Ressaca brasileira (eleição presidencial)
31 de janeiro de 2010 às 11:06 - ComentarAmigos e amigas:
Sobre os resultados da eleição presidencial chilena, já manifestei meu receio de pinochetização lá e aqui (os tucanos fascinados com a derrota do situacionismo no Chile).
Quero acrescentar que sinto falta de projetos pós-Lula entre os pré-candidatos brasileiros. Dilma evoca a continuidade com a coerência de candidata da situação. O que Serra e Marina (mais Ciro, fantasmagórico) apresentam de alternativo mesmo? As discussões até agora denunciam corrupções (parece Dorival Caymi: “Quem inventou o amor não fui eu nem ninguém”), questão importante mas perigosamente abstrata: nenhum candidato defenderá uma plataforma explícita pró-corrupção enquanto a política for política.
Fui aluno de Maurício Tragtenberg, sociólogo. Ele caracterizava eleições como disputas por privilégios e monopólios – orçamentos e cargos.
“É doloroso mas infelizmente é a verdade.” (“Caprichos do destino”, de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, gravação clássica de Orlando Silva). Resta torcer pelos usos menos piores(perdão, Camões) desses monopólios e privilégios.
Abraços:


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