Aung San Suu Kyi

12 de novembro de 2010 às 8:11 | Comentar
Por Danclads Andrade

Aung San Suu Kyi

A principal voz de combate à ditadura de Mianmar será libertada hoje. As autoridades birmanesas aprovaram a libertação da líder oposicionista Aung San Suu Kiy que se encontrava em regime de prisão domiciliar há 15 anos.

Aung San Suu Kiy, conhecida como a “Dama”, por seus seguidores, ganhou em 1991 o Nobel da Paz por sua luta contra o regime ditatorial birmanês e pela democratização daquele país asiático.

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A impotência dos poderosos

9 de maio de 2010 às 17:59 | Comentar

Ian Buruma
O Estado de S.Paulo

Nos países democráticos, cada vez mais as pessoas, nervosas e encolerizadas, sentem não ter uma representação no governo e acusam as elites de repressão

Nos Estados Unidos, os ativistas do “Tea Party” das áreas fora dos centros urbanos perseguem e esbravejam contra as elites liberais de Nova York, Washington e Hollywood. Na Europa, demagogos populistas, como o holandês Geert Wilders, investem contra os “apaziguadores” elitistas do Islã. Na Tailândia, manifestantes de camisas vermelhas, do nordeste rural do país, bramam ira contra a elite política, social e militar de Bangcoc.

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Direito, democracia e república

3 de maio de 2010 às 13:25 | Comentar

Por Luiz Werneck Vianna
No Valor

A presença do Direito e de suas instituições na vida social e política contemporânea consiste em uma marca que, independente de juízo de valor quanto ao fato, se impõe ao observador. A bibliografia sobre o assunto é abundante e não para de crescer, girando, em boa parte, em torno da controversa questão que trata da chamada judicialização da política e das relações sociais. No Brasil, quando da sua recente despedida da presidência do Supremo Tribunal Federal, o juiz Gilmar Mendes, apresentando, em tom alarmado, estatísticas sobre a expansão da litigação no país – hoje, em torno de 80 milhões de ações em andamento – avançou o diagnóstico de que “a sociedade brasileira se tornou dependente do Judiciário”. A ressalva a ser feita é a de que tal fenômeno não nos é singular, pois afeta, em maior ou menor medida, as sociedades ocidentais desenvolvidas. Antoine Garapon, reputado especialista francês no assunto, fixou em termos lapidares a natureza desse processo ao escrever que o Judiciário se teria tornado um moderno muro das lamentações.

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Sobre viver o passado

29 de abril de 2010 às 18:02 | Comentar

“Esses dois projetos fantasiosos cujo prazo de validade já venceu – tanto o de instaurar uma ditadura para combater, por meio da guerra interna, o inimigo infiltrado, como o de mandar às favas as liberdades “burguesas” como se elas fossem um obstáculo para as políticas igualitárias – são meio irmãos”.

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Desafiando os limites da sociedade aberta

27 de abril de 2010 às 11:38 | Comentar

“Uma ideia atordoante entrou recentemente no discurso americano respeitável: o de que a China não é apenas uma rival econômica, mas também uma concorrente política, com um sistema político que, apesar de suas próprias falhas, revela falhas graves na democracia americana e poderia inspirar nações indecisas”.

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Atrás das grades

26 de abril de 2010 às 23:11 | Comentar

Por Sérgio Augusto
Estadão

Informava o e-mail que eu sou livre para escrever o que bem entender: “You”re free to write”; alertando em seguida que outros não desfrutavam a mesma sorte: “Others have not been so lucky”.

E assim foi que tomei conhecimento do Festival Liberte a Palavra! (Free the Word! Festival), organizado na semana passada pelo Writers in Prison Committee, comitê do PEN International que há meio século relaciona e faz campanha a favor de romancistas, poetas, jornalistas e ativistas políticos perseguidos e punidos por suas ideias. Seu cinquentenário, comemorado com encontros, palestras e agitação digital sobre as permanentes ameaças à liberdade de expressão em todo o mundo, tem especial significado para os brasileiros. E, mais ainda, para os cariocas. O comitê nasceu no Rio de Janeiro em 24 de julho de 1960.

