Eira in(T)eira!

18 de dezembro de 2011 às 18:49 | 3 Comentários
Por Civone Medeiros

Ninguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa.

[PERformARS] A-rede.com/CivOne #1 SerINconexão

^C!V | *

*Este escrito faz parte da nova série das Escrituras Sangradas: “ESCRE’VIDAScomoVIDAS” (qu)e está em processo de gestação…
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^Foto de Flávio Aquino | Coletivo SOLARES

Atire a primeira pedra

29 de novembro de 2011 às 7:57 | 8 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Frida Klalo (Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1932)

Sofrer por amor não é um escolha, é uma arte. O homem gosta de sentir aquela dor que aperta o peito e afrouxa as articulações. Gosta de beber para esquecer, sabendo que isso só o fará lembrar ainda mais. Porque sofrer faz parte da natureza humana. Precisamos do descontrole para nos redescobrir mais fraco ou mais forte. Por mais contraditório, a desordem nos ordena. Refaz nossos próprios conceitos e obriga-nos a crescer enquanto indivíduos, pelo menos até o próximo amor.

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A última estrela

19 de fevereiro de 2011 às 21:25 | 4 Comentários
Por Ednar Andrade

a última estrela

Sempre haverá um Sol que nos desperte.
Mesmo, e ainda, que sejam tardias,
As auroras… As auroras…
Elas virão.
Nebulosas ou cinzas, trarão a luz.
“Porque são manhãs.”
E se renovam…
Na boca amarga, ficará a memória da ultima alegria…
No olhar distante
A imagem que perdeu-se no horizonte…
No silêncio, um riso, um sonho…
Mas sempre, haverá
Um brilho na derradeira estrela
Haverá o segredo das rimas…
Um novo instante…
Aquele poema que, de tão guardado, é novo…
O sabor do beijo,
Aquele que ninguém esqueceu
Ou a saudade daquele que não aconteceu…
Uma doce e terna lembrança,
A felicidade esperada dos amantes,
Uma grande história de amor
Uma longa espera,
Alguém que ficou ou partiu em você…
E… Um Sol que nos desperte.
E a estrela derradeira *
Sempre haverá.

(Ednar Andrade)

16*02*2011*

Mas anoiteço

5 de janeiro de 2011 às 10:22 | 5 Comentários
Por Bruno Costa

Amanhece um novo dia
com sua pompa habitual
sorrindo vaidoso por ser novo
pintando a morte com azul celeste

Amanhece um novo dia
e nem sequer se faz nublado
em respeito aos que choram
- poetas insones, colecionadores de ilusões

Amanhece um novo dia
mas anoiteço
também a esperança se torna inoportuna
e prolonga minha dor

Amanhece um novo dia
em minha cidade Natal
amanhã é Dia de Reis – anuncia meu querido pai em tom de convite
ignorando o que sinto e o que me esforço para ocultar.

O Jardineiro

22 de dezembro de 2010 às 17:00 | Comentar
Por yuripadilha

Desde criança gostava de flores
Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil
Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança
Leve de levitar

*********

Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos
A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim
Crava a terra morena ou branca com mãos fortes
Lança a semente numa dança intensa de delirar
E faz crescer o fruto

**********

A terra treme, geme, grita
O jardineiro força, bate, agita
O fruto cresce, cres… cre…
Explode!
A flor se derrama em mel amargo
E se faz em alegria
Pro jardim, pro Jardineiro

*********

Em oferta também na Bodega do Padilha.

Simples assim… (O Amor)

29 de novembro de 2010 às 14:40 | 1 Comentário
Por Ednar Andrade

gandhi

Bom dia, SP, bom dia amigos. A todos, o meu abraço.

Simples assim, como tudo que é grandioso pode ser muito “simples”, não precisa ser grande, basta ser “grandioso.”

Tão infinitamente supremo como o amor, sentimento que não se explica. Falo do “amor”, não de amor… De amor falamos ou falam todos, confessam, pintam , bordam… Mas, simples e “grandioso” sentimento, anda em falta.

Nas prateleiras, camisinhas estão à venda e há quem chame sexo de amor, quem veja ou tenha com elas afinidades, eu, sem drama e sem pretensão, prefiro amar, a ter ou não razão. Simples assim, é preciso ter simplicidade para ter ouvidos.

Assim (nesta manhã) concluo: é preciso ser grandioso para não ser apenas grande.

Olhar em volta e sentir-se amado, e grandiosamente ser feliz, feliz como as ondas que vão e vem num balanço desigual, sem questionar.
Apenas ser grandioso e feliz, fazer também.

Assim como a brisa…

21 de novembro de 2010 às 16:26 | Comentar
Por Ednar Andrade

bola de sabão

Minha conclusão, aos 53 anos, é de que: bom é ter alguém para compartilhar o “viver”. É maravilhoso ter um amor que não traduza a posse do objeto amado.

