Ex my love: a renascença do brega

30 de abril de 2012 às 14:37 | 8 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

A música da abertura da novela Cheia de Charme, da rede Globo, é um achado. Além das comparações absurdas feitas em nome da “pessoa abandonada”, o refrão que a primeira audição se escuta “is my love” do inglês é, na verdade, a internacionalização do termo ex-amor. Ao invés do verbo “is”, a compositora Gaby Amarantos utiliza o prefixo “Ex” e complementa com o possessivo e o substantivo do inglês para gerar o inusitado e criativo “ex my love”. Esse tipo de construção não só retoma, mas também reinventa o brega, que, embora esteja apagado da nossa região, continua com força total no Norte, sobretudo no Pará, com o tecno-brega.

Clique aqui para ler mais »

Diálogo para o emudecimento

2 de abril de 2012 às 18:53 | 5 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

O que não suporto é esse seu desinteresse em reagir.
Esse comportamento ultrarracional é inconveniente à própria vida e ao direito de liberdade particular.
Reagir é necessário em tudo e é por não reagir que estamos assim, não somente você e eu, mas nós todos. Passivos a todas as decisões que nos colocam inseguros e sem segurança.
A vida é dura, abaporu e insistentemente ingrata.
Clique aqui para ler mais »

A Vizinha da Cabo de São Roque não está mais sozinha

18 de março de 2012 às 14:17 | 1 Comentário
Por João da Mata

“Há dezessete meses choro,
chamando-te de para casa”

Anna Akmátova in Réquiem – um ciclo de poemas

A vizinha da Cabo de São Roque cobra por aluguel/temporada, e por lá já passaram muitos inquilinos. Uns amigos e outros nem tanto. Uns cheiram e outros nem cheiram nem fedem. Os decibéis incomodam mais. A gorda das frituras deixava a boca cheia de querências proibidas. Na noite magra comida a engordava. Com um outro inquilino era diferente. A sua fome era por liberdade. Parecia um refugiado de guerra não clicado por Sebastião Salgado. Meio tonto e nariz gogolniano. Os seria judeu?

Clique aqui para ler mais »

Rapariga de Deuzão

22 de fevereiro de 2012 às 12:49 | 2 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Arte: DAACRUZ

Marieta esperou que o marido chegasse mais cedo na véspera de carnaval. Perda de tempo. O relógio começou a se demorar e, cada vez que ela olhava-o na parede, parecia imóvel. Ficou irresoluta. A vontade que tinha era de tomar um taxi e ir bater lá na repartição para trazê-lo pelo braço antes que fizesse besteira. Ela pressentia algo. E mulher quando tem pressentimento é melhor agir. Ela agiu.

Clique aqui para ler mais »

Rita louca

6 de fevereiro de 2012 às 16:16 | 11 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Picasso. Mulher de Costas.

Quando Rita enlouqueceu, gritou e tirou a roupa. Tinha a pele branca e os seios à amostra. Eu devia ter uns oito anos e foi a primeira vez que vi uma mulher seminua. Não por ser uma senhora de quase meia idade, mas daquela cena só ficou o desespero. Seus olhos pareciam ver o que não se via e seus berros ecoam ainda hoje.

Clique aqui para ler mais »

Política de menino

30 de janeiro de 2012 às 17:47 | 5 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Um dos meus sonhos de menino era ver o país alcançando o patamar de primeiro mundo. Dava mais importância a isso do que a qualquer outra coisa. Foi logo no início, quando pensava que a juventude poderia mudar o mundo a partir das minhas análises aprendidas no movimento sindical e compartilhadas entre os socialistas bucólicos dos meus 13 anos.

Clique aqui para ler mais »

Sedentário a moda antiga

16 de janeiro de 2012 às 17:02 | 3 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Não há nada mais difícil no mundo do que perder peso. Parece uma contradição para mim que, quando criança, tinha vergonha da minha magreza. É certo que naquela época as coisas eram difíceis, mas eu me lembro que comia feito gente grande, na esperança de engrossar as canelas. Talvez, e vocês vão dizer: ahhhhh… meu sedentarismo ajude a me manter acima do peso, mas se era magrela quando comia muito, por que então não consigo perder peso comendo feito um passarinho?

