O futuro a Lula pertence

27 de maio de 2011 às 11:46 | Comentar

Por Maria Cristina Fernandes
NO VALOR

Ameaça ruir o esforço da presidente Dilma Rousseff em imprimir uma marca e selar diferenças em relação ao governo de seu antecessor.

As denúncias que envolvem o ministro da Casa Civil, a votação do Código Florestal e a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília ameaçam a forma e o conteúdo da mudança.

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Voto por si

7 de outubro de 2010 às 14:30 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Os diálogos sobre voto (nulo ou não), neste SP, conseguiram se manter num nível de dignidade e respeito recíproco invejável. Diferentes opções surgiram muito bem apoiadas em sólidos argumentos eruditos. Fiquei especialmente comovido com a escolha de François: evocar o belíssimo poema “Cântico negro”, do português José Régio a favor de sua opção.

Conheço esse poema há algumas décadas. Não o entendo como convite a ficar sobre o muro e sim como recusa a pensar pela cabeça dos outros. É uma afirmação dotada de altivez que qualquer eleitor, no momento político brasileiro atual, optando por votar em Dilma, Serra ou ninguém, poderá reivindicar no sentido de não ir no papo dos outros, de escolher por si mesmo. Aliás, é uma atitude presente, bem antes, em texto de Immanuel Kant que cito com freqüência aqui: “Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento?”. Ter luzes é pensar por si mesmo, sem depender da autoridade alheia. Não quero votar em nome do que Lula, FHC, Marina ou Plínio mandam, não sou súdito deles. Sou cidadão, voto em quem quero ou não voto em ninguém por opção minha. E não desqualifico quem pensa e vota diferentemente de mim.

Reitero, portanto, o alto nível do diálogo sobre o tema no SP, sem apelo para baixarias nem religiosidades moralistas fora de lugar, que lembram uma Inquisição mal evocada. O que está em jogo é votar pela própria cabeça, coisa diferente de uma arrogância que desqualifica as opções alheias. E essa arrogância tem se mantido afastada de nossos posts pluralistas sobre o tema.

Abraços para todos:

”Serra deveria marcar sua diferença”

23 de agosto de 2010 às 22:08 | 6 Comentários

Por Caetano Veloso
O Globo

Achei que Serra ia perder quando o vi com a Sabrina Sato. A esta altura da campanha, isso parece ter sido há muito tempo. Ele dava uma de cafajeste: tentava parecer informal, igual a todo mundo, popular.

Esboçava, de modo desagradável, desmentir a fama de sério, de acadêmico. Tentava parecer o que não é. Bem, talvez ele seja mesmo cafajeste, mas não o é como homem público. Via-se ali já o equívoco de querer parecer grosso como Lula. Mas Lula é grosso do modo mais chique que pode haver.

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Ignorar a história, uma saída rasteira

31 de julho de 2010 às 19:32 | Comentar

Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Na Carta Capital

Condenar a guerrilha sem levar em conta o contexto na qual surgiu é jogo sujo

Na campanha eleitoral em curso, o candidato tucano José Serra volta, como em 2002, a tentar colar no PT e, por tabela, em Lula e na concorrente Dilma, a imagem de apoiadores das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC). Serra ignora a história da Colômbia, país onde a violência tornou-se endêmica desde a morte por tuberculose do frustrado Simón Bolivar, em dezembro de 1829.

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Entrevista com Plínio Sampaio

28 de julho de 2010 às 10:56 | Comentar

Plínio de Arruda Sampaio passou aproximadamente sessenta anos de sua vida atuando na política nacional. Foi um dos fundadores do PT e o autor de planos de reforma agrária para os presidentes João Goulart e Lula. Promotor público aposentado, completou 80 anos na segunda, 26 de julho, como candidato à presidência da República pelo PSOL. Nessa entrevista a Manuela Azenha, ele diz que os principais candidatos contra os quais concorre — Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva — fazem parte de um mesmo sistema e que sua candidatura tem como objetivo principal mostrar outra possibilidade à sociedade brasileira.

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Uma campanha presidencial radicalizada? Por que?

28 de julho de 2010 às 10:22 | Comentar

Por Bolívar Lamounier
Portal Exame

O que mais se ouve é que a campanha presidencial está radicalizada, tensa, agressiva. Estará mesmo? A questão é um pouco subjetiva, mas admitamos que sim. A campanha está radicalizada.

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Pacto de exclusão e fim de ciclo

10 de julho de 2010 às 18:04 | Comentar

Por Leo Lince

O cidadão comum, que se julga bem informado por ler os jornalões de circulação nacional ou acompanhar o noticiário da televisão ou do rádio pode até pensar que só existem duas candidaturas disputando as eleições presidenciais que se avizinham.

