﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Substantivo Plural &#187; EUA</title>
	<atom:link href="http://www.substantivoplural.com.br/tag/eua/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.substantivoplural.com.br</link>
	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 20:29:38 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>EUA no Iraque</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/eua-no-iraque/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/eua-no-iraque/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 19:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[iraque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20892</guid>
		<description><![CDATA[
Sete anos e cinco meses de decisões catastróficas
El País/UOL
F. Peregil / J. M. Muñoz
Em Madri (Espanha)
Assim que entraram em Bagdá, os fuzileiros navais amarraram a ponta de uma corda à estátua de Saddam Hussein na Praça do Paraíso e a outra extremidade a um tanque. Esse fato tão simples quanto simbólico foi um dos primeiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Guerra-Iraque-Civis-Fuga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20893" title="Guerra Iraque Civis Fuga" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Guerra-Iraque-Civis-Fuga.jpg" alt="" width="441" height="395" /></a></p>
<p><strong>Sete anos e cinco meses de decisões catastróficas</strong></p>
<p><strong>El País/UOL<br />
F. Peregil / J. M. Muñoz</strong><br />
<strong>Em Madri (Espanha)</strong></p>
<p>Assim que entraram em Bagdá, os fuzileiros navais amarraram a ponta de uma corda à estátua de Saddam Hussein na Praça do Paraíso e a outra extremidade a um tanque. Esse fato tão simples quanto simbólico foi um dos primeiros na série de decisões que causaram efeitos catastróficos no Iraque a partir daquele 9 de abril de 2003.</p>
<p><span id="more-20892"></span>Um soldado americano não pensou em outra coisa senão em cobrir a face da estátua com a bandeira americana. Aquilo não agradou na praça. Em uma cidade de 5 milhões de habitantes, só havia uns cem residentes na praça. Estavam felizes, iam dar pontapés e cuspir na imagem do ditador, mas nem a eles agradou esse alarde de patriotismo americano. Pouco depois outro soldado retirou a bandeira.</p>
<p>&#8220;É muito bom que Saddam tenha partido. Agora, que partam os americanos&#8221;, comentavam muitos moradores da capital iraquiana. Os fuzileiros demoraram meia hora para derrubar a estátua e sete anos e cinco meses para abandonar o país. Os erros, muitos e variados, se sucederam nesse período.</p>
<p>Para começar, permitiram que o caos tomasse conta de Bagdá. Durante três dias os palácios de Saddam foram saqueados. Os carros de luxo, as poltronas, as camas, abajures, talheres&#8230; tudo passou diante do olhar indulgente dos soldados americanos, que talvez dessa forma pretendessem conquistar o apreço da população. Mas ao saque dos palácios seguiram-se os dos postos de gasolina, das grandes lojas, do Teatro Nacional, dos hospitais, das universidades e do Museu Arqueológico, que abrigava peças de mais de 3.000 anos de antiguidade&#8230;</p>
<p>No entanto, o Ministério da Energia, onde era guardado tudo o que se relacionasse às jazidas de petróleo, encontrava-se bem protegido desde o primeiro momento pelos fuzileiros navais.</p>
<p>De repente o Estado desapareceu. Foi também dissolvido o grande partido do regime, o Baath. Precisamente o atual primeiro-ministro, Nuri al Maliki, passou a dirigir o comitê de &#8220;desbaathificação&#8221;. A Guarda Republicana, as forças de elite de Saddam, foi desarticulada. As ruas ficaram nas mãos dos mais violentos. As pessoas procuravam o tenente-coronel Jim Chartier para lhe pedir ordem e tudo o que isso implica: alimentos, eletricidade, telefone, água, segurança. O tenente-coronel dizia que em alguns dias tudo voltaria à normalidade.</p>
<p>Missão impossível, uma vez que o Estado estava desmantelado. Sobretudo porque muitas medidas aprovadas por Paul Bremer, encarregado da Autoridade Provisória da Coalizão &#8211; uma espécie de governo de transição antes da transmissão formal, embora limitada, da soberania para um Executivo iraquiano em junho de 2004 -, revelaram-se quase delirantes. Aprovar uma lei para a proteção de desenhos de microchips não parecia uma prioridade para os iraquianos.</p>
<p>Em 1º de maio de 2003, o presidente George W. Bush declarou o fim das operações militares. Mas elas continuaram por vários anos. E o pior ainda estava por vir. Em 14 de dezembro, pouco depois do meio-dia, começaram a se ouvir tiros para o ar em Bagdá. Três horas depois era anunciada a captura na véspera de Saddam Hussein. A enorme alegria demonstrada por xiitas e curdos se chocava com a tristeza de muitos iraquianos, pelo menos na capital do país e nas áreas de população sunita, no centro do Iraque.</p>
<p>Saddam tinha sido detido no dia 13 em um casebre a poucos quilômetros ao sul de Tikrit, sua cidade natal. Um exemplar do romance &#8220;Crime e Castigo&#8221;, de Fiodor Dostoievski, estava sobre um catre no covil em que ele dormia. Quando o ditador escutava o ruído de veículos militares ou recebia o aviso de seus protetores, escondia-se em um buraco sob a terra de 1,50 metro de largura por 80 cm de altura. Um pequeno ventilador lhe permitia respirar.</p>
<p>Então, com o ex-ditador nas mãos dos militares americanos, adotou-se outra decisão que não caiu bem para muitos iraquianos: divulgar o exame médico de Saddam Hussein. O doutor examinava a dentadura do ditador, de barba longa e despenteado. Poucos dias antes, o ministro da Justiça iraquiano apresentava o tribunal que julgaria Saddam. Manteve-se em vigor a pena de morte e se rejeitou a formação de um tribunal internacional. Ele foi enforcado em 30 de dezembro de 2006. O vídeo de sua execução também foi publicado.</p>
<p>Em maio de 2004 também foram divulgadas as fotos das torturas sofridas por prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, outro golpe devastador para a imagem das tropas ocupantes. Em 2006, depois da explosão de uma importante mesquita xiita na cidade de Samarra, se desencadeou uma crua guerra civil entre xiitas e sunitas. Durante alguns anos a descoberta de cadáveres assassinados pelos métodos mais selvagens &#8211; vários ocidentais já tinham sido degolados por seguidores da Al Qaeda &#8211; deixou de ser notícia.</p>
<p>E as armas de destruição em massa que o regime de Saddam Hussein supostamente possuía, o principal argumento empregado pelo governo Bush para iniciar a guerra, jamais apareceram.</p>
<p><em>Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/eua-no-iraque/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Afeganistão: quadro sem retoques (1)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/afeganistao-quadro-sem-retoques-1/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/afeganistao-quadro-sem-retoques-1/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 17:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20196</guid>
		<description><![CDATA[The Guardian &#8211; Vi o Mundo
A névoa da guerra é excepcionalmente densa no Afeganistão. No momento em que se dissipa, como hoje, com a publicação, pelo Guardian, de excertos de relatos secretos de militares dos EUA, revela-se paisagem muito diferente daquela a que nos habituamos.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>The Guardian &#8211; Vi o Mundo</strong></p>
<p>A névoa da guerra é excepcionalmente densa no Afeganistão. No momento em que se dissipa, como hoje, com a publicação, pelo Guardian, de excertos de relatos secretos de militares dos EUA, revela-se paisagem muito diferente daquela a que nos habituamos.</p>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/afeganistao-documentos-antes-secretos-revelam-conflito-brutal.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/afeganistao-quadro-sem-retoques-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Inveja de Vênus</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/inveja-de-venus/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/inveja-de-venus/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 21:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20178</guid>
