Bela a expo emanações do Jota Medeiros (galeria conviv´art – UFRN). Uma síntese da obra de um artista inquieto e revolucionário em quase meio século de província. Artista múltiplo que transitou desde o poema processo até a arteconceitual, passando pelo grafismo cortante de uma arte a serviço ou em busca de um processo.
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A revelação de uma outra realidade
Por Antônio Gonçalves Filho
Estadão
Retratos Pintados, de Titus Riedl e Martin Parr, recupera a ameaçada arte dos bonequeiros do Nordeste do País, que transformam o negativo da vida de pessoas simples em imagens que as ajudam a suportar a própria história.
Anjo Azul
Dica Cultural
A galeria Anjo Azul vai fechar.
Nada em Natal vinga. Uma galeria maravilhosa durou pouco tempo. Ainda pode-se comprar Quadros e Esculturas em promoção.
Foi vendido muita coisa mas ainda tem muitos objetos de artes belos. Fica aqui o meu lamento.
Pena que os Quixotes foram vendidos
Li no jornal que a galeria vai fechar pq eNatal não tem mercado para obras clássicas e antigas.
Estamos lascados Tácito, Marcão , Carlão e demais decanos.
Arte, ciência e desenvolvimento
Belo ensaio, recomendo a leitura. Ha que existir um diálogo entre a Ciencia e as artes. O livro do Snow, citado por Joãozinho, é muito bom
ENSAIO
Um documentarista se dirige a cientistas
Arte, ciência e desenvolvimento
RESUMO Neste ensaio, derivado de uma participação do documentarista João
Moreira Salles em simpósio da Academia Brasileira de Ciências, discute-se
a hipervalorização das artes e humanidades em detrimento das ciências
“duras” e da engenharia, e as consequências do processo para o
desenvolvimento tecnológico, científico e cultural do país.
SubstantivoPlural – Três anos
Ninguém tem dúvida da importância do SPlural para a cidade de Natal, sua cultura e nossas vidas. Da participação salutar de colegas de fora e nativos no exílio ou a trabalho. Participação de grandes intelectuais, poetas e professores de notório saber. Tudo isso torna esse espaço um veículo único de debates, informações e trocas. Ninguém sabe tudo e temos aprendido muito um com os outros.
O descaso pela arte
Por Almandrade *
Ilustração: Matisse
“Na época atual, a fatalidade de toda e qualquer arte é ser contaminada pela inverdade da totalidade dominadora.” (Adorno)
A arte como um trabalho intelectual que amplia a experiência que o homem tem do real e do imaginário, se opõe ao trabalho alienante da sociedade moderna. Por outro lado, no meio de arte convivem compromissos e interesses alheios à própria arte; suas condições de produção se encontram dentro de um campo social e político, sujeito a um conjunto de pressões. O Estado, os patrocinadores e o mercado, visando interesses imediatos, privilegiam, muitas vezes, artistas cujas obras pouco acrescentam ao mundo da inteligência.
Uma voz que vira arte ao ar livre
Sai lista oficial dos artistas da 29.ª Bienal de São Paulo, que começa em setembro, e um dos nomes mais fortes da arte conceitual, a escocesa Susan Phillipsz, fala ao Estado.
Entrevista com Luiz Zerbini
3 livros revisitam obra e vida de Iberê Camargo
Inquietações e tormentos existenciais da pintura do artista gaúcho, considerado criador do ‘realismo grotesco’.
“III Infinita Estética Particular & Avulsos”
“III Infinita Estética Particular & Avulsos”
Mostra de 27 obras Potiguares & Alhures
(acervo e curadoria – Plínio Sanderson)
Artistas participantes:
Antonius Manso, Avelino Pinheiro, Cidinha Alcântara (RJ), Cláudio de Patos (MG), Eduardo Alexandre, Fábio di Ojuara, Fábio Eduardo, Flávio Freitas, Franklin Serrão, Gilson Nascimento, Jesus (RJ), João Natal, Jota Medeiros, Leonardo Sodré, Marcelo Fernandes, Marcelus Bob, Newton Navarro, Plínio Sanderson, Reinhard Schell (Áustria) e Walderedo Nunes.
