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Salvadores da Pátria

Penso que quem pode salvar a nossa Pátria somos nós, brasileiros e brasileiras, que enxergamos nessa terra maravilhosa possibilidades para todos. É inacreditável num país com dimensões continentais, com riquezas naturais abundantes, com uma mistura de povos maravilhosa, com uma vocação para a alegria e a comemoração da vida, seja possível, em pleno Século XXI, a existência de tanta desigualdade e de tanto analfabetismo político.

Estamos vivendo tempos muito perigosos. O ódio e a falta de compreensão grassam de forma assustadora. A timidez dos bons é um fato. Precisamos das vozes que se destacam na sociedade. Precisamos dos que tem influência em seus campos de atuação que esclareçam os menos informados e os teleguiados. Precisamos de uma união que tenha por objetivo maior e primordial o bem-estar de todos.

Não creio que devamos depositar em um único homem, por maior grandeza que ele demonstre em sua longa e elogiável biografia, a responsabilidade pela luta por nossos direitos. Isso foi muito confortável e necessário quando éramos crianças e víamos em nossos pais o porto seguro no qual nos apegávamos sempre que alguma coisa dava errado.

Não se deve esquecer que um homem, mesmo sendo grande, é apenas um homem. Ele pode colocar a serviço da nação toda a sua capacidade de articulação e sua experiência, porém precisa do apoio dos seus compatriotas para pôr em prática suas concepções políticas mediante um programa de governo.

Não podemos nos declarar felizes sabendo que o nosso próximo passa fome, nem quando é atendido num corredor de hospital, quando não lhe é oferecida condição digna de moradia, educação, saúde e lazer. Não podemos aceitar roubarem os nossos direitos escancaradamente, sem uma reação.

Na minha boa-fé acreditei que em algum momento da farsa política que vivenciamos, a população contaria com o apoio da nossa justiça. Que ingenuidade a minha e a de tantos! Fomos assistindo, estarrecidos, a um golpe atrás do outro. A cada novo desmando pensávamos que seria o fim do poço, mas esse poço não tem fim. Estamos assistindo a um filme de baixíssima qualidade com atores de quinta categoria.

No entanto, vislumbro um ponto positivo nessa triste farsa: a queda sistemática de todas as máscaras. Hoje podemos afirmar quem verdadeiramente nos representa no cenário político. Não há mais lugar para enganos, não há mais desculpas, não há mais justificativas para a indecisão e a omissão.

Cabe a cada um fazer o seu papel e retirar desse filme de baixa qualidade, desde o diretor até os seus técnicos, para juntos construirmos não outro filme, mas uma realidade social justa, participativa, onde sejamos protagonistas de uma história que nos orgulhe enquanto cidadãos e cidadãs.

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