		<description><![CDATA[Simon Tisdall
Para o Foreign Policy &#8211; Estadão

Europa e EUA vão precisar mais e mais um do outro. Eis um casamento tempestuoso
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Simon Tisdall<br />
Para o Foreign Policy &#8211; Estadão<br />
</strong></p>
<p>Europa e EUA vão precisar mais e mais um do outro. Eis um casamento tempestuoso</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,inveja-de-venus,585605,0.htm" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/inveja-de-venus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Washington e a América Latina</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/washington-e-a-america-latina/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/washington-e-a-america-latina/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 21:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[South of the Border]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19340</guid>
		<description><![CDATA[Por Mark Weisbrot
The Guardian &#8211; Vi o Mundo
No filme “Guantanamera”, o último do renomado diretor cubano Tomás Gutiérrez Alea, o mito de criação iorubá é apresentado como metáfora para as dificuldades em provocar mudanças. Nesse mito, os humanos eram inicialmente imortais, mas o resultado é que os velhos acabavam sufocando os jovens, e assim a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/washington-ainda-sem-entender-o-que-acontece-na-america-latina.html" target="_blank"><strong>Por Mark Weisbrot<br />
The Guardian &#8211; Vi o Mundo</strong></a></p>
<p>No filme “Guantanamera”, o último do renomado diretor cubano Tomás Gutiérrez Alea, o mito de criação iorubá é apresentado como metáfora para as dificuldades em provocar mudanças. Nesse mito, os humanos eram inicialmente imortais, mas o resultado é que os velhos acabavam sufocando os jovens, e assim a morte teve de ser criada.</p>
<p><span id="more-19340"></span>Aqui em Washington, muitas vezes só a morte ou aposentadoria permitem a possibilidade de mudança — e ainda assim as instituições permanecem imortais e muitas vezes imutáveis. Em nenhum outro lugar isso é mais verdadeiro que no establishment de política externa.</p>
<p>Nas últimas semanas eu visitei cinco países e participei de numerosos eventos que cercaram o lançamento recente de um documentário — como Guantanamera, “South of the Border” também é um road movie — que Oliver Stone dirigiu e eu escrevi com Tariq Ali. Retornando a Washington, a grande distância que separa a elite da política externa dos Estados Unidos da vasta maioria de seus vizinhos ao Sul nos atinge como um choque cultural.</p>
<p>Para as pessoas dessa elite, as mudanças históricas que varreram a América Latina — especialmente a América do Sul — na última década são vistas através das lentes da mentalidade da Guerra Fria que julga toda mudança em termos de como ela afeta o poder dos Estados Unidos na região.</p>
<p>Jorge Castañeda é um ex-ministro das relações exteriores do México que ensina na Universidade de Nova York e se tornou um porta-voz na mídia para o establishment de política externa de Washington. Em um recente artigo, ele divide o continente entre “aqueles que são neutros no confronto entre Estados Unidos e o presidente venezuelano Hugo Chávez (e Cuba), ou que se opõem abertamente aos assim chamados governos ‘bolivarianos’ da Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela”, que ele rotula de “Americas-2″ e “esquerda radical”.</p>
<p>Para Castañeda, como para a secretária de Estado Hillary Clinton, é particularmente irritante que “tão recentemente quanto em 7 de junho, os países bolivarianos foram capazes de evitar o restabelecimento de Honduras à Organização dos Estados Americanos, apesar das eleições essencialmente livres e justas que foram realizadas em novembro passado”.</p>
<p>Mas não foram apenas os “paises bolivarianos” que não aceitaram eleições realizadas sob ditadura como “livres e justas”. O Brasil, a Argentina e governos representando a maior parte do hemisfério estão no mesmo campo. Na verdade, quando o Grupo do Rio divulgou sua declaração em novembro de 2009 dizendo que a imediata restituição de Mel Zelaya era uma condição necessária para o reconhecimento das eleições, mesmo os governos de direita aliados de Obama — Colômbia, Peru e Panamá — se sentiram obrigados a apoiar.</p>
<p>O golpe de Honduras, promovido por aliados dos Estados Unidos e por oficiais treinados pelos Estados Unidos contra um presidente eleito democraticamente, foi um marco nas relações entre Washington e a América Latina. Foi mais ou menos um ano atrás, em 28 de junho, que a esperança de que o governo Obama trataria seus vizinhos ao Sul de forma diferente do que fazia o time de Bush, foi destruída.  Enquanto o confidente e assessor dos Clinton, Lanny Davis, aconselhava e fazia lobby em nome do regime golpista, o governo Obama fez tudo o que pôde para ajudar a ditadura sobreviver e se legitimar.</p>
<p>Isso apesar de resoluções unânimes da OEA e das Nações Unidas pedindo o “restabelecimento imediato e incondicional” do presidente Zelaya, duas palavras que o governo Obama nunca pronunciou, assim como ignorou por mais de cinco meses os assassinatos, o fechamento de órgãos da mídia e outras violações maciças de direitos humanos que tornaram o “livres e justas” das eleições de novembro em Honduras uma piada doentia. A União Europeia e a Organização dos Estados Americanos nem mesmo mandaram observadores.</p>
<p>Mas com Washington ainda lutando para legitimar o governo hondurenho — apesar do assassinato de dezenas de ativistas políticos e de nove jornalistas desde que o governo “eleito” assumiu o poder — é típico retratar essa tentativa como uma luta contra governos “inimigos” em vez de uma disputa com a maior parte da região. O que essas pessoas não podem reconhecer, ou talvez nem mesmo entendam, é que se trata de uma questão de independência e autodeterminação, assim como de democracia.</p>
<p>Michele Bachelet do Chile e Lula da Silva do Brasil ficaram tão revoltados quanto os governos “Americas 2″ quando o governo Obama decidiu em agosto passado expandir sua presença em sete bases militares na Colômbia. E foi Felipe Calderón, o presidente direitista do México, que sediou a conferência de fevereiro em Cancún que decidiu criar uma nova organização para as Américas, que poderia eventualmente substituir a OEA, sem Estados Unidos e Canadá. O papel dos Estados Unidos e do Canadá ao bloquear medidas mais fortes da OEA contra a ditadura de Honduras sem dúvida jogou um papel motivador nessa medida.</p>
<p>Naturalmente, Washington tem o poder de tornar sua visão de Guerra Fria em relação ao hemisfério parecer meio real, ao adotar medidas de tratamento especial para governos mais à esquerda. Na Bolívia, a eleição de Evo Morales causou mudanças análogas ao fim do apartheid na África do Sul, com a maioria indígena do país ganhando voz em seu governo pela primeira vez em 500 anos. Seria o caso de imaginar que o governo Obama teria senso comum no cérebro para entrar do lado certo nesta questão. Mas não, eles continuam a aplicar sanções comerciais impostas inicialmente pelo governo Bush contra a Bolívia sob o assim chamado Andean Trade Promotion and Drug Eradication Act (ATPDEA), retiraram a certificação da Bolívia como país que coopera com a Guerra contra as Drogas e continuam a não informar quem exatamente os Estados Unidos financiam na Bolívia — isto é, quais grupos de oposição — com dinheiro do Departamento de Estado.</p>
<p>Tive o privilégio de assistir “South of the Border” em um estádio com mais de 6 mil pessoas em Cochabamba, Bolívia, algumas semanas atrás. Num momento do filme Evo Morales conta a história de Tupac Katari, um líder indígena que lutou contra os colonizadores espanhóis no século 18. Evo relembra as últimas palavras de Tupac Katari, antes dele ser esquartejado pelos espanhóis: “Morro como um, mas voltarei como milhões”.</p>
