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Perfis literários: Rizolete Fernandes

Poeta, escritora e socióloga, Rizolete Fernandes nasceu em Caraúbas (RN), formou-se em Ciências Sociais pela UFRN, e reside em Natal, aposentada do serviço público estadual. Militou e dirigiu grupos classistas e feministas, até o início do ano 2000. Publicou “A História Oficial Omite, Eu Conto: Mulheres em Luta no RN” (Edufrn, 2004). Este seu primeiro livro retrata a história do movimento feminista no RN.

{Leia sobre o lançamento do novo livro da poeta nesta quinta-feira, 17 de agosto}

Publicou depois: “Luas Nuas” (Una, 2006), “Canções de Abril” (Una, 2010), poemas. “Cotidianas” (Sarau das Letras, 2012), marcou a estreia da autora no gênero crônica; em seguida publicou “Vento da Tarde”, poemas, em edição bilíngue (português e espanhol), quinto livro de sua carreira literária, lançado em Salamanca. Também organizou um livro em parceria com os jornalistas Paulo Laguardia e Adriana Amorim, “Cidade da Esperança – 50 anos de história do Bairro”, (Sistema Fecomércio RN/Sesc, 2016).

Maria Rizolete Fernandes participou dos primeiros movimentos feministas no Rio Grande do Norte, na década de 80, período da distensão da ditadura militar. Entre eles estão, Movimento Mulheres em Luta, União das Mulheres de Natal, Grupo Autônomo de Mulheres, Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, além de ter participado da direção, até 2008, do Coletivo Leila Diniz.

A escritora foi agraciada pela Prefeitura de Natal com a Medalha de Honra ao Mérito Nísia Floresta em 2006, “por relevantes serviços prestados à sociedade potiguar” e nos dois anos consecutivos recebeu da Fundação José Augusto, executora da política cultural do Governo do Estado, o Mérito Auta de Souza, “como referência na cultura e nas artes do Rio Grande do Norte”. É sócia da União Brasileira de Escritores – UBE/RN e integrou a Comissão Julgadora do VIII Concurso de Poesias Luís Carlos Guimarães – 2008, da Fundação José Augusto.

Vale ressaltar que Rizolete Fernandes, juntamente com Anchella Monte, Carmen Vasconcelos e Lisbeth Lima, trazem consigo os méritos de serem herdeiras de uma tradição poética feminina muito forte em solo potiguar, tradição esta transmitida por Diva Cunha, Socorro Trindad, Marize Castro e Iracema Macedo, como principais expoentes contemporâneos, e que vem se renovando recentemente com nomes como Iara Maria Carvalho, Jeanne Araújo, Maria Maria Gomes e Kalliane Amorim, dentre outras.

Rizolete Fernandes lançará neste dia 17 de agosto, às 18h30, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, seu mais recente trabalho, intitulado “Tecelãs – Tejedoras”. O livro é bilíngue, português- espanhol, com prefácio e tradução de Jacqueline Alencar. A edição é da Sarau das Letras em parceria com a Trilce Ediciones(Espanha).

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Thiago Gonzaga

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