Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

8 de fevereiro de 2012 às 22:55 - 7 Comentários

Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

Considerada a mais contemporânea de todas as casas de óperas, o ROH faz uma leitura mais moderna dos espetáculos, ampliando seu alcance e atraindo um público de faixa etária variada. Serão oito espetáculos, sendo dois ao vivo: o balé “Romeu e Julieta” e a ópera “Rigoletto”; e todas as apresentações exibidas com projeção 2k (High Definition), áudio 5.1, e legendas em português.

- Essa releitura atual do The Royal Opera House permite conquistar mais espectadores, abrangendo também um público mais jovem. Esperamos atingir a todos, unindo espetáculos de qualidade inquestionável com um formato mais próximo do nosso cotidiano. – afirma Bettina Boklis, Diretora de Marketing da Cinemark Brasil.

A proposta da Cinemark é levar aos seus espectadores conteúdo diferenciado e de qualidade. Por conta disso, a rede firmou ainda uma parceria com Marcel Gottlieb, profundo conhecedor do gênero. Gottlieb dividirá com o público seu conhecimento sobre o tema em cada uma das óperas.

- A proposta da Cinemark em trazer o The Royal Opera House me encantou, pois é uma oportunidade de levar ao público a chance de compreender melhor o contexto e a interpretação artística destes grandes espetáculos. Minha atuação será a de comentarista e de mediador de debates com convidados especializados no assunto – conta Gottlieb.

As apresentações acontecem entre fevereiro e maio em 30 complexos da Rede em todo o Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Palmas, Natal, Campo Grande, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Florianópolis, Manaus, São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto, Salvador e Goiânia. Os ingressos dessa temporada podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria do complexo que recebe o evento duas semanas antes de cada espetáculo. Os valores variam entre R$ 60 (inteira) e R$ 25 (meia).

Sobre os espetáculos

O primeiro espetáculo escolhido para abrir a temporada é “Tosca” (nos dias 25, 26 e 28 de fevereiro), de Giacomo Puccini. Dirigida por Duncan Macfarland e regida por Antonio Pappano, a ópera possui três atos e conta uma história fascinante com um final trágico, incluindo drama e paixão. Totalmente cantada em italiano, a partitura inclui clássicos como o “Te Deum”, do primeiro ato, e as árias “Vissi d’Arte” e “E Lucevan le Stelle”. A produção detalhista de Jonathan Kent é baseada no ambiente histórico de Roma em 1800, um mundo conturbado pela política, pela ânsia de controle da sociedade e por mistérios, retratada pelos cenários de Paul Brown. Angela Gheorghiu é a diva Floria Tosca e seu amante Cavaradossi é interpretado por Jonas Kaufmann. Bryn Terfel faz um fabuloso Scarpia, o chefe da polícia.

Em março, nos dias 10, 11 e 13, é a vez de “Giselle”, um dos mais influentes de todos os balés românticos e também uma das maiores e mais populares obras do balé de concerto e do repertório do The Royal Ballet. O papel-título apresenta o poder transcendental do amor da mulher face à traição, sendo um dos papéis mais tecnicamente exigentes e emocionalmente desafiadores da dança clássica. Marianela Nuñez é Giselle e Rupert Pennefather interpreta Albrecht. O balé possui dois atos, com coreografia de Marius Petipa, direção de Peter Wright e cenários e figurinos de John Macfarlane, que acentua os contrastes à medida que a história evolui entre o mundo humano e o sobrenatural.

Ainda em março, o balé “Romeu e Julieta” será exibido ao vivo, no dia 22. Este, composto por três atos, foi o primeiro balé em sessão integral do coreógrafo Kenneth MacMillan e, desde a sua première, em 1965, tem sido uma das obras mais constantes do repertório do The Royal Ballet, sendo encenado mais de 400 vezes e cada uma delas trazendo diferenças sutis, conquistando popularidade mundial. Sergei Polunin, como Romeu, e Lauren Cuthbertson, como Julieta, traz matizes novos às personagens dos jovens amantes. Os realistas cenários renascentistas criados por Nicholas Georgiadis, com alguns detalhes originais recentemente restaurados, constituem o ambiente. A regência fica por conta de Pavel Sorokin.

Em abril, nos dias 14, 15 e 19, a rede exibe “Cendrillon”, no original em francês, ópera mais conhecida no Brasil como “Cinderella”. Pela primeira vez, o The Royal Opera House de Londres apresenta a história de Cinderella tal como é contada na ópera “Cendrillon”, de Jules Massenet. A produção, uma novidade no repertório do ROH, é assinada por Laurent Pelly, cujos trabalhos anteriores na casa incluem a bem-sucedida montagem de “La Fille Du Régiment”, além de “L’Elisir d’Amore” e “Manon”, da última temporada. Joyce DiDonato tem o papel principal, com Alice Coote contracenando como o príncipe encantado – como ela já fez no papel de “Principal Boy”. A fada madrinha é interpretada por Eglise Guttiérez, nesta versão da história infantil que conquistou imensa popularidade na coletânea de contos de fada escrita pelo francês Charles Perrault. Os pontos altos da partitura incluem as danças orquestrais do baile, a Marcha das Princesas e os duetos apaixonados entre o príncipe e a Cinderella. Bertrand de Billy, musicólogo francês, é o regente dessa ópera, que tem direção de Laurent Pelly.

