﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Substantivo Plural &#187; amor</title>
	<atom:link href="http://www.substantivoplural.com.br/tag/amor/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.substantivoplural.com.br</link>
	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 20:29:38 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Eira in(T)eira!</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/eira-inteira/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/eira-inteira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 21:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Civone Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Civone Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo SOLARES]]></category>
		<category><![CDATA[Escrituras Sangradas]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Inteireza]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Sertão Central”]]></category>
		<category><![CDATA[WikiLeaks]]></category>
		<category><![CDATA[“VÉU em SOLO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=38441</guid>
		<description><![CDATA[Ninguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa. ^C!V ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold;">Ninguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa.</span></p>
<h2 style="text-align: center;"><a href="http://www.facebook.com/ColetivoSolares"><img class="aligncenter" style="border-image: initial;" src="http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/375338_2902602407181_1324102130_3227867_1123516467_n.jpg" border="0" alt="[PERformARS] A-rede.com/CivOne #1 SerINconexão" width="230" height="346" /></a></h2>
<p><strong>^C!V | *</strong></p>
<div style="text-align: left;">*Este escrito faz parte da nova série das <span style="color: #d30c28;"><strong>Escrituras Sangradas: </strong></span><span style="color: #d30c28;"><strong>“ESCRE’VIDAScomoVIDAS”</strong></span> (qu)e está em processo de gestação&#8230;</div>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #f8f8ff;">|</span></div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: left;"><strong>{ Outras Escrituras em e-Book’s Free in PDF</strong> » <a href="http://www.issuu.com/civonemedeiros">www.issuu.com/civonemedeiros</a></div>
</div>
<div style="font-weight: bold;">+</div>
<div style="text-align: left;"><strong><a href="http://escriturasangradas.blogspot.com/2008/08/o-potengi-me-tange-os-barcos-do-potengi.html">www.escriturasangradas.blogspot.com</a></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><a href="http://escriturasangradas.blogspot.com/2008/08/o-potengi-me-tange-os-barcos-do-potengi.html"></a><a href="http://www.facebook.com/civonemedeiros">www.facebook.com/civonemedeiros</a></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.facebook.com/civonemedeiros"></a><a href="http://twitter.com/civonemedeiros">@civonemedeiros</a></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="color: #ffffff;">|</span></div>
<div style="text-align: left;"><strong>^</strong><strong>Foto de <strong>Flávio Aquino | Coletivo SOLARES</strong></strong></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/eira-inteira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Atire a primeira pedra</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/atire-a-primeira-pedra/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/atire-a-primeira-pedra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 10:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José de Paiva Rebouças</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[sofrer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=37669</guid>
		<description><![CDATA[
Frida Klalo (Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1932)
Sofrer por amor não é um escolha, é uma arte. O homem gosta de sentir aquela dor que aperta o peito e afrouxa as articulações. Gosta de beber para esquecer, sabendo que isso só o fará lembrar ainda mais. Porque sofrer faz parte da natureza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Frida-Kahlo1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-37671" title="Frida-Kahlo1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Frida-Kahlo1-340x292.jpg" alt="" width="340" height="292" /></a></p>
<p>Frida Klalo (Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1932)</p>
<p>Sofrer por amor não é um escolha, é uma arte. O homem gosta de sentir aquela dor que aperta o peito e afrouxa as articulações. Gosta de beber para esquecer, sabendo que isso só o fará lembrar ainda mais. Porque sofrer faz parte da natureza humana. Precisamos do descontrole para nos redescobrir mais fraco ou mais forte. Por mais contraditório, a desordem nos ordena. Refaz nossos próprios conceitos e obriga-nos a crescer enquanto indivíduos, pelo menos até o próximo amor.</p>
<p><span id="more-37669"></span>O desespero é uma fuga para os impacientes. Mas só os que resistem conseguem fazer do sofrer por amor uma poesia. É o silêncio e a impossibilidade da exposição que torna tudo universal, intocável aos olhos e literário aos que sabem escrever as sensações. Para uns, a dor pode ser fatal, mas para outros é um arremesso às alturas da própria compreensão.<br />
Sem o amor e o seu sofrimento o mundo seria menor. Não teríamos o Taj Mahal, os poemas de Lorca, as cores de Frida Kahlo, nem a obra de Vinícius, o maior dos dependentes. Ele foi quem mais conheceu essa amargura. Amou uma dezena de vezes oficialmente e escondeu para si tanto sofrimento que daria uma nova bossa nova. Vinícius gostava de se apaixonar e vivenciar a aflição da conquista. Mas a paixão é efêmera como as intervenções urbanas. É preciso sofrer com controle, do contrário, tudo será efêmero. A dor da saudade é um vinho que se toma taça a taça.</p>
<p>Deixar ou ser deixado é só um detalhe. Por isso, aos que deixaram de amar, não tenha pena do outro em seu leito de ansiedade. Deixe-o sentir todas as dores que lhe cabem e, assim, evite os assaltos que só competem às paixões. Mesmo os que amam precisam pensar nisso. Sentir saudade é necessário mesmo às almas gêmeas. A angústia da espera, a solidão que nos faz pensar na falta, o vazio da cama que não pode ser preenchido pelos travesseiros&#8230; a mudez em frente à televisão. Tudo é necessário. Carecemos sofrer porque precisamos ver o que vem depois do caos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/atire-a-primeira-pedra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A última estrela</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-ultima-estrela/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-ultima-estrela/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 00:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Estrela]]></category>
		<category><![CDATA[Sol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=27361</guid>
		<description><![CDATA[
Sempre haverá um Sol que nos desperte.
Mesmo, e ainda, que sejam tardias,
As auroras&#8230; As auroras&#8230;
Elas virão.
Nebulosas  ou cinzas, trarão  a  luz.
&#8220;Porque são manhãs.&#8221;
E se renovam&#8230;
Na boca  amarga, ficará  a memória da ultima alegria&#8230;
No olhar distante
A imagem que perdeu-se no horizonte&#8230;
No silêncio, um riso, um sonho&#8230;
Mas sempre, haverá
Um brilho na derradeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/-nQORFRNRXV0/TWBSsiJbk1I/AAAAAAAABOU/AeltHTg0q9g/s1600/21.jpg" alt="a última estrela" width="199" height="236" /></p>
<p>Sempre haverá um Sol que nos desperte.<br />
Mesmo, e ainda, que sejam tardias,<br />
As auroras&#8230; As auroras&#8230;<br />
Elas virão.<br />
Nebulosas  ou cinzas, trarão  a  luz.<br />
&#8220;Porque são manhãs.&#8221;<br />
E se renovam&#8230;<br />
Na boca  amarga, ficará  a memória da ultima alegria&#8230;<br />
No olhar distante<br />
A imagem que perdeu-se no horizonte&#8230;<br />
No silêncio, um riso, um sonho&#8230;<br />
Mas sempre, haverá<br />
Um brilho na derradeira estrela<br />
Haverá o segredo das rimas&#8230;<br />
Um novo instante&#8230;<br />
Aquele poema que, de tão guardado, é novo&#8230;<br />
O sabor do beijo,<br />
Aquele que ninguém esqueceu<br />
Ou a saudade daquele que não aconteceu&#8230;<br />
Uma doce e terna lembrança,<br />
A  felicidade esperada dos amantes,<br />
Uma grande história de amor<br />
Uma longa  espera,<br />
Alguém que ficou  ou partiu em você&#8230;<br />
E&#8230; Um Sol que nos desperte.<br />
E a estrela derradeira *<br />
Sempre haverá.</p>
<p>(Ednar Andrade)</p>
<p>16*02*2011*</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-ultima-estrela/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mas anoiteço</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/mas-anoiteco/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/mas-anoiteco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 13:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dia de reis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=25766</guid>
		<description><![CDATA[Amanhece um novo dia
com sua pompa habitual
sorrindo vaidoso por ser novo
pintando a morte com azul celeste
Amanhece um novo dia
e nem sequer se faz nublado
em respeito aos que choram
- poetas insones, colecionadores de ilusões
Amanhece um novo dia
mas anoiteço
também a esperança se torna inoportuna
e prolonga minha dor
Amanhece um novo dia
em minha cidade Natal
amanhã é Dia de Reis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhece um novo dia<br />
com sua pompa habitual<br />
sorrindo vaidoso por ser novo<br />
pintando a morte com azul celeste</p>
<p>Amanhece um novo dia<br />
e nem sequer se faz nublado<br />
em respeito aos que choram<br />
- poetas insones, colecionadores de ilusões</p>
<p>Amanhece um novo dia<br />
mas anoiteço<br />
também a esperança se torna inoportuna<br />
e prolonga minha dor</p>
<p>Amanhece um novo dia<br />
em minha cidade Natal<br />
amanhã é Dia de Reis &#8211; anuncia meu querido pai em tom de convite<br />
ignorando o que sinto e o que me esforço para ocultar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/mas-anoiteco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Jardineiro</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-jardineiro/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/o-jardineiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 20:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuripadilha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Bodega do Padilha]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=25381</guid>
		<description><![CDATA[
Desde criança gostava de flores
Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil
Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança
Leve de levitar
*********
Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos
A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim
Crava a terra morena ou branca com mãos fortes
Lança a semente numa dança intensa de delirar
E faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Desde criança gostava de flores<br />
Tateá-las com mãos suaves, sentindo o aroma gentil<br />
Bebendo o mel amargo, imita o beija-flor num dança<br />
Leve de levitar</p>
<p>*********</p>
<p>Com olhos gatunos, semi cerrados e lábios mordidos<br />
A adorar os astros gêmeos em órbita no alto do jardim<br />
Crava a terra morena ou branca com mãos fortes<br />
Lança a semente numa dança intensa de delirar<br />
E faz crescer o fruto</p>
<p>**********</p>
<p>A terra treme, geme, grita<br />
O jardineiro força, bate, agita<br />
O fruto cresce, cres&#8230; cre&#8230;<br />
Explode!<br />
A flor se derrama em mel amargo<br />
E se faz em alegria<br />
Pro jardim, pro Jardineiro</p>
<p>*********</p>
<p><em>Em oferta também na <a title="Bodega do Padilha" href="http://bodegadopadilha.wordpress.com/" target="_self">Bodega do Padilha</a>.</em></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/o-jardineiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Simples assim&#8230; (O Amor)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/simples-assim-o-amor/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/simples-assim-o-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 17:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=24475</guid>
		<description><![CDATA[
Bom dia, SP, bom dia amigos. A todos, o meu abraço.
