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19 de julho de 2010

Quem quer ser um cineasta?

Por Tácito Costa

Por Ana Maria Bahiana

Quem batalha nestas trincheiras sabe que a oportunidade miraculosa de virar sucesso da noite para o dia é mais lenda que fato. Lançar e principalmente estabelecer uma carreira na industria – aqui ou em qualquer mercado desenvolvido – é quase sempre o resultado de muito trabalho, paciência, talento e sorte, em doses mais ou menos iguais.

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3 de julho de 2010

A Literatura no Cinema

Por João da Mata

Todas as artes estão relacionadas. A sétima arte visitou a literatura desde o seu nascedouro. As adaptações para a tela de romances consagrados nem sempre foram bem sucedidas e alguns clássicos da literatura foram filmados diversas vezes. Nesse ensaio discutimos a transposição de três grandes clássicos da literatura universal e ramakes. O Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. O Fausto, de Goethe (foto: Fausto, de Murnau) e Madame Bovary, de Flaubert. Três grandes personagens e tramas que se adaptam perfeitamente a um roteiro cinematográfico.

LEIA O ENSAIO COMPLETO EM PDF AQUI

3 de julho de 2010

Os filmes que eu não esqueci

Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Publiquei no blog “Refletores da fama” e no jornal Tribuna do Norte, a convite de Valério Andrade, uma seleção de filmes de estima pessoal, que reproduzo para vocês:

OS FILMES QUE EU NÃO ESQUECI (em ordem alfabética)

Natalense, radicado em São Paulo, Marcos Silva é professor titular de Metodologia da História da FFLCH/USP, desde 2007, onde também obteve os graus de Livre-Docente (1999), Doutor (1987), Mestre (1981), Bacharel e Licenciado em História (1976).
Publicou individualmente seis livros, entre os quais, “Prazer e Poder do Amigo da Onça” (1989).  Organizou três coletâneas sobre cinema: “Clarões da Tela” (2006) e “Cenas Brasileiras – O Cinema em Perspectivas Multidisciplinar” (2009), em parceria com Bené Chaves,  e “Metamorfoses das linguagens – Histórias, Cinemas, Literaturas”, em parceria com Maurício Cardoso e Júlio Pimentel (2009).
O leitor poderá se comunicar com Marcos Silva através do e-mail: marcossilva.usp@uol.com.br . (Valério Andrade).

Alemanha ano zero – foto (Roberto Rosselini) – A guerra não acaba quando cai a última bomba. Vidas humanas seguem sendo destroçadas a longo prazo. A opressão não se deu apenas nos campos de concentração e tem dolorosas continuidades no mundo “em paz”.
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2 de julho de 2010

Sai a coleção da revista ‘Filme Cultura’

Por Tácito Costa

Uma das principais revistas da história do cinema brasileiro será lançada na Livraria Cultura nesta sexta, 2.

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1 de julho de 2010

Moviecom não respeita cinéfilos

Por Tácito Costa

O Moviecom Natal tirou de cartaz o filme Em Teu Nome sem avisar ninguém. Os jornais e até o site da empresa continuam divulgando que o filme está passando. Chequei tanto o jornal Tribuna do Norte quanto o site agora há pouco (9h) e tá lá o filme em cartaz. Um descaso total e recorrente por parte do Moviecom com seus clientes. Fui ontem e perdi a viagem. A explicação da moça da bilheteria é que a “culpa” é do jornal que não mudou a programação. Não é a primeira vez que isso acontece. Por isso, só vou ao Moviecom em último caso. As salas são cada vez menos frequentadas. Também, com tanto desrespeito ao cinéfilo!

30 de junho de 2010

Cinema e caranguejos

Por Tácito Costa

Por Dácia Ibiapina da Silva

No último dia 19 de junho foi comemorado o Dia do Cinema Brasileiro. Nesta data foi feita a primeira filmagem em terras brasileiras, ou melhor, em águas brasileiras. Trata-se de uma “vista” da Baía de Guanabara, filmada do navio Brèsil, pelo italiano Alfonso Segreto, em 1898. Anote-se que o navio era Brèsil, o cinegrafista era italiano e a filmadora era francesa. Hoje, os turistas chegam ao Rio de Janeiro e filmam a Baía de Guanabara do avião, com seus celulares, máquinas fotográficas e câmeras digitais, que cabem na palma da mão. A tecnologia mudou, se globalizou, mas o Brasil segue apenas como importador de tecnologias audiovisuais, além de exibidor de filmes estrangeiros, majoritariamente norte-americanos, em detrimento da produção nacional.