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O feitiço de Sarney

14 de junho de 2010 às 17:42 | Comentar

Por Leandro Fortes
Na Carta Capital

O Maranhão é o quarto secreto onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esconde, como Dorian Gray, uma resistente decrepitude moral de seu governo. Assim como o personagem da obra de Oscar Wilde, Lula se mantém jovial e brilhante para o Brasil e o mundo, cheio de uma alegria matinal tão típica dos vencedores, enquanto se degenera e se desmoraliza no retrato escondido do Maranhão, o mais pobre, miserável e desafortunado estado brasileiro. Na terra dominada por José Sarney, Lula, o anunciado líder mundial dos novos tempos, parece ser vítima do feitiço do atraso.

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Folha monta mais um dossiê falso

13 de junho de 2010 às 9:33 | 1 Comentário

Por Luis Nassif
Nassif Online

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, evitou comentar mais um dossiê falso da Folha: a história do suposto dossiê da campanha de Dilma Rousseff, que eu, vocês, o Sérgio Dávila e a torcida do Flamengo sabemos ser apenas o livro do repórter Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações. Não tem fim essa marcha da insensatez do jornal. A imagem vem sofrendo uma sucessão de danos que, mesmo que o jornal passasse a praticar jornalismo, levaria anos para serem reparados: ficha da Dilma, Secretária da Receita, assassinato de reputação da juíza que votou contra Dantas, pesquisa extemporânea do Datafolha.

Não adianta o jornal trazer um belo correspondente como diretor. Assim como não adianta o Estadão dispor de jornalistas de primeira em áreas de comando. A insensatez impregnou-se definitivamente no DNA dos jornalões.

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Uma situação boa demais para o governo

10 de junho de 2010 às 15:14 | Comentar

Por Maria Inês Nassif
Do Valor

A geração dos brasileiros que eram adultos no final da ditadura militar (1964-1985) , nela incluídos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB), a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina da Silva, não presenciou um momento como esse antes e dificilmente viverá um outro. Não vai dar tempo de assistir uma reedição desse período, o único da história do país com alta taxa de crescimento econômico e democracia. Daí a dificuldade da oposição de alinhavar um discurso que seja consistente para ganhar o apoio de um eleitorado majoritariamente governista, satisfeito com a vida que tem e que acha que a sua vida vai melhorar com a continuidade, e não com a mudança.

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Eleições: o dom de iludir

29 de maio de 2010 às 20:02 | Comentar

Por Fernanda Torres
O Globo

O candidato é um ator em eterno teste; uma condição vexatória e desconfortável

O QUE LEVA alguém a se candidatar à Presidência? A ser tão bisbilhotado, ofendido, pesquisado e aviltado? Que papel grandioso é esse cujo ensaio, estreia e temporada custam o fígado do próprio intérprete?

A política é um palco letal, o Coliseu romano da atualidade. Um lugar de ódios milenares, mágoas irreparáveis, conciliações imperdoáveis e, também, do temível ridículo. Eu seria incapaz de atuar sob tamanha pressão.

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Pedro Pedreira chega à classe média

26 de maio de 2010 às 10:44 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

É interessante a promessa da pré-candidata Dilma na sabatina da CNI: 100% de brasileiros ao menos na classe média. Melhor três refeições por dia que morrer na fila do INSS, claro. Não é muito claro como operar a transformação mas ela pode alegar que o caminho já começou a ser trilhado etc. Falta o resto: diversão e arte (cf. Titãs, “Comida”), poder decisório descentralizado, perspectiva de algum futuro.
O pré-candidato Serra (“aquilo que for, será”, imortal gravação de Doris Day), na mesma sabatina, mostrou que anda vazio até de promessa, a equipe não ajuda. Que está havendo, intelectualidade demo-tucana? Muito bico e pouco cérebro?
A pré-candidata Marina (“meu presente me condena”), ainda no mesmo evento, andou muito tímida no slogan subjacente “posso fazer melhor do mesmo”.
Assim caminha a humanidade. A humanidade somos nós. Estamos mal.
Abraços a todos e todas:

Meiguice, sempre

9 de maio de 2010 às 9:52 | Comentar

Muitos vão achar loucura, mas quem entrou em campo para “abafar” o fogo e diminuir a quentura em relação à sucessão presidencial foi o próprio presidente da República, ao lado de seu fiel comunicólogo Franklin Martins.

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Eleições e ilusões

9 de maio de 2010 às 9:45 | Comentar

Por Marcos Coimbra
No Estado de Minas

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem.

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O que será?

18 de abril de 2010 às 11:35 | Comentar

Por Mino Carta
Na Carta Capital

Proponho um teste: quem pronunciou a seguinte sentença? “Não se deve pensar no Estado da inércia, da improdutividade. O Estado deve ser forte, não obeso. Forte em seu papel de cumprir as funções básicas e ativar o desenvolvimento, a justiça social e o bem-estar da população.” Respostas: a) Karl Marx; b) Antonio Gramsci; c) José Serra; d) Lenin; e) Dilma Rousseff.