Simples assim, como tudo que é grandioso pode ser muito &#8220;simples&#8221;, não precisa ser grande, basta ser &#8220;grandioso.&#8221;
Tão infinitamente supremo como o amor, sentimento que não se explica. Falo do &#8220;amor&#8221;, não de amor&#8230; De amor falamos ou falam todos, confessam, pintam , bordam&#8230; Mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.stickersco.com/up/s/st/blog.stickersco.com/img/.resized_gandhi_3.jpg" alt="gandhi" /></p>
<p>Bom dia, SP, bom dia amigos. A todos, o meu abraço.</p>
<p>Simples assim, como tudo que é grandioso pode ser muito &#8220;simples&#8221;, não precisa ser grande, basta ser &#8220;grandioso.&#8221;</p>
<p>Tão infinitamente supremo como o amor, sentimento que não se explica. Falo do &#8220;amor&#8221;, não de amor&#8230; De amor falamos ou falam todos, confessam, pintam , bordam&#8230; Mas, simples e &#8220;grandioso&#8221; sentimento, anda em falta.</p>
<p>Nas prateleiras, camisinhas estão à venda e há quem chame sexo de amor, quem veja ou tenha com elas afinidades, eu, sem drama e sem pretensão, prefiro amar, a ter ou não razão. Simples assim, é preciso ter simplicidade para ter ouvidos.</p>
<p>Assim (nesta manhã) concluo: é preciso ser grandioso para não ser apenas grande.</p>
<p>Olhar em volta e sentir-se amado, e grandiosamente ser feliz, feliz como as ondas que vão e vem num balanço desigual, sem questionar.<br />
Apenas ser grandioso e feliz, fazer também.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/simples-assim-o-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Assim como a brisa&#8230;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/assim-como-a-brisa/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/assim-como-a-brisa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 19:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Brisa]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=24147</guid>
		<description><![CDATA[
Minha conclusão, aos 53 anos, é de que: bom é ter alguém para compartilhar o &#8220;viver&#8221;. É maravilhoso ter um amor que não traduza a posse do objeto amado.
Um amor onde não haja a necessidade de territórios marcados, onde, nesta relação, cada um é quem é, sem subterfúgios, lavados, claros, transparentes no pensar e no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TOWNrsDuQZI/AAAAAAAABJ8/I2UcqAn_XgY/s320/3602239579_c0b6149ea3.jpg" alt="bola de sabão" /></p>
<p>Minha conclusão, aos 53 anos, é de que: bom é ter alguém para compartilhar o &#8220;viver&#8221;. É maravilhoso ter um amor que não traduza a posse do objeto amado.</p>
<p><span id="more-24147"></span>Um amor onde não haja a necessidade de territórios marcados, onde, nesta relação, cada um é quem é, sem subterfúgios, lavados, claros, transparentes no pensar e no agir. Amor não implica controle, nem submissão. Quando sentimos algo inquietante no peito, na cabeça, como tantos proclamam em seu santo louvor e nome: amor, ele não é sofrimento que consome, tem que ser suave o seu sentir, tem que haver prazer, aquele prazer, nas mínimas coisas. Sua presença há de trazer bem-estar, se não for assim,  se já não formos capazes de ser como antes, se perdemos o gosto pela liberdade e ao mesmo tempo queremos ser o herdeiro deste bem alheio e sagrado&#8230; Aí é chegada a fatídica hora, o instante é de &#8220;reflexão&#8221;&#8230; Não estaremos, assim, amando; estamos é adoecendo, e com certeza causando ao outro uma possibilidade de também ficar doente. Porque: o amor é um sentimento livre que não sobrevive a prisão(ões) &#8230;Ele alimenta-se da sua liberdade de ser.</p>
<p>O amor um pássaro gigante com asas estendidas, prontas para alçar voos excitantes. Promete ser fiel a quem sabe amar. (Amar) é um ato sublime, profundo&#8230; Assim como viver: &#8220;respirar&#8221;&#8230;(?) Respirar&#8230; Quem poderia viver sem ar? O amor para ser vivido precisa de material maduro como: confiança; não no outro, mas em si&#8230; Preciso é também que o meu caminho e o do outro seja regado com uma chuva mansa de sabedoria e conhecimento de que o outro não é &#8220;seu&#8221;; é antes de tudo &#8220;propriedade particular de si mesmo&#8221;, e que num gesto de amar está contigo na busca de ser feliz, mas isso não *quer dizer que seja para sempre &#8230; Já disse o poeta que: &#8220;sempre não é todo dia&#8221;. Eu concordo também com aquele cara maravilhoso que nos ensinou a máxima: que seja infinito enquanto dure&#8230; (Mas como também dizem que o Amor é cego; poderá ser enquanto duro infinito). Tenho tentado amar, pois quando somos ainda bem jovens não sabemos definir o inexplicável movimento desta forte onda que carecemos ter para sentirmos-nos completos.</p>
<p>A maior prova de amor que já pude dar e ter está contida numa frase que, por inteira necessidade minha, num momento de total desatino senti (Quem ama liberta*). Este foi o meu teste de fogo, é quando em dado momento tu, que estavas seguro em tua torre , e ela era a torre mais segura possível, parece que tudo é perfeito, nada te falta, até tua miopia te faz um bem inestimável&#8230; Para que ver o que te cerca? Se estás na lama e está quentinho, isto te traz uma falsa sensação de pleno ninho (É lama, mas está quentinho&#8230;) (E DAÍ? PARA QUE TENTAR SAIR DESTE CONFORTO, SE POSSO DESCOBRIR O TREMOR DO FRIO?) E vamos seguindo, chamando submissão de amor, esta coisa pegajosa acompanhada de neurose e descontentamentos, sem olhar na cara do outro, que por sua vez fica covarde&#8230; Piedade? Para que? Verdade. Esta sim, foi minha genitora, foi esta grande que pariu para mim a real identidade do amor.</p>
<p>Volto à minha frase escudeira e reafirmo: &#8211; Quem ama liberta-se e também liberta. E que é preciso amar com o corpo, e com a cabeça continuar sendo infinitamente seu, seu maior patrimônio é ter-se como seu, dono das suas vontades, idas e vindas e amar, e porque não amar? Amar sim. Mas, livres, assim como a brisa.</p>
<p>Penso que estou na trilha certa, minhas asas cresceram&#8230; Aprendi que voar é o mesmo que ser livre e  faço aos outros aquilo que quero que me façam; amo  sem exigir amor. Minha alma gêmea eu sou, e me amo com um amor nunca antes a mim doado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/assim-como-a-brisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A UMA DEUSA</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-uma-deusa/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-uma-deusa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 14:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danclads Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Afrodite]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Deusa]]></category>
		<category><![CDATA[Xochiquetzal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=22649</guid>
		<description><![CDATA[És realmente Deusa,
No corpo escultural de mulher.
Mas, não te disse
A qual credo pertences&#8230;
Não és católica,
Nem muçulmana,
Muito menos budista.
Pertences ao panteão grego,
Talvez maia
Ou quem sabe asteca,
Onde os deuses
E as deusas
Viviam entre os mortais,
Desfrutando das delícias,
Das experiências mundanas.
És minha Afrodite,
Minha Xochiquetzal,
Deusa, com certeza,
Deusa, mas sem templos,
Sem distanciamentos&#8230;
Ah não!  Não suportaria
Só te adorar!