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Quem ameaça a democracia?

28 de março de 2010 às 22:37 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Li o texto “Ameaça à democracia”, sobre a performance de Pedro Costa. Senti muita tristeza porque o texto não consegue articular uma crítica, apenas expressa preconceitos e o faz num nível muito preocupante. Como todos sabem, preconceito é o anti-pensamento, é o estado de certeza imune a diálogo com a diferença. O trabalho de Pedro Costa, como toda obra humana, pode e deve ser criticado. Criticar não é um convite a proibição. Criticar é um esforço de compreender, explicar, demonstrar – contra ou a favor.
Quanto às falas absurdas sobre gays e poderes, contidas naquele escrito, penso que elas não merecem qualquer comentário em nome de nosso pudor e de nossa dignidade intelectual e política.

Performances e outras manifestações artísticas devem ser analisadas dentro de parâmetros argumentativos dignos. Bradar preconceitos é se nivelar ao que há de pior na sociedade. Devemos proteger-nos disso. Conhecemos exemplos históricos de preconceito: Inquisição, Nazismo… Nada disso é brincadeira.

Abraços:

Encontro e Conferência de Comunicação

27 de setembro de 2009 às 16:10 | Comentar
Por Daniel

Depois de algum tempo sem participar aqui, volto para falar em dois assuntos.

O primeiro foi minha participação no Encontro de Blogueiros do RN.  Em que pese os problemas provocados pelo enorme atraso (o evento começou após as dez horas e teve palestra prevista para as onze que só começou às cinco) e pelo caráter politiqueiro de muitos blogs que ali estavam, gostei do evento e senti falta deste Substantivo Plural por lá – na figura de qualquer um de seus colaboradores, principalmente São Tácito – meu quase vizinho.  Houve um prejuízo enorme à discussão, especialmente sobre a Conferência Nacional de Comunicação (sobre a qual falo já), mas acho a iniciativa louvável.

O segundo assunto é a Conferência Nacional de Comunicação.  Ela foi convocada pelo governo federal em abril e ocorrerá em dezembro.  Aqui no estado, o governo já convocou sua etapa estadual, que ocorrerá entre 5 e 7 de novembro, presidida pela Secretaria de Comunicação e coordenada pela Coordenadoria de Direitos Humanos e Defesa das Minorias, na pessoa de Marcos Dionísio.  Convido todos a se envolverem na discussão das políticas públicas de comunicação do país.  Aqui em Natal, a nossa agenda é a seguinte: todas as quartas-feiras, às 18h30, está havendo um encontro de uma comissão de representantes de movimentos sociais em prol da conferência.  As reuniões são no auditório da TV-U.  No próximo dia 5 haverá uma segunda plenária no auditório da OAB, desta vez com todos os atores sociais envolvidos na Conferência, a partir das 17h.

Quero convidar todos os colaboradores do SP a se envolverem nessa discussão e a divulgarem.  Maiores informações: http://proconferencia.org.br/ e http://proconferenciarn.wordpress.br.

*********

Daniel, estou sabendo deste Encontro de Blogueiros agora, por você. Por isso, não participei e nem divulguei, coisas que faria com o maior prazer.

Blog concorre em votação internacional

10 de julho de 2009 às 14:55 | Comentar
Por Daniel

O blog Fatos e Dados, da Petrobras, está concorrendo numa votação aberta internacional. A votação se chama Top 10 who are changing the World of Internet and Politics, e pode ser realizada no site do Projeto. Abaixo reproduzo post publicado no blog sobre o tema:

No dia 4/7, foi divulgada a lista dos 26 finalistas do prêmio “Os 10 que estão transformando o mundo da internet e da política”. Entre eles está o Fatos e Dados como “um dos experimentos mais importantes de transparência informativa e, portanto, da e-democracia”.

A votação – organizada pelo Politics Online e pelo World e-Democracy Forum – existe há dez anos e elegeu no ano passado como vencedor o site da campanha presidencial de Barack Obama.

O voto é aberto e não exige cadastro. Para votar e ver os outros indicados, clique aqui.

