Por Maria Rita Kehl
O Estado de S.Paulo
Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro lhe devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você não se reconhece. Claro que ninguém ama com objetividade. O que o amante vê no ser amado é sempre contaminado pela fantasia. Não me refiro, então, à impossibilidade fundamental de complementaridade entre os casais, mas aos encontros que se dão na base do puro mal-entendido. Sentir-se amado por qualidades que o outro imagina, mas não têm nada a ver com você, pode ser muito angustiante. E sedutor. Vale lembrar que a palavra sedução indica o ato de desviar alguém de seu caminho: eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá.
A coragem do amor que dura
27 de maio de 2010 às 18:39 | 1 ComentárioPor Contardo Galligaris
FSP
Prolongando minhas observações da semana passada sobre “Quincas Berro d’Água”, vários leitores e leitoras observaram que a literatura e o cinema, em geral, glorificam a coragem de quem, um belo dia, chuta o balde e vai embora.
E como ficam os que passam a vida inteira deslocando o balde para estancar as goteiras? Será que eles são todos covardes e acomodados?
A infinidade de amores na dor de existir
19 de maio de 2010 às 19:25 | ComentarO discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.
Encontros e desencontros amorosos
18 de maio de 2010 às 11:14 | Comentar
Vivemos em busca de um encontro, encontro mágico que preencheria o nosso vazio existencial, acabaria com a solidão. Este encontro, encantado, não existe, porque cada um de nós vem com suas fantasias, carregamos nossos fantasmas… temos uma expectativa tão especial que, quase sempre, é frustrada.
Vem!
16 de maio de 2010 às 14:16 | 1 Comentário“Os namorados”, de Cristina Kolikoviski
Vem viver comigo um grande amor… Um destes que vira papo nos botecos, Na boca dos desocupados… Dos invejosos, Dos mal-amados, vem vamos causar libido A quem já não tem, aguçar a malícia mundo afora. Vem, vem logo, sem demora.
… Indecifrável, indefinido… O Amor.
1 de maio de 2010 às 14:33 | ComentarPor Ednar Andrade
Como é bom amar! Não importa… Em que contexto o amor se apresenta. O amor pode submeter à escravidão, pode ser profano. Em nome do amor pode-se cometer enganos; acreditar numa felicidade que, de tão desejada, passe a ser o alimento para alguns corações; fonte inesgotável de vida; santificado pão que do anseio desta necessidade, vivem todos os seres.
Enviado, por e-mail, por Tetê Bezerra.
Texto de Patrícia ‘Ticcia’ Antoniete
A despeito do que poderiam os desavisados pensarem, amor e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de amar, cansam mesmo. Cansam de amar no vácuo, no vazio, a contra-gosto, na marra, na mão única, com esforço, no amor à camiseta, cansam de amar quando amar é uma luta inglória, é uma sede saciada a conta-gotas.