Deusa, para ser venerada,
Mas para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>És realmente Deusa,<br />
No corpo escultural de mulher.<br />
Mas, não te disse<br />
A qual credo pertences&#8230;<br />
Não és católica,<br />
Nem muçulmana,<br />
Muito menos budista.<br />
Pertences ao panteão grego,<br />
Talvez maia<br />
Ou quem sabe asteca,<br />
Onde os deuses<br />
E as deusas<br />
Viviam entre os mortais,<br />
Desfrutando das delícias,<br />
Das experiências mundanas.<br />
És minha Afrodite,<br />
Minha Xochiquetzal,<br />
Deusa, com certeza,<br />
Deusa, mas sem templos,<br />
Sem distanciamentos&#8230;<br />
Ah não!  Não suportaria<br />
Só te adorar!<br />
Deusa, para ser venerada,<br />
Mas para ser amada,<br />
Deusa do meu amor!<br />
E do meu altar!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-uma-deusa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pinot Noir (O Amor)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/pinot-noir-o-amor/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/pinot-noir-o-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 11:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Grão]]></category>
		<category><![CDATA[Pinot Noir]]></category>
		<category><![CDATA[Semente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=22535</guid>
		<description><![CDATA[
Por entre silêncio e súplicas,
Por entre medos, anseios&#8230;
É assim a voz do amor,
Da calma, faz tormenta,
Invade as narinas, envolve, aperta,
Sufoca, transgride, sem lei, sem razão.
Vivifica ou mata,
Dispersa, sucumbe, se esvai,
Mora nos becos, no abstrato vão da fantasia.
Sem nome, nem endereço&#8230;
Habita na correnteza dos mares mais negros&#8230; E  sobrevive&#8230;
Injeta nas veias doce veneno, destilado tantas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TK4MHLra5II/AAAAAAAABHM/XOy1hcKvqEk/s1600/images+(2).jpg" alt="pinot noir" /></p>
<p>Por entre silêncio e súplicas,<br />
Por entre medos, anseios&#8230;<br />
É assim a voz do amor,<br />
Da calma, faz tormenta,<br />
Invade as narinas, envolve, aperta,<br />
Sufoca, transgride, sem lei, sem razão.<br />
Vivifica ou mata,<br />
Dispersa, sucumbe, se esvai,<br />
Mora nos becos, no abstrato vão da fantasia.<br />
Sem nome, nem endereço&#8230;<br />
Habita na correnteza dos mares mais negros&#8230; E  sobrevive&#8230;<br />
Injeta nas veias doce veneno, destilado tantas vezes em sucos ácidos&#8230;<br />
Errante, boêmio, que alimenta os perdidos corações,<br />
Chama divina&#8230;<br />
Que nasce no deserto do peito de cada homem&#8230;<br />
Vício&#8230; Letal&#8230; Morfina, indispensável droga que faz sina(fascina)(&#8230;)<br />
E a ele rendemos graça, veneramos e nos entregamos,<br />
Com fé mesmo sendo ateu, com delícia mesmo havendo dor.<br />
É ele um pequenino grão: o amor.<br />
Rara semente &#8220;Pinot noir&#8221;.<br />
A gota d&#8217;água<br />
Do perfume, o pequeno frasco, a seiva da vida&#8230;<br />
O contar das horas, a canção lenta&#8230;<br />
O riso, o pranto, o olhar sem horizonte,<br />
Navio sem mar, velas ao vento debatendo-se em vão&#8230;<br />
E perdido neste vagão ninguém é feliz sem sua ilusão&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/pinot-noir-o-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>VEM!</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vem-3/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/vem-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 01:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=22200</guid>
		<description><![CDATA[
Vem viver comigo um grande amor&#8230;
Um destes que vira papo nos botecos,
Na boca dos desocupados&#8230; Dos invejosos,
Dos mal-amados, vem vamos causar libido
A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora.
Vem, vem logo, sem demora.
Meu sangue, carne, corpo, tudo&#8230; Implora.
Vem beijar minha boca agora!
Vem tocar meu corpo como se fosse teu violino,
Vem tirar dele notas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TFi3xLWa9DI/AAAAAAAAA7g/CydaWcvwzHc/s320/vem.jpg" alt="namorados" /></p>
<p>Vem viver comigo um grande amor&#8230;<br />
Um destes que vira papo nos botecos,<br />
Na boca dos desocupados&#8230; Dos invejosos,<br />
Dos mal-amados, vem vamos causar libido</p>
<p><span id="more-22200"></span>A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora.<br />
Vem, vem logo, sem demora.<br />
Meu sangue, carne, corpo, tudo&#8230; Implora.<br />
Vem beijar minha boca agora!</p>
<p>Vem tocar meu corpo como se fosse teu violino,<br />
Vem tirar dele notas que escuto sorrindo<br />
E não te importes e não me importarei,<br />
Com o que dirão de nós ou do nosso amor&#8230;</p>
<p>Vem amado, vamos viver<br />
Um amor tão grande e conturbado<br />
Que deixa o mundo abalado<br />
E desperte a morte dos que vivem sem ser amados.</p>
<p>Vem, vem criar falácias, zombarias,<br />
Conversas para os que não têm inspiração de amar,<br />
Para os que, covardes, não têm coragem de amar,<br />
Vem, deitemos, rolemos, deliremos,</p>
<p>Partamos velozes nas asas do desejo,<br />
Vem, vamos apagar ardendo em fogo<br />
Esta saudade que nos une.<br />
Vem, vamos, vamos a algum lugar,</p>
<p>Vamos fugir de tudo e de todos,<br />
Vamos acordar no nosso sonho,<br />
Vamos despertar à luz do Sol,<br />
Cansados da ânsia que nos consome,</p>
<p>Vem, não me deixe aflita,<br />
Escuta este sentimento que grita<br />
E te chama, vamos viver um amor&#8230;<br />
Um amor imenso que não caiba</p>
<p>Em nenhum lugar, além de nós.<br />
Um amor sem medida, sem hora,<br />
Sem virtudes, errante, errado,<br />
Não importa em que adjetivo for classificado.</p>
<p>Vem, e numa praia bem distante, deitemo-nos<br />
Num lençol de areia morna que nos espera,<br />
Onde ali, rolaremos nus&#8230; Até o mar&#8230;<br />
Para, num mergulho, banhar a alma e salgar o sexo,</p>
<p>Temperado com gosto de mar,<br />
Vamos sorver com delícia<br />
O sabor deste prazer tão raro.<br />
Vem, que esta vida é uma quimera.</p>
<p>Vem, vamos escandalizar a carne, os olhos<br />
De quem nos vir passar,<br />
Vamos sair de mãos dadas, livres&#8230;<br />
Parando nas calçadas, dizendo versos, cantando,</p>
<p>Brincando com as palavras, como crianças<br />
Comendo os doces carinhos que saem de nossas mãos.<br />
Vem, por que nesta tarde, meu coração espera<br />
Que a noite caia mansa derramando esta canção.</p>
<p>Vem, por favor, vamos olhar na face da verdade,<br />
Dizer para qualquer um que passar por nós<br />
Que este amor existe, com tanta verdade<br />
Que, dentro de nós, já não cabe.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/vem-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Miolo de pão, morangos frescos&#8230;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/miolo-de-pao-morangos-frescos/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/miolo-de-pao-morangos-frescos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 16:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Carinho]]></category>
		<category><![CDATA[Manhã]]></category>
		<category><![CDATA[Morango]]></category>
		<category><![CDATA[Sábado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=21523</guid>
		<description><![CDATA[
Miolos de pão e morangos frescos&#8230;
O seu café da manhã.
Me chama batendo palmas,
Chego à porta do quarto
E reconheço o barulho sutil
Das pequenas mãos.
Acorda feliz numa manhã de sábado;
Bendita seja a inocência&#8230;
Sagrado e santo este olhar e sorriso de anjo
Que ameniza o fel desta manhã sem Sol.
E então com graça diz,
Quase com inspiração de poeta:
“Hoje acordei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TIuKYMeDb4I/AAAAAAAABCI/kQXix886ZvA/s320/cor_alimento3.jpg" alt="morangos" /></p>
<p>Miolos de pão e morangos frescos&#8230;<br />
O seu café da manhã.<br />
Me chama batendo palmas,<br />
Chego à porta do quarto<br />
E reconheço o barulho sutil<br />
Das pequenas mãos.</p>
<p><span id="more-21523"></span>Acorda feliz numa manhã de sábado;<br />
Bendita seja a inocência&#8230;<br />
Sagrado e santo este olhar e sorriso de anjo<br />
Que ameniza o fel desta manhã sem Sol.</p>
<p>E então com graça diz,<br />
Quase com inspiração de poeta:<br />
“Hoje acordei com vontade de comer miolinho de pão.<br />
Mas tem que ser macio e novo”.<br />
E estica-se com graça sob os lençóis&#8230;</p>
<p>Cabelos com fios caramelo, quase dourados&#8230;<br />
É o meu Sol desta manhã.<br />
Então, lhe puxo com felicidade<br />
De encontro ao meu abraço<br />
E concordo dizendo baixinho:<br />
- Sim, vou pegar miolos de pão&#8230;</p>
<p>Atravesso a sala, colho,<br />
Como quem colhe um fruto, miolos de pão.<br />
Então para aproveitar o seu apetite raro<br />
Trago-lhe, também, uma taça de chocolate<br />
E morangos frescos&#8230;<br />
Cândido anjo; Ana da guarda; minha Ana Júlia;<br />
Meu doce anjo, que brinca de princesa comigo,<br />
Nas minhas horas mais tristes é o meu melhor abrigo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/miolo-de-pao-morangos-frescos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor profano</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/amor-profano/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/amor-profano/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 16:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[profano]]></category>
		<category><![CDATA[sedução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=21210</guid>
		<description><![CDATA[
Te amo com um egoísta amor,
Com muita paixão.
