Se sou assim fragilidade efêmera / o que me resta Senhor, senão plantar / estas sementes que Deus abandonou / em minhas mãos (…) DORIAN GRAY CALDAS. “Os Dias Lentos”.
Dorian Gray nasceu em Natal – RN há oito décadas. Escultor, ceramista, tapeceiro, escritor e poeta. Meu amigo. Merece todas as homenagens nos seus 80 anos. Um grande artista e uma grande figura humana de Natal. Um homem que dedicou sua vida às artes. Escreveu o precioso Dicionário dos Artistas Plásticos do Rio Grande do Norte que aguardamos ansiosamente. Uma obra de fôlego e de uma vida. Ninguém viveu e conhece mais a arte do nosso estado que o múltiplo artista Dorian Gray. Irmão da grande artista Zaíra Caldas e pai do poeta Adriano.
‘Nude, Green…’ é vendida por US$ 106 mi
4 de maio de 2010 às 22:19 | ComentarO Globo
NOVA YORK- A pintura a óleo ‘Nude, Green Leaves and Bust’, de Pablo Picasso, foi vendido nesta terça-feira, 4, por mais de US$ 106 milhões no Christie’s, em um recorde para uma obra durante um leilão de arte impressionista e moderna na sede nova-iorquina da casa de leilões Christie’s.
A obra do artista espanhol, pintada em 1932, era uma das principais peças da noite, e seu preço de venda, excluídas as comissões, superou as previsões da casa de leilões.
A vibrante pintura de Picasso e de sua amante Marie-Therese Walter foi a peça mais importante da coleção dos falecidos mecenas de arte Frances e Sidney Brody.
Esperava-se que a obra fosse vendida por mais de US$ 80 milhões, mas muitos especialistas em arte previram nas últimas semanas que ela alcançaria um preço maior devido a confiança na recuperação do mercado de arte.
A tela superou o recorde de US$ 104,3 milhões da obra de Giacometti, ‘Walking Man I’, que foi vendida pelo Sotheby’s em Londres.
Mais de cinco pessoas tentaram adquirir a obra que os Brody compraram na década de 50. O comprador se apropriou da pintura após falar por telefone com um executivo do Christie’s.
O preço final de US$ 106.482.500 incluiu a comissão da casa de leilões.
1986 – Propriedade Santos Cosme e Damião
4 de maio de 2010 às 21:39 | 1 ComentárioO Substantivo publica os últimos fragmentos do diário do pintor Francisco Brennand, recolhidos pelo escritor Fernando Monteiro, entre mais de mil páginas. Os textos foram publicados simultaneamente no SP e no jornal Rascunho, de Curitiba. As duas partes anteriores podem ser lidas aqui e aqui. (TC)
Francisco Brennand
2 de julho
Pesadelo e morte. Morreria assassinado junto com um banqueiro que apenas conheço de vista. O assassino também cometeria suicídio, logo em seguida, com a última bala do seu revólver. Três balas no ventre do rico banqueiro, duas no meu peito e uma para a cabeça do assaltante. Não falarei desse pesadelo que me pareceu demasiado longo.
Sempre suspeitei que a memória dos sonhos não corresponde precisamente aos sonhos, mas, pelo menos, por momentos, estive dentro do inferno. Embora fosse um inferno ao ar livre, em plena natureza, permanecia, ainda assim, cheio de ingredientes infernais, situações alucinantes, todas propícias à uma sensação de angústia infinita. Depois de morto (sem ter a certeza de estar morto), perambulava pela terra e via coisas indescritíveis, paisagens e seres deslocados de seus lugares habituais. O que faço no momento não será uma tentativa de reconstituição do sonho − matéria impossível − e sim algo que se relaciona com um fato estético, daí porque recordá-lo me fascina: um imenso cabo de aço, semelhante a um gigantesco teleférico, atravessava um oceano ou um lago sem que eu adivinhasse onde se situavam suas extremidades. Esse cabo, ajudado por fios, roldanas e correias suplementares, sustentava pela cabeça ou pelos seus longos cabelos louros, em espaços simétricos, uma centena ou mesmo milhares de freiras, com suas vestimentas monacais, todas, por assim dizer, penduradas e verticalmente expostas abaixo desses fios. Poderia sem esforço algum ver os seus pés descalços e, em plena luz, observar a palidez sobrenatural de seus rostos, quase sempre de olhos fechados.
O luto da arte
4 de maio de 2010 às 17:17 | 1 ComentárioGuerras Culturais
3 de maio de 2010 às 21:45 | ComentarPor Umberto Eco
The New York Times/UOL
Enquanto discutiam o novo livro de Frédéric Martel, “Mainstream”, em uma edição recente do jornal italiano “La Repubblica”, Angelo Aquaro e Marc Augé retornaram a uma questão que desponta com muita frequência, mas sempre por novos ângulos –a distinção entre alta e baixa cultura. É claro, um jovem que atualmente escuta indiscriminadamente Mozart e música folk pode considerar isso irrelevante. Mas vale a pena apontar que o assunto era quentíssimo há meio século. Em 1960, o crítico cultural americano Dwight Macdonald escreveu um ótimo ensaio intitulado “Cultura de Massa e Cultura Média”, no qual identificava não apenas dois, mas três níveis de cultura.
Os Tesouros da FAAP
30 de abril de 2010 às 21:48 | ComentarMorre o pintor israelense Avigdor Arikha
30 de abril de 2010 às 11:28 | ComentarNascido na Romênia, ele foi sobrevivente de um campo de concentração. Ilustrou os escritores Rilke, Lagerkvist, Gogol e Samuel Beckett.