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A UMA DEUSA

10 de outubro de 2010 às 11:04 | Comentar
Por Danclads Andrade

És realmente Deusa,
No corpo escultural de mulher.
Mas, não te disse
A qual credo pertences…
Não és católica,
Nem muçulmana,
Muito menos budista.
Pertences ao panteão grego,
Talvez maia
Ou quem sabe asteca,
Onde os deuses
E as deusas
Viviam entre os mortais,
Desfrutando das delícias,
Das experiências mundanas.
És minha Afrodite,
Minha Xochiquetzal,
Deusa, com certeza,
Deusa, mas sem templos,
Sem distanciamentos…
Ah não!  Não suportaria
Só te adorar!
Deusa, para ser venerada,
Mas para ser amada,
Deusa do meu amor!
E do meu altar!

Pinot Noir (O Amor)

8 de outubro de 2010 às 8:20 | 2 Comentários
Por Ednar Andrade

pinot noir

Por entre silêncio e súplicas,
Por entre medos, anseios…
É assim a voz do amor,
Da calma, faz tormenta,
Invade as narinas, envolve, aperta,
Sufoca, transgride, sem lei, sem razão.
Vivifica ou mata,
Dispersa, sucumbe, se esvai,
Mora nos becos, no abstrato vão da fantasia.
Sem nome, nem endereço…
Habita na correnteza dos mares mais negros… E sobrevive…
Injeta nas veias doce veneno, destilado tantas vezes em sucos ácidos…
Errante, boêmio, que alimenta os perdidos corações,
Chama divina…
Que nasce no deserto do peito de cada homem…
Vício… Letal… Morfina, indispensável droga que faz sina(fascina)(…)
E a ele rendemos graça, veneramos e nos entregamos,
Com fé mesmo sendo ateu, com delícia mesmo havendo dor.
É ele um pequenino grão: o amor.
Rara semente “Pinot noir”.
A gota d’água
Do perfume, o pequeno frasco, a seiva da vida…
O contar das horas, a canção lenta…
O riso, o pranto, o olhar sem horizonte,
Navio sem mar, velas ao vento debatendo-se em vão…
E perdido neste vagão ninguém é feliz sem sua ilusão…

VEM!

28 de setembro de 2010 às 22:25 | Comentar
Por Ednar Andrade

namorados

Vem viver comigo um grande amor…
Um destes que vira papo nos botecos,
Na boca dos desocupados… Dos invejosos,
Dos mal-amados, vem vamos causar libido

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Miolo de pão, morangos frescos…

11 de setembro de 2010 às 13:09 | Comentar
Por Ednar Andrade

morangos

Miolos de pão e morangos frescos…
O seu café da manhã.
Me chama batendo palmas,
Chego à porta do quarto
E reconheço o barulho sutil
Das pequenas mãos.

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Amor profano

31 de agosto de 2010 às 13:28 | Comentar
Por Ednar Andrade

profano

Te amo com um egoísta amor,
Com muita paixão.
Ardente, profundo, profano
Que emana do sempre,
Do sempre sonhado,
Desejado, guardado,
Ferido e magoado,
Por não poder gritar
Que amo.

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PAI

8 de agosto de 2010 às 9:53 | Comentar
Por Ednar Andrade

Pai

Aquele homem as vezes sisudo,
Outras não…
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Orquídeas

26 de julho de 2010 às 8:09 | 1 Comentário
Por Ednar Andrade

orquídeas

Um frio que aquece,
Uma saudade que enternece
A minha alma já tão sem certeza da prece
Que reza.
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Amor que vive

12 de julho de 2010 às 11:07 | 1 Comentário
Por Ednar Andrade

amor

Então direi que o meu amor é maior que o mar…
Quando ele se derramar no nosso sonho,
Quando as noites forem iluminadas pelo nosso canto,
Quando a saudade já não for o maior sentimento dos finais de tarde,
Cantaremos uma canção, envolvidos pelas águas de sal…
E veremos, refletidos na Lua,
Que este amor nasceu pra viver…
Que viveu no silêncio…
Mas alimentou-se desta esperança*.
Um amor que vive,*
Uma luz que dança,
Um sorriso quase criança,
Meu cabelo:
Uma trança
Que teci
Na tua espera
Então direi que ainda é cedo
Que, de morrer, não tenho medo
*pois teu amor, o meu, alcança

Meu, nosso, de todos, poetinha…

9 de julho de 2010 às 20:38 | Comentar
Por Ednar Andrade

Vinícius

O Haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido…

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Amor Secreto

5 de julho de 2010 às 10:30 | 1 Comentário

Por Romana Alves Xavier

Ele era calado, quase não falava, mas sabia ouvir como ninguém. Muitos o achavam anti-social, mas ela o amava sem restrições. Não havia um só dia em que não confessasse a ele todos os seus sonhos de menina. Era uma relação de cumplicidade sem precedentes.