Ardente, profundo, profano
Que emana do sempre,
Do sempre sonhado,
Desejado, guardado,
Ferido e magoado,
Por não poder gritar
Que amo.
Te amo com gestos,
Ternura, num beijo eterno,
Nunca provado,
Meu amor, sem medida amado.
Quero o teu corpo ao meu colado,
Quero o teu beijo molhado,
No teu prazer emaranhado.
Loucos, gozados, suados,
Momento tão sonhado,
Para mim, para ti&#8230;
Meu amor, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/_nypvXrcbQYw/TBH7IDcq3YI/AAAAAAAAIAc/7vwTiVCQLqM/s1600/ma%C3%A7a.jpg" alt="profano" width="343" height="257" /></p>
<p>Te amo com um egoísta amor,<br />
Com muita paixão.<br />
Ardente, profundo, profano<br />
Que emana do sempre,<br />
Do sempre sonhado,<br />
Desejado, guardado,<br />
Ferido e magoado,<br />
Por não poder gritar<br />
Que amo.</p>
<p><span id="more-21210"></span>Te amo com gestos,<br />
Ternura, num beijo eterno,<br />
Nunca provado,<br />
Meu amor, sem medida amado.<br />
Quero o teu corpo ao meu colado,<br />
Quero o teu beijo molhado,<br />
No teu prazer emaranhado.<br />
Loucos, gozados, suados,<br />
Momento tão sonhado,<br />
Para mim, para ti&#8230;<br />
Meu amor, o meu amor é tão lindo.<br />
Eternamente juro: te amo.<br />
Meu amor, quero viver só pra te amar,<br />
Mesmo que distante,<br />
Mesmo com saudades.<br />
Quero ser tua mulher<br />
Ou tua amante.<br />
Te amo, juro.<br />
Me amas?<br />
(?)&#8230;<br />
Juras? &#8230; rsrs &#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/amor-profano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PAI</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/pai/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/pai/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 12:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amigo]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[filho]]></category>
		<category><![CDATA[mão]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20574</guid>
		<description><![CDATA[
Aquele  homem as vezes sisudo,
Outras não&#8230;
Pai,
É sempre o melhor amigo,
O melhor abraço, a mais segura mão,
É o endereço certo nas horas  de solidão,
É o sorriso claro mesmo na escuridão,
É o silencio exato no meio de um trovão.
Pai
A mão que guia os primeiros passos,
Aquele que ensina  a falar,
A dizer sim, dizer não
Pai também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.operacoesespeciais.com.br/userfiles/pai_filho(1).jpg" alt="Pai" width="391" height="254" /></p>
<p>Aquele  homem as vezes sisudo,<br />
Outras não&#8230;<br />
<span id="more-20574"></span>Pai,<br />
É sempre o melhor amigo,<br />
O melhor abraço, a mais segura mão,<br />
É o endereço certo nas horas  de solidão,<br />
É o sorriso claro mesmo na escuridão,<br />
É o silencio exato no meio de um trovão.<br />
Pai<br />
A mão que guia os primeiros passos,<br />
Aquele que ensina  a falar,<br />
A dizer sim, dizer não<br />
Pai também pode ser &#8220;Pãe&#8221;&#8230;<br />
Amamentar sem ter peitos<br />
Pai&#8230;<br />
A voz forte, o beijo que alimenta<br />
O carinho que se não está presente<br />
Faz chorar&#8230;, o ombro o abrigo o acalanto&#8230;<br />
O hino de eterno amor &#8230;<br />
Pai  é  batida certa  no meu ou no teu coração<br />
Canção com rima ,com prosa&#8230;<br />
Bendito cantado e louvado&#8230; Pai&#8230;</p>
<p>&#8220;Assim  como na canção&#8221;</p>
<p>(De herói a bandido, mais que um amigo)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/pai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Orquídeas</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/orquideas/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/orquideas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[florescer]]></category>
		<category><![CDATA[lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Orquídeas]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<category><![CDATA[setembro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20183</guid>
		<description><![CDATA[
Um frio que aquece,
Uma saudade que enternece
A minha alma já tão sem certeza da prece
Que reza.
Volto, mas não há em mim sorriso,
Apenas o poema, o gemido da frase que digo,
Com vontade de ficar.
Uma eterna saudade do cantar das aves,
Do coaxar dos sapos, do murmúrio da cachoeira que rola,
Do simples silêncio da lagoa.
E volto e deixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TEzJ1bdL1jI/AAAAAAAAA60/Fl2rSOP6qA0/s320/BXK11757_dsc00554-orquideas800.jpg" alt="orquídeas" /></p>
<p>Um frio que aquece,<br />
Uma saudade que enternece<br />
A minha alma já tão sem certeza da prece<br />
Que reza.<br />
<span id="more-20183"></span>Volto, mas não há em mim sorriso,<br />
Apenas o poema, o gemido da frase que digo,<br />
Com vontade de ficar.<br />
Uma eterna saudade do cantar das aves,<br />
Do coaxar dos sapos, do murmúrio da cachoeira que rola,<br />
Do simples silêncio da lagoa.<br />
E volto e deixo lá a minha alma partida<br />
E trago no meu corpo uma dor<br />
Que me suprime, há tanta saudade&#8230;<br />
Uma eterna vontade de ficar, sem partir.<br />
E eu não sei o que reviver para não morrer.<br />
É a memória das noites em que me deito<br />
E como se fosse um barco, flutuo em pensamentos,<br />
Memória viva, da felicidade que perdi.<br />
É um querer-ficar, não ter que partir<br />
É uma dor mais aguçada que um punhal,<br />
Que invade meu peito e traspassa<br />
O meu irreal.<br />
Ai&#8230; Que choro e neste gemido<br />
Há muito mais que uma simples dor.<br />
Há um querer-estar na terra,<br />
No abrir de cada flor.<br />
Ai&#8230; Há uma tristeza<br />
E uma inevitável certeza<br />
Da felicidade que voou.<br />
Ilhota, casa minha,<br />
Pátria, ilhota,<br />
Como sinto de ti, saudades.<br />
Mãe-pátria, casa minha, como te quero<br />
E como choro, este não-poder-ter-te em mim e voltar&#8230;<br />
És a minha aurora, o meu melhor poema, &#8220;lual&#8230;&#8221;,<br />
Onde a noite nua, consagra-se com a Lua<br />
E derrama no meu peito<br />
Este afã, desejo de feliz-ser.<br />
Ai, meu Deus, quanto sofrer neste meu calar,<br />
Quanta vontade de ir e ficar,<br />
Sem precisar jamais voltar.<br />
&#8220;Verde&#8221; que tanto amo&#8230;<br />
Hoje vi que minhas orquídeas<br />
Preparam-se, como que, numa solene exaltação da natureza,<br />
Agonizam-se para ser vida em plena Primavera que virá.<br />
Como quero, olhar-te vida, subindo pelos cajueiros.<br />
Lilás, lilases sinais, de orquídeas florescidas no amor.<br />
Ai&#8230; Como desejo que em setembro, que anuncia a vida,<br />
Que no calendário do meu coração partido<br />
A vida que soa em notas, como uma lilás canção.<br />
Brisa mansa que passa por mim, trazendo memórias<br />
De cravos, jasmins&#8230;<br />
Como quero de ti, doce poema, ser a rima<br />
Que em ti tudo encerra neste meu ser<br />
Que vive de amor, em guerra.</p>
<p>(Ednar Andrade).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/orquideas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor que vive</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/amor-que-vive/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/amor-que-vive/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 14:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Lua]]></category>
		<category><![CDATA[Mar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19756</guid>
		<description><![CDATA[
Então direi que o meu amor é maior que o mar&#8230;
Quando ele se derramar no nosso sonho,
Quando as noites forem iluminadas pelo nosso canto,
Quando a saudade já não for o maior sentimento dos finais de tarde,
Cantaremos uma canção, envolvidos pelas águas de sal&#8230;
E veremos, refletidos na Lua,
Que este amor nasceu pra viver&#8230;
Que viveu no silêncio&#8230;
Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://4.bp.blogspot.com/_PKIuhfCyZQo/TDsAFRh5vGI/AAAAAAAAA3Q/c0tZS6wYXyE/s320/1.jpg" alt="amor" /></p>
<p>Então direi que o meu amor é maior que o mar&#8230;<br />
Quando ele se derramar no nosso sonho,<br />
Quando as noites forem iluminadas pelo nosso canto,<br />
Quando a saudade já não for o maior sentimento dos finais de tarde,<br />
Cantaremos uma canção, envolvidos pelas águas de sal&#8230;<br />
E veremos, refletidos na Lua,<br />
Que este amor nasceu pra viver&#8230;<br />
Que viveu no silêncio&#8230;<br />
Mas alimentou-se desta esperança*.<br />
Um amor que vive,*<br />
Uma luz que dança,<br />
Um sorriso quase criança,<br />
Meu cabelo:<br />
Uma trança<br />
Que teci<br />
Na tua espera<br />
Então direi que ainda é cedo<br />
Que, de morrer, não tenho medo<br />
*pois teu amor, o meu, alcança</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/amor-que-vive/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu, nosso, de todos, poetinha&#8230;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/meu-nosso-de-todos-poetinha/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/meu-nosso-de-todos-poetinha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 23:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[o haver]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius de Moraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19684</guid>
		<description><![CDATA[
O Haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido&#8230;
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pautaquepariu.zip.net/images/vinicius.jpg" alt="Vinícius" /></p>
<p><strong>O Haver</strong></p>
<p>Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura<br />
Essa intimidade perfeita com o silêncio<br />
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo<br />
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido&#8230;</p>
<p><span id="more-19684"></span>Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo<br />
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo<br />
De ferir tocando, essa forte mão de homem<br />
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.</p>
<p>Resta essa imobilidade, essa economia de gestos<br />
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito<br />
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível<br />
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.</p>
<p>Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento<br />
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade<br />
Do tempo, essa lenta decomposição poética<br />
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.</p>
<p>Resta esse coração queimando como um círio<br />
Numa catedral em ruínas, essa tristeza<br />
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria<br />
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.</p>
<p>Resta essa vontade de chorar diante da beleza<br />
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido<br />
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa<br />
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.</p>
<p>Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado<br />
De pequenos absurdos, essa capacidade<br />
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil<br />
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.</p>
<p>Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza<br />
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser<br />
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa<br />
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.</p>
<p>Resta essa faculdade incoercível de sonhar<br />
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade<br />
De aceitá-la tal como é, e essa visão<br />
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante</p>
<p>E desnecessária presciência, e essa memória anterior<br />
De mundos inexistentes, e esse heroísmo<br />
Estático, e essa pequenina luz indecifrável<br />
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.</p>
<p>Resta esse desejo de sentir-se igual a todos<br />
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória<br />
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade<br />
De não querer ser príncipe senão do seu reino.</p>
<p>Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade<br />
Pelo momento a vir, quando, apressada<br />
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante<br />
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada&#8230;</p>
<p>Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto<br />
Esse eterno levantar-se depois de cada queda<br />
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha<br />
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo<br />
Infantil de ter pequenas coragens.</p>
<p>(Vinicius de Moraes).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/meu-nosso-de-todos-poetinha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor Secreto</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/amor-secreto/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/amor-secreto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19477</guid>
		<description><![CDATA[
Por Romana Alves Xavier
Ele era calado, quase não falava, mas sabia ouvir como ninguém. Muitos o achavam anti-social, mas ela o amava sem restrições. Não havia um só dia em que não confessasse a ele todos os seus sonhos de menina. Era uma relação de cumplicidade sem precedentes.
