
A principal voz de combate à ditadura de Mianmar será libertada hoje. As autoridades birmanesas aprovaram a libertação da líder oposicionista Aung San Suu Kiy que se encontrava em regime de prisão domiciliar há 15 anos.
Aung San Suu Kiy, conhecida como a “Dama”, por seus seguidores, ganhou em 1991 o Nobel da Paz por sua luta contra o regime ditatorial birmanês e pela democratização daquele país asiático.
Quem “entende” ditaduras, deve ler “Sussurros”
25 de agosto de 2010 às 10:12 | 1 ComentárioPor Elio Gaspari
FSP
Um livro que mostra o cotidiano da Rússia durante o stalinismo, do sonho coletivista ao terror
CHEGOU ÀS LIVRARIAS “Sussurros – A Vida Privada na Rússia de Stálin”, do historiador inglês Orlando Figes, autor de “A Tragédia de um Povo”, de longe a melhor narrativa da Revolução de 1917 e da implantação do bolchevismo.
O título diz tudo, é a história de uma sociedade que viveu aos sussurros. É um livro que serve como advertência para quem “entende” ditaduras. Um pedaço da elite intelectual do século 20 “entendeu” o stalinismo, outro, menor, “entendeu” o maoismo. Ainda hoje há quem “entenda” o castrismo e o regime iraniano.
Depoimento sobre o golpe de 1964
12 de julho de 2010 às 11:45 | 1 ComentárioEnviado por email em resposta ao texto “A farsa das Escolas Militares”. O autor autorizou a divulgação do depoimento. como
Por José Emílio Gomes
Considerando que:
a- diante da retórica dos opositores ao atual governo – note-se, não votei no Lula -, notadamente alguns oficiais reformados das forças armadas, saudosistas do golpe de 64, que, em pleno 2010, voltam com mesmo blá-blá-blá de que quem pensa diferente deles e do establishment anglo-americano é comunista, terrorista, subversivo, etc…;
Os mais pobres fora da pauta
6 de julho de 2010 às 22:34 | ComentarPor Dalmo de Abreu Dallari
Observatório da Imprensa
É muito comum, no Brasil, a utilização da expressão “a Justiça” quando alguém quer referir-se ao Poder Judiciário. Assim, não é raro ouvir-se que um conflito será “decidido pela Justiça”, ou então, que a Justiça “demora muito para dar a palavra final” sobre os conflitos de direitos. Essa identificação do Judiciário com a Justiça, que não é feita somente por leigos, sendo comum também na linguagem dos especialistas da área jurídica, corresponde a uma idealização do papel do Poder Judiciário, que é desejável mas, infelizmente, muitas vezes não se confirma na prática.
Contra homenagem à ditadura (PUCCAMP)
5 de julho de 2010 às 17:34 | ComentarAmigos e amigas:
Recebi mensagem de Caio Navarro Toledo, Professor aposentado da UNICAMP, pedindo que mais pessoas comprometidas com a democracia escrevam e.mails para a PUCCAMP, com a finalidade de cancelar homenagem ainda vigente a Garrastazu Médici nessa instituição de ensino e pesquisa. Reproduzo-a para vocês:
Car@s,
tomo a liberdade de sugerir aos colegas/amiga/os que enviem uma carta à Reitora da PUC Campinas para que tome iniciativas no sentido de que sua Universidade CANCELE a odiosa homenagem que assombra seu campus. Abaixo, segue a carta que acabo de enviar à Magnífica Reitora.
abs,
caio
ps. lembremo-nos de que o CANCELAMENTO da homenagem ao facínora S.P. Fleury, na cidade de São Carlos, várias msgs de acadêmicos, jornalistas, juristas etc tiveram efeitos positivos.
À
Magnífica Reitora reitoria@puc-campinas.edu.br
Prof. Dra. Angela de Mendonça Engelbrecht
Pontifícia Universidade de Campinas
Campinas, SP
Como deve ser de seu conhecimento, uma meritória iniciativa “Pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça” – envolvendo diretamente a Pontifícia Universidade Católica de Campinas – acha-se em curso nos meios acadêmicos e políticos comprometidos com o aprofundamento da democracia política no Brasil.
Por meio desta iniciativa, várias entidades da sociedade civil brasileira solicitam que a “odiosa homenagem” feita pela PUC de Campinas ao general Emilio Garrastazu Médici, em pleno regime militar (15/3/1973), seja definitivamente cancelada.