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Discos que escondem histórias de amor

12 de junho de 2010 às 0:15 | Comentar

No G1

John e Yoko, Rita e Roberto, Camelo e Mallu; veja casais que gravaram juntos. Seleção lembra também dobradinha de Jay-Z e Beyoncé e casal Sonic Youth.

aqui

A arte de pedir em namoro *

11 de junho de 2010 às 23:44 | 1 Comentário

Por Xico Sá
O Carapuceiro

É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.

E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.

No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos de hoje em dia, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero…

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Os vieses do amor

30 de maio de 2010 às 23:09 | 8 Comentários
Por Tânia Costa

Para meu amigo Eduardo

Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. Friedrich Nietzsche

Havia quase uma década que eu estava com o Victor, por quem nutria verdadeira paixão.
Chegava a ser vício o desejo que sentia por ele. Seu cheiro, sua pele, o odor que exalava das suas axilas, cheiro bom de homem! Tudo nele me excitava e rescindia a sexo …

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AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - Comentar
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)
    • Daniel Menezes: O direito autoral é a apropriação individual de conhecimento coletivo. Tipo assim, a sociedade trabalha para promover a cultura objetiva e depois, alguém, por um impulso social, produz algo. Afinal, uma sociedade sempre gera as questões que pode responder, já dizia o barbudo. Este "inventor" (expressão burguesa) não produz a "novidade" sozinho e nunca partindo do zero. Depois de feito, diz que aquilo é dele. Só muito aparato estatal para empurrar isso pela goela. - Pirataria
    • Ednar Andrade: Boa noite, Marcos, amigo, querido. Também acho maravilhoso reencontrá-lo. Já sentia a tua falta aqui neste espaço. Saudades. Eu sou, tu és, Rio corrente. Não demores. Beijos, querido. - Fio de luz
    • Regiane de Paiva: Não sei dizer o quanto este texto me emocionou. Aqui sinto a literatura e a vida. Cada metáfora ou descrição de um recorte da memória provoca uma sensação de nostalgia e de melancolia. Llosa afirma que nada ensina melhor que a literatura a ver a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-la como uma manifestação da sua múltipla criatividade. Desta forma, entendo que este texto é literatura pura! Literariedade, primor e encanto! Beijos in..... marido! - Da solidão
    • Regiane de Paiva: O título é a extensão do texto. A fala pueril dentro de um contexto como a política remeteu a uma bela reflexão. À medida que eu ia lendo o texto, ouvia uma voz de menino atrás dos meus olhos, parece que o menino conversa fitando o leitor... Texto maravilhoso! - Política de menino
    • Jarbas Martins: UM HAI-CAI PARA FERNANDO MONTEIRO A noite, com gesto brusco,/ roubou um naco da tarde/ e se esgueira pelo subúrbio. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Fernando Monteiro, sim. E o pouco que li de António Lobo Antunes. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Juan Ramón Jiménez, sim. E a boa tradução de Antonio Cícero. - Juan Ramón Jiménez: "Soledad" / "Solidão"
    • Marcos Silva: Não assisti à montagem de Roda Viva, eu morava em Natal na época. Li o texto, vi fotografias, ouvi depoimentos (inclusive de Anna Maria Martinez Correa, historiadora e irmã de José Celso, que acompanhou os debates sobre a agressão aos atores da peça). A peça foi recuperada na auto-vitimização de Marília Pera como justificativa para seu apoio à candidatura de Fernando Collor... Na época da encenação, atribuía-se a agressividade da peça ao diretor José Celso. Chico Buarque, com muita dignidade, declarou que o texto era integralmente dele. É difícil dizer para um autor o que ele deve ou não autorizar fazer em relação a sua obra. Roda viva existe como memória. Talvez seja legal pensar, hoje, numa peça sobre Roda viva (que tal uma peça sobre a invasão do teatro pelos terroristas de direita, que contavam com apoio de estado?). En passant, discordo de Alonso sobre a peça criticar APENAS a Jovem Guarda. É claro que ela aborda toda a indústria cultural, que lançou inclusive... Chico Buarque de Hollanda! Nesse sentido, é preciso explorar em profundidade as ligações entre a peça e canções posteriores, como "Agora falando sério" e "Essa moça tá diferente". - Zé Celso questiona decisão de Chico de vetar encenação de 'Roda Viva'
    • carlos de souza: devia liberar a biografia, que não tem uma sequer revelação que já não tenha em sua discografia e reportagens jornalísticas. punir um escritor sério por pura babaquice diminui sua aura de "rei", isso sim. - Roberto Carlos autoriza relançamento de seu disco "proibido"