“The Petrobras’ blog Fatos e Dados, is the most important thing that has happened to Brazil’s people in recent years because provides a democratic real freedom – that was impossible with the traditional newspapers and TVs broadcast. Brazilian people feel hopeful that this blog Fatos e Dados has changed forever the face of the information we have from now on”. PoliticsOnline and the World eDemocracy Forum

Prosseguindo a leitura de Foucault

9 de julho de 2009 às 10:22 | Comentar
Por Daniel

Reitero que não consigo entender porque o pensamento de Foucault é ameaçador à democracia. Estou cada vez mais certo que tal idéia é fruto do desconhecimento sobre o que defendia o filósofo francês. Exemplo destaco a seguir, no comentário de Manoel Barros da Motta, introdutório ao volume 5 de Ditos & Escritos. Há outros trechos que elucidam tanto quanto aqui. Inclusive, trechos de entrevistas, falas e textos de Foucault em que, como estudioso do poder, rejeita diversos modelos autoritários (sem contar nas suas análises do poder psiquiátrico e do poder penal). O que vier entre aspas é citação de Foucault:

Foucault considera que no século XIX surgiu na Europa algo que jamais existira, Estados filosóficos, ou que ele chama também de Estados-filosofias, isto é, “filosofias que são simultaneamente Estados, e Estados que pensam sobre si, que reletem sobre si mesmos, que se organizam e definem suas escolhas fundamentais a partir de proposições filosóficas, dentro de sistemas filosóficos e como a verdade filosófica da história”. Fenômeno surpreendente e perturbador para Foucault, porque todas essas filosofias que se tornaram Estados eram filosofias da liberdade desde o século XVIII até Marx e, no entanto, “essas filosofias da liberdade instituíram, a cada vez, formas de poder que, seja na forma do terror, da burocracia ou ainda do terror burocrático, eram o próprio oposto do regime da liberdade, o contrário mesmo da liberdade tornada história”.

Foucault caracteriza como de cômica amargura a posição desses filósofos ocidentais modernos: pensando-se numa relação de oposição essencial ao poder, quanto mais foram ouvidos e investidos nas instituições políticas, mais “serviam para autorizar formas excessivas de poder”. (…) Foucault chega a dizer que mais do que o apoio dogmático das religiões, a filosofia autenticou Estados sem freio. Marcante é o exemplo do stalinismo.

Morte da democracia

7 de julho de 2009 às 8:35 | Comentar
Por Daniel

Sejam duas mortes em Honduras, sejam 150 na China, seja um ladrão linchado em Natal: todas essas mortes, igualmente, são prova de falta da tal democracia.

Nascisismo

5 de julho de 2009 às 12:42 | Comentar
Por Daniel

Não era entreter você ou fazer piada. Era mostrar o óbvio: você precisa ler mais e ler gente que não sirva só para confirmar o que você pensa e diz.

De minha parte, esse papo acabou. Uma vez que não pode ser democrático quem desqualifica – até como não democrata – quem pensa diferente de si. Isso é uma das coisas que concordo com Andrew Keen: Internet é o espaço propício para nosso narcisismo.

Ironia

4 de julho de 2009 às 9:14 | Comentar
Por Daniel

E como eu posso discutir com alguém que não percebe uma ironia.

Foucault

3 de julho de 2009 às 11:42 | Comentar
Por Daniel

Por quê?

Quero entender isso de um colega do mesmo programa de pós-graduação que eu – que se dedica também a estudar o filósofo francês.

Lendo Foucault como estou lendo, ainda não entendi o problema que ele representa à democracia, conforme você insinuou.

Ajuda

3 de julho de 2009 às 8:32 | Comentar
Por Daniel

Se o que eu defendi aqui não é democracia – e por isso eu não posso ser chamado de democrata – peço ajuda, Laurence, para que possa nominar o que eu realmente defendo.  Acho-me completamente perdido e preciso, realmente, da ajuda de alguém que possa dar nome à minha crença.

