Ninguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa.
^C!V | *
Atire a primeira pedra
29 de novembro de 2011 às 7:57 | 8 ComentáriosFrida Klalo (Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1932)
Sofrer por amor não é um escolha, é uma arte. O homem gosta de sentir aquela dor que aperta o peito e afrouxa as articulações. Gosta de beber para esquecer, sabendo que isso só o fará lembrar ainda mais. Porque sofrer faz parte da natureza humana. Precisamos do descontrole para nos redescobrir mais fraco ou mais forte. Por mais contraditório, a desordem nos ordena. Refaz nossos próprios conceitos e obriga-nos a crescer enquanto indivíduos, pelo menos até o próximo amor.
A última estrela
19 de fevereiro de 2011 às 21:25 | 4 Comentários
Sempre haverá um Sol que nos desperte.
Mesmo, e ainda, que sejam tardias,
As auroras… As auroras…
Elas virão.
Nebulosas ou cinzas, trarão a luz.
“Porque são manhãs.”
E se renovam…
Na boca amarga, ficará a memória da ultima alegria…
No olhar distante
A imagem que perdeu-se no horizonte…
No silêncio, um riso, um sonho…
Mas sempre, haverá
Um brilho na derradeira estrela
Haverá o segredo das rimas…
Um novo instante…
Aquele poema que, de tão guardado, é novo…
O sabor do beijo,
Aquele que ninguém esqueceu
Ou a saudade daquele que não aconteceu…
Uma doce e terna lembrança,
A felicidade esperada dos amantes,
Uma grande história de amor
Uma longa espera,
Alguém que ficou ou partiu em você…
E… Um Sol que nos desperte.
E a estrela derradeira *
Sempre haverá.
(Ednar Andrade)
16*02*2011*
Mas anoiteço
5 de janeiro de 2011 às 10:22 | 5 ComentáriosAmanhece um novo dia
com sua pompa habitual
sorrindo vaidoso por ser novo
pintando a morte com azul celeste
Amanhece um novo dia
e nem sequer se faz nublado
em respeito aos que choram
- poetas insones, colecionadores de ilusões
Amanhece um novo dia
mas anoiteço
também a esperança se torna inoportuna
e prolonga minha dor
Amanhece um novo dia
em minha cidade Natal
amanhã é Dia de Reis – anuncia meu querido pai em tom de convite
ignorando o que sinto e o que me esforço para ocultar.
O Jardineiro
22 de dezembro de 2010 às 17:00 | ComentarDesde criança gostava de flores
Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil
Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança
Leve de levitar
*********
Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos
A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim
Crava a terra morena ou branca com mãos fortes
Lança a semente numa dança intensa de delirar
E faz crescer o fruto
**********
A terra treme, geme, grita
O jardineiro força, bate, agita
O fruto cresce, cres… cre…
Explode!
A flor se derrama em mel amargo
E se faz em alegria
Pro jardim, pro Jardineiro
*********
Em oferta também na Bodega do Padilha.
Simples assim… (O Amor)
29 de novembro de 2010 às 14:40 | 1 Comentário
Bom dia, SP, bom dia amigos. A todos, o meu abraço.
Simples assim, como tudo que é grandioso pode ser muito “simples”, não precisa ser grande, basta ser “grandioso.”
Tão infinitamente supremo como o amor, sentimento que não se explica. Falo do “amor”, não de amor… De amor falamos ou falam todos, confessam, pintam , bordam… Mas, simples e “grandioso” sentimento, anda em falta.
Nas prateleiras, camisinhas estão à venda e há quem chame sexo de amor, quem veja ou tenha com elas afinidades, eu, sem drama e sem pretensão, prefiro amar, a ter ou não razão. Simples assim, é preciso ter simplicidade para ter ouvidos.
Assim (nesta manhã) concluo: é preciso ser grandioso para não ser apenas grande.
Olhar em volta e sentir-se amado, e grandiosamente ser feliz, feliz como as ondas que vão e vem num balanço desigual, sem questionar.
Apenas ser grandioso e feliz, fazer também.
Assim como a brisa…
21 de novembro de 2010 às 16:26 | Comentar
Minha conclusão, aos 53 anos, é de que: bom é ter alguém para compartilhar o “viver”. É maravilhoso ter um amor que não traduza a posse do objeto amado.
A UMA DEUSA
10 de outubro de 2010 às 11:04 | ComentarÉs realmente Deusa,
No corpo escultural de mulher.
Mas, não te disse
A qual credo pertences…
Não és católica,
Nem muçulmana,
Muito menos budista.
Pertences ao panteão grego,
Talvez maia
Ou quem sabe asteca,
Onde os deuses
E as deusas
Viviam entre os mortais,
Desfrutando das delícias,
Das experiências mundanas.
