Crônicas e Artigos

Se você não é feminista, você é machista. Nem mais nem menos

FEMINISMO

O Feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a IGUALDADE de direitos entre mulheres e homens.

Nada mais, nada menos.

Hoje eu ouvi uma moça dizer que as feministas não representavam ela. Essa moça jovem, independente, que já deve ter tido vários namorados, casado com um deles, que esperou alguns anos pra ter o primeiro filho pq a carreira de médica estava começando a deslanchar, que votou pela primeira vez aos 16 anos e adora vestir uma saia bem curtinha e justa com um baita salto alto e sair pra balada no seu carro sozinha tomar todas e se divertir gastando o seu próprio dinheiro.

Claramente essa moça não tem a menor ideia do que está falando e deve ser mais uma daquelas pessoas equivocadas que acham que o feminismo é o contrário do machismo. Aí eu, como feminista, tenho que parar o que estou fazendo e ir alertá-la porque sem dúvida ela gosta muito de todos os seus direitos conquistados por feministas chatas e cheias de mimimi do passado.

Feministas sempre foram acusadas de chatas, histéricas, mal amadas, as pessoas tem medo de mudança. Sempre tiveram. Falaram a mesma coisa quando exigimos o direito de votar, ou o direito de trabalhar fora de casa, ou o direito de nos divorciarmos, ou o direito de fazer sexo com quem bem entendermos e hoje em dia continuamos na briga por vários direitos que ainda não temos, como o de andar na rua sem ser importunada morrendo de medo que o fiufiu vire uma violência sexual física.

E desculpa dizer, se vc não é feminista (que defende a igualdade de direitos entre homens e mulheres), vc é machista (que recusa a igualdade de direitos entre os gêneros sexuais, favorecendo e enaltecendo o sexo masculino sobre o feminino). Nem mais nem menos.

E machistas não passarão. Inclusive mulheres…

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Ana Morena

Comentários

2 comments

  1. Cellina Muniz 13 fevereiro, 2017 at 18:33

    A introdução escrita por Rose Marie Muraro para a tradução brasileira do livro “Malleus Maleficarum” (O martelo das bruxas) ainda me parece a cartilha privilegiada para evitar simplismos sobre o que seja ou não seja feminismo.

  2. Ana Morena 13 fevereiro, 2017 at 21:57

    Eu conheci Rose Marie Muraro e a ouvi falar nas duas vezes em que fui no Encontro da Nova Consciência em Campina Grande. A dimensão que o feminismo tomou, acho que nem a própria Rose imaginou. Mas como eu não sou da academia e não sou pesquisadora, mantenho as minhas ações e discussões no âmbito da rotina diária e do tête-à-tête com as pessoas que me circulam. Cada um faz o que pode. 🙂

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