Sacolas plásticas
27 de setembro de 2009 às 16:14 - ComentarOi, Tácito!
O ator Miguel Falabela interpretou, há algum tempo, em um seriado humorístico, um personagem esnobe chamado Caco Antibes. O dito cujo dizia que colocar saco de supermercado para forrar os depósitos de lixo residenciais era “coisa de pobre”. Pois bem, quem não forra seus lixos com os tais sacos que atire a primeira pedra. Portanto, ocorre que não fazendo uso dos sacos para tal fim, as pessoas terminam por comprar outros, daqueles conhecidos pacotes de 15, 30, 50, 90 litros. Arma-se aí uma contradição.
Estava pensando nisso ao ler as considerações do poeta Jairo Lima, e achando mais do que louvável o seu esforço em transportar pacotes e caixas soltas no carrinho de compras para depois acomodá-los em malas, tudo muito cansativo. E me sentindo culpada por não agir do mesmo modo, mas me perguntando por que não se fazia uma campanha para que as redes de supermercado utilizassem plásticos biodegradáveis, já que existem várias embalagens produzidas de acordo com essa proposta.
Soube por estes dias, porém, que há um supermercado na cidade que utiliza as sacolas assim, que levam no máximo doze meses para sofrerem o processo de decomposição. Que fazemos? Se a propaganda não for enganosa, corremos todos para a mesma feira? Pressionamos as redes de compras, através de mídias, para que sigam o exemplo desse outro? Ou vamos continuar comprando em qualquer um, porém levando realmente malas no porta-malas (quem tem muitas bocas em casa o trabalho aumenta consideravelmente!). Sem dúvida nenhuma, o cuidado de Jairo é mais do que procedente, há um planeta deslizando em tênue linha, a linha da sobrevivência. E então?


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