Roubo no Museu de Arte Moderna de Paris
Começamos o dia com a notícia do roubo ao Museu de Arte Moderna de Paris, de onde foram levadas as pinturas abaixo, obras primas das artes plásticas mundial, que dificilmente serão vendidas.
Rebeca Horn cultiva paradoxos em sua arte
José Helmut Candido – Humano mais que humano
V – Personalidades da Cultura do Rio Grande do Norte.
Conversava outro dia com o amigo Jácio. O assunto não podia ser outro: o encantamento do nosso querido Helmut. E Jácio me lembrou de coisas esquecidas e vividas – por ele: Jácio. Das pedras que Helmut atirava no Jácio e outros meninos. Uma vez, Jácio escolheu ficar na frente de fachadas de vidros, no Banco do Brasil. E disse: – rebole a primeira pedra. Seja homem. A vitrine não foi quebrada, mas Jácio teve que correr muito para se livrar das pedras do Helmut.
Surrealismo na América Latina
Na minha opinião o primeiro e grande surrealista do Brasil e da America Latina foi o grande, maravilhoso pintor, poetae filósofo paraense Ismael Nery. Sobre ele escreveu um outro grande poeta: Murilo Mendes.
Confissão / Ismael Nery
Não quero ser Deus por orgulho.
Eu tenho esta grande diferença de Satã.
Quero ser Deus por necessidade, por vocação.
Não me conformo nem com o espaço nem com o tempo,
Nem com o limite de coisa alguma.
Tenho fome e sede de tudo,
Implacável
Crescente.
Talvez seja esta a minha diferença de Deus
que tem fome e sede de mim,
implacável,
crescente,
eterna
— De mim, que me desprezo e me acredito um nada.
Surrealismo na América Latina
Livro reúne obra de Maria Martins, primeira surrealista na América Latina.
Max Ernst no MASP
Um murro no plexo solar, foi a sensação que tive ao sair desta exposição, pois as ilustrações que serviram de base às colagens, me lembraram os livros que li na infância e início da adolescência, como O Conde de Monte Cristo, Os Três Mosqueteiros, O Corcunda de Notre Dame, etc. Foram também usadas figuras de livros com seres mitológicos e de literatura erótica, que na época talvez fossem considerados pornografia.
Leopoldo Nelson de Souza Leite
Leopoldo Nelson foi uma espécie de Fausto que ama sua Margarida. Um homem insaciável na sua busca de conhecimento. Pintor, poeta e médico. Fez sua pos-graduação na Espanha e se apaixonou por sua cultura e Quixotes. Sua arte depois disso ficará impregnada dessas figuras goyescas e trágicas. Sofrida como o cristo.
A via sacra é sua obra prima. O Cristo está nu. As mulheres, muitas mulheres grávidas, tristes, famintas e em romarias. Olhos expressivos denunciam desespero. As mãos são levadas á boca. A boca está gritando. “quem, se eu gritasse , me ouviria dentre as ordens dos anjos? Perguntam esses seres desesperados de Rilke na epígrafe de Leopoldo Nelson.
Dorian Gray Caldas 80
Se sou assim fragilidade efêmera / o que me resta Senhor, senão plantar / estas sementes que Deus abandonou / em minhas mãos (…) DORIAN GRAY CALDAS. “Os Dias Lentos”.
Dorian Gray nasceu em Natal – RN há oito décadas. Escultor, ceramista, tapeceiro, escritor e poeta. Meu amigo. Merece todas as homenagens nos seus 80 anos. Um grande artista e uma grande figura humana de Natal. Um homem que dedicou sua vida às artes. Escreveu o precioso Dicionário dos Artistas Plásticos do Rio Grande do Norte que aguardamos ansiosamente. Uma obra de fôlego e de uma vida. Ninguém viveu e conhece mais a arte do nosso estado que o múltiplo artista Dorian Gray. Irmão da grande artista Zaíra Caldas e pai do poeta Adriano.
‘Nude, Green…’ é vendida por US$ 106 mi
O Globo
NOVA YORK- A pintura a óleo ‘Nude, Green Leaves and Bust’, de Pablo Picasso, foi vendido nesta terça-feira, 4, por mais de US$ 106 milhões no Christie’s, em um recorde para uma obra durante um leilão de arte impressionista e moderna na sede nova-iorquina da casa de leilões Christie’s.