E como faziam planos juntos. Aonde um ia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/namoro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19481" title="namoro" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/namoro.jpg" alt="" width="456" height="340" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Romana Alves Xavier</strong></p>
<p>Ele era calado, quase não falava, mas sabia ouvir como ninguém. Muitos o achavam anti-social, mas ela o amava sem restrições. Não havia um só dia em que não confessasse a ele todos os seus sonhos de menina. Era uma relação de cumplicidade sem precedentes.</p>
<p><span id="more-19477"></span>E como faziam planos juntos. Aonde um ia, o outro sempre acompanhava. Ela mais falante e ele dono de um silêncio maduro. Maduro de uma maturidade sem vícios. As amigas a invejavam e queriam muito tê-lo nos braços. Saber o que se passava naquela alma tão enigmática e sedutora era um convite tentador.</p>
<p>Mas, ele era fiel. Jamais a trairia. Seu amor e sua dedicação estavam bem além das linhas de um conto trágico. Ela, ingênua, não imaginava o que se passava na mente das amigas.</p>
<p>A rotina quase diária não diminuía a força do que sentiam. E quando não se encontravam, quanta intensidade. Tantas coisas a contar, tantos beijos e declarações de amor. E quanta poesia por metro quadrado cabia nesses encontros de amor.</p>
<p>Um amor secreto. A saudade tomava conta da cama e, a portas trancadas, ela se revelava. Parecia que havia se passado um ano em horas de separação. Não poderia haver ninguém por perto. E todos os desejos proibidos se tornavam permitidos. Nesses momentos, ela era uma mulher com rosto de menina e vestido de fita.</p>
<p>O tempo se passava e, dia após dia, outro alguém tentava descobrir mais a respeito deles. Em vão. Eles eram um casal singular, discretos e protegidos da curiosidade alheia. Mas, de repente, como se perde as melhores coisas da vida, ela faltou a um encontro de amor.  Algo que quase nunca acontecera.</p>
<p>Ele, que a conhecia melhor do que a si próprio, sabia que ela mudara. Não fora exatamente a primeira vez que o deixara esperando sem explicações. Fazia alguns dias que os encontros não eram mais os mesmos. No máximo, um agrado sem carinho e ela o deixava de lado, sozinho, com um jeito doce de quem não volta mais.</p>
<p>Aos quinze, ela estava realmente diferente. Indiferente. Ao menos com ele.Certamente, ela se apaixonara por outro e estava sem coragem para dizer. Ultimamente ele não sabia mais o que se passava no seu coração. Não era ciumento, mas estava triste, se sentia trocado. Logo ele que sempre fora amante, confidente e fiel. Folhas de um papel que estava se acabando.</p>
<p>E como tudo que começa tem um fim, foi assim também com eles. Nesse dia, ela chegou ao quarto, séria e misteriosa, com um semblante de uma mulher em busca de novos desafios. Ao vê-la, ele soube que tudo terminara.</p>
<p>Não houve choro nem despedida. Ela não o olhou no rosto, tampouco o beijou. Sequer disse alguma palavra de consolo, típica dos casais cujo amor chega ao fim.  Simplesmente o pegou nos braços, e sem qualquer abraço, abriu uma gaveta antiga onde o guardou, colando nele uma etiqueta que dizia: “Diário 1997”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/amor-secreto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Discos que escondem histórias de amor</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/discos-que-escondem-historias-de-amor/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/discos-que-escondem-historias-de-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 03:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Namorados]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18819</guid>
		<description><![CDATA[No G1
John e Yoko, Rita e Roberto, Camelo e Mallu; veja casais que gravaram juntos. Seleção lembra também dobradinha de Jay-Z e Beyoncé e casal Sonic Youth.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No G1</strong></p>
<p>John e Yoko, Rita e Roberto, Camelo e Mallu; veja casais que gravaram juntos. Seleção lembra também dobradinha de Jay-Z e Beyoncé e casal Sonic Youth.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/especiais/dia-dos-namorados/noticia/2010/06/dia-dos-namorados-g1-lista-discos-que-escondem-historias-de-amor.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/discos-que-escondem-historias-de-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A arte de pedir em namoro *</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-arte-de-pedir-em-namoro/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-arte-de-pedir-em-namoro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 02:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Namoro]]></category>
		<category><![CDATA[Xico Sá]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18812</guid>
		<description><![CDATA[Por Xico Sá
O Carapuceiro
É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé  a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.
E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.
