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31 de agosto de 2010

Amor profano

Por Ednar Andrade

profano

Te amo com um egoísta amor,
Com muita paixão.
Ardente, profundo, profano
Que emana do sempre,
Do sempre sonhado,
Desejado, guardado,
Ferido e magoado,
Por não poder gritar
Que amo.

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8 de agosto de 2010

PAI

Por Ednar Andrade

Pai

Aquele homem as vezes sisudo,
Outras não…
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26 de julho de 2010

Orquídeas

Por Ednar Andrade

orquídeas

Um frio que aquece,
Uma saudade que enternece
A minha alma já tão sem certeza da prece
Que reza.
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12 de julho de 2010

Amor que vive

Por Ednar Andrade

amor

Então direi que o meu amor é maior que o mar…
Quando ele se derramar no nosso sonho,
Quando as noites forem iluminadas pelo nosso canto,
Quando a saudade já não for o maior sentimento dos finais de tarde,
Cantaremos uma canção, envolvidos pelas águas de sal…
E veremos, refletidos na Lua,
Que este amor nasceu pra viver…
Que viveu no silêncio…
Mas alimentou-se desta esperança*.
Um amor que vive,*
Uma luz que dança,
Um sorriso quase criança,
Meu cabelo:
Uma trança
Que teci
Na tua espera
Então direi que ainda é cedo
Que, de morrer, não tenho medo
*pois teu amor, o meu, alcança

9 de julho de 2010

Meu, nosso, de todos, poetinha…

Por Ednar Andrade

Vinícius

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido…

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5 de julho de 2010

Amor Secreto

Por Tácito Costa

Por Romana Alves Xavier

Ele era calado, quase não falava, mas sabia ouvir como ninguém. Muitos o achavam anti-social, mas ela o amava sem restrições. Não havia um só dia em que não confessasse a ele todos os seus sonhos de menina. Era uma relação de cumplicidade sem precedentes.

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12 de junho de 2010

Discos que escondem histórias de amor

Por Tácito Costa

No G1

John e Yoko, Rita e Roberto, Camelo e Mallu; veja casais que gravaram juntos. Seleção lembra também dobradinha de Jay-Z e Beyoncé e casal Sonic Youth.

aqui

11 de junho de 2010

A arte de pedir em namoro *

Por Tácito Costa

Por Xico Sá
O Carapuceiro

É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.

E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.

No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos de hoje em dia, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero…

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30 de maio de 2010

Os vieses do amor

Por Tânia Costa

Para meu amigo Eduardo

Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. Friedrich Nietzsche

Havia quase uma década que eu estava com o Victor, por quem nutria verdadeira paixão.
Chegava a ser vício o desejo que sentia por ele. Seu cheiro, sua pele, o odor que exalava das suas axilas, cheiro bom de homem! Tudo nele me excitava e rescindia a sexo …

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30 de maio de 2010

Eis que chega roda-viva

Por Tácito Costa

Por Maria Rita Kehl
O Estado de S.Paulo

Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro lhe devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você não se reconhece. Claro que ninguém ama com objetividade. O que o amante vê no ser amado é sempre contaminado pela fantasia. Não me refiro, então, à impossibilidade fundamental de complementaridade entre os casais, mas aos encontros que se dão na base do puro mal-entendido. Sentir-se amado por qualidades que o outro imagina, mas não têm nada a ver com você, pode ser muito angustiante. E sedutor. Vale lembrar que a palavra sedução indica o ato de desviar alguém de seu caminho: eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá.

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27 de maio de 2010

A coragem do amor que dura

Por Tácito Costa

Por Contardo Galligaris
FSP

Prolongando minhas observações da semana passada sobre “Quincas Berro d’Água”, vários leitores e leitoras observaram que a literatura e o cinema, em geral, glorificam a coragem de quem, um belo dia, chuta o balde e vai embora.

E como ficam os que passam a vida inteira deslocando o balde para estancar as goteiras? Será que eles são todos covardes e acomodados?

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19 de maio de 2010

A infinidade de amores na dor de existir

Por Tácito Costa

O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.

aqui

18 de maio de 2010

Encontros e desencontros amorosos

Por Tácito Costa

Vivemos em busca de um encontro, encontro mágico que preencheria o nosso vazio existencial, acabaria com a solidão. Este encontro, encantado, não existe, porque cada um de nós vem com suas fantasias, carregamos nossos fantasmas… temos uma expectativa tão especial que, quase sempre, é frustrada.

aqui

16 de maio de 2010

Vem!

Por Tácito Costa

Por Ednar Andrade

“Os namorados”, de Cristina Kolikoviski

Vem viver comigo um grande amor… Um destes que vira papo nos botecos, Na boca dos desocupados… Dos invejosos, Dos mal-amados, vem vamos causar libido A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora. Vem, vem logo, sem demora.

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1 de maio de 2010

… Indecifrável, indefinido… O Amor.

Por Tácito Costa

Por Ednar Andrade

Como é bom amar! Não importa… Em que contexto o amor se apresenta. O amor pode submeter à escravidão, pode ser profano. Em nome do amor pode-se cometer enganos; acreditar numa felicidade que, de tão desejada, passe a ser o alimento para alguns corações; fonte inesgotável de vida; santificado pão que do anseio desta necessidade, vivem todos os seres.

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23 de março de 2010

De amor

Por Tácito Costa

Enviado, por e-mail, por Tetê Bezerra.

Texto de Patrícia ‘Ticcia’ Antoniete

A despeito do que poderiam os desavisados pensarem, amor e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de amar, cansam mesmo. Cansam de amar no vácuo, no vazio, a contra-gosto, na marra, na mão única, com esforço, no amor à camiseta, cansam de amar quando amar é uma luta inglória, é uma sede saciada a conta-gotas.

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