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Poeta Marcos Cavalcanti lançará “Antropofamélicas Palavras” dia 11 de agosto

O poeta Marcos Cavalcanti lançará no próximo sábado, dia 11, das 17 horas às 21 horas, no Espaço Moara (Rua das Conchas, 2199 – Ponta Negra, fone 3301-2519), o seu terceiro livro de poesia, “Antropofamélicas Palavras”, e o 4º  de sua trajetória literária.

Marcos Cavalcanti é poeta e fotógrafo. Natural de Santa Cruz-RN, formado em Letras e em Jornalismo pela UFRN, é membro fundador da SPVA-RN – Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, da ASPE e integra também os quadros da UBE-RN. Idealizador do projeto Poesia Viva, ajudou a resgatar o fazer literário de Santa Cruz e da região do Trairi, organizando as antologias: Templos Tempos Diversos {1995}, Trairi em Versos {1997} e Cantos e Contos do Trairi {2OO8}.

De sua criação individual, já lançou os livros de poesia: Viagens ao Além-Túmulo (1999) e Imarginário (2005). Em 2O15, veio a lume Acontecências – Retratos do Meu Inharé, livro de crônicas ambientadas em sua cidade natal.

“Antropofamélicas Palavras” já lançado em Santa Cruz, no mês passado. O lançamento será em clima de sarau e faz parte de uma extensa programação cultural alusiva ao dia dos pais, com a participação de poetas da SPVA, de músicos, dança, humor, artesanato e muita declamação de poesia.

A exemplo de seu segundo livro de poesias, Atropofamélicas Palavras também tem a marca do bilinguismo, escrito em português e em espanhol. A apresentação ficou por conta do Presidente da Academia Norte Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Limas, com capa ilustrada pelo artista plástico Dorian Gray Caldas. O livro, que é uma produção independente, totalmente bancada traz 52 poesias, além de um anexo que chamou de fotobiografia poética, espécie de álbum que ilustra o seu percurso literário. Com forte predominância metalinguística, o livro é dedicado “antropofagicamente” aos caetés urbanos {poetas antropofágicos} de todos os tempos, bem como a todos os que têm fome e sede de palavras humanamente poéticas. Eis um dos poemas contidos na obra:

SIMBIOSE FILOSÓFICA

Um suor gelado

Envolve meu corpo,

Uma ardência no estômago

De saber tão pouco.

E a vida?

Vide a bula da filosofia:

É a junção da tristeza

E da alegria.

É um misto de dor e de prazer,

É um querer e não querer,

É o jogo do ser e do não ser

No clarão da noite,

Na escuridão do dia.

A vida,

Sem mais filosofia,

É a fusão do poema

Com a poesia.

 

Trecho da apresentação de Diógenes da Cunha Lima:

EIS UM POETA

Apresento o livro de um poeta. Ele pode usar altíssimo nome de Poeta. Dele é lícito dizer, como Fernando Pessoa, que sente com a imaginação.

Neste livro, ainda que com frequentes invenções rítmicas, a concepção sobreleva a forma. Não ignora a métrica e a força rítmica, buscando a rara beleza sugestiva.

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Comentários

1 comment

  1. Marcos Cavalcanti 9 agosto, 2018 at 22:40

    Meu amigo Tácito Costa, muitíssimo obrigado pela divulgação do lançamento do meu novo livro!!!

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