Respeito aos animais!
24 de junho de 2009 às 14:05 - ComentarGustavo, que bom que a notícia sobre consumo de carne canina brasileira pelos chineses não é verdadeira. Tenho um profundo respeito pelos animais, especialmente os de estimação. Só acho uma pena o trato, pelo ser humano, a esses bichinhos. Especialmente no Brasil, cuja população ainda não atingiu um grau de consciência que pudesse compreender que muita coisa é besteira. Na França, pelo que soube, há restaurantes que aceitam a entrada de cães e proíbem crianças. Nos EUA, cães podem entrar em supermercados. Parece loucura e pode soar como algo ’sujo’, mas até se chegar a essa ‘liberdade’, a sociedade precisou passar por um longo processo de adaptação, conscientização e, principalmente, educação.
Vejamos aqui em Natal. Pela legislação, os animais não podem sequer ir à praia. Mas, acabam indo. E são poucos os donos que têm à mão sacolas plásticas para recolher o cocozinho de seu bichinho. O poder público, em vez de promover ações que visem educar os hábitos da população, proíbem. Todo fim-de-semana, eu levo a cachorrada à praia e, junto, água, comida e sacolas plásticas. Simples. Mas, já fui abordada de forma muito desrespeitosa certo dia, em Cotovelo, por fiscais da prefeitura de Parnamirim, que me obrigaram a sair do local sob ameaça de levar meu cãozinho pela carrocinha que aguardava logo atrás. Dois erros logo aí: não há placas avisando sobre essa proibição e sequer pessoas capacitadas para lidar com os frequentadores. Essas pessoas sequer sabem dizer qual a lei que dita o texto e nem quando foi aprovada. Sequer sabem que não podem levar embora um cachorro que anda de coleira e tem seu dono ao lado.
Semana passada estive no Rio de Janeiro e presenciei algo que Natal poderia copiar sem medo de errar. Aliás, muita coisa do Rio daria certo por aqui. Lá, as calçadas são espaçosas, há praças para todos os fins, bem arborizadas, bem cuidadas e as orlas têm todos os atrativos que as mantêm sempre frequentadas. E observei os donos que passeavam com seus cães. Não vi um que não tivesse sacolinhas plásticas à disposição. Lá, os animais podem usufruir dos espaços públicos desde que a população tenha a consciência de que simples hábitos como esse são importantes para manter uma convivência pacífica.


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