Sobre o Diploma

18 de junho de 2009 às 13:38 - Comentar
Por Fábio Farias

Vou meter meu dedo aqui.

Sou aluno do 8 período de jornalismo na UFRN e há mais de 1 ano sou contra a obrigatoriedade do diploma.

Sou contra porque enxergo a atividade jornalística como uma atividade meramente técnica que exige do profissional muito mais conhecimento de mundo, leitura e capacidade para escrever do que qualquer outra coisa. A escrita jornalística e a apuração, que são os eixos fundamentais da profissão, podem ser facilmente aprendidas em um curso técnico.

Sobre o caráter científico que Daniel colocou aqui, acredito que existe a Comunicação Social e o Jornalismo – existem os estudiosos da influência da mídia da sociedade e existem os que fazem a mídia. Óbvio que estudar a influência dela na sociedade ajudar no desenvolvimento do caráter crítico, mas ela não é uma “prioridade” do curso de comunicação. Alunos de ciências sociais estudam os teóricos frankfurtianos, por exemplo, com muito mais aprofundamento do que nos cursos de jornalismo.

Por outro lado, não acho que qualquer um é apto para o jornalismo, por isso defendo uma regulamentação da profissão que exija um diploma de qualquer curso superior e um curso técnico para quem quer ser jornalista. A regulamentação é importante para que se possa nortear e organizar a profissão, além de garantir a mínima qualidade.

Acho que é ingenuidade pensar que a medida beneficia tanto assim os empresários. Muitos deles, deixam de contratar profissionais para contratar estagiários, que fazem o mesmo trabalho e recebem duas vezes menos. Para eles, nesse sentido, não fará a mínima diferença.

Além disso, empresário de comunicação que contrata alguém que não seja apto a formar uma frase clara e concisa para escrever em um jornal é, no mínimo, um demente, porque queima dinheiro. Além de ser muita pretensão nossa imaginar que pessoas formadas em outros cursos queiram partir para uma profissão difícil e mal remunerada como a nossa.

As coisas estão sendo analisadas muito com o coração menos com a cabeça. A luta que nós futuros jornalistas (e jornalistas formados) é por uma regulamentação da profissão, não pela exigência de um diploma.

Exigir diploma pode acabar tirando muita gente boa dos jornais que estão lá por méritos próprios. Gente que possui muito mais leitura e capacidade crítica do mundo do que outros tantos formados. Aqui vale, ainda, outra reflexão: Até que pontos os cursos de jornalismo ajudam na reflexão crítica do mundo? Até que ponto contribuem para melhorar a carga literária do indivíduo?

Comentários fechados.

AGENDA

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    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

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  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”