março de 2012

    Jarbas sempre gentil. Sou apenas uma aspirante a aprendiz. Te enviei (email) algo falando sobre isso. Um abraço.

  10. Jarbas Martins
    10 de março de 2012

    Caríssima Edjane,bastante atarefado com as aulas e livros que estou organizando, tenho passado ligeiramente por aqui.Razão porque, somente agora, vi o seu comentário.O seu e-mail não vi em minha caixa abarrotadíssima.Gosto do que você escreve e, como falei, já tive oportunidade de dizer isso, neste SP, há algum tempo.Um abraço.

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    PELO ESPELHO
    23-05-2013 às 10:00 - Comentar
    Por Marcos Silva

    http://1.bp.blogspot.com/_Y3onJaTm70w/SRxo57ETgCI/AAAAAAAAAE0/Mq0tN1DTMgw/s400/maos-dadas2.jpg

    glande lábios pelo

    lábio espelho em grande

    sabor despalavra

    gosma entrecortar

    ancorar em seco

    cena palco céu

    soca rolhas vinho

    mesmo dois espaço

    saciar-se nunca

    nem dosar o dia

    amar contra ordem

    como para sempre

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Além de fechar a prisão, seria legal abrir um Centro de Amizade EEUU/Cuba, sob o patrocínio de Ernest Hemingway. Local para biblioteca, cinema, teatro, bolsistas estadunidenses estudarem o universo cultural cubano e divulgarem o universo cultural de seu país de origem. “Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum” (Monteiro Lobato) - Prisão de Guantánamo: fim?
    • José Saddock: Ednar é poema, ainda assim: armada, sem querer lutar; vertendo água, sem matar a sede. Poetisa, a poesia se faz ao poetizar. Esse rio que é você, traduzido nas observações de Marcos Silva, tem muito por onde passar, tem muito o que nos dar. - Estupro
    • Nina Rizzi: Atento: Alguma Nova Poesia Brasileira. Isso é só um recorte. E pequeno. Ninguém dá mais conta do país, não (nem do RN)... - Suplemento cultural de Minas Gerais aborda a nova poesia brasileira
    • Marcos Silva: Sim, Jarbas. Qualquer coisa é melhor que uma ditadura. Mas nem sempre qualquer coisa é bom. Valeu a pena ser contra a ditadura mas precisamos cobrar do que vem depois (o tempo onde estamos) dignidade na política. É muito difícil, claro. Mas não custa batalhar. Considero a pura negação do estado uma forma acomodada de agir. - Barbosa e o Legislativo
    • Jarbas Martins: Podres poderes.Não, Marcos Siva ? - Barbosa e o Legislativo
    • Marcos Silva: O desespero virou poesia através de seu trabalho com a palavra, como nos versos que indiquei. É claro que vc deve seguir seus sistema de escrita, sem se submeter às opiniões alheias. Mas entendo que vc abriga um grande potencial que merece mais atenção sua para poder florescer ainda mais. A escrita é sempre essa luta entre sentimentos e organização. Um lado não pode apagar o outro. Um lado existe para enriquecer o outro. Verei vcs em julho. - Estupro
    • Anchieta Rolim: Ednar, minha amiga, gostei demais do poema. Esse é do tipo que vem dos confins da alma. Tudo de bom! - Estupro
    • Anchieta Rolim: Demétrio e Homero, estou gostando do diálogo. - Judicialização da política
    • Aldo Lopes de Araújo: Máxime num estado como o nosso, onde a simples recuperação de uma unidade de atendimento ao menor infrator precisa ser judicializada. O juiz, que também se chama Homero, bateu o martelo e bloqueou ontem, da conta única do Estado, a importância de 417 mil reais. Com essa decisão, abre-se, ao término da obra, espaço para que os garotões adolescentes possam ficar cumprindo medida socioeducativa. O respeitável magistrado invadiu a seara de outro poder, para não ter de soltar, por exemplo, um brasileiro de 17 anos e 11 meses que simplesmente matou a mãe de um de nós para roubar e saiu do Juizado da Infância e da Adolescência olhando para trás e zombando da polícia. Se o governo, responsável maior pela boa execução do contrato social, comete uma estultice desse porte, por falta de pulso e competência, o que esperar dos pobres mortais? Imaginem o que vem por aí? - Judicialização da política
    • Ednar Andrade: Boa tarde, Marcos. "As frestas são mundos"... "No céu deste inferno: anestesia é sorte". Este poema, se é que posso assim chamá-lo, já que tu assim o chamas: poema... Rsrs... Nasceu realmente de forma inconcisa, está mais para desespero do que para poesia. Ele é o retrato, mais uma vez inconciso, dos "últimos dias": "das últimas noites". É como eu disse, escrever para mim é como vomitar. Não tive tempo para programar, encaixar a forma precisa, exata, das palavras, isso disse na madrugada, gemendo e amargando o inferno ao qual pertencia meu corpo nestes últimos dias, querido. Obrigada. Sou sempre grata aos ensinamentos e vindo de ti, para mim é um privilégio. Abraço, querido. - Estupro