Clique aqui para ler mais »

Por educação e exemplo

2 de janeiro de 2012 às 8:38 | 1 Comentário
Por Aline Patricia

Minha sobrinha tem pouco mais de 3 anos. Meses atrás, numa das visitas à nossa casa, ela estava sentada na sala comigo e com meus 2 irmãos (todos na faixa dos 20 anos)  quando meu pai, que havia ido ao mercado, trouxe algumas balas – fazendo assim a alegria das crianças de todas as idades que estavam ali.  Meu irmão, muito despreocupadamente, escolheu o sabor que mais o agradava e jogou a embalagem no chão. Eu e minha irmã nem ligamos, continuamos conversando, até que ouvimos aquela vozinha fina, mas marcadamente imperativa:

-Não faz isso, “Ademi”! Não é p’a jogar lixo no chão, é feio! Tem que jogar lixo no lixo!

Nem é preciso dizer como ficamos admiradas, é o tipo repreensão  que não se ouve nem de adultos hoje em dia! Meu irmão, por sua vez, praticamente mudou de cor de tanta vergonha, o comentário havia chamado a atenção dos outros adultos que estavam na cozinha e ele se apressou em levar o plástico para a lixeira mais próxima, acompanhado pelos olhos atentos da pequena Beatriz.

Essa é uma história que eu não canso de repetir, principalmente para os meus alunos adolescentes, fase de muitos anseios consumistas e  inconsciência que geralmente é levada vida afora. São vivências como essa que me fazem acreditar que ainda existe viabilidade  no ser humano e que a educação sempre deve ser tanto o caminho quanto a meta em qualquer tentativa de transformação.

*Um Feliz Ano Novo para todos os Pluralistas e leitores! :)

As três casas de Neruda

8 de dezembro de 2011 às 22:21 | Comentar
Por Lívio Oliveira

Acima: Pablo Neruda e Matilde Urrutia, em Isla Negra

Ao pisar pela primeira vez em solo chileno, confirmei e entendi rapidamente que tudo que há naquele país está impregnado da forte presença espiritual e intelectual de Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 – Santiago, 23 de Setembro de 1973), seu escritor e poeta mais festejado (foi também Senador da República e diplomata), ganhador do prêmio Nobel de Literatura no ano de 1971.

Clique aqui para ler mais »

Atire a primeira pedra

29 de novembro de 2011 às 7:57 | 9 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Frida Klalo (Auto-retrato na fronteira entre México e Estados Unidos (1932)

Sofrer por amor não é um escolha, é uma arte. O homem gosta de sentir aquela dor que aperta o peito e afrouxa as articulações. Gosta de beber para esquecer, sabendo que isso só o fará lembrar ainda mais. Porque sofrer faz parte da natureza humana. Precisamos do descontrole para nos redescobrir mais fraco ou mais forte. Por mais contraditório, a desordem nos ordena. Refaz nossos próprios conceitos e obriga-nos a crescer enquanto indivíduos, pelo menos até o próximo amor.

Clique aqui para ler mais »

Bandeira 2 – Em trânsito pela Cidade da Luz

24 de novembro de 2011 às 14:11 | 4 Comentários
Por João da Mata

Foto: Deivyson Teixeira

Passando em Fortaleza ida e volta indo em direção ao Parque de Sete Cidade no Piauí, tomo alguns táxis de ligações cada vez mais complicadas entre uma rua e outra. As ruas congestionadas e mais carros entupindo as artérias das cidades. A cada mês mais quatro mil carros entram na cidade luz de Fortaleza. O congestionamento é inevitável. A irritação também. Motorista de táxi, todo mundo sabe, é um termômetro das cidades e de seus moradores.

Clique aqui para ler mais »

Crônica do Sertão II – O Vaqueiro

22 de novembro de 2011 às 8:35 | 2 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Vamos medir as poesias?

Desafiou o vaqueiro.

O poeta sorriu no canto da boca, mas nem disse que sim, nem que não.