<p>Evo então olha para a câmera e diz: “Agora somos milhões”.</p>
<p>Ao contrário do que acontece em Washington, toda pessoa que estava naquele estádio sabia exatamente o que Evo queria dizer.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/washington-e-a-america-latina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os amantes da guerra e o Nobel da Paz</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/os-amantes-da-guerra-e-o-nobel-da-paz/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/os-amantes-da-guerra-e-o-nobel-da-paz/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 11:34:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[obama]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19327</guid>
		<description><![CDATA[Por Paulo Nogueira
UM LIVRO NOVO sobre guerra lançado nos Estados Unidos provoca debates e reflexões. O autor, Evan Thomas, é editor da revista Newsweek, e o livro se chama “The War Lovers”.  Os apaixonados pela guerra, é como eu traduziria.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Paulo Nogueira</strong></p>
<p>UM LIVRO NOVO sobre guerra lançado nos Estados Unidos provoca debates e reflexões. O autor, Evan Thomas, é editor da revista Newsweek, e o livro se chama “The War Lovers”.  Os apaixonados pela guerra, é como eu traduziria.</p>
<p><a href="http://colunas.epoca.globo.com/pelomundo/2010/06/29/os-amantes-da-guerra-e-o-nobel-da-paz-de-teddy-roosevelt-a-barack-obama/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/os-amantes-da-guerra-e-o-nobel-da-paz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Erik Prince, o homem da Blackwater</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/erik-prince-o-homem-da-blackwater/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/erik-prince-o-homem-da-blackwater/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 12:35:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Blackwater]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19316</guid>
		<description><![CDATA[Adam Ciralsky, Vanity Fair
Vi o Mundo
Erik Prince, recentemente indiciado como membro ativo de um programa de ‘assassinatos seletivos’ da CIA, ganhou notoriedade como presidente da empresa-gigante de segurança privada Blackwater, empresa que é hoje objeto de investigação federal acusada de suborno, julgamento privado e tortura de cinco ex-empregados, com julgamento marcado para o mês de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Adam Ciralsky, Vanity Fair<br />
Vi o Mundo</strong></p>
<p>Erik Prince, recentemente indiciado como membro ativo de um programa de ‘assassinatos seletivos’ da CIA, ganhou notoriedade como presidente da empresa-gigante de segurança privada Blackwater, empresa que é hoje objeto de investigação federal acusada de suborno, julgamento privado e tortura de cinco ex-empregados, com julgamento marcado para o mês de julho. Em movimento que visa a responder aos que o criticam, o milionário ex-fuzileiro de grupo de elite da marinha dos EUA convida o jornalista para acompanhá-lo até o coração de sua empresa, nos EUA e no Afeganistão, para mostrar o papel que tem na guerra dos EUA contra o terror.</p>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/vanity-fair-empresario-soldado-espiao.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/erik-prince-o-homem-da-blackwater/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A guerra desembestada</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-desembestada/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-desembestada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 12:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19261</guid>
		<description><![CDATA[Norman Solomon
Huffington Post &#8211; Vi o Mundo
Traduzido por Caia Fittipaldi
Troca-se o motorista, com o carro está derrapando. Trocam-se os generais, Petraeus assume o comando geral no Afeganistão; e o esforço de guerra dos EUA prossegue, só carnificina e futilidade.
Nas entrelinhas, tudo já estava escrito. Horas antes de o general Stanley McChrystal apresentar-se ao presidente Obama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Norman Solomon<br />
Huffington Post &#8211; Vi o Mundo</strong><em><br />
<strong>Traduzido por Caia Fittipaldi</strong></em></p>
<p>Troca-se o motorista, com o carro está derrapando. Trocam-se os generais, Petraeus assume o comando geral no Afeganistão; e o esforço de guerra dos EUA prossegue, só carnificina e futilidade.</p>
<p><span id="more-19261"></span>Nas entrelinhas, tudo já estava escrito. Horas antes de o general Stanley McChrystal apresentar-se ao presidente Obama na 4ª-feira, o New York Times noticiava que “a fuzilaria está sendo alimentada por dúvidas crescentes – também entre os militares –, sobre se é possível vencer no Afeganistão, ao mesmo tempo em que encolhe o apoio da população àquela guerra de nove anos; e cresce como nunca o número de mortos norte-americanos.”</p>
<p>Pouca diferença faz agora, para McChrystal, que os jornais tanto tenham falado dos seus hábitos pessoais espartanos (praticamente nem come nem dorme), da energia física (corre freneticamente) e dos sucessos acadêmicos (lê História) e militares. Não há indivíduo insubstituível.</p>
<p>McChrystal é estrela cadente há muito tempo. Alguns dias antes de a matéria de Rolling Stone acelerar a queda repentina dos píncaros da glória de fazedor de guerras, Joe Klein, com a sabedoria convencional do Time Magazine, já não usava meias palavras, ao avaliar os resultados obtidos por McChrystal: “Seis meses depois de Barack Obama ter anunciado sua nova estratégia para o Afeganistão em discurso em West Point, a estratégia continua em sinuca [ing. stymied].”</p>
<p>Essas expressões, “em sinuca” e “num beco sem saída” [ing. stalemate], têm sido frequentemente usadas em referência à guerra do Afeganistão. O que de modo algum significa que os militares norte-americanos considerem a retirada.</p>
<p>Walter Cronkite usou a expressão “beco sem saída” em famoso comentário, aos telespectadores da rede CBS, em fevereiro de 1968, pela rede CBS, quando disse que já era impossível, para os EUA, vencer a guerra do Vietnã. “Temos nos frustrado já vezes demais pelo otimismo dos líderes norte-americanos, no Vietnã e em Washington, para continuar acreditando nos tons prateados que eles veem até nas nuvens mais escuras” – disse Cronkite.</p>
<p>E continuou: “Já parece impossível não ver que a sangrenta experiência do Vietnã acabará num beco sem saída.”</p>
<p>Vendo ou não vendo o beco sem saída, a guerra dos EUA no Vietnã prosseguiu por outros cinco anos depois daquele comentário, gerando horrores e mais horrores indizíveis em escala vastíssima.</p>
<p>Como milhares de outros ativistas norte-americanos, tenho alertado para a escalada da guerra do Afeganistão já há muito tempo. Cresceu a oposição à guerra, mas a situação hoje não é muito diferente da que descrevi em artigo de 9/12/2008: “Há, implícita na panaceia receitada pelos especialistas em política externa nos EUA, uma fé monolítica na massiva capacidade do Pentágono para produzir violência e infligir sofrimento. E o eco responde: a guerra do Afeganistão bem vale o preço que outros pagarão.”</p>
<p>Os eventos mais recentes refletem as regras não escritas que regem os comandos militares: tudo bem, se você quiser aprofundar uma matança horrenda. Mas nem pense em falar mal do comandante-em-chefe!</p>
<p>Fato é que os aspectos mais profundos do artigo “The Runaway General” [O general desembestado] da revista Rolling Stone pouco têm a ver com o general. O ponto de partida é – ou deveria ser – que a guerra dos EUA no Afeganistão é desastre sem solução; por mais que sejam insaciáveis os argumentos dos militares que aumentam, dia a dia, o desastre.</p>
<p>“Em vez de iniciarem a retirada ano que vem, como Obama prometeu, os militares insistem em levar adiante aquela campanha de contraguerrilha, e cada vez maior” – lê-se em Rolling Stone. E “a contraguerrilha só conseguiu criar demanda perpétua pelo único produto primário que os militares sempre têm para vender: guerra perpétua.”</p>