A ópera “Rigoletto” , de Giuseppe Verdi, estreia ainda em 17 de abril, ao vivo, cantada em italiano. Verdi retrata o destino de suas épicas personagens – o atormentado bufão Rigoletto (Dimitri Platanias), que tenta se vingar do seu patrão, o Duque de Mantova (Vittorio Grigolo), um sedutor desalmado que inconsequentemente seduz sua inocente filha Gilda (Ekaterina Siurina). Baseada na controvertida peça “Le Roi S’Amuse” (“O Rei se Diverte”), de Victor Hugo, a tragédia de Verdi, de 1851, foi a causa de uma das suas muitas batalhas contra a censura antes de sua estreia em Veneza. Depois de umas leves modificações em sinal de conciliação, a ópera triunfou primeiro localmente e depois mundialmente. Com regência de John Eliot Gardiner e direção de David McVicar, a ópera possui três atos. Os figurinos de época são de Tanya McCallin e os cenários de Michael Vale.

“Così Fan Tutte” (“Assim Agem Todas”), de Wolfgang Amadeus Mozart, será exibida nos dias 28 e 29 de abril e 3 de maio. Terceira ópera de autoria de Mozart e Da Ponte, esse conto satírico de traição e confiança testada até o limite é uma comédia com elementos sérios. A popular produção de Jonathan Miller transpõe o século 18 para os dias de hoje. Thomas Allen, o tenor favorito do The Royal Opera, volta ao palco encabeçando um grande elenco de cantores, sob a batuta do regente alemão Thomas Hengelbrock.

Ainda no mês de maio, nos dias 12, 13 e 15, “Il Trittico”, ópera de Giacomo Puccini, será a primeira apresentação completa pelo The Royal Opera de Il Trittico (O Tríptico), de Puccini, desde 1965. A obra, que estreou no Metropolitan Opera de New York em 1918, representa uma digressão operística. Em vez de uma narrativa única apresentada num programa vespertino inteiro, Puccini apresentou três obras contrastantes de um único ato. “Il Trittico” chegou ao Covent Garden londrino em 1920, mas raramente foi apresentado num programa completo. O regente é Antonio Pappano e o diretor Richard Jones.

Fechando a temporada, é a vez de “Macbeth”, de Giuseppe Verdi, ópera em quatro atos, cantada em italiano e regida por Antonio Pappano. Exibida nos dias 26, 27 e 29 de maio, o espetáculo mostra a paixão de uma vida de Verdi pela obra de Shakespeare. O compositor achava que o drama constituísse “uma das maiores criações da humanidade” e, com seu libretista Piave, se dispôs a fazer da peça “alguma coisa extraordinária” nos palcos operísticos. Musicalmente falando, as pinceladas-mestras de Verdi são os coros macabros das bruxas, as fortes “cores” orquestrais evocativas e o grande destaque dado ao papel da “feia e malvada” Lady Macbeth. Simon Keenlyside e Liudmyla Monastryrska interpretam o aristocrata escocês e sua ambiciosa e malvada esposa, que incentiva o marido a cometer um assassinato para impulsionar sua carreira. O baixo-barítono americano Raymond Aceto assume o papel de Banquo, vítima de assassinato e símbolo da consciência.

Mais informações no portal do Cinemark: aqui

7 Comentários

  1. 17 de fevereiro de 2012

    Estou dentro meu amigo. Adoro ópera e estava pensando em assistir com ou sem convite. Pretendo assistir toda temporada.

  2. 22 de fevereiro de 2012

    Tácito, quero concorrer a um convite, mas não sei se poderei comparecer ao sorteio (dia 23). Posso participar assim mesmo? Abraços!

  3. Paulo Aldiro Guevara de Lucena
    23 de fevereiro de 2012

    Olá, quero participar do sorteio dos ingressos para as Óperas e Balés a serem exibidos no Cinemark do Midway Mall.

  4. 23 de fevereiro de 2012

    Pode sim, não é necessário presenciar o sorteio.

  5. Ranne
    23 de fevereiro de 2012

    Gente… Claro que quero concorrer a um ingresso para ver Tosca. No municipal do Rio quem dirigiu foi a Carla Camurati, alguns amigos virão e a crítica foi maravilhosaa!

  6. Maria da Guia Lucena
    23 de fevereiro de 2012

    OBAAA!! Quero também meu nome nessa lista para o sorteio!!!

  7. Paulo Aldiro
    23 de fevereiro de 2012

    Alguma notícia sobre os ganhadores do sorteio?

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POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
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