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27 de junho de 2010

Resnais fala sobre Ervas Daninhas

Por Tácito Costa

”Eu não conseguiria fazer um filme realista”. Alain Resnais fala sobre Ervas Daninhas, em cartaz no Brasil desde dezembro.

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27 de junho de 2010

Os dez melhores filmes latinos da década

Por Tácito Costa

Por Flávia Guerra
Estadão

Ônibus 174 – Documentário sobre o trágico ‘caso Sandro’ é o quinto melhor filme latino da década

Veja só. A Periferia também tem seu centro e seus personagens centrais. Principalmente no cinema.

O Cinema Tropical www.cinematropical.com (aqui), conceituada organização sem fins lucrativos que promove o cinema latino-americano nos Estados Unidos, escolheu na semana passada seus dez melhores filmes latino-americanos da década.

Listas são sempre controversas e polêmicas, mas é interessante observar que, em se tratando de um cinema ‘periférico’, os cineastas latino-americanos têm emplacado nas últimas décadas sucessos de público, abocanhado vários ‘centrais’ Oscar e se mantido no centro das atenções da classe cinematográfica mundial.

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27 de junho de 2010

Saudades do Festival Rouch

Por João da Mata

Terminou a mostra Jean Rouch com um belo filme do Jean-André Fieschi em homenagem a Jean Rouch. Um belo filme com a participação do Tallou e Damouré.
O Lam que fazia parte da grande trilogia de atores que trabalhou com Rouch já havia falecido quando Fieschi fez o filme em 1998.
Foi um belíssimo festival com mais de 30 filmes curtas e longas do Jean Rouch. Infilizmente pouco freqüentado pelos natalenses.
O Rouch tinha uma filosofia que deixo para a nossa reflexão. “O fazer de conta”. Vamos fazer de conta que é real. Que faço filme, que você me ama, que a gente acredita no que faz….
Momentaneamente podemos suspender a descrença.
Uma grande filosofia de uma semana plena.

26 de junho de 2010

Do Transe ao Funeral

Por João da Mata

Sexta Feira na Mostra Jean Rouch

Três grandes filmes num crescendo da minha admiração por esse cineasta múltiplo.
O primeiro filme “A invenção do cine- transe junto aos Songhay- Niger” narra de forma muito fiel a uma seção de transe de mulheres/ cavalos que recebem o espírito ao som dos tambores (cabaças) monocórdios tocados repetidamente acompanhados por m violinos de arco. Filme longo e bastante cansativo podia ser reduzido.

O segundo filme do dia foi o “Niger- França, ida evolta, ou a etno– ficção ao avesso”.
Petit à Petit. Uma deliciosa comedia de um africano que vem a Paris para olhar os prédios e encomendar um projeto que vai ser levado á sua cidade. O prédio será o mais alto abrigará suas várias esposas.
Em Paris ele aproveita para fazer etnografia de campo e m cenas muito bem urdidas e hilárias. Em Paris o rio é preso e as pessoas são feias.

Ao voltar à sua Niger junto com o amigo na companhia de duas mulheres e um malandro de rua para tocar a sua fábrica não mais se adapta ao capitalismo que compra barato e vende caro. As mulheres trazidas de Paris não se adaptam e o malandro vai embora. Belo filme com os mesmos atores do excelente “Jaguar” (exibido na terça feira)

O ultimo filme foi o melhor de todos. Ritos funerários dos Dogon, no Mali. O primeiro filme narra um funeral com muita festa e lutas.

O segundo Funeral “A dama de Ambara” é deslumbrante. Um cortejo de mascaras e danças encomendam o morto num rito que representa todas as etapas da vida e a não possibilidade da união do casal Raposa Pálida ( entidade muito forte entre os povos Mali) e sua gêmea. A dança pulando a vagina é empolgante. O texto é um lindo poema.

23 de junho de 2010

Catálogo da Mostra Jean Rouch

Por João da Mata

No link abaixo, em PDF, catálogo da Mostra Jean Rouch (em cartaz no Sebrae), organizado pelo curador da Mostra Mateus Araújo Silva.

aqui

23 de junho de 2010

Atenção para a emergente classe C

Por Tácito Costa

Uma notícia boa – o que é raro -, vindo de governos, quaisquer um deles – federal, estadual ou municipal, de vez em quando não faz mal a ninguém.

