Um ministro italiano tentou boicotar um documentário; um deputado criticou um filme como sendo “não francês”. Um traça o retrato de uma Itália amordaçada e enganada pelo populismo. O outro mexe num passado colonial mal resolvido.
Irão aumenta censura sobre produção de cinema
16 de maio de 2010 às 10:03 | Comentar“No festival de Cannes, a ausência mais notada tem sido a do realizador iraniano Jafar Panahi, autor do filme “O Círculo” (Leão de Ouro de Veneza, em 2000). Panahi fora convidado para integrar o júri, mas está preso desde Março por querer realizar um filme sobre as eleições iranianas. Agora, Teerão proíbe a exibição livre de filmes de realizadores iranianos em festivais internacionais.
Howl é exibido em Cannes
14 de maio de 2010 às 18:55 | ComentarJames Franco como o expoente da geração beatnik Allen Ginsberg em cena de ‘Howl’
Howl’ reconta as origens de poema ‘pornográfico’ que chocou os EUA. Filme usa animação e poesia para homenagear herói da ‘geração beat’. Com James Franco, de ‘Homem-Aranha’, longa foi exibido em Cannes.
França pede libertação de Panahi
13 de maio de 2010 às 11:14 | Comentar
“Dois ministros franceses fizeram um chamado ao Irã pedindo a libertação do diretor Jafar Panahi para que ele possa participar e compor o júri do Festival de Cinema de Cannes, que começa na noite desta quarta-feira,
“Solicitamos sua libertação imediata e pedimos às autoridades de Teerã que respeitem o direito fundamental de liberdade de expressão e criatividade para os iranianos”, disseram os ministros de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, e da Cultura, Frederic Mitterrand, em declaração conjunta.
Panahi, criador de filmes que tratam de problemas sociais na República Islâmica, foi partidário do líder opositor iraniano Mirhossein Mousavi nas contestadas eleições do ano passado que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Em 1.º de março, Panahi, sua esposa, a filha e 15 convidados foram surpreendidos por guardas iranianos em sua casa, segundo líderes opositores. Seus familiares disseram que posteriormente ele foi levado à prisão e que, desde então, ficaram preocupados por sua saúde.
Panahi ganhou o prêmio Camera d’Or no festival de cinema de Cannes por seu filme “O Balão Branco”, de 1995. Ele é considerado como parte do júri da edição de 2010, que começa nesta noite e vai até 23 de maio”. (Estadão)
Os eleitos
12 de maio de 2010 às 16:19 | ComentarOntem, depois que saiu a já famigerada lista de convocados de Dunga para a Copa da África, fiquei com um filme na cabeça – e infelizmente não foi ‘Todos os Corações do Mundo’. Lembrei de Os Eleitos (foto), de Philip Kaufman. É uma adaptação supimpa do livro homônimo de Tom Wolfe sobre os bastidores do programa espacial norte-americano.
Países negam apoio a filme da Kathryn Bigelow
11 de maio de 2010 às 8:31 | ComentarBrasil, Paraguai e Argentina recusam apoio a filme de vencedora do Oscar. Novo longa de Kathryn Bigelow se passa na tríplice fronteira. Ministro da Argentina diz que filme vai retratar a região ‘negativamente’.
“Quincas Berro D’Água”
10 de maio de 2010 às 10:56 | 3 Comentários‘Terra Sonâmbula’ ganha o FESTin
10 de maio de 2010 às 9:21 | 1 Comentário
“Terra Sonâmbula”, baseado no romance homônimo do escritor moçambicano Mia Couto, venceu a primeira edição do Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, FESTin, que termina neste domingo (9) em Lisboa.
O prêmio principal ficou com a obra dirigida por Teresa Prata, que narra a história de Muidinga, um menino que perde a memória e decide procurar a família durante a guerra civil em Moçambique.
Já “Kunta”, do diretor de São Tomei e Príncipe Ângelo Torres, conquistou o prêmio de melhor curta-metragem, eleito pelo voto popular.
O FESTin começou no dia 4 de maio e exibiu mais de 40 produções na língua portuguesa. O objetivo é estreitar os vínculos culturais entre Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomei e Príncipe e Timor-Leste, os oito países de língua oficial portuguesa.
A inclusão social foi um dos eixos desta edição, onde, entre outros filmes, foi projetado o documentário brasileiro “Contratempo”, obra da atriz e diretora Malu Mader, que explora os efeitos da música clássica nos jovens das conflituosas favelas cariocas.
