Salinger
28 de janeiro de 2010 às 18:08 - ComentarTácito, eu gosto demais quando você volta e meia traz a tona o fato de não gostar desse ou daquele livro, de não ter compreendido, se emocionado. Nada mais normal. Não é por ser cânone que devemos gostar e se não gostarmos, nada mais justo do que assumir. Quanto a Salinger, foi um dos livros que me marcaram profundamente na adolescência. Roubei o exemplar da biblioteca do Santa Teresinha, colégio onde estudava em Caicó. Tenho até hoje. Nenhum arrependimento, só orgulho. Tem um fator de suma importância nisso tudo que é a questão afetiva. Li Salinger na mesma época em que saía das coleções Para Gostar de Ler e Vagalume e conhecia a Cantadas Literárias, da Brasiliense, com Marcelo Rubens Paiva, Caio Fernando Abreu e Reinaldo Moraes, também vi Kids e Diários de Um Adolescente (?). Talvez se lesse hoje não me emocionasse tanto. Mas é isso, ficou a impressão, a marca, o carimbo que certamente nunca vai me deixar, nem a Mario Ivo nem a Pedro Lucas e não necessariamente você – nem ninguém – precisa tê-lo. Basta respeitar, nesse caso, e acho que tá de bom tamanho.
Abraços


Comentários fechados.