“Governo federal lança hoje projeto para criar 600 novas salas em 4 anos”.

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21 de junho de 2010

Mostra Jean Rouch será aberta hoje

Por Tácito Costa

Quando estive com Moacy Cirne e outros pluralistas, na semana passada, na Siciliano, ele recomendou enfaticamente essa mostra do francês  Jean Rouch, cineasta-antropólogo conhecido por seu trabalho sobre povos africanos. Será aberta hoje (21) e vai até sábado (26),  a partir das 15h, no auditório do Sebrae (Av. Lima e Silva, 76, Lagoa Nova). “A iniciativa percorre várias capitais brasileiras no intuito de possibilitar que espectadores de outros centros entrem em contato com esta obra, considerada uma das mais relevantes da sétima arte no século XX”. Confira a programação no link abaixo:

aqui

17 de junho de 2010

Download grátis de filmes

Por Tácito Costa

Vocês acreditam que existe um site com dezenas de excelentes filmes para download grátis, inclusive a filmografia completa de Jean-Luc Godard? Pois ele existe. Confira no link abaixo:

aqui

Filmografia completa de Jean-Luc Godard p/download:

10 de junho de 2010

O diretor em seus filmes

Por Tácito Costa

Na Bravo

O diretor polonês Roman Polanski revela parte de sua conturbada biografia no cinema.

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9 de junho de 2010

“É Proibido Fumar” fica com Oscar tupiniquim

Por Tácito Costa

Além da vitória na categoria melhor longa de ficção, Ana Muylaert levou também o troféu de melhor diretora.

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5 de junho de 2010

Morreu Joseph Strick

Por Tácito Costa

FSP

O cineasta americano Joseph Strick, recompensado em 1970 com o Oscar de melhor documentário com o filme “Interviews with My Lai Veterans”, faleceu em 2 de junho, em Paris, aos 86 anos, anunciou esta sexta-feira sua família ao jornal francês Le Monde.

Nascido em 1923 na Pensilvânia (EUA), Joseph Strick, uma das maiores personalidades do cinema independente americano, também era produtor e roteirista. Ex-cinegrafista da Força Aérea americana, participou da renovação do cinema independente com Morris Engel e John Cassavetes.

Jospeh Strick dirigiu seu primeiro filme, “The Balcony”, em 1963, baseado em “O Balcão”, de Jean Genet. Após ter sido recompensado com o Oscar, adaptou para o cinema “O trópico de Câncer”, de Henry Miller.

31 de maio de 2010

Eastwood chega aos 80 anos, íntegro e coerente

Por Tácito Costa

Por Inácio Araújo
UOL

E hoje, nem bem eu havia acordado, o Giannini me liga em estado de euforia: “Sabia que hoje o Clint faz 80 anos”? E daí?

O Manoel de Oliveira está com 102. E este parece ser o ano dos 80 anos. Chabrol em junho. Godard em dezembro.

Mas, ok, existe algo especial no aniversário de Clint.

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31 de maio de 2010

Os incompreendidos

Por João da Mata

Truffaut – Bazin

Uma obra prima do cinema e da Nouvelle Vague. Filme-poema dedicado ao grande André Bazin que havia lido o roteiro e morreria no primeiro dia da filmagem desse filme dirigido por François Truffaut. Um filme muito autobiográfico de alguém que ama o cinema, assim como o menino protagonista do filme, Antoine. Nada é perdido nesse filme que tem na sensibilidade e gestos do menino um tour de force. Só a juventude sem a couraça da idade pode moldar uma personagem com tal intensidade. “Os incompreendidos” teve a participação imprescindível do menino Antoine (Jean Pierre Léaud), participação decisiva no roteiro de Moussy e do Decae, na câmera. Um filme em cinemascope onde nada é perdido. Cada fotograma uma obra de arte. Até a cena dos pássaros voando ao serem atravessados pelo menino que roubava uma máquina de escrever é uma homenagem ao cinema, mesmo sendo supérflua no filme de Truffaut.