O certame, que no próximo ano será realizado no Brasil e em Moçambique, está incluído nos dias culturais que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) organiza. Trata-se de um fórum multilateral com sede em Lisboa que reúne Portugal e suas antigas colônias.
Lena Horne
10 de maio de 2010 às 9:18 | ComentarMorre a cantora e atriz Lena Horne em Nova York, aos 92 anos. Bonita e com voz potente, Horne fez sucesso no teatro e no cinema. Ela teve que enfrentar o preconceito por causa de sua cor de pele.
Entrevista com Marcela Matos
9 de maio de 2010 às 12:03 | 1 Comentário
Apesar de sua importância, são raros os estudos sobre a vida e a obra Mazaroppi – sinal da permanência do preconceito contra o humor popular e o universo caipira que marcaram sua trajetória. Acaba de chegar às livrarias, porém, a biografia Sai da frente – A vida e a obra de Mazzaropi, da jornalista Marcela Matos (Desiderata, 300 pgs. R$ 44,90). Fruto de uma pesquisa de três anos, o livro é importante por destacar o empreendedorismo do comediante, um dos artistas mais bem-sucedidos da história do cinema brasileiro.
Ministro italiano boicota Cannes
9 de maio de 2010 às 10:16 | Comentar“O ministro da Cultura da Itália, Sandro Bondi, vai boicotar o Festival Internacional de Cinema de Cannes, que começa na semana que vem, em protesto contra um documentário italiano que critica a resposta do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ao trágico terremoto do ano passado no país.
Andrei Tarkovski
6 de maio de 2010 às 22:42 | ComentarO desafio dos filmes prediletos de Andrei Tarkovski.
Cinema e crítica
5 de maio de 2010 às 22:29 | Comentar
Por Geraldo Veloso – Cineasta, montador
Não consigo ver comparações (entre Filme Cultura e Cahiers): tempos diferentes, desenvolvimentos diferentes do cinema (e por paralelismo, do pensamento cinematográfico brasileiro) e personagens diferentes.
Mas tudo isso revela um tipo de comparativismo que acho extremamente imaturo (e estou falando de um homem próximo de completar oitenta anos: Ely Azeredo). Houve muitas revistas de cinema no Brasil, cada uma em uma época que contrapontuou um momento do nosso cinema. Cada uma teve um papel interessante. Até a Cinelândia, da Zenaide Andréa.
O mercado de cinema no Brasil está americanizado
4 de maio de 2010 às 22:42 | ComentarPor Ricardo Calil
No IG
Vou ao cinema pegar um filme no final de semana e vejo as filas para ver “Homem de Ferro 2”. As duas sessões seguintes estão esgotadas. Mas dava para conseguir ingressos com certa tranqüilidade para os outros filmes. Na semana passada, o mesmo se deu com “Alice no País das Maravilhas”. Um mês atrás, foi a vez de “Chico Xavier”
É uma sensação, mas uma sensação apoiada em números: o mercado de cinema no Brasil está americanizado. Ou seja, as carreiras dos filmes dependem cada vez mais do final de semana de estreia. Quando dá certo, é um recorde atrás do outro. Vide “Alice”, “Avatar”, “Chico Xavier”.
À primeira vista, é uma história de sucesso: mais filmes fazendo sucesso, mais salas de cinema. Mas há contrapartidas bastante negativas: é um tipo específico de filme que vai bem na bilheteria (aqueles de impacto imediato), enquanto a grande maioria desaparece antes da ajuda do boca a boca; um tipo específico de sala de cinema que é erguido (os multiplex de shopping), enquanto outros viram igreja e estacionamento (os de rua).
Não aconteceu da noite para o dia. É um processo lento, global e provavelmente irreversível. Mas essas filas quilométricas, essas sessões esgotadas, esses recordes sucessivos mostram que a coisa toda chegou a um outro nível. Um nível americanizado.
Acervo da Vera Cruz disponível na internet
4 de maio de 2010 às 21:55 | ComentarO Globo
SÃO PAULO – O acervo da Companhia Cinematográfica Vera Cruz está disponível gratuitamente na internet. Por enquanto, o portal oferece aos internautas acesso a 13 longas de ficção e 5 documentários produzidos pelo estúdio de São Bernardo.