No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://carapuceiro.zip.net/" target="_blank"><strong>Por Xico Sá<br />
O Carapuceiro</strong></a></p>
<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namoro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18813" title="namoro" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namoro.jpg" alt="" width="240" height="209" /></a>É namoro ou amizade? Rolo, cacho, ensaio de amor, romance ou pura clandestinidade? “Qualé  a sua, meu rapaz?!”, indaga a nobre gazela.</p>
<p>E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na leseira das nuvens esparsas.</p>
<p>No tempo do amor líquido, para lembrar o título do ótimo livro de Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos encontros amorosos de hoje em dia, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero&#8230;</p>
<p><span id="more-18812"></span>Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico, o cara nervoso, se tremendo como vara verde: “Você me aceita em namoro”?</p>
<p>O tempo passava e vinha mais um pedido clássico e igualmente tenso. O pedido de noivado.</p>
<p>Mais adiante, a hora fatal, mais uma tremelica do jovem mancebo: Você me aceita em casamento?</p>
<p>E pedir a mão,aos pais, meu Deus, haja nervosismo, melhor tomar um conhaque na esquina para encorar-me.</p>
<p>São raros, raríssimos hoje esses nobres pedidos. Em alguns setores mais modernos e urbanos, digamos assim, talvez nem exista mais.</p>
<p>O amor e as suas mudanças.</p>
<p>A maioria dos homens, além de não pedir em namoro, além de não pegar no tranco, ainda corre em desespero diante de uma sugestão ou proposta de casamento feita pela moça.</p>
<p>O capítulo bom da história é que agora as mulheres também partem para o ataque e, diante de uns temerosos ou acanhados sujeitos, escancaram suas vontades, suas paixões, e fazem suas apostas, seus pedidos, põem na mesa os seus desejos e as cartas de intenções.</p>
<p>Voltando ao mundo dos homens, lembro que era bem bacana esse suspense masculino do “você quer namorar comigo?”</p>
<p>Havia sempre o medo do fora. Um sim, mesmo o mais previsível, era uma festa.</p>
<p>“Quer namorar comigo?”</p>
<p>No tempo do “ficar”, quase nada fica, nem o amor daquela rima antiga.</p>
<p>Alguns sinais, porém, continuam valendo e dizem muito. O ato das mãozinhas dadas no cinema, por exemplo, ainda é o maior dos indícios.</p>
<p>Tanto quanto um bouquet de flores, mais do que uma carta ou um email de intenções, mais do que uma cantada nervosa, mais do que o restaurante japonês, mais do que um amasso no carro, mais do que um beijo com jeito, daqueles que tiram o gloss e a força dos membros inferiores.</p>
<p>“Vamos pegar uma tela, amor?”, como se dizia não muito antigamente.</p>
<p>Eis a senha.</p>
<p>Mais até do que um jantar à luz de velas, que pode guardar apenas um desejo de sexo dos dons Juans que jogam o jogo jogado e marketeiro.</p>
<p>O cinema, além da maior diversão, como diziam os cartazes de Severiano Ribeiro, é a maior bandeira.</p>
<p>Nada mais simbólico e romântico.</p>
<p>Os dedos dos dois se encontrando no fundo do saco das últimas pipocas&#8230;</p>
<p>Não carecem uma só palavra, ainda não têm assuntos de sobra.</p>
<p>Salve o silêncio no cinema, que evita revelações e precoces besteiras.</p>
<p>Ah, os silêncios iniciais, que acabam voltando depois, mas voltando sem graça, surdo e mudo, eterno retorno de Jedi. Nada mais os unia do que o silêncio, escreveu mais ou menos assim, com mais talento, claro, Murilo Mendes, poeta dos melhores e mais líricos.</p>
<p>Palavras, palavras,palavras&#8230;</p>
<p>Silêncio, Silêncio, silêncio&#8230;</p>
<p>Dessas duas argamassas fatais o amor é feito e o amor é desfeito. Simples como sístole e diástole de um coração que ainda bate.</p>
<p><em><strong>*Do meu livro novo &#8220;Chabadabadá -aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha&#8221;(ed.Record).</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-arte-de-pedir-em-namoro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os vieses do amor</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/os-vieses-do-amor/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/os-vieses-do-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 May 2010 02:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tânia Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18382</guid>
		<description><![CDATA[
Para meu amigo Eduardo
Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. Friedrich Nietzsche
Havia quase uma década que eu estava com o Victor, por quem nutria verdadeira paixão.
Chegava a ser vício o desejo que sentia por ele. Seu cheiro, sua pele, o odor que exalava das suas axilas, cheiro bom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-18383" title="casal 1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-1-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a></em></p>
<p><em>Para meu amigo Eduardo</em></p>
<p><strong><em>Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem. Friedrich Nietzsche</em></strong></p>
<p>Havia quase uma década que eu estava com o Victor, por quem nutria verdadeira paixão.<br />
Chegava a ser vício o desejo que sentia por ele. Seu cheiro, sua pele, o odor que exalava das suas axilas, cheiro bom de homem! Tudo nele me excitava e rescindia a sexo &#8230;</p>
<p><span id="more-18382"></span> Eu só pensava “naquilo” o tempo todo. E por “aquilo”, cometia as mais inventivas e insensatas “loucuras de amor”. E Victor embarcava em todas elas.<br />
Até que um dia algo aconteceu que imprimiu um novo rumo às nossas vidas.<br />
Algo que fez com que eu revelasse uma faceta da minha natureza que eu não haveria de supor existir.<br />
É melhor que eu conte logo antes que os detalhes esfumem-se frente ao caráter intermitente das recordações.  É o que vou relatar agora!<br />
Sempre escutei dizer por aí que a vingança é um prato que se come frio. De minha parte, não foi bem assim que as coisas aconteceram&#8230;<br />
Morava em uma casa que abrigava na parte térrea o escritório do meu marido Victor, que era advogado. Entre idas e vindas, sempre encontrava uma colega sua, também advogada. Intrigava-me o fato de, nessas ocasiões, ela fazer questão de frisar que estava com muito trabalho em seu escritório. Eu me perguntava: Então, por que está sempre aqui? Comecei a ficar intrigada.<br />
Um dia desci para chamá-lo para o almoço e, chegando lá, antes que tivesse tempo de bater à porta, esta se abriu e lá estava ela saindo, acompanhada por ele. Ao ver-me, não me encarou e serpenteou com o corpo, evitando tocar em mim. O desenho sinuoso de uma cobra passou como um flash em minha mente.<br />
A partir deste dia fiquei com as “antenas” bem ligadas. Igual a bicho quando fareja o perigo iminente.<br />
Uma noite de domingo cheguei mais cedo em casa e fui direto para o quarto.<br />
Passado algum tempo, escuto o barulho do portão abrindo na parte inferior. Imaginei tratar-se de Victor que chegara e, certamente, deveria ter ido concluir algum trabalho em seu escritório.<br />
Após um quarto de hora, desço para ir ao seu encontro. Ao chegar à frente do portão, deparo-me com gemidos vindos lá de dentro.<br />
Desesperada, corro, dando a volta ao redor da casa até chegar à janela que ficava do outro lado e, na ponta dos pés, me penduro.<br />
Vejo Victor da cintura para cima, em pé, completamente nu em movimentos compassados de vaivém.<br />
Victor transava com alguém! Eu não consegui ver quem era.<br />
Desesperada: _  Meu Deus! Mas quem será?<br />
Grito para que Victor abra a porta. Silêncio&#8230;<br />
_ Victor, abra! Gritei novamente, e nada. Nenhuma palavra.<br />
Quanto mais chamava, mais silêncio se fazia ouvir lá dentro. Insisto. Deixo claro que não vou arredar o pé dali até que ele saia.<br />
Fico à espera ao lado do portão até o momento em que ele chega, cabisbaixo.<br />
_ Quem está com você? Victor não responde.<br />
_ Vou ficar aqui. Uma hora ela vai ter que sair.<br />
Passado um bom tempo, ela aparece. Olha-me furtivamente e ligeira vai embora.<br />
Lembrei do movimento sinuoso da serpente que vira dias atrás, era a própria.<br />
“Uma cobra me picou”! É Rosa!<br />
Depois, já no quarto, não preciso dizer que, enfurecida, chorei, xinguei, esmurrei, e ele, passivo, sem esboçar reação ou dizer palavra, nenhuma explicação.<br />
O que mais me indignava era o fato de tê-la trazido para o mesmo espaço em que morávamos. Quando falei isso, ele veio com essa: _ Quer dizer que se fosse em qualquer outro lugar, tudo bem! Não acha isso hipocrisia?<br />
_ Ah, isso não! Eu não concordava com ele. Só que, trazer em casa, era de um peso muito maior.<br />
Passei a dormir em outro quarto. Cogitei ir embora e, por vários dias, evitei dirigir-lhe a palavra.<br />
O veneno da amargura abrigou-se em mim. Assim, a idéia da vingança foi se assomando dia após dia.<br />
Não sei ao certo quanto tempo se passou, até o dia em  que ocorreu um evento em nossa casa, e diversas pessoas vieram, inclusive ela, com o namorado que acabara de sair do hospital onde estivera internado por algum motivo que ignoro.<br />
Eu servia vinho aos convidados e, ao passar em sua frente, ignorei-a e ofereci ao seu namorado. Ela sorriu sem graça. Aproveitei o momento e, de súbito, disparei: _ Mas você não tem vergonha na cara, não é mesmo?  Bela cara de pau a sua. Pego você trepando (de forma proposital utilizei este termo!) com Victor em minha casa e você ainda volta aqui! Você é muito descarada.<br />
Seu namorado, estarrecido, quedou paralisado, tamanha a surpresa. Parece que demorou a entender o que se passava. Minutos depois, o vi sair feito um foguete com ela correndo atrás.<br />
Naquela mesma noite, na cama com Victor, exultante, transbordando de satisfação, contei-lhe o que acabara de fazer. Ele pareceu não se abalar nem um pouco. Demonstrou indiferença em relação àquela. Isso sim me surpreendeu, fazendo-me refletir sobre a frieza com que os homens tratam desses assuntos.<br />