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31 de maio de 2010

Eastwood faz 80 anos

Por Tácito Costa

Um dos mais importantes diretores de cinema em atividade, Clint Eastwood, completa 80 hoje. Na foto, cena de “Os Imperdoáveis”, um dos meus favoritos.

aqui e aqui

31 de maio de 2010

Godard + Truffaut = nascimento do novo cinema

Por Tácito Costa

É uma longa, intensa, estranha amizade, a de François Truffaut e Jean-Luc Godard, apresentada em “Godard, Truffaut, Nouvelle Vague”.

aqui

30 de maio de 2010

Dennis Hopper

Por Tácito Costa

Leon Cakoff*
Especial para o UOL

Confirma-se mais uma vez que os gênios se despedem do mundo dos vivos é mesmo nos fins de semana

Hopper é um gigante e fincará sua estátua no nosso imaginário de heróis transgressores e videntes. Ele deu sentido ao desejo reprimido a gerações de jovens que queriam mostrar suas caras ‘on the road’, desafiando paisagens e personagens diferentes de suas realidades adormecidas.

Bom, com a Mostra Dennis Hopper foi de uma humanidade e de uma solidariedade inesquecíveis. Estávamos na 8ª Mostra, em 1984, a primeira independente, fora das amarras e do manto protetor do Masp, com uma produção cheia de dificuldades. Tinha visto e adorado seus filmes “The Last Movie” e “Out of the Blue” seguidos a “Easy Rider” (“Sem Destino”). Convidei-o para vir a São Paulo temendo nem mesmo poder pagar a sua passagem na classe econômica. Mesmo assim lancei o convite atrevido.

Surpreendentemente, Dennis Hopper aceitou o convite, veio em econômica de Los Angeles a São Paulo e ainda trouxe na bagagem seus três filmes para exibir na Mostra.

Mais surpreendente ainda é que ele fixava seus olhos marejados nos meus olhos ao longo da Mostra e repetia que eu tinha salvado a sua vida. Sem saber, tinha sido a Mostra o primeiro festival a convidá-lo depois de um longo inferno astral que havia enfrentado com drogas pesadas, álcool, antidepressivos e tratamentos de choque em clínicas horrorosas, me dizia.

Voltamos a nos encontrar, por acaso, nas escadarias do Festival de Cannes de 1991, na exibição especial de “Truth or Dare” (aqui, “Na Cama com Madonna”), de Alex Keshishian. Dennis Hopper continuou se mostrando agradecido e feliz, exagerando imagino, mas carinhoso, dizendo que eu havia mudado a sua vida. Sapecou-me um inesperado beijo na boca para o espanto dos fotógrafos surpreendidos que gritavam para ele repetir o beijo. E repetiu.

Tinha o seu telefone pessoal e chegara a telefonar-lhe muitas vezes para convidá-lo a voltar à Mostra. “Não posso, não posso, não paro de trabalhar, me dizia se desculpando”. E rindo, emendava: “a culpa é sua”.

(Leon Cakoff é diretor da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo)

29 de maio de 2010

‘Easy rider’

Por Tácito Costa

Como nasceu ‘Easy rider’, e Dennis Hopper mudou o cinema.

aqui

29 de maio de 2010

Morreu Dennis Hopper

Por Tácito Costa

Dennis Hopper morreu, aos 74 anos, neste sábado (29) em sua casa na Califórnia.  O ator e diretor  ficou conhecido por dirigir e atuar no clássico “Easy Rider – Sem Destino” de 1969, ao lado de Peter Fonda. Além do filme, marco da contracultura, Dennis Lee Hopper interpretou um fotojornalista no longa “Apocalipse Now” (1979), assinado por Francis Ford Coppola, e o vilão Frank Booth de “Veludo Azul”(1986), dirigido por David Linch. Ao lado do amigo e mentor, James Dean, apareceu, na década de 50, nos dramas “Juventude Transviada” e “Giant – Assim Caminha a Humanidade”.

UOL – aqui

Estadão – aqui

29 de maio de 2010

Filme universitário – Festival internacional

Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Recebi e-mail de Elie Yazbec, Diretor do Instituto de Estudos Cénicos, Visuais e Cinematográficos da Universidade São José. Ele me pede para enviar-lhe filmes de estudantes universitários para o “Festival du Film Universitaire que mon université organise du 13 au 16 décembre 2010″. O prazo para a inscrição oficial é o 31 de maio proximo – está em cima da hora. Quem tiver interesse, escreva para ele em libanês (árabe), francês, inglês e, em último caso, em português mesmo para assegurar a inscrição oficial e o envio posterior do filme. Mesmo que alguns não tenham filmes para concorrer, creio que podem enviar livremente o que tiverem para ser exibido em algum circuito paralelo. O e-mail dele é eyazbek@usj.edu.lb
Abraços a todos e todas: