Sobre o debate, minhas impressões
9 de setembro de 2010 às 15:56 - ComentarDe minha parte, concluí que é muito mais difícil enfrentar o cansaço das pessoas do que a estrutura do poder em si. Quando se tenta mudar uma parte do sistema, não se enfrenta só ele, mas, também, aqueles que se dizem fora do sistema.
O debate não me surpreendeu. Era aquilo mesmo: candidato falando besteira, um ou outro mala aplaudindo sem saber porquê, os convidados fazendo perguntas de qualidade. Eu nunca achei que nós fôssemos discutir cultura, até porque, ficou claro pra mim que nem Rosalba Ciarline nem Carlos Eduardo entendem nada sobre isso.
Mas, francamente, se não existe uma tradição de se cobrar por uma política cultural, porque íamos achar que eles farim melhor que aquilo?
Minha intenção sempre foi mostrar que existem, sim, pessoas que ainda não se deixaram levar. Não consigo imaginar uma mudança efetiva sem diálogo com a estrutura existente. Se houver alguma, mais fácil, mais leve, sem tanta podridão, gostaria que alguém me apontasse.
Existem muitos, muitos artistas inquietos e insatisfeitos nesta cidade. Muita gente que quer ver alguma coisa mudando em termos de leis, de políticas, mas que não sabe como. Nós abrimos um espaço (muito pequeno ainda) pra que isso aconteça. Foi a forma que encontramos naquele momento. Se nós não pararmos outras formas vão surgir e talvez alguma em que não se precise lidar com tanta sujeira, mas enfim, alguém tem que começar.
P.S.: Com isso, não quero deixar de fora os artistas e produtores que já tentam se organizar em prol de uma política cultural de qualidade.