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De paz e amor

4 de abril de 2010 às 10:34 | Comentar

Por Janio de Freitas
FSP

A Dilma que vai surgir das enganações marqueteiras é um mistério; Serra já arquitetou o Serrinha Paz e Amor

O melhor a esperar da campanha que em breve começa, não mais de fato, mas enfim de direito, são duas revelações: Dilma Rousseff tal qual é e José Serra tal qual não é.

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Sobre Lina Vieira

12 de agosto de 2009 às 18:03 | Comentar
Por Daniel

Não questiono seu conhecimento de Lina e sua amizade com ela.
Mas eu já ouvi umas duas ou três histórias de Lina Vieira que são bastante desabonadoras e que me fazem desconfiar da veracidade de suas afirmações. Não pela Dilma. Por Lina mesmo. A mais leve das histórias – e acho que a única que posso publicar – fala de um espírito vingativo acima de qualquer verdade.
Mas acima de tudo, em uma coisa Dilma está mais que certa: o ônus da prova está em quem acusa.
Não acho que a ministra teria motivos para negar o encontro uma vez que o “escândalo” se funda em uma impressão de Lina. Ela entendeu que o suposto pedido da ministra por celeridade na investigação significava que ela queria acabar com ela. A própria Lina diz que Dilma não falou isso explicitamente.
A ministra não precisava negar isso. Sendo verdade, ela não precisava negar, apenas explicar o que quis dizer ao pedir isso à Lina – matava um escândalo no nascedouro. Negar só é justificável se realmente o encontro não aconteceu.

AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

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  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - Comentar
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)
    • Daniel Menezes: O direito autoral é a apropriação individual de conhecimento coletivo. Tipo assim, a sociedade trabalha para promover a cultura objetiva e depois, alguém, por um impulso social, produz algo. Afinal, uma sociedade sempre gera as questões que pode responder, já dizia o barbudo. Este "inventor" (expressão burguesa) não produz a "novidade" sozinho e nunca partindo do zero. Depois de feito, diz que aquilo é dele. Só muito aparato estatal para empurrar isso pela goela. - Pirataria
    • Ednar Andrade: Boa noite, Marcos, amigo, querido. Também acho maravilhoso reencontrá-lo. Já sentia a tua falta aqui neste espaço. Saudades. Eu sou, tu és, Rio corrente. Não demores. Beijos, querido. - Fio de luz
    • Regiane de Paiva: Não sei dizer o quanto este texto me emocionou. Aqui sinto a literatura e a vida. Cada metáfora ou descrição de um recorte da memória provoca uma sensação de nostalgia e de melancolia. Llosa afirma que nada ensina melhor que a literatura a ver a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-la como uma manifestação da sua múltipla criatividade. Desta forma, entendo que este texto é literatura pura! Literariedade, primor e encanto! Beijos in..... marido! - Da solidão
    • Regiane de Paiva: O título é a extensão do texto. A fala pueril dentro de um contexto como a política remeteu a uma bela reflexão. À medida que eu ia lendo o texto, ouvia uma voz de menino atrás dos meus olhos, parece que o menino conversa fitando o leitor... Texto maravilhoso! - Política de menino
    • Jarbas Martins: UM HAI-CAI PARA FERNANDO MONTEIRO A noite, com gesto brusco,/ roubou um naco da tarde/ e se esgueira pelo subúrbio. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Fernando Monteiro, sim. E o pouco que li de António Lobo Antunes. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Juan Ramón Jiménez, sim. E a boa tradução de Antonio Cícero. - Juan Ramón Jiménez: "Soledad" / "Solidão"
    • Marcos Silva: Não assisti à montagem de Roda Viva, eu morava em Natal na época. Li o texto, vi fotografias, ouvi depoimentos (inclusive de Anna Maria Martinez Correa, historiadora e irmã de José Celso, que acompanhou os debates sobre a agressão aos atores da peça). A peça foi recuperada na auto-vitimização de Marília Pera como justificativa para seu apoio à candidatura de Fernando Collor... Na época da encenação, atribuía-se a agressividade da peça ao diretor José Celso. Chico Buarque, com muita dignidade, declarou que o texto era integralmente dele. É difícil dizer para um autor o que ele deve ou não autorizar fazer em relação a sua obra. Roda viva existe como memória. Talvez seja legal pensar, hoje, numa peça sobre Roda viva (que tal uma peça sobre a invasão do teatro pelos terroristas de direita, que contavam com apoio de estado?). En passant, discordo de Alonso sobre a peça criticar APENAS a Jovem Guarda. É claro que ela aborda toda a indústria cultural, que lançou inclusive... Chico Buarque de Hollanda! Nesse sentido, é preciso explorar em profundidade as ligações entre a peça e canções posteriores, como "Agora falando sério" e "Essa moça tá diferente". - Zé Celso questiona decisão de Chico de vetar encenação de 'Roda Viva'
    • carlos de souza: devia liberar a biografia, que não tem uma sequer revelação que já não tenha em sua discografia e reportagens jornalísticas. punir um escritor sério por pura babaquice diminui sua aura de "rei", isso sim. - Roberto Carlos autoriza relançamento de seu disco "proibido"