Tendo em vista o relevante papel que as Universidades católicas brasileiras (com destaque especial à PUC de Campinas e a PUC-SP) desempenharam na luta pela redemocratização do Brasil é uma profunda indignidade e uma visível incongruência a homenagem que a PUC de Campinas ainda presta ao militar que foi um dos maiores responsáveis “pelo endurecimento das perseguições políticas e pela efetiva implementação do nefasto Ato Institucional 5″ que implicou mortes, desaparecimentos forçados e torturas de presos políticos.
Concordando integralmente com o documento que o Centro Acadêmico XVI de Abril, do Núcleo de Preservação da Memória Política, do Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do estado de São Paulo, do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) e do Fórum de Direitos Humanos de Campinas (cf. abaixo) fazem hoje circular pela internet, APELO à essa Reitoria – comprometida com os valores da verdade, da justiça e da democracia – para que atenda as justas reivindicações das entidades acima signatárias.
Respeitosamente,
Caio Navarro de Toledo
Universidade Estadual de Campinas
Campinas, 5 de julho de 2010
A falsa História nas Escolas Militares
17 de junho de 2010 às 8:54 | 2 ComentáriosPor Urariano Mota
Direto da Redação
A reportagem “Livro do Exército ensina a louvar ditadura”, publicada na Folha no último domingo, desperta uma necessidade que vai além desta coluna, porque exige um aprofundamento que misture o jornalismo, a literatura, a história e a vida de quem um dia foi professor.
Por que o Brasil não quer punir torturadores?
7 de junho de 2010 às 18:22 | ComentarPor Leonardo Sakamoto
UOL
Pesquisa do Datafolha divulgada hoje no jornal Folha de S. Paulo mostra que 45% da população é contrária à punição de agentes que torturaram presos políticos durante a ditadura militar contra 40% a favor. Outros 4% são indiferentes e 11% não souberam opinar.
FSP em dia de fúria
7 de junho de 2010 às 8:05 | ComentarAmigos e amigas:
Tomem cuidado no manuseio da FSP de hoje, 7 de junho de 2010! O colunista Pondé, no texto “Sem esperança”, propõe “proibirem professores de pregar o marxismo e toda a bobagem de luta de classes”. O vereador Carlos Apolinário, do DEM, denuncia a ditadura gay.
Pondé não sabe que professores não pregam?
Apolinário não sabe que ditadores não são espancados e mortos nas ruas e nos apartamentos?
Devemos perdoar a profunda ignorância alheia sem deixar que ela nos intimide: estamos diante de representantes do primário muito mal feito. Mas a imprensa precisa lembrar, de vez em quando, que é imprensa, como aconselha um blog aqui ao lado. Será que o diploma universitário em jornalismo, de outrora, ajudava a diminuir esses males? Peço desculpas pelo saudosismo acadêmico mas Pondé e Apolinário me parecem vestígios arqueológicos da Guerra Fria e dos fornos crematórios, sempre assustadores.
Abraços de solidariedade a todos:
O Brasil e o Futebol
4 de junho de 2010 às 14:53 | 2 ComentáriosO Brasil é como dizia Nelson Rodrigues uma pátria de chuteiras. Daqui a poucos dias seremos todos técnicos de futebol. Em 1970 eu estava hospitalizado, o presidente do Brasil Ilmo Sr. Garrastazu Médici, ligava todo o dia para o jogadores para parabenizá-los pelos feitos de uma nação que sangrava.
Fariñas diz que deixaria greve de fome
22 de maio de 2010 às 14:30 | ComentarUOL
Havana, 21 mai (EFE).- O dissidente cubano Guillermo Fariñas disse hoje que deixaria a greve de fome que mantém há 87 dias se o Governo de Cuba libertasse 12 presos políticos mais doentes e desse um prazo para libertar o restante.
Justiça extingue processo contra Ustra
12 de maio de 2010 às 22:49 | 2 ComentáriosSÃO PAULO – O juiz Clécio Braschi, da 8 Vara Federal Cível, extinguiu o processo em que o Ministério Público Federal acusava os militares reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel de violação dos direitos no período em que trabalharam no DOI/Codi nos anos 1970 e 1980.
O MPF acusava os militares de prisão ilegal, tortura, homicídio e desaparecimento forçado de cidadãos e pedia que eles pagassem indenização aos parentes das vítimas e perdessem suas funções públicas.
O juiz considerou improcedente o pedido e alegou que o MPF não poderia ajuizar ação cível para declarar que alguém cometeu crime. Argumentou que não há na Constituição dispositivo que permita o pagamento de indenização a vítimas de tortura. Citou a lei de Anistia, que teve a validade mantida em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 29 de abril.
O Ministério Público pedia na ação que fossem tornadas públicas informações relativas às atividades desenvolvidas no DOI/CODI no período de 1970 a 1985, com a divulgação de nomes de presos, de pessoas torturadas e mortas no órgão.
Braschi alegou que não cabe ao processo levantar fatos históricos. “A sede adequada para essa investigação não é o processo judicial, que não pode ser transformado em uma espécie de inquérito civil interminável”, escreveu o juiz.
O STF de costas para a humanidade
5 de maio de 2010 às 17:58 | ComentarPor Paulo Sérgio Pinheiro
Na FSP
A consagração, pelo STF, da impunidade dos agentes do Estado bandido faz ainda mais urgente a criação de uma comissão da verdade
“ACHO QUE a tortura, em certos casos, torna-se necessária para obter confissões” (frase do general Ernesto Geisel, em depoimento a Maria Celina D’Araújo e Celso Castro).
Assistir à sessão em que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a revisão da Lei da Anistia foi entrar em viagem no tempo que levasse ao ano de 1979 e ali ficássemos imobilizados.
Suicídio institucional
4 de maio de 2010 às 12:04 | ComentarPor Marcos Nobre
Na FSP
O SUPREMO TRIBUNAL Federal conseguiu mais uma vez embrulhar as contradições brasileiras para presente. Decidiu que não lhe cabe interpretar a Lei da Anistia, de 1979. Decidiu que anistia é assunto do Poder Legislativo, não do Judiciário. Ou seja, tomou uma decisão política dizendo que não lhe cabe tomar decisões políticas.
Reflexões sobre a Lei da Anistia
4 de maio de 2010 às 11:31 | Comentar“Tempos difíceis, aqui no Brasil e na Espanha, para os operadores das causas humanitárias. Lógico, também para os familiares dos assassinados, dos desaparecidos e dos torturados ainda vivos”.
A falta da História
2 de maio de 2010 às 12:01 | ComentarPor Janio de Freitas
Na FSP
NA GARANTIA de impunidade dada pelo Supremo Tribunal Federal aos autores de tortura, morte, estupro e desaparecimento de presos na ditadura, o saber jurídico brasileiro não traiu o costume nacional em relação ao crime social ou politicamente forte, mas tratou a História com um desprezo desonroso e fundamental para a decisão.
O roteiro de Golbery
2 de maio de 2010 às 11:13 | 1 Comentário
Por Mino Carta
Na Carta Capital
Parece-me ouvir a gargalhada borbulhante do general Golbery do Couto e Silva enquanto o Supremo Tribunal Federal nega a revisão da Lei da Anistia pedida pela OAB. Golbery é personagem a merecer estudos profundos na qualidade, em primeiro lugar, de imbatível conhecedor da alma dos privilegiados do Brasil. Sem dar-se conta disso, eles se portam conforme o figurino traçado por quem já foi tido como o Merlin do Planalto.
1964 o ano que insiste em ficar
16 de abril de 2010 às 19:02 | 2 ComentáriosPor Maria Inês Nassif
No Valor
O passado recente insiste em se intrometer no presente – e essa é a razão pela qual não se pode dizer que 1964 é um ano que tenha terminado. O livro “O que Resta da Ditadura: a Exceção Brasileira”, organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle (Boitempo Editorial), nega ao passado recente a condição de passado. O que restou está entranhado na vida brasileira. Sua memória transcende os relatos pessoais dos que sofreram nos paus de arara e nas cadeiras do dragão do regime militar – instrumentos de suplício da Inquisição moderna e de sua procura por bruxos subversivos – ou daqueles que viram sumir nas dobras de um regime duro um ente querido. Transcende o indivíduo que sofreu a agressão e não teve direito ao reconhecimento ou ao luto e convive no mesmo espaço que seu algoz, aquele que suprimiu dele o direito ao luto e à memória. Vai além da sociedade que sofreu também uma agressão coletiva e não se livrou de leis, da forma de organização do Estado ou mesmo de um aparato militar moldados à imagem e semelhança do velho regime.
Arquivos da ditadura militar
16 de abril de 2010 às 17:44 | ComentarOAB-RJ lança campanha pela abertura dos arquivos da ditadura militar. Assista depoimentos em vídeos de Fernanda Montenegro e Glória Pires.
Texto defende ditadura no Brasil
16 de abril de 2010 às 9:16 | ComentarNo UOL
Uma das raras pessoas que ficou mais rica com a crise econômica detonada em 2008, o economista Nouriel Roubini divulgou em seu renomado site um texto assinado por um economista brasileiro que defende o retorno do Regime Militar. Para o colunista, um governo nos moldes do exercido entre 1964 e 1985 é a fórmula para o sucesso do país.
Ditadura Militar
11 de abril de 2010 às 21:08 | ComentarMilitares planejavam novo atentado nos moldes do Riocentro, diz ex-chefe do SNI general Newton Cruz.