<p>Há um tom lamentoso e sombriamente patético nas últimas palavras do editorial do New York Times que chegou aos lares e gabinetes poucas horas antes de o general enfrentar o comandante-em-chefe: “Seja o que for que decida fazer com o General McChrystal, é indispensável que o presidente Obama assuma imediatamente o controle de sua política para o Afeganistão.”</p>
<p>Como inúmeros outros veículos de mídia em todo o país, o conselho editorial do Times continua agarrado ao sonho da guerra antiguerrilhas universal comandada pelos EUA. (…)  Houve furiosa discussão sobre a demissão de um general desembestado terminal. Mas falta ainda, desesperadamente, por fim àquela guerra desembestada.</p>
<p><strong><em>O artigo original, em inglês, pode ser lido dando um Google em: From Great Man to Great Screwup: Behind the McChrystal Uproar</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-desembestada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A crise no Oriente Médio</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-3/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-3/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 11:43:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18751</guid>
		<description><![CDATA[Sanções contra o Irã: inúteis, além de contraproducentes

Robert Dreyfuss, The Nation – Traduzido por Caia Fittipaldi
No Vi o Mundo
A votação, no Conselho de Segurança da ONU hoje, para impor uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear iraniano – os três blocos de sanções impostas antes foram aprovados sob pressão do presidente Bush e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sanções contra o Irã: inúteis, além de contraproducentes<br />
</strong></p>
<p><strong>Robert Dreyfuss, The Nation – Traduzido por Caia Fittipaldi<br />
No Vi o Mundo</strong></p>
<p>A votação, no Conselho de Segurança da ONU hoje, para impor uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear iraniano – os três blocos de sanções impostas antes foram aprovados sob pressão do presidente Bush e de seu governo, com destaque para o embaixador John Bolton – são claro sinal de que o presidente Obama não tem ideia alguma sobre o que fazer sobre o Irã.</p>
<p><span id="more-18751"></span>Todos ouviremos muita conversa vinda da turba conservadora anti-Irã e do próprio governo Obama, sobretudo do Departamento de Estado, sobre essa suposta grande vitória. Todos ouviremos, sobretudo, dos degoladores-do-Irã, da claque neoconservadora e do próprio Departamento de Estado, que as sanções seriam resultado do brilhante esforço de Obama e do Departamento de Estado para ‘dobrar’ Rússia e China. Eles dirão que Obama conseguiu isolar o Irã e persuadir Moscou e Pequim a aprovar novas sanções contra o Irã.</p>
<p>De fato, a verdade é bem outra: Rússia e China conseguiram que as sanções que venham a ser impostas pelo CSONU signifiquem rigorosamente nada. E, claro, já aconteceu também com o presidente Bush, três vezes.</p>
<p>Apesar da abordagem à cowboy da implantação de uma hegemonia unilateral em guerras distantes, Bush, ele também, obteve apoio de russos e chineses, nas três vezes em que o CSONU votou sanções contra o Irã entre 2006 e 2008.</p>
<p>Declaração autocongratulatória do escritório do Departamento de Defesa na ONU – quer dizer, da lojinha de Susan Rice – observa que os EUA “continuam abertos ao diálogo” com o Irã. Em seguida, lista nada menos de 14 novas sanções, ou as antigas ‘reforçadas’, impostas ao Irã pela Resolução n. 1.929 do CSONU.</p>
<p>A verdade é que nenhuma das sanções sanciona coisa alguma, de importante. Não há sequer uma sanção “incapacitante”. Nenhuma sanção toca, nem de longe, nas importações de petróleo e gasolina . Nenhuma sanção tem qualquer coisa a ver com a economia real do Irã. Nenhuma contribui para persuadir, compelir ou aterroriza o Irã, ou o empurra na direção de ter de alterar sua política nuclear. (O fato de as sanções serem fraquíssimas e sem significado algum é consequência direta de Rússia e China terem imposto a exigência de que nenhuma sanção causasse impacto ou sofrimento à população iraniana.)</p>
<p>Então, segundo o Departamento de Estado, as sanções impostas pela Resolução n. 1.929 proíbem investimentos (no Irã) em programas nucleares e de mísseis; fecha o acesso do Irã a fabricantes de várias armas convencionais; impedem que o Irã tenha acesso à tecnologia de mísseis balísticos; dão às nações direito de inspecionar navios que levem carga ao Irã; tornam as empresas IEISL de navegação e aviação objetos-alvo de “vigilância” ampliada; e incluem várias medidas relacionadas a finanças, por exemplo, uma conclamação a todas as nações para que “proíbam, em seus países, novas relações bancárias com o Irã, inclusive a constituição de novos ramos de bancos iranianos, joint ventures e correspondentes relacionamentos bancários, nos casos em que haja qualquer vínculo suspeito de proliferação”.</p>
<p>Em resposta, o Irã fingirá que está muito ofendido. Mas o Irã sabe perfeitamente que as sanções não passam de declaração política.</p>
<p>Claro que o Irã está infeliz por nem Rússia nem China terem agido para impedir completamente a votação, ou por não terem vetado, a Resolução n. 1.929. Mas todos (Irã, Rússia e China) sabem que as sanções absolutamente não farão o que se diz que farão.</p>
<p>O presidente Ahmadinejad viajará à China imediatamente, visita presidencial, para visitar Xangai, onde provavelmente se reunirá com o presidente Hu Jintao. E o Irã já reuniu-se essa semana na Turquia, com turcos e russos. Não que tudo esteja azul entre o Irã e seus aliados asiáticos: em troca de Moscou e Pequim terem votado a favor das sanções, o Irã considera boicotar o encontro da Shanghai Cooperation Organization – a protoaliança asiática que une Rússia, China e vários países da Ásia Central, e na qual o Irã tem status de “observador”. De qualquer modo, Rússia e China de modo algum permitirão que os EUA imponham novas penalidades ao Irã. Os iranianos sabem disso. (…) Anteontem, Putin disse, em declaração pública, que “O Conselho de Segurança não criará nenhuma dificuldade para a liderança e para o povo do Irã.”</p>
<p>Brasil e Turquia votaram contra a Resolução n. 1.929. No início desse mês, Brasil e Turquia engajaram-se em brilhante esforço diplomático para persuadir o Irã a manter os termos do acordo de outubro de 2009, construído com os EUA em Genebra, e apenas ligeiramente modificado. Os EUA não estão contentes com Brasil e Turquia, porque veem (acuradamente) que o esforço diplomático foi meio para deter o frenesi de sanções. Hillary Clinton não dará sinais de amor imorredouro pelo Brasil e pela Turquia. Aliás, já começaram: em insulto calculado a Brasil e Turquia, os EUA disseram hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) que o esforço diplomático foi má ideia. Segundo o Los Angeles Times:</p>
<p>“Os EUA disseram à IAEA e aos inspetores da ONU, na 5ª-feira que o esforço de Brasil e Turquia para resolver o impasse sobre o programa nuclear iraniano ignorou importantes preocupações internacionais.”</p>
<p>Os neoconservadores, claro, fingirão que estão felicíssimos. Fingimento, porque os neoconservadores mais venenosos, como Bolton, jamais se interessaram por sanções e cansaram-se de repetir que as sanções são inúteis e sem sentido e que não deterão o Irã. E o grupo dos ‘inspetores nucleares’ neoconservadores – do grupo United Against Nuclear Iran (UANI) – lançou documento, instantes depois de as sanções serem aprovadas, sem festejar e exigindo muito mais (…).</p>
<p>Fato é que a resolução tornará ainda mais difícil, não mais fácil, alcançar-se qualquer solução para o programa nuclear iraniano. Quanto mais o Irã for provocado e acossado, mais difícil qualquer negociação, sem dar, ao público interno, a impressão de ceder.</p>
<p>Obama, esse, é quem mais perdeu. Para o presidente que tentou abrir uma porta de diálogo com o Irã, a Resolução n. 1.929 é como um monumento ao fracasso. Se se excluiu a opção militar, é preciso escolher entre contenção e diplomacia para um Irã pós-nuclear. Nessa escolha, as sanções são irrelevantes. Mas têm o grave inconveniente de tornar a diplomacia muito mais difícil.</p>