Clique aqui para ler mais »

O estado do Estado no Departamento de Trânsito

14 de novembro de 2011 às 11:00 | 2 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Sempre que preciso usar o serviço burocrático nacional termino com sensação de impotência. Isso porque não adianta sentir raiva ou procurar direitos. Existem tantos códigos e leis neste país que nos sentimos num oito, como se fôssemos um cão caçando o próprio rabo.

Clique aqui para ler mais »

A seleção sexual

9 de novembro de 2011 às 21:34 | 7 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Sinceramente acredito no discurso de John Dillinger (Johnny Depp) para Billie Frechetti (Marion Cotillard) no filme Inimigo Público (2009), quando ele vai buscá-la em seu trabalho na recepção de um restaurante, após ter sido abandonado por ela em um bar na noite anterior.

Clique aqui para ler mais »

Da mídia e da banalização da morte: O barbarismo como produto mercadológico

28 de outubro de 2011 às 18:35 | Comentar
Por Ronie Von Rosa Martins

Os últimos acontecimentos mundiais me fazem pensar seriamente “nessa coisa” de progresso. Estamos em pleno século vinte e um, e enchemos a boca para proferir palavras que remetam às maravilhas, supostamente, advindas desse aparato midiático, desse maquinário pós-moderno que – como proferem os meios de comunicação – tiraram o ser humano de um obscurantismo que ficou no passado. Os jovens usam aparelhos multimídia como uma forma de apêndice, quase que dependendo deles para formarem suas próprias identidades. Um telefone último modelo, um iPod, essas coisas todas que vemos todos os dias e que eu não sei listar… parecem configurar o perfil do jovem atual.
Clique aqui para ler mais »

Crônicas do Sertão I

28 de outubro de 2011 às 13:25 | 1 Comentário
Por José de Paiva Rebouças

De repente, ali mesmo, no final da ribanceira, os aguapés refletidos no sol do açude refaziam-me a mesma imagem dos Jardins de Monet. O sertão, aquele instante, amostrava-se enquanto universo físico inexplorado pela própria visão do sertanejo urbano aculturado.
Clique aqui para ler mais »

Assim mesmo

4 de outubro de 2011 às 15:42 | 1 Comentário
Por José de Paiva Rebouças

Já lhe faltei alguma vez? Perguntou o prefeito à senhora que, a pouco, entrara chorando pedindo qualquer coisa que, pela reação do homem, parecia insignificante.
Ela sente aquelas coisas. Disse uma mulher na sala de espera, se referindo a mesma senhora. Outra, ao seu lado, concordou.
Clique aqui para ler mais »

Da beleza e suas medidas

25 de setembro de 2011 às 12:35 | Comentar
Por Ronie Von Rosa Martins

Miss Universo 2011, a angolona Leila Lopes

Quando se fala em beleza, muita coisa vem à baila. Afinal, o que é o belo? A beleza é uma medida? Uma quantidade? Quem decide o que é belo? Quem avalia a beleza? Quem dá valor aos conceitos do que seria o belo? Quem determina que algo é mais ou menos belo. Que critérios estéticos são considerados. Que cultura prevalece sobre as outras nesse quesito? Era nisso que pensava enquanto pela internet observava os comentários e reportagens sobre o Miss Universo.
Clique aqui para ler mais »

Novelas

19 de setembro de 2011 às 15:35 | 5 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Nunca mais assisto essa novela! Exaltou-se a mulher, fingindo deixar o sofá. Levantou-se, foi até a cozinha, pegou alguma coisa e voltou a reclamar das partes da trama: sei como será tudo… E debulhou as cenas antes delas acontecerem para a admiração dos outros da sala.

Clique aqui para ler mais »

O desaparecimento na livraria

29 de agosto de 2011 às 8:19 | 11 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Edney, vamos Edney!

Virei-me para ver a mulher sentada, quase gritando, na porta da livraria. Voltei-me com a cabeça querendo identificar a pessoa com quem ela tentava se comunicar. Todos pareciam distantes e continuavam em movimento. Um homem no caixa pedia informações.

Clique aqui para ler mais »

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar