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23 de agosto de 2010

”Serra deveria marcar sua diferença”

Por Tácito Costa

Por Caetano Veloso
O Globo

Achei que Serra ia perder quando o vi com a Sabrina Sato. A esta altura da campanha, isso parece ter sido há muito tempo. Ele dava uma de cafajeste: tentava parecer informal, igual a todo mundo, popular.

Esboçava, de modo desagradável, desmentir a fama de sério, de acadêmico. Tentava parecer o que não é. Bem, talvez ele seja mesmo cafajeste, mas não o é como homem público. Via-se ali já o equívoco de querer parecer grosso como Lula. Mas Lula é grosso do modo mais chique que pode haver.

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31 de julho de 2010

Ignorar a história, uma saída rasteira

Por Tácito Costa

Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Na Carta Capital

Condenar a guerrilha sem levar em conta o contexto na qual surgiu é jogo sujo

Na campanha eleitoral em curso, o candidato tucano José Serra volta, como em 2002, a tentar colar no PT e, por tabela, em Lula e na concorrente Dilma, a imagem de apoiadores das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC). Serra ignora a história da Colômbia, país onde a violência tornou-se endêmica desde a morte por tuberculose do frustrado Simón Bolivar, em dezembro de 1829.

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28 de julho de 2010

Entrevista com Plínio Sampaio

Por Tácito Costa

Plínio de Arruda Sampaio passou aproximadamente sessenta anos de sua vida atuando na política nacional. Foi um dos fundadores do PT e o autor de planos de reforma agrária para os presidentes João Goulart e Lula. Promotor público aposentado, completou 80 anos na segunda, 26 de julho, como candidato à presidência da República pelo PSOL. Nessa entrevista a Manuela Azenha, ele diz que os principais candidatos contra os quais concorre — Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva — fazem parte de um mesmo sistema e que sua candidatura tem como objetivo principal mostrar outra possibilidade à sociedade brasileira.

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28 de julho de 2010

Uma campanha presidencial radicalizada? Por que?

Por Tácito Costa

Por Bolívar Lamounier
Portal Exame

O que mais se ouve é que a campanha presidencial está radicalizada, tensa, agressiva. Estará mesmo? A questão é um pouco subjetiva, mas admitamos que sim. A campanha está radicalizada.

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10 de julho de 2010

Pacto de exclusão e fim de ciclo

Por Tácito Costa

Por Leo Lince

O cidadão comum, que se julga bem informado por ler os jornalões de circulação nacional ou acompanhar o noticiário da televisão ou do rádio pode até pensar que só existem duas candidaturas disputando as eleições presidenciais que se avizinham.

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14 de junho de 2010

O feitiço de Sarney

Por Tácito Costa

Por Leandro Fortes
Na Carta Capital

O Maranhão é o quarto secreto onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esconde, como Dorian Gray, uma resistente decrepitude moral de seu governo. Assim como o personagem da obra de Oscar Wilde, Lula se mantém jovial e brilhante para o Brasil e o mundo, cheio de uma alegria matinal tão típica dos vencedores, enquanto se degenera e se desmoraliza no retrato escondido do Maranhão, o mais pobre, miserável e desafortunado estado brasileiro. Na terra dominada por José Sarney, Lula, o anunciado líder mundial dos novos tempos, parece ser vítima do feitiço do atraso.

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13 de junho de 2010

Folha monta mais um dossiê falso

Por Tácito Costa

Por Luis Nassif
Nassif Online

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, evitou comentar mais um dossiê falso da Folha: a história do suposto dossiê da campanha de Dilma Rousseff, que eu, vocês, o Sérgio Dávila e a torcida do Flamengo sabemos ser apenas o livro do repórter Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações. Não tem fim essa marcha da insensatez do jornal. A imagem vem sofrendo uma sucessão de danos que, mesmo que o jornal passasse a praticar jornalismo, levaria anos para serem reparados: ficha da Dilma, Secretária da Receita, assassinato de reputação da juíza que votou contra Dantas, pesquisa extemporânea do Datafolha.

Não adianta o jornal trazer um belo correspondente como diretor. Assim como não adianta o Estadão dispor de jornalistas de primeira em áreas de comando. A insensatez impregnou-se definitivamente no DNA dos jornalões.