<p>Para o governo Obama, o máximo que se pode dizer é que servirão para ganhar algum tempo; e ajudarão a cozinhar os alucinados do Congresso que exigem todos os dias embargo naval; e os lunáticos conservadores que querem que Obama bombardeie, bombardeie, bombardeie, até reduzir a pó, o Irã. Infelizmente, o presidente Obama, até aqui, só fez encorajar esses alucinados e esses lunáticos.</p>
<p><em>O artigo original, em inglês, pode ser lido em: Iran Sanctions: Not Just Useless but Counterproductive</em></p>
<p>**********</p>
<p><strong>O método, em Israel</strong></p>
<p><strong>Por Pepe Escobar<br />
“The Roving Eye”, Asia Times Online<br />
No Vi o Mundo</strong></p>
<p>Por que Israel, em operação deliberada e metódica, planejada com uma semana de antecedência* – segundo declarações de altos comandantes israelenses, falando em hebraico, dias antes do ataque –, atacou barco civil, desarmado, em operação humanitária, e que viajava sob bandeira de Comoros? (Diferente da Turquia, Comoros é signatária do Estatuto de Roma da Corte Criminal Internacional de Justiça, que tem competência para julgar crimes de guerra cometidos contra barcos dos estados-membros.)</p>
<p>Por que os fuzileiros israelenses atiraram contra nove ativistas desarmados, para matar, com balas calibre 9mm à queima-roupa, entre os olhos, na testa, na parte detrás da cabeça, no peito, nas costas e nas pernas – inclusive contra um cidadão dos EUA? (A lista final de mortos pode chegar a 15, porque ainda há seis ativistas desaparecidos; a rádio do exército de Israel falou de 16 mortos na 2ª-feira pela manhã, logo depois do ataque ao Mavi Marmara, parte da Flotilha da Liberdade.)</p>
<p>Como Israel pensaria que se safaria dessa, apenas com censurar vídeos e fotos – e depois se safaria outra vez apenas por recusar qualquer investigação por comissão internacional independente, que examinaria o incidente e a posterior manipulação do noticiário?</p>
<p>Por que, pensando em termos geopolíticos, Israel declararia guerra de facto a toda a comunidade internacional – dos países muçulmanos, aos membros da OTAN e a toda a opinião pública internacional?</p>
<p>Haverá aí mero “governo disfuncional”, como Bradley Burston escreveu no diário israelense Ha’aretz? E, estrategicamente falando, haverá método nessa loucura? Ou o método é só a loucura?</p>
<p>Medo. Muito medo.</p>
<p>Pode haver resposta muito simples a todas essas questões: medo.</p>
<p>Consideremos as possíveis motivações dos israelenses. Um dos motivos chaves para que Israel atacasse a flotilha humanitária seria mandar “um sinal” à Turquia sobre o acordo nuclear mediado por Turquia e Brasil, para troca de combustível nuclear do Irã – dado que o sucesso do acordo pôs por águas abaixo a ideia de ataque militar contra o Irã. Interessa a Israel que haja conflito aberto entre Washington e Teerã – o que implica usar o lobby israelense em Washington para sabotar o semidesejo do presidente Obama de encontrar algum tipo de acordo com Teerã para seu programa de enriquecimento de urânio.</p>
<p>Israel deseja uma Turquia fraca – fora do circuito tanto do Oriente Médio quanto da União Europeia (UE). A Turquia é poder emergente regional chave, hoje com boas relações com os vizinhos. A Turquia é chave para os EUA: 70% de tudo que abastece as tropas norte-americanas no Iraque chega até elas pela base de Incirlik na Turquia. Há soldados turcos fazendo a guerra (que é dos EUA) no Afeganistão. Para não falar que a Turquia – em palavras do próprio Obama – é ponte vital entre o Ocidente e o mundo muçulmano.</p>
<p>A Casa Branca produziu resposta frouxa, “Os EUA lamentam profundamente as mortes e os feridos, e trabalha para compreender as circunstâncias que cercaram essa tragédia”. Foi sinal de Washington, dirigido à Turquia, de que a mediação de Turquia e Brasil no acordo de troca de combustível nuclear não é exatamente bem-vinda. (…)</p>
<p>Mas, por mais que Israel deseje ver a Turquia às voltas com problemas imensos tanto com a Síria como com a Grécia, além de já enfrentar a difícil questão interna dos curdos, Ankara absolutamente não está tremendo de medo, ante a “mensagem” dos israelenses. Em termos de poder militar convencional, a Turquia é força superior a Israel e, não bastasse, é importante aliada de EUA e OTAN.</p>
<p>Outro motivo chave dos israelenses é minar e, de fato, trabalhar para abortar, quaisquer negociações produtivas de paz com palestinos e sírios – e tirar a Turquia do campo de jogo. A Turquia está muito profundamente envolvida na tragédia dos palestinos. Há tempos trabalha para aproximar os partidos Fatah e Hamás. Motivo crucial, dos israelenses, parece ser sabotar qualquer iniciativa de paz liderada pelos turcos para resolver o problema palestino – o que inclui a necessidade crucial de o Oriente Médio ser desnuclearizado – o que é anátema para a Israel jamais declarada, mas nem por isso menos, nuclear.</p>
<p>Amarrando tudo isso, há o elemento crucial do próprio medo. Hoje, as antes mitificadas invencíveis Forças de Defesa de Israel [ing. Israeli Defense Forces (IDF), o exército de Israel] já combateram contra o Hezbollah no Líbano em 2006 e contra o Hamás em Gaza em 2008. Sabem o que lhes custou enfrentar a dura realidade de que seus tanques são vulneráveis aos foguetes lança-granadas russos; sabem que seus barcos são vulneráveis aos mísseis do Hezbollah comprados da China. E não há dúvidas de que, a qualquer momento, seus aviões estarão vulneráveis aos mísseis terra-ar S-300 russos.</p>
<p>O novo eixo que está surgindo</p>
<p>O Curdistão iraquiano é hoje virtualmente independente – como Washington desejava. Israel é robustamente ativo em todos os pontos do Curdistão iraquiano. Ao mesmo tempo, os EUA apóiam ativamente os separatistas do Partido Trabalhista Curdo, que tem base no Iraque, na Anatólia Oriental, tanto quanto apóiam os separatistas do Partido Vida Livre do Curdistão [ing. Party of Free Life of Kurdistan (PJAK)] no Irã, e os separatistas curdos na Síria. Os estrategistas militares turcos dedicaram-se exaustivamente a analisar esses desenvolvimentos cruciais.</p>
<p>Conclusão dos turcos: a OTAN não é exatamente a panaceia dos sonhos turcos. E resolveram focar o Oriente Médio.</p>
<p>Assim se chegou ao pesadelo perfeito dos israelenses. O novo eixo no Oriente Médio está constituído: Turquia, Irã e Síria. Antes, eram só Irã e Síria. E não há quem conteste a legitimidade histórica dessa trindade, porque aí se unem os xiitas iranianos, a Síria secular e a Turquia sunita pós-otomanos.</p>
<p>Há inúmeros efeitos colaterais fascinantes dessa fertilização de todos por todos – como mais de um milhão de iraquianos, muitos dos quais muito bem educados, que encontram vida nova na Síria. Mas o efeito mais notável desse eixo é que detonou a velha lógica do ‘divide e governe’ do colonialismo ocidental, imposta ao Oriente Médio por mais de um século. O destino da Turquia pode não estar firmemente conectado à Europa e seus medos que, afinal de contas, não quer abraçar a Turquia; a Turquia prepara-se para voltar à liderança do mundo muçulmano.</p>
<p>A vida do novo eixo não vai ser fácil. Operações clandestinas dos EUA já tentaram desestabilizar o governo sírio do presidente Bashar al-Assad – sem sucesso. O mesmo se diga da ação secreta da CIA na província do Cistão-Baluquistão no sudeste do Irã, tentando desestabilizar o governo de Teerã. E os mesmos ‘comandos’ mascarados (nem sempre) e clandestinos (sempre) trabalham para impor nova ditadura militar na Turquia. Mas enquanto a secretária de Estado ia-se tornando cada dia mais vociferante, Assad, Hassan Nasrallah do Hezbollah e o presidente Ahmadinejad do Irã reuniram-se em fevereiro na Síria e organizaram a parceria.</p>
<p>Detalhe crucial, a Rússia saltou para dentro desse barco, para ocupar o vácuo gerado pelos EUA. O presidente Dmitry Medvedev já esteve em Ankara e Damasco e posicionou-se claramente a favor da reconciliação entre Fatah e Hamas, e pela criação de um Estado palestino funcional, que existirá ao lado de Israel.</p>
