PS: ética e performance
5 de agosto de 2009 às 12:22 - ComentarTácito:
Ainda sobre a palestra que vc comentou: embora não tenha assistido à atividade, receio que estejamos diante de uma exaustão de performances, com o auxílio luxuoso das “pegadinhas” de tv (horror, horror!).
Lembro de um poema visual/material que situava toda a poesia dentro de uma tampa de privada. É claro que o poeta é livre para fazer o que quiser. Infelizmente, antes dele, Rimbaud escreveu, com Verlaine, o “Soneto do olho do cu”, onde a merda aparece sacralizada – gesto mais perturbador que o habitual nojo em relação a essa matéria. E uma peça radiofônica de Artaud (Para dar um fim no juízo de Deus) caracterizou a merda como essência do humano, num sentido muito afirmativo. Depois dessas conquistas poéticas, como reabordar o assunto?
Sim, a palestra não foi sobre esse assunto. Mas é bom relembrar outras incursões do espírito.
Enfim, é preciso ouvir Woodstock ao som de Carlos Gomes: “Tão longe de mim distante”.
Abraços:


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