És minha Afrodite,
Minha Xochiquetzal,
Deusa, com certeza,
Deusa, mas sem templos,
Sem distanciamentos…
Ah não! Não suportaria
Só te adorar!
Deusa, para ser venerada,
Mas para ser amada,
Deusa do meu amor!
E do meu altar!
Pinot Noir (O Amor)
8 de outubro de 2010 às 8:20 | 2 Comentários.jpg)
Por entre silêncio e súplicas,
Por entre medos, anseios…
É assim a voz do amor,
Da calma, faz tormenta,
Invade as narinas, envolve, aperta,
Sufoca, transgride, sem lei, sem razão.
Vivifica ou mata,
Dispersa, sucumbe, se esvai,
Mora nos becos, no abstrato vão da fantasia.
Sem nome, nem endereço…
Habita na correnteza dos mares mais negros… E sobrevive…
Injeta nas veias doce veneno, destilado tantas vezes em sucos ácidos…
Errante, boêmio, que alimenta os perdidos corações,
Chama divina…
Que nasce no deserto do peito de cada homem…
Vício… Letal… Morfina, indispensável droga que faz sina(fascina)(…)
E a ele rendemos graça, veneramos e nos entregamos,
Com fé mesmo sendo ateu, com delícia mesmo havendo dor.
É ele um pequenino grão: o amor.
Rara semente “Pinot noir”.
A gota d’água
Do perfume, o pequeno frasco, a seiva da vida…
O contar das horas, a canção lenta…
O riso, o pranto, o olhar sem horizonte,
Navio sem mar, velas ao vento debatendo-se em vão…
E perdido neste vagão ninguém é feliz sem sua ilusão…

Vem viver comigo um grande amor…
Um destes que vira papo nos botecos,
Na boca dos desocupados… Dos invejosos,
Dos mal-amados, vem vamos causar libido
Miolo de pão, morangos frescos…
11 de setembro de 2010 às 13:09 | Comentar
Miolos de pão e morangos frescos…
O seu café da manhã.
Me chama batendo palmas,
Chego à porta do quarto
E reconheço o barulho sutil
Das pequenas mãos.
Amor profano
31 de agosto de 2010 às 13:28 | Comentar
Te amo com um egoísta amor,
Com muita paixão.
Ardente, profundo, profano
Que emana do sempre,
Do sempre sonhado,
Desejado, guardado,
Ferido e magoado,
Por não poder gritar
Que amo.
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Aquele homem as vezes sisudo,
Outras não…
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Orquídeas
26 de julho de 2010 às 8:09 | 1 Comentário
Um frio que aquece,
Uma saudade que enternece
A minha alma já tão sem certeza da prece
Que reza.
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Amor que vive
12 de julho de 2010 às 11:07 | 1 Comentário
Então direi que o meu amor é maior que o mar…
Quando ele se derramar no nosso sonho,
Quando as noites forem iluminadas pelo nosso canto,
Quando a saudade já não for o maior sentimento dos finais de tarde,
Cantaremos uma canção, envolvidos pelas águas de sal…
E veremos, refletidos na Lua,
Que este amor nasceu pra viver…
Que viveu no silêncio…
Mas alimentou-se desta esperança*.
Um amor que vive,*
Uma luz que dança,
Um sorriso quase criança,
Meu cabelo:
Uma trança
Que teci
Na tua espera
Então direi que ainda é cedo
Que, de morrer, não tenho medo
*pois teu amor, o meu, alcança
Meu, nosso, de todos, poetinha…
9 de julho de 2010 às 20:38 | Comentar
O Haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido…
Amor Secreto
5 de julho de 2010 às 10:30 | 1 ComentárioPor Romana Alves Xavier
Ele era calado, quase não falava, mas sabia ouvir como ninguém. Muitos o achavam anti-social, mas ela o amava sem restrições. Não havia um só dia em que não confessasse a ele todos os seus sonhos de menina. Era uma relação de cumplicidade sem precedentes.
Discos que escondem histórias de amor
12 de junho de 2010 às 0:15 | ComentarNo G1
John e Yoko, Rita e Roberto, Camelo e Mallu; veja casais que gravaram juntos. Seleção lembra também dobradinha de Jay-Z e Beyoncé e casal Sonic Youth.
A arte de pedir em namoro *
11 de junho de 2010 às 23:44 | 1 Comentário
É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.
E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.
No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos de hoje em dia, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero…
Os vieses do amor
30 de maio de 2010 às 23:09 | 8 ComentáriosPara meu amigo Eduardo
Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. Friedrich Nietzsche
Havia quase uma década que eu estava com o Victor, por quem nutria verdadeira paixão.
Chegava a ser vício o desejo que sentia por ele. Seu cheiro, sua pele, o odor que exalava das suas axilas, cheiro bom de homem! Tudo nele me excitava e rescindia a sexo …

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