<p>Até o comandante geral do Comando Central dos EUA, general David (“estou-me posicionando para 2012”) Petraeus já teve de admitir publicamente que Israel, aliado estratégico dos EUA,  – tornara-se carga demasiadamente pesada a pesar nas costas dos objetivos estratégicos dos EUA, por causa da colonização sempre buscada da Palestina e do bloqueio imposto a Gaza.</p>
<p>A Rússia, por seu lado, apóia o novo eixo político-econômico de Turquia-Síria-Irã. Preparam-se agora as leis necessárias para permitir viagens sem exigência de vistos, entre Ankara e Moscou. As empresas russas Rosatom e Atomstroyexport estão concluindo a construção da usina nuclear iraniana em Bushehr; estará pronta em agosto. Estão também discutindo a construção de outras usinas; e já têm apalavrado um acordo para construir uma usina nuclear na Turquia, negócio de 20 bilhões de dólares (no qual a Síria também tem interesse). As empresas de gás Stroitransgaz e Gazprom levarão gás sírio até o Líbano – porque Israel impede que o Líbano extraia seu gás de reservas submarinas consideráveis. A Rússia está em movimento. Em breve, Teerã receberá os mísseis S-300 pelos quais já pagou. E a Síria, em breve, terá nova base naval.</p>
<p>No Oleoduto-stão, Rússia e Turquia são irmãs em armas. A Rússia construirá oleoduto crucialmente importante, de Samsun a Ceyhan, para levar o petróleo russo do Mar Negro ao Mediterrâneo. Não bastasse, a Turquia está a um passo de conectar-se ao gasoduto russo South Stream – o que, sim, será desafio ao enrolado empreendimento de Nabucco, apoiado por EUA e UE.</p>
<p>A Rússia – como a Turquia – também quer o Oriente Médio completamente desnuclearizado, o que implica desnuclearizar Israel. Assunto que será discutido na Agência Internacional de Energia Atômica.</p>
<p>Assim se explica que Israel tenha muito medo do novo eixo Turquia, Síria e Irã, tanto quanto teme o apoio russo àquele eixo. Está nascendo um novo Oriente Médio, no qual só há um lugar para Israel: o isolamento.</p>
<p>A estratégia “de cachorro louco” de Israel – concebida pelo ex-líder militar Moshe Dayan – não é exatamente um exercício de integração. Até Anthony Cordesman, conhecido analista centristas e ícone do establishment no Center for Strategic and International Studies, publicou ensaio essa semana, sob o título “Israel as a Strategic Liability?” [port. “Israel como risco estratégico?”[1]].</p>
<p>É possível que Washington “Grande Irmão” continue – eternamente – cega a tudo isso; mas se você for Estado e escolher estratégia que o torna parente próximo da África do Sul no crepúsculo do apartheid – e em momento, vale lembrar, que Israel tentava vender armas atômicas àquele governo de apartheid – nem adianta perdermos tempo com procurar método na sua loucura. É só loucura.</p>
<p><strong><em>Pepe Escobar recebe e-mails em pepeasia@yahoo.com .</em></strong></p>
<p><em>* Sobre a preparação do ataque israelense à Flotilha de Gaza, ver também Norman G. Finkelstein: “Israel is now a lunatic state”, entrevista (com vídeo) a Nadezhda Kevorka, RT (ex-Russia Today), 31/5/2010, [http://mrzine.monthlyreview.org/2010/finkelstein310510.html]. Aqui, transcrição de trecho da entrevista, apresentada em vídeo:</em></p>
<p><em>Norman G. Finkelstein: “O que aconteceu à Flotilha de Gaza não foi acidente. É preciso não esquecer que o gabinete israelense trabalhou, em reunião permanente, ao longo de toda a semana que antecedeu ao ataque. Todos os ministros discutiram e deliberaram sobre como enfrentar a questão da flotilha. Houve inúmeras matérias na imprensa israelense, inúmeras sugestões, inúmeras recomendações sobre o que fazer. No final do dia, optaram por um ataque noturno, por uma unidade de fuzileiros do serviço de contraterrorismo da Marinha (…).”</em></p>
<p><em> [1] 2/6/2010, em http://csis.org/publication/israel-strategic-liability</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil e EUA divergem sobre Honduras</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-e-eua-divergem-sobre-honduras/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-e-eua-divergem-sobre-honduras/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 13:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18698</guid>
		<description><![CDATA[UOL
Violações de direitos humanos prosseguem em Honduras, afirma Comissão da OEA.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>UOL</strong></p>
<p>Violações de direitos humanos prosseguem em Honduras, afirma Comissão da OEA.</p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/06/08/violacoes-de-direitos-humanos-prosseguem-em-honduras-afirma-comissao-da-oea.jhtm" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-e-eua-divergem-sobre-honduras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desastre ambiental nos EUA</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/desastre-ambiental-nos-eua/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/desastre-ambiental-nos-eua/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 02:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desastre Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Golfo do México]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18674</guid>
		<description><![CDATA[Ecossistema no Golfo do México levará anos para se recuperar da maré negra.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/desastre-ambiental.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18673" title="desastre ambiental" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/desastre-ambiental.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a>Ecossistema no Golfo do México levará anos para se recuperar da maré negra.</p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/06/07/ecossistema-no-golfo-do-mexico-levara-anos-para-se-recuperar-da-mare-negra.jhtm" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/desastre-ambiental-nos-eua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os riscos da governança global</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/os-riscos-da-governanca-global/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/os-riscos-da-governanca-global/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 18:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18544</guid>
		<description><![CDATA[Há dois anos, o National Intelligence Council (NIC) dos EUA publicou o relatório &#8220;Tendências Globais 2025&#8243;, incluindo cenário no qual o Brasil atua como mediador em situações de crise no Oriente Médio e na Ásia para &#8220;ajudar a reconstituir o tecido internacional&#8221;, num desempenho diplomático &#8220;que os EUA não podiam igualar naquelas circunstâncias&#8221;.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dois anos, o National Intelligence Council (NIC) dos EUA publicou o relatório &#8220;Tendências Globais 2025&#8243;, incluindo cenário no qual o Brasil atua como mediador em situações de crise no Oriente Médio e na Ásia para &#8220;ajudar a reconstituir o tecido internacional&#8221;, num desempenho diplomático &#8220;que os EUA não podiam igualar naquelas circunstâncias&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-fim-do-monopolio-diplomatico-das-grandes-potencias" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/os-riscos-da-governanca-global/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Políticos ocidentais, covardes&#8230;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/politicos-ocidentais-covardes/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/politicos-ocidentais-covardes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 02:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza. Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>
		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18478</guid>
		<description><![CDATA[
Por Robert Fisk
The Independent, UK, tradução de Caia Fittipaldi (Vi o Mundo)

Políticos ocidentais, covardes demais para ajudar a salvar vidas
Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.
Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/israel.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-18479" title="israel" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/06/israel-510x287.jpg" alt="" width="510" height="287" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Robert Fisk</strong><br />
<strong>The Independent, UK, tradução de Caia Fittipaldi (Vi o Mundo)<br />
</strong></p>
<p><em><strong>Políticos ocidentais, covardes demais para ajudar a salvar vidas</strong></em></p>
<p>Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.</p>
<p>Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e a guerra do Líbano de 2006 (1.006 mortos) e todas as outras guerras e, agora, a matança da madrugada da 2a.-feira significam que o mundo afinal decidiu rejeitar o mando de Israel? Não esperem tanto. Mas, sim, algo aconteceu.</p>
<p><span id="more-18478"></span>Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – que o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.</p>
<p>De fato, não, não é só mais uma estatística.</p>
<p>Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – atacaram Berlim. Uma população esfaimada (nossos inimigos, havia apenas três anos) estavam cercados por exército brutal, os russos, que haviam cercado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.</p>
<p>Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. Os senhores Attlee e Truman sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.</p>
<p>Hoje? Gente comum – europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto – sim, sim, santo Deus! Sobreviventes dos nazistas! –, os que decidiram viajar até Gaza, porque seus políticos e governantes os abandonaram, falharam, fracassaram.</p>
<p>Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da 2ª-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Sr. Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas… E Cameron? E Clegg?</p>
<p>Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.</p>
<p>Mas é fato irrecusável de que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por quê? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?</p>
<p>Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.</p>
<p>E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.</p>
<p>Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Cabnerra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas moradias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo, a Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?</p>
<p>Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.</p>
<p>Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos não têm o que dizer, hoje. Só os políticos estão calados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/politicos-ocidentais-covardes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Brian Reynolds Myers</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/entrevista-com-brian-reynolds-myers/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/entrevista-com-brian-reynolds-myers/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 May 2010 22:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Coréia do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18347</guid>
		<description><![CDATA[
Até onde iriam os EUA para evitar um conflito armado entre o Norte e o Sul?
Os EUA fariam tudo, dentro do possível, para evitar uma guerra. Mas, se começar um combate entre as Coreias próximo à Linha de Limite do Norte, por exemplo, os americanos não podem impedir o confronto.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kim-sung.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-18348" title="kim sung" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/kim-sung-510x425.jpg" alt="" width="327" height="272" /></a></strong></p>
<p><strong>Até onde iriam os EUA para evitar um conflito armado entre o Norte e o Sul?</strong></p>
<p>Os EUA fariam tudo, dentro do possível, para evitar uma guerra. Mas, se começar um combate entre as Coreias próximo à Linha de Limite do Norte, por exemplo, os americanos não podem impedir o confronto.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,nacionalismo-no-sangue,558557,0.htm" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/entrevista-com-brian-reynolds-myers/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A fúria nas zonas industriais dos EUA</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-furia-nas-zonas-industriais-dos-eua/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-furia-nas-zonas-industriais-dos-eua/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 12:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Chomsky]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18262</guid>
		<description><![CDATA[Por Noam Chomsky
Vi o Mundo
Em 18 de fevereiro, Joe Stack, um engenheiro de computação de 53 anos de idade, suicidou-se chocando seu pequeno avião contra um edifício em Austin, Texas, destruindo um escritório do Serviço de Arrecadação Fiscal (IRS, na sua sigla em inglês), matando outra pessoa e ferindo várias mais no ato.
Stack deixou um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/noam-chomsky-e-a-furia-dos-trabalhadores-das-zonas-industriais-dos-eua.html" target="_blank"><strong>Por Noam Chomsky<br />
Vi o Mundo</strong></a></p>
<p>Em 18 de fevereiro, Joe Stack, um engenheiro de computação de 53 anos de idade, suicidou-se chocando seu pequeno avião contra um edifício em Austin, Texas, destruindo um escritório do Serviço de Arrecadação Fiscal (IRS, na sua sigla em inglês), matando outra pessoa e ferindo várias mais no ato.</p>
<p><span id="more-18262"></span>Stack deixou um manifesto contra o governo que explicava suas ações. A história começa quando ele era um adolescente que vivia na penúria em Harrisburg, Pensilvânia, próximo ao coração do que alguma vez foi um grande centro industrial.</p>
<p>Sua vizinha, uma octogenária que sobrevivia com alimento para gatos, era a viúva de um operário metalúrgico aposentado. Seu esposo trabalhara toda a sua vida nas fundições do centro da Pensilvânia, confiante nas promessas das grandes empresas e do sindicato de que, por seus 30 anos de serviço, teria uma pensão e assistência médica durante sua aposentadoria.</p>
<p>“Em vez disso, foi um dos milhares que não receberam nada porque a incompetente administração das fundições e o sindicato corrupto (para não mencionar o governo) incursionaram em seus fundos de pensões e roubaram sua aposentadoria. O único que ela tinha para viver era a seguridade social”.</p>
<p>Poderia haver acrescentado que os muito ricos e seus aliados políticos prosseguem tratando de acabar com a seguridade social.</p>
<p>Stack decidiu que não poderia confiar nas grandes empresas e que empreenderia seu próprio caminho, só para descobrir que tampouco poderia confiar num governo ao qual não lhe interessava as pessoas como ele, mas só os ricos e privilegiados; ou em um sistema legal no qual “há duas ‘interpretações’ de cada lei, uma para os muito ricos e outra para todos nós”.</p>
<p>O governo nos deixa com “a piada que chamamos de sistema de saúde estadunidense, incluídas as companhias farmacêuticas e de seguros (que) estão assassinando dezenas de milhares de pessoas ao ano”, pois racionam a assistência, em grande medida, com base na riqueza e não na necessidade.</p>
<p>Stack remonta a origem destes males a uma ordem social na qual “um punhado de rufiões e saqueadores podem cometer atrocidades impensáveis… e quando é a hora de que sua fonte de dinheiro fácil se esgote sob o peso de sua cobiça e de sua estupidez opressora, a força de todo o governo federal não tem dificuldade de acudir em sua ajuda em questão de dias, se não é de horas”.</p>
<p>O manifesto de Stack termina com duas frases evocadoras: “O credo comunista: de cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade. O credo capitalista: que cada um dê segundo sua ingenuidade, que cada um receba segundo sua cobiça”.</p>
<p>Estudos comovedores das zonas industriais abandonadas dos Estados Unidos revelam uma indignação comparável entre os indivíduos que foram deslocados à medida que os programas corporativo-estatais fecham fábricas e destroem famílias e comunidades.</p>
<p>Uma aguda sensação de traição se percebe nas pessoas que aceditavam que haviam cumprido seu dever com a sociedade num pacto moral com as empresas e o governo, só para descobrirem que foram instrumentos do lucro e do poder.</p>
<p>Existem semelhanças assombrosas na China, a segunda maior economia do mundo, investigada pela especialista da UCLA Ching Kwan Lee.</p>
<p>Lee comparou a indignação e o desespero da classe operária nos descartados setores industriais dos Estados Unidos com o que ela chama de a zona industrial da China: o centro industrial socialista estatal no nordeste, agora abandonado pelo desenvolvimento da zona de rápido crescimento no sudeste.</p>