Repito o que eu disse, para aqueles que puderem me ajudar a entender o que eu defendo, já que não é democracia:  disse aqui que considero que a democracia não pode se limitar ao império da lei, o respeito às regras do jogo e aos contratos.  Acho que tem que ir além, na garantia aos direitos civis, individuais e também nos coletivos e sociais.  Falei também que a democracia ocidental liberal é uma perspectiva democrática – não a única – e que é falha, estruturalmente, especialmente na garantia dos direitos sociais e coletivos – como pude demonstrar nos exemplos dos EUA, da França e do Brasil.

Dito isto, espero, honesta e sinceramente ajuda para definir o que realmente sou, já que não sou democrata.  Os verdadeiros democratas, aliás, numa forma bem foucaultiana podem delimitar-me pela minha nominação e ajudar-me a me entender e me afirmar melhor.

Mais democracia

2 de julho de 2009 às 18:27 | Comentar
Por Daniel

Democracia é respeito às leis, as regras do jogo, e respeito aos contratos.

Você pode ter pensado em dizer algo referindo-se a leis de forma mais específica, mas o disse de forma genérica.

De todo modo, continuo achando essa uma visão profundamente limitada de democracia.

Democracia é isso?  Tudo bem, é – no formato que o Ocidente consagrou.  O Ocidente liberal, digo.  Mas esse Ocidente liberal não se preocupa, em geral, na democratização do acesso a direitos básicos, principalmente os sociais e coletivos, a uma população em geral.

No Ocidente liberal, o poder da lei é o poder do dinheiro.  O império da lei é o império dos homens (e mulheres) de bens.  Se democracia for limitada à lei, contratos, regras do jogo, eu não quero democracia.  Quero algo mais que isso.

E para quem pensa que o que falei acima só acontece em países atrasados como o nosso, precisa rever seus conceitos.  Os EUA são também exemplo nítido disso – basta ver quantos ricos e brancos e quantos negros e pobres aguardam a execução no corredor da morte.  Basta ver, também, que os EUA não têm um sistema universal de saúde pública (como, mal ou bem, temos no Brasil), nem mesmo uma rede de ensino pública de boa qualidade – sobretudo de ensino superior.

Estou lendo algumas reflexões de Foucault sobre o sistema penitenciário francês (nos anos 70).  E o GIP, grupo que ele liderou na França percebia as mesmas mazelas que vemos em nossa sociedade contemporânea.  Na forma como o império da lei é entendido, principalmente.

Por isso, não posso me satisfazer com uma definição de democracia que seja apenas limitada ao respeito a regras e leis.

P.S.: Se é um problema mudar a regra do jogo para permitir a reeleição, ao lado dos contemporâneos governantes latino-americanos que fizeram isso temos que incluir Fernando Henrique Cardoso e sua compra da reeleição, e Sarney que conseguiu prolongar em um ano seu mandato como presidente.

Laurence

2 de julho de 2009 às 17:37 | Comentar
Por Daniel

Discordo de você: o AI-5 era lei. Suspendia as demais e os direitos civis e individuais, mas era lei.

Alex e os burros

2 de julho de 2009 às 15:03 | Comentar
Por Daniel

Por dever de ofício, continuo minha sina de ler Alex Medeiros.  No seu blog, ele falou da gente de uma maneira muito cordial:

Nas ondas de Honduras

A ONU não resolveu nada.
A fala de Barack Obama não fez efeito.
O uivo de Luiz Inácio não provocou porra nenhuma.
A ameaça bélica do sargento Hugo Chávez, necas.

Mas Honduras conhecerá dias melhores.
Graças aos relinchos de alguns hóspedes do
jornalista Tácito Costa em seu blog.

Os cuecões retroativos exigem a volta do
Mané Zelaya.

Agora o papo é diferente.

Democracia

2 de julho de 2009 às 14:32 | Comentar
Por Daniel

Democracia é bem mais que respeito e cumprimento de leis. Aliás, em alguns contextos, é justamente o contrário. Respeitar o AI-5 é democrático? Respeitar a suspensão de direitos civis e individuais em Honduras?

Democracia é bem mais do que as nossas opiniões dizem que é.

Laurence

25 de junho de 2009 às 8:28 | Comentar
Por Daniel

Obrigado pelo apoio.

Fui voto vencido? Mas essa é a graça do Substantivo Plural: a liberdade plural para concordâncias e discordâncias.

Abraços.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”