Tempo de reminiscências
30 de abril de 2010 às 8:30 | Comentar“Talvez exista realmente uma profunda função psicológica na arte. Dizem que ela (a arte) existe, para que a verdade não nos destrua e a verdade nos ameaça sempre quando somos lançados contra suas muralhas”.
Feira Internacional de Arte de São Paulo
28 de abril de 2010 às 19:00 | ComentarA diretora da SP-Arte, a Feira Internacional de Arte de São Paulo que é a mais importante da América Latina, Fernando Feitosa, fala sobre o crescimento controlado do evento e a necessidade de ele se internacionalizar.
Vou m´bora pro Ceará
26 de abril de 2010 às 15:51 | ComentarTanta fome que eu tenho…
De poetas, músicos, filósofos e praia com camarão feito na hora e comprado ao peso.
Eternamente nômades. Em todo lugar um cearense. Em cada riso em cada verso a verve de um povo que faz o humor mais mió desse país pra não canfundi. Grandes artistas do povo e do mundo. No espaço Cultural da UNIFOR uma bela exposição do grande artista Vik Muniz (na foto, trabalho de Muniz). Artista que a tudo transforma e recria. Grandes quadros da pintura são recriados pelo genial VIK. Nada é desperdiçado. Todos os materiais a serviço da arte Vikiana. Lixo, clipes, algodão, fumaça, etc Tudo é recriado e transformado pelo olhar alquimista desse artista fabuloso. Uma das mais belas exposições que já vi.
Portinari na coleção de Castro Maia
22 de abril de 2010 às 12:58 | 2 ComentáriosColeção Brasiliana Itaú
18 de abril de 2010 às 13:14 | Comentar
Uma exposição ao mesmo tempo magistral e instigante, com obras adquiridas por Olavo Setúbal no curto espaço de 8 anos.
O fantástico acervo desta coleção abrange todas as fases da história do país, desde as Capitanias até hoje, estando expostas as obras antigas de maior valor.
Museu proíbe exposição de obra com foto de ex-BBB
16 de abril de 2010 às 13:38 | ComentarO Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo impediu o artista Alexandre Vogler de expor sua obra “Fani dark” na exposição coletiva “A cidade do homem nu”, que será inaugurada nesta quinta-feira, com curadoria de Inti Guerrero. A obra reúne cartazes de publicidade da revista de nus “Playboy”, com uma foto da participante do “Big Brother Brasil” 2007 Fani Pacheco, que sofreu interferências em canetas coloridas feitas por visitantes do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em 2007. Na semana passada, o artista recebeu um e-mail do museu com a informação de que, como Fani não autorizou o uso de sua imagem, a obra não poderia ser exposta.
Grafite – Tendência ou modismo?
14 de abril de 2010 às 17:21 | ComentarMestre Vitalino Homenageado em SP
14 de abril de 2010 às 14:21 | Comentar
Exposição mestre Vitalino Na Barra Funda- SP
http://www.agencia.fapesp.br/materia/12037/mestre-vitalino-na-barra-funda.htm
O Centenário do mestre Vitalino foi comemorado no ano passado e uma exposição para homenagear o Artesão do Oitavo dia acontece em São Paulo/ Barra Funda.
Nascido no dia 10 de julho de 1909 no interior de Pernambuco próximo á cidade de Caruarú, foi nesta bela cidade que mestre Vitalino exerceu o seu ofício de transformar o barro em obras de artes. Um grande artesão-cronista dos costumes de seu povo. Deu forma a centenas de peças em formas de animais, carros de boi, casas de farinhas, bois, retirantes, cangaceiros, caçadores, bêbados e outros motivos do labor, costumes e tradições da rica cultura nordestina. Peças que iriam adornar museus no mundo inteiro e seriam disputadas por ávidos colecionadores.
A fotografia reinventada
12 de abril de 2010 às 11:51 | ComentarAndré Rouillé investiga as relações entre a arte e a imagem fotográfica.
Por que estão chamando isso de arte?
30 de março de 2010 às 15:49 | Comentar“Parabenizo Pedro Costa pelo ato de coragem, pela polêmica que gerou, pelo choque elétrico de realidade que deu numa cidade acostumada a nunca ser perturbada em seu eterno sono de final de tarde. Mas não pela arte. É preciso mais que um terço excretado para provocar meu aplauso”.
Religião, liberdade e respeito
19 de março de 2010 às 18:22 | ComentarSou evangélico, membro do PC do B e defensor intransigente da liberdade religiosa. Não posso, por isso, concordar com um desrespeito dessa envergadura a um símbolo religioso de uma fé qualquer sob o pretenso argumento da arte contemporânea.
Não digo, com isso, que o espírito religioso e as religiões não podem ser criticadas e, principalmente, pela arte. Por isso, textos/livros como os do Código da Vinci ou A última tentação de Cristo não me abalam. Por isso gosto de ler a Bíblia sacaneada, do blog http://www.jesusmechicoteia.com.br. Mas a cena descrita no texto sobre a performance/instalação com o terço vai além da crítica e da arte: é o desrespeito pela fé e por um símbolo religioso de uma parcela considerável da população. Parece-me algo ainda pior que as charges de Maomé com cachorros e outras coisas impuras aos muçulmanos…
Enfim, essa é minha opinião. A minha crítica não pode ser acusada de ser de um conservadorismo católico, uma vez que nem católico sou.