Mas que me importa! De minha parte, experimentava um sentimento novo, prazeroso&#8230; Fazendo com que eu desconhecesse a mim mesma.<br />
Cavalgando sobre Victor, umedeci os lábios com a ponta da língua, deixando escorrer um fio de saliva boca abaixo e, languidamente, falei: _ Sabe o que é isso? É veneno. Ofereci-lhe minha boca que, entreaberta, foi sorvida por Victor. E ciciando-lhe ao ouvido: _ Ah, meu amor! Nunca pensei que a vingança pudesse ter esse sabor, amarga e doce ao mesmo tempo.<br />
Victor completamente entregue&#8230;<br />
Victor só para mim&#8230;<br />
Vertiginosamente sorvido&#8230;<br />
Victor meu amor!&#8230;<br />
Pudesse morrer, não morria, imortava&#8230;<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>Bem que essa história poderia terminar aqui não é mesmo?<br />
Mas por que, se eu posso ir ainda mais longe? Pois foi exatamente o que fiz.<br />
É, meu caro leitor! Eu ainda não estava satisfeita, queria mais. O melhor da festa ainda estava por vir. Como já foi dito antes, a vingança é um prato que se come frio. Pois, em vez de frio, eu preferi oferecer um prato quentinho, quentinho&#8230;<br />
_ Sabe Mário, melhor amigo e parceiro de trabalho de Victor? Aquele que andava sempre lá em casa!<br />
Embora discreto, não me escapou. Quando me olhava, sutilmente despia-me com o olhar.<br />
Então, você acha que essas coisas passam despercebidas a uma mulher?<br />
Pois bem! Dei início a  um jogo de sedução igual cobra quando quer engolir passarinho e o hipnotiza. Não demorou muito para atraí-lo para a cama (do casal, claro!).<br />
Nessa ocasião, vesti uma sensual lingerie vermelha e dancei para ele como fizera muitas vezes para Victor.<br />
Dancei ao som de Marisa Monte.<br />
Assim! Volteando os quadris e os ombros em movimentos compassados de um lado para outro:</p>
<p>“Bem que se quis<br />
depois de tudo ainda ser feliz<br />
mas já não há caminhos pra voltar.<br />
E o que é que a vida fez da nossa vida?<br />
O que é que a gente não faz por amor?</p>
<p>Mas tanto faz,<br />
já me esqueci de te esquecer porque<br />
o teu desejo é o meu melhor prazer<br />
e o meu destino é querer sempre mais,<br />
a minha estrada corre pro seu mar</p>
<p>Agora vem pra perto vem<br />
vem depressa vem sem fim, dentro de mim<br />
que eu quero sentir<br />
o teu corpo pesando sobre o meu,<br />
vem, meu amor, vem pra mim,<br />
me abraça devagar,<br />
me beija e me faz esquecer&#8230;”</p>
<p>Dançando e tirando lentamente peça por peça, atirei uma a uma sobre Mário até o momento em que nada restou sobre meu corpo.<br />
Nuinha, em pelo, caminhei devagar até ele, aproximei- me e, de joelhos sobre a cama, empurrei-o delicada e firmemente. Enlacei suas pernas sob as minhas. Dirigi e atuei na cena&#8230;<br />
É claro que depois compartilhei com o meu amado minha pequena infidelidade, senão que graça teria?</p>
<p>“O anel que tu me deste era vidro e se quebrou<br />
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/os-vieses-do-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Eis que chega roda-viva</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/eis-que-chega-roda-viva/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/eis-que-chega-roda-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 May 2010 23:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[maria rita kehl]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18377</guid>
		<description><![CDATA[Por Maria Rita Kehl
O Estado de S.Paulo
Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro lhe devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/mulher-espelho.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-18378" title="mulher - espelho" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/mulher-espelho-248x300.jpg" alt="" width="215" height="260" /></a>Por Maria Rita Kehl<br />
O Estado de S.Paulo</strong></p>
<p>Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro lhe devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você não se reconhece. Claro que ninguém ama com objetividade. O que o amante vê no ser amado é sempre contaminado pela fantasia. Não me refiro, então, à impossibilidade fundamental de complementaridade entre os casais, mas aos encontros que se dão na base do puro mal-entendido. Sentir-se amado por qualidades que o outro imagina, mas não têm nada a ver com você, pode ser muito angustiante. E sedutor. Vale lembrar que a palavra sedução indica o ato de desviar alguém de seu caminho: eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá.</p>
<p><span id="more-18377"></span>Pensava essas coisas de meu lugar na plateia lotada do Credicard Hall (que nome para um teatro, caramba!) onde fui ver o show de uma de minhas cantoras favoritas no momento: Maria Gadu. Para quem não conhece, Maria Gadu despontou em 2009 na cena musical com uma força que não se via desde a década dos 90, quando surgiram cantoras do porte de Marisa Monte e Cássia Eller. O CD que leva seu nome está há muitos meses na lista dos mais vendidos. O que não quer dizer grande coisa: muita gente boa nunca entrou nessa lista e muito lixo musical frequenta os primeiros lugares. É certo que ter emplacado uma canção na novela das 8 deu um empurrãozinho, mas a novela acabou e o CD, que tem 11 faixas além de Shimbalaiê, continua firme nas paradas. Às vezes, o talento encontra seu espaço.</p>
<p>Definir uma voz é quase tão difícil quanto definir um cheiro. Para a experiência olfativa, usamos com frequência analogias com os sabores: os cheiros podem ser doces, amargos, ácidos. Ou são cheiros de: flor, mar, rato, gasolina, parede. Para as vozes, temos a classificação tradicional entre sopranos, barítonos, tenores, contraltos. Imagino que a cantora em questão seja contralto, o que não define grande coisa. Dizer que a voz é rouca também não nos salva da imprecisão. Rouca como o quê: uma pedra que raspa na lousa ou um motor a diesel? Um fumante terminal ou Marlene Dietrich? A imagem que me ocorre para a voz de Gadu é a de uma lixa muito fina a filtrar o som que passa por ela, vindo do fundo de um poço. Uma imagem esquisita, concordo. Ainda bem que para os argentinos (que entendem de vozes roucas), &#8220;esquisito&#8221; quer dizer raro. E raro quer dizer esquisito, mas não tem importância.</p>
<p>Bem: com jeito de moleque, encarapitada no banquinho do qual não desceu para rebolar nenhuma vez, a bela voz esquisita, composições muito pessoais que escapam do clichê romântico e uma rara sofisticação musical, Maria Gadu parecia não se reconhecer diante do público que &#8211; vibrava? Não, vibrar seria compreensível. Delirava? Sim; mas o entusiasmo foi muito além disso. O público ululava desde os primeiros acordes de cada canção, que todos sabiam de cor, mas não conseguiam escutar. A energia com que aplaudiam mais parecia uma fúria, que a timidez da artista só fazia excitar mais e mais. Pareciam todos sedentos por uma experiência musical autêntica, promovida por alguém que não vendesse sensualidade barata, e ao mesmo tempo não se conformassem de não conseguir puxar a cantora para o terreno familiar da vulgaridade e do sex appeal. O embate foi duro. A certa altura, alguém gritou: &#8220;Gostosa!&#8221; Ao que a moça respondeu irônica, como uma professora que passa pito no aluno saliente: &#8220;O que é isso??? Uma coisa que eu não sou é gostosa.&#8221; E prosseguiu sem fazer concessões.</p>
<p>Mas estava espantada com a dimensão do sucesso. &#8220;Era para eu estar aí&#8221;, dizia, apontando a plateia de onde, até outro dia, costumava aplaudir seus ídolos musicais. De meu lugar, senti um pouco de medo. Como responderá ao apelo de um público que talvez esteja apaixonado por ela pelas razões erradas? Como não se espelhar na imagem banal de pop star que lhe oferecem? Uma enorme onda de popularidade inesperada levantou-se diante da pequena Maria Gadu, que lutou com bravura para não ser engolida por ela. Como será sua carreira a partir desse começo estrondoso? O que é mais difícil de enfrentar, na vida artística: a resistência do público a quem sua obra se dirige ou a fama vertiginosa que alavanca (ops) a carreira de alguns artistas iniciantes para o topo do mercado em algumas semanas?</p>
<p>Ela diz ter com a música uma aliança impossível de desfazer. Sua intuição musical parece capaz de levá-la muito além da próxima esquina, e a sutil entonação dolorida na voz talvez não permita que ela vire uma espécie de Ivete Sangalo paulistana. O CD de estreia é dedicado à avó, Sila. A terceira faixa é uma homenagem fúnebre tocante, uma toada em feitio de oração. Como outro grande compositor negro contemporâneo, Gilberto Gil, Gadu se mostra capaz de reverenciar a força de seus ancestrais. &#8220;Se queres partir, ir embora/ me olhe de onde estiver&#8221;, pede à avó, contando com a ajuda dos Orixás. Quem sabe a forte conexão com sua origem a proteja de se transformar em fast food para a voracidade dos consumidores.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/eis-que-chega-roda-viva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A coragem do amor que dura</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-coragem-do-amor-que-dura/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-coragem-do-amor-que-dura/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 21:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[contardo calligaris]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18260</guid>
		<description><![CDATA[
Por Contardo Galligaris
FSP
Prolongando minhas observações da semana passada sobre &#8220;Quincas Berro d&#8217;Água&#8221;, vários leitores e leitoras observaram que a literatura e o cinema, em geral, glorificam a coragem de quem, um belo dia, chuta o balde e vai embora.