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10 de junho de 2010

Uma situação boa demais para o governo

Por Tácito Costa

Por Maria Inês Nassif
Do Valor

A geração dos brasileiros que eram adultos no final da ditadura militar (1964-1985) , nela incluídos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB), a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina da Silva, não presenciou um momento como esse antes e dificilmente viverá um outro. Não vai dar tempo de assistir uma reedição desse período, o único da história do país com alta taxa de crescimento econômico e democracia. Daí a dificuldade da oposição de alinhavar um discurso que seja consistente para ganhar o apoio de um eleitorado majoritariamente governista, satisfeito com a vida que tem e que acha que a sua vida vai melhorar com a continuidade, e não com a mudança.

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29 de maio de 2010

Eleições: o dom de iludir

Por Tácito Costa

Por Fernanda Torres
O Globo

O candidato é um ator em eterno teste; uma condição vexatória e desconfortável

O QUE LEVA alguém a se candidatar à Presidência? A ser tão bisbilhotado, ofendido, pesquisado e aviltado? Que papel grandioso é esse cujo ensaio, estreia e temporada custam o fígado do próprio intérprete?

A política é um palco letal, o Coliseu romano da atualidade. Um lugar de ódios milenares, mágoas irreparáveis, conciliações imperdoáveis e, também, do temível ridículo. Eu seria incapaz de atuar sob tamanha pressão.

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26 de maio de 2010

Pedro Pedreira chega à classe média

Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

É interessante a promessa da pré-candidata Dilma na sabatina da CNI: 100% de brasileiros ao menos na classe média. Melhor três refeições por dia que morrer na fila do INSS, claro. Não é muito claro como operar a transformação mas ela pode alegar que o caminho já começou a ser trilhado etc. Falta o resto: diversão e arte (cf. Titãs, “Comida”), poder decisório descentralizado, perspectiva de algum futuro.
O pré-candidato Serra (“aquilo que for, será”, imortal gravação de Doris Day), na mesma sabatina, mostrou que anda vazio até de promessa, a equipe não ajuda. Que está havendo, intelectualidade demo-tucana? Muito bico e pouco cérebro?
A pré-candidata Marina (“meu presente me condena”), ainda no mesmo evento, andou muito tímida no slogan subjacente “posso fazer melhor do mesmo”.
Assim caminha a humanidade. A humanidade somos nós. Estamos mal.
Abraços a todos e todas:

9 de maio de 2010

Meiguice, sempre

Por Tácito Costa

Muitos vão achar loucura, mas quem entrou em campo para “abafar” o fogo e diminuir a quentura em relação à sucessão presidencial foi o próprio presidente da República, ao lado de seu fiel comunicólogo Franklin Martins.

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9 de maio de 2010

Eleições e ilusões

Por Tácito Costa

Por Marcos Coimbra
No Estado de Minas

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem.

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18 de abril de 2010

O que será?

Por Tácito Costa

Por Mino Carta
Na Carta Capital

Proponho um teste: quem pronunciou a seguinte sentença? “Não se deve pensar no Estado da inércia, da improdutividade. O Estado deve ser forte, não obeso. Forte em seu papel de cumprir as funções básicas e ativar o desenvolvimento, a justiça social e o bem-estar da população.” Respostas: a) Karl Marx; b) Antonio Gramsci; c) José Serra; d) Lenin; e) Dilma Rousseff.

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4 de abril de 2010

De paz e amor

Por Tácito Costa

Por Janio de Freitas
FSP

A Dilma que vai surgir das enganações marqueteiras é um mistério; Serra já arquitetou o Serrinha Paz e Amor

O melhor a esperar da campanha que em breve começa, não mais de fato, mas enfim de direito, são duas revelações: Dilma Rousseff tal qual é e José Serra tal qual não é.

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12 de agosto de 2009

Sobre Lina Vieira

Por Daniel

Não questiono seu conhecimento de Lina e sua amizade com ela.
Mas eu já ouvi umas duas ou três histórias de Lina Vieira que são bastante desabonadoras e que me fazem desconfiar da veracidade de suas afirmações. Não pela Dilma. Por Lina mesmo. A mais leve das histórias – e acho que a única que posso publicar – fala de um espírito vingativo acima de qualquer verdade.
Mas acima de tudo, em uma coisa Dilma está mais que certa: o ônus da prova está em quem acusa.
Não acho que a ministra teria motivos para negar o encontro uma vez que o “escândalo” se funda em uma impressão de Lina. Ela entendeu que o suposto pedido da ministra por celeridade na investigação significava que ela queria acabar com ela. A própria Lina diz que Dilma não falou isso explicitamente.
A ministra não precisava negar isso. Sendo verdade, ela não precisava negar, apenas explicar o que quis dizer ao pedir isso à Lina – matava um escândalo no nascedouro. Negar só é justificável se realmente o encontro não aconteceu.