A obra do artista espanhol, pintada em 1932, era uma das principais peças da noite, e seu preço de venda, excluídas as comissões, superou as previsões da casa de leilões.
A vibrante pintura de Picasso e de sua amante Marie-Therese Walter foi a peça mais importante da coleção dos falecidos mecenas de arte Frances e Sidney Brody.
Esperava-se que a obra fosse vendida por mais de US$ 80 milhões, mas muitos especialistas em arte previram nas últimas semanas que ela alcançaria um preço maior devido a confiança na recuperação do mercado de arte.
A tela superou o recorde de US$ 104,3 milhões da obra de Giacometti, ‘Walking Man I’, que foi vendida pelo Sotheby’s em Londres.
Mais de cinco pessoas tentaram adquirir a obra que os Brody compraram na década de 50. O comprador se apropriou da pintura após falar por telefone com um executivo do Christie’s.
O preço final de US$ 106.482.500 incluiu a comissão da casa de leilões.
1986 – Propriedade Santos Cosme e Damião
O Substantivo publica os últimos fragmentos do diário do pintor Francisco Brennand, recolhidos pelo escritor Fernando Monteiro, entre mais de mil páginas. Os textos foram publicados simultaneamente no SP e no jornal Rascunho, de Curitiba. As duas partes anteriores podem ser lidas aqui e aqui. (TC)
Francisco Brennand
2 de julho
Pesadelo e morte. Morreria assassinado junto com um banqueiro que apenas conheço de vista. O assassino também cometeria suicídio, logo em seguida, com a última bala do seu revólver. Três balas no ventre do rico banqueiro, duas no meu peito e uma para a cabeça do assaltante. Não falarei desse pesadelo que me pareceu demasiado longo.
Sempre suspeitei que a memória dos sonhos não corresponde precisamente aos sonhos, mas, pelo menos, por momentos, estive dentro do inferno. Embora fosse um inferno ao ar livre, em plena natureza, permanecia, ainda assim, cheio de ingredientes infernais, situações alucinantes, todas propícias à uma sensação de angústia infinita. Depois de morto (sem ter a certeza de estar morto), perambulava pela terra e via coisas indescritíveis, paisagens e seres deslocados de seus lugares habituais. O que faço no momento não será uma tentativa de reconstituição do sonho − matéria impossível − e sim algo que se relaciona com um fato estético, daí porque recordá-lo me fascina: um imenso cabo de aço, semelhante a um gigantesco teleférico, atravessava um oceano ou um lago sem que eu adivinhasse onde se situavam suas extremidades. Esse cabo, ajudado por fios, roldanas e correias suplementares, sustentava pela cabeça ou pelos seus longos cabelos louros, em espaços simétricos, uma centena ou mesmo milhares de freiras, com suas vestimentas monacais, todas, por assim dizer, penduradas e verticalmente expostas abaixo desses fios. Poderia sem esforço algum ver os seus pés descalços e, em plena luz, observar a palidez sobrenatural de seus rostos, quase sempre de olhos fechados.
O luto da arte
Guerras Culturais
Por Umberto Eco
The New York Times/UOL
Enquanto discutiam o novo livro de Frédéric Martel, “Mainstream”, em uma edição recente do jornal italiano “La Repubblica”, Angelo Aquaro e Marc Augé retornaram a uma questão que desponta com muita frequência, mas sempre por novos ângulos –a distinção entre alta e baixa cultura. É claro, um jovem que atualmente escuta indiscriminadamente Mozart e música folk pode considerar isso irrelevante. Mas vale a pena apontar que o assunto era quentíssimo há meio século. Em 1960, o crítico cultural americano Dwight Macdonald escreveu um ótimo ensaio intitulado “Cultura de Massa e Cultura Média”, no qual identificava não apenas dois, mas três níveis de cultura.
Os Tesouros da FAAP
Morre o pintor israelense Avigdor Arikha
Nascido na Romênia, ele foi sobrevivente de um campo de concentração. Ilustrou os escritores Rilke, Lagerkvist, Gogol e Samuel Beckett.