Entre os longas estão “Sai da frente” (1952), filme de estreia de Mazzaropi no cinema, além de “Nadando em dinheiro” (1952) e “O gato de madame” – foto (1956). De Walther Hugo Khouri, estão na rede “Noite vazia” (1964), com Norma Benguell e Odete Lara, o “O corpo ardente” (1966), e “As amorosas” (1967), com Paulo José e Stênio Garcia. “Sinhá Moça” (1953), de Tom Payne, “O sobrado” (1956), de Walter George Durst e “Grande sertão: veredas” (1965), de Geraldo e Renato dos Santos Pereira, com Tony Ramos, Bruna Lombardi e Tarcísio Meira, também estão incluídos neste primeiro pacote de filme da Vera Cruz na web.
Dentre os documentários, há três títulos de Lima Barreto: “Obras novas – A evolução de uma indústria”, sobre o processo de construção dos estúdios Vera Cruz, “Painel”, registrando a execução do painel “Tiradentes” de Candido Portinari e “Santuário”, enfocando as esculturas dos 12 profetas, feitas por Aleijadinho, em Congonhas do Campo, Minas Gerais.
Fundada em 1949 pelo industrial Francisco Matarazzo e pelo produtor italiano Franco Zampari, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz foi um dos mais importantes estúdios cinematográficos da história do cinema brasileiro. Em pouco tempo produziu e co-produziu mais de 40 longas e documentários, marcando época na produção brasileira.
“Na mesma sexta-feira em que entrou em cartaz o bombado “Alice no País das Maravilhas”, também chegou às telas brasileiras o injustiçado “A Estrada”. Se você achou o universo de Alice a “coisa mais fofa do mundo ui ui ui”, fique longe dessa adaptação árida do romance de mesmo nome de Cormac McCarthy”.
As melhores coisas…’ leva oito prêmios no Cine PE
2 de maio de 2010 às 23:36 | ComentarDescoberto em escola de SP, Francisco Miguez foi eleito o melhor ator. Filme de Laís Bodanzky faz um retrato dos adolescentes dos anos 2000. Confira todos os vencedores no link abaixo.
Lost Highway: o isolamento sensorial segundo Lynch
2 de maio de 2010 às 23:30 | ComentarA leitura do roteiro de Lost highway, que acaba de ser lançado, é muito instrutiva. Revela-nos que a versão final do filme de David Lynch é o resultado de um refinado trabalho de cortes. Todas as seqüências com caráter explicativo foram excluídas. Todas as junções narrativas foram cuidadosamente eliminadas.
Polanski diz que EUA mentem
2 de maio de 2010 às 23:14 | ComentarEm um texto intitulado “I can remain silent no longer!” (“Não posso mais ficar em silêncio!”, em tradução livre), enviado ao filósofo Bernard-Henri Lévy, seu amigo, e dirigido à opinião pública, o diretor explica que quis respeitar o trabalho das autoridades judiciais, mas que chegou o momento de pedir que seja tratado “como todo mundo”.
Intenções da segunda tropa
2 de maio de 2010 às 10:45 | ComentarAmigos e amigas:
José Padilha, diretor do filme “Tropa de elite”, declarou que pretende ser “mais explícito” em “Tropa de elite II”, visando a “fechar isso [a discussão]” (FSP2.5.10, E-3). No conjunto da entrevista, ele indica que falará mais sobre a responsabilidade do aparelho de estado pela violência e pelo tráfico. É uma boa intenção. Na tropa anterior, penso que houve real destaque à vontade individual de Nascimento e seus auxiliares de confiança (a honestidade como dom pessoal), os pobres apareceram como bandidos ou vítimas – mais bandidos – e a classe média universitária (ao que tudo indica, na pós graduação) como responsável idiotizada pela bandidagem dos traficantes. O estado surgiu como eventual responsável por desmandos através de um comando corrupto. Não sei para que “fechar a discussão”: discutir é sempre necessário.
Vale a pena ver a nova tropa. Não considero a primeira um bom filme mas o diretor é talentoso, claro, tem senso de ritmo e dirige bem seus atores. Não vejo sentido em pensar que esse filme e seus similares apagam o cinema brasileiro anterior: tem chanchadas carnavalescas, tem cinema novo, tem udigrudi, tem porno-chanchada, tem uns meios à margem etc… Ver os novos filmes não é destruir a memória do que foi feito – considero “Assalto ao trem pagador” melhor que “Tropa de elite”.
Abraços a todos e todas:
