E como ficam os que passam a vida inteira deslocando o balde para estancar as goteiras? Será [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/trilhos.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-18261" title="trilhos" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/trilhos-510x358.jpg" alt="" width="510" height="358" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Contardo Galligaris<br />
FSP</strong></p>
<p>Prolongando minhas observações da semana passada sobre &#8220;Quincas Berro d&#8217;Água&#8221;, vários leitores e leitoras observaram que a literatura e o cinema, em geral, glorificam a coragem de quem, um belo dia, chuta o balde e vai embora.</p>
<p>E como ficam os que passam a vida inteira deslocando o balde para estancar as goteiras? Será que eles são todos covardes e acomodados?</p>
<p><span id="more-18260"></span>É inegável: nossa cultura idealiza a ruptura, a aventura, a saída para o mar aberto. Em matéria amorosa, o momento que preferimos contar é a hora do apaixonamento.</p>
<p>Depois disso, gostamos de imaginar que &#8220;eles viveram felizes para sempre&#8221;, mas sem entrar em detalhes que poderiam transformar a história numa farsa.</p>
<p>Uma boa solução, aliás, é que os amantes morram logo. O sumiço (de ambos ou de um dos dois) evita que a comédia da vida que levariam juntos contamine a apoteose do encontro inicial. Os amantes ideais são os que não duraram no tempo: Romeu e Julieta, o jovem Werther e Charlotte, Tristão e Isolda.</p>
<p>Concluir o quê? Que a coragem é sempre a de quem deixa a mornidão de seu conforto para se queimar num instante de paixão? Será que não pode haver coragem nos esforços para que o amor dure?</p>
<p>É óbvio que a duração não é um valor em si: uma relação pode durar a vida inteira e ser uma longa e insulsa experiência repetitiva, sem amor algum. Mas, inversamente, será que as paixões-relâmpago são amores? Enfim, seria útil dispor de uma definição do amor.</p>
<p>Justamente, li nestes dias um livro que me tocou, &#8220;Éloge de l&#8217;Amour&#8221; (elogio do amor, Flammarion 2009, ainda não traduzido para o português), de Alain Badiou; é a transcrição de uma breve entrevista do filósofo francês.</p>
<p>Nela, inevitavelmente, Badiou constata que, em nossa cultura, a visão dominante do amor é a de uma espécie de &#8220;heroísmo da fusão&#8221; dos amantes, que, uma vez consumidos por sua paixão, podem sair de cena (para não se tornar ridículos) ou sair do mundo e morrer (para se tornar sublimes).</p>
<p>Contra essa visão, Badiou define o amor mais como um percurso do que como um acontecimento: segundo ele, o amor precisa durar um tempo porque é &#8220;uma construção&#8221;.</p>
<p>Confesso que fiquei com medo de que o filósofo nos propusesse amores tagarelas, em que os amantes não parariam de discutir a relação (claro, para construí-la). Por sorte, não se trata disso. Então, o que constroem os amantes?</p>
<p>Geralmente, explica Badiou, minha experiência do mundo é organizada por minha vontade de sobreviver e por meu interesse particular: vejo o mundo só de minha janela.</p>
<p>Certo, ao redor de mim, há muitos outros de quem gosto e aos quais reconheço o direito de também sobreviver e promover seus interesses.</p>
<p>Mas o fato de eu respeitar esses meus semelhantes não muda em nada meu ângulo de visão. É só quando amo que consigo olhar, ao mesmo tempo, por duas janelas que não se confundem, a minha e a de meu amado. A estranha experiência ótica faz com que os amantes reconstruam o mundo, enxergando coisas que ficam escondidas para quem só sabe olhar por uma janela.</p>
<p>Entende-se que o amor assim definido exija tempo. Quanto tempo? Um mês, um ano, uma vida, tanto faz. Consumir-se na paixão pode ser rápido, mas reinventar o mundo a dois é uma tarefa de fôlego.</p>
<p>O amor segundo Badiou, em suma, é uma aventura, mas que precisa ser obstinada: &#8220;Abandonar a empreitada ao primeiro obstáculo, à primeira divergência séria ou aos primeiros problemas é uma desfiguração do amor. Um amor verdadeiro é o que triunfa duravelmente, às vezes duramente, dos obstáculos que o espaço, o mundo e o tempo lhe propõem&#8221;.</p>
<p>Você aprecia a definição, mas a acha um pouco abstrata? Gostaria da história de um amor que dura e se obstina sem se tornar pesadelo ou farsa? Pois bem, acabo de ler um texto comovedor, bonito e capaz de ilustrar e explicar perfeitamente as palavras de Badiou.</p>
<p>Em &#8220;Amar o Que É: Um Casamento Transformado&#8221; (Objetiva), Alix Kates Shulman conta como ela e Scott, o marido, reinventaram o mundo, a dois, obstinadamente, depois de um acidente que precipitou Scott numa forma de demência.</p>
<p>Há momentos difíceis, sacrifícios e durezas, mas, curiosamente, o relato não chega nunca a ser triste porque se trata de uma extraordinária história de amor.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-coragem-do-amor-que-dura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A infinidade de amores na dor de existir</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-infinidade-de-amores-na-dor-de-existir/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-infinidade-de-amores-na-dor-de-existir/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 22:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17920</guid>
		<description><![CDATA[
O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fogo-amor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17921" title="fogo amor" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fogo-amor.jpg" alt="" width="400" height="320" /></a></p>
<p>O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.</p>
<p><a href="http://revistacult.uol.com.br/home/2010/05/a-infinidade-de-amores-na-dor-de-existir/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-infinidade-de-amores-na-dor-de-existir/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Encontros e desencontros amorosos</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/encontros-e-desencontros-amorosos/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/encontros-e-desencontros-amorosos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 14:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Desencontros]]></category>
		<category><![CDATA[Encontros]]></category>
		<category><![CDATA[Eros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17839</guid>
		<description><![CDATA[Vivemos em busca de um encontro, encontro mágico que preencheria o nosso vazio existencial, acabaria com a solidão. Este encontro, encantado, não existe, porque cada um de nós vem com suas fantasias, carregamos nossos fantasmas&#8230; temos uma expectativa tão especial que, quase sempre, é frustrada.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/eros-e-psiquecircuito.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17840" title="eros e psiquecircuito" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/eros-e-psiquecircuito-275x300.jpg" alt="" width="146" height="159" /></a>Vivemos em busca de um encontro, encontro mágico que preencheria o nosso vazio existencial, acabaria com a solidão. Este encontro, encantado, não existe, porque cada um de nós vem com suas fantasias, carregamos nossos fantasmas&#8230; temos uma expectativa tão especial que, quase sempre, é frustrada.</p>
<p><a href="http://orientacaopsi.blogspot.com/2007/08/encontros-e-desencontros-amorosos.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/encontros-e-desencontros-amorosos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vem!</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vem/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/vem/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 May 2010 17:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17760</guid>
		<description><![CDATA[Por Ednar Andrade
&#8220;Os namorados&#8221;, de Cristina Kolikoviski

Vem viver comigo um grande amor&#8230; Um destes que vira papo nos botecos, Na boca dos desocupados&#8230; Dos invejosos, Dos mal-amados, vem vamos causar libido A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora. Vem, vem logo, sem demora.
Meu sangue, carne, corpo, tudo&#8230; Implora. Vem beijar minha boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-a-chuva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17762" title="casal-a-chuva" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-a-chuva-285x300.jpg" alt="" width="138" height="146" /></a>Por Ednar Andrade</strong></p>
<p><strong>&#8220;Os namorados&#8221;, de Cristina Kolikoviski</strong><a href="http://www.artmajeur.com/0/images/images/criskol_980525_S2021422.JPG"><br />
</a></p>
<p>Vem viver comigo um grande amor&#8230; Um destes que vira papo nos botecos, Na boca dos desocupados&#8230; Dos invejosos, Dos mal-amados, vem vamos causar libido A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora. Vem, vem logo, sem demora.</p>
<p><span id="more-17760"></span>Meu sangue, carne, corpo, tudo&#8230; Implora. Vem beijar minha boca agora! Vem tocar meu corpo como se fosse teu violino, Vem tirar dele notas que escuto sorrindo E não te importes e não me importarei, Com o que dirão de nós ou do nosso amor&#8230; Vem amado, vamos viver Um amor tão grande e conturbado Que deixa o mundo abalado E desperte a morte dos que vivem sem ser amados. Vem, vem criar falácias, zombarias, Conversas para os que não têm inspiração de amar, Para os que, covardes, não têm coragem de amar, Vem, deitemos, rolemos, deliremos, Partamos velozes nas asas do desejo, Vem, vamos apagar ardendo em fogo Esta saudade que nos une. Vem, vamos, vamos a algum lugar, Vamos fugir de tudo e de todos, Vamos acordar no nosso sonho, Vamos despertar à luz do Sol, Cansados da ânsia que nos consome, Vem, não me deixe aflita, Escuta este sentimento que grita E te chama, vamos viver um amor&#8230; Um amor imenso que não caiba Em nenhum lugar, além de nós. Um amor sem medida, sem hora, Sem virtudes, errante, errado, Não importa em que adjetivo for classificado. Vem, e numa praia bem distante, deitemo-nos Num lençol de areia morna que nos espera, Onde ali, rolaremos nus&#8230; Até o mar&#8230; Para, num mergulho, banhar a alma e salgar o sexo, Temperado com gosto de mar, Vamos sorver com delícia O sabor deste prazer tão raro. Vem, que esta vida é uma quimera. Vem, vamos escandalizar a carne, os olhos De quem nos vir passar, Vamos sair de mãos dadas, livres&#8230; Parando nas calçadas, dizendo versos, cantando, Brincando com as palavras, como crianças Comendo os doces carinhos que saem de nossas mãos. Vem, por que nesta tarde, meu coração espera Que a noite caia mansa derramando esta canção. Vem, por favor, vamos olhar na face da verdade, Dizer para qualquer um que passar por nós Que este amor existe, com tanta verdade Que, dentro de nós, já não cabe.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/vem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