<p>Em ambas as regiões, Lee encontrou protestos laborais maciços, mas de diferentes características. Na zona industrial abandonada, os operários expressam a mesma sensação de traição que suas contrapartes nos EUA; em seu caso, a traição dos princípios maoístas de solidariedade e dedicação ao desenvolvimento da sociedade que eles consideravam um pacto social, só para descobrir que, fosse o que fosse, agora é uma amarga fraude.</p>
<p>Em todo o país, vintenas de milhões de milhões de trabalhadores separados de suas unidades de trabalho “estão embargados por uma profunda sensação de insegurança” que engendra “fúria e desespero”, escreve Lee.</p>
<p>O trabalho de Lee e estudos da zona industrial abandonada dos Estados Unidos deixam claro que não deveríamos subestimar a profundidade da indignação moral que radica por trás da amargura furiosa, a miúdo autodestrutiva, em relação ao governo e ao poder empresarial.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o movimento populista chamado Tea Party – e mais ainda nos círculos mais amplos a que chega – reflete o espírito da desilusão. O extremismo antifiscal do Tea Party não é tão imediatamente suicida como o protesto de Joe Stack, mas não obstante é suicida.</p>
<p>Atualmente, a Califórnia é um exemplo dramático. O maior sistema público de educação superior do mundo está sendo desmantelado.</p>
<p>O governador Arnold Schwarzenegger diz que terá que eliminar os programas estatais de saúde e de assistência social, a menos que o governo federal aporte uns 7.000 milhões de dólares. Outros governadores estão se unindo a ele.</p>
<p>Enquanto isso, um poderoso movimento recente pelos direitos dos estados está demandando que o governo federal não se meta em nossos assuntos, um bom exemplo do que Orwell chamou “duplo pensar”: a capacidade de ter em mente duas ideias contraditórias quando se acredita em ambas, praticamente um lema de nossos tempos.</p>
<p>A situação da Califórnia é o resultado, em grande parte, de um fanatismo antifiscal. É muito similar em outras partes, inclusive em subúrbios ricos.</p>
<p>Alentar o sentimento antifiscal tem caracterizado a propaganda empresarial. As pessoas devem ser doutrinadas para odiar e temer o governo por boas razões: dos sistemas de poder existentes, o governo é o único que, a princípio e ocasionalmente de fato, responde ao público e pode restringir as depredações do poder privado.</p>
<p>Entretanto, a propaganda antigovernamental deve ser matizada. As empresas, por suposto, favorecem um Estado poderoso que trabalhe para as instituições multinacionais e financeiras, e inclusive as resgate quando destroem a economia.</p>
<p>Mas, num exercício brilhante de duplo pensamento, as pessoas são levadas a odiar e temer o déficit. Dessa forma, os sócios das empresas em Washington poderiam acordar a redução de benefícios sociais e direitos como a seguridade social (mas não os resgates).</p>
<p>Ao mesmo tempo, as pessoas não deveriam opor-se ao que, em grande medida, está criando o déficit: o crescente orçamento militar e o sistema de assistência médica privatizado completamente ineficiente.</p>
<p>É fácil ridiculizar como Joe Stack e outros como ele expressam suas inquietações, mas é muito mais apropriado compreender o que está por trás de suas percepções e ações numa época em que as pessoas com verdadeiros motivos de queixa estão sendo mobilizadas em formas que representam um grande perigo para elas mesmas e para os outros.</p>
<p><em><strong>*Noam Chomsky é professor emérito de linguística e filosofia no Instituto Tecnológico de Massachusetts, em Cambridge, Massachusetts.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-furia-nas-zonas-industriais-dos-eua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um acordo e seis verdades</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/um-acordo-e-seis-verdades/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/um-acordo-e-seis-verdades/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 May 2010 14:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18187</guid>
		<description><![CDATA[Por José Luís Fiori
Valor Econômico
&#8220;A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria o Brasil no cenário mundial.&#8221; O Globo, 16 de maio de 2010, p. 38.
Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Luís Fiori<br />
Valor Econômico</strong></p>
<p><em>&#8220;A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria o Brasil no cenário mundial.&#8221; O Globo, 16 de maio de 2010, p. 38.</em></p>
<p>Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é sabido, quarenta e oito horas depois da assinatura do Acordo, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU, uma nova rodada de sanções ao Irã, junto com a Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia.</p>
<p><span id="more-18187"></span>Apesar da rapidez dos acontecimentos, já é possível decantar algumas verdades no meio da confusão: 1) A iniciativa diplomática do Brasil e da Turquia não foi uma &#8220;rebelião da periferia&#8221;, nem foi um desafio aberto ao poder americano. Neste momento, os dois países são membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e desde o início contaram com o apoio e o estímulo de todos os cinco membros permanentes. Além disso, as diplomacias brasileira e turca estiveram em contato permanente com os governos desses países durante a negociação. A Turquia pertence à OTAN, e abriga em seu território armas atômicas norte-americanas. E o presidente Lula recebeu carta de estímulo do presidente Barack Obama, duas semanas antes da assinatura da visita de Lula, e a secretária de Estado norte-americana declarou &#8211; na véspera do Acordo &#8211; que se tratava da &#8220;última esperança&#8221; de solucionar de forma diplomática a &#8220;questão nuclear iraniana&#8221;.</p>
<p>2) O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pela secretária de Estado americana depois de sucessivas concessões à Rússia e à China. E, além disso, criou uma nova realidade que já escapou ao controle dos Estados Unidos e seus aliados, e do Brasil e Turquia.</p>
<p>3) A reação americana contra o Acordo foi rápida e ágil, mas o preço que os Estados Unidos pagarão pela sua posição contra esta iniciativa pacifista será muito alto. Perdem autoridade moral dentro das Nações Unidas e perdem credibilidade entre seus aliados do Oriente Médio, com a exceção de Israel, por razões óbvias. E já agora, passe o que passe, o Brasil e a Turquia serão uma referência ética e pacifista, em todos os desdobramentos futuros deste contencioso.</p>
<p>4) Existe consenso que a estrutura de governança mundial estabelecida depois da II Guerra Mundial, e reformulada depois do fim da Guerra Fria, já não corresponde à configuração do poder mundial. Está em curso uma mudança na distribuição dos recursos do poder global, mas não se trata de um processo automático, e dependerá muito da capacidade estratégica e da ousadia dos governos envolvidos nesse processo de transformação. O Oriente Médio faz parte da zona de segurança e interesse imediato da Turquia, mas no caso do Brasil, foi a primeira vez que interveio numa negociação longe de sua zona imediata de interesse regional, envolvendo uma agenda nuclear, e todas as grandes potências do mundo. A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potência global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França e, também, com relação aos países do Bric.</p>
<p>5) O acordo seguirá sendo a melhor chance para prevenir um conflito militar em todo o Oriente Médio. As sanções em discussão são fracas, já foram diluídas, não são totalmente obrigatórias, e não atingirão a capacidade de resistência iraniana. Pelo contrário, se foram aprovadas e aplicadas, liberarão automaticamente o governo do Irã de qualquer controle ou restrição, diminuirão o controle norte-americano e da AIEA, acelerarão o programa nuclear iraniano e aumentarão a probabilidade de um ataque israelense. Porque os Estados Unidos já estão envolvidos em duas guerras, e não é provável que a OTAN assuma diretamente esta nova frente de batalha, a despeito do anti-islamismo militante, dos atuais governos de direita, da Alemanha, França e Itália.</p>
<p>6) Por fim, o jornal &#8220;O Globo&#8221; foi quem acertou em cheio, ao prever &#8211; com perfeita lucidez &#8211; na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/um-acordo-e-seis-verdades/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil agiu certo com Irã</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-agiu-certo-com-ira/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-agiu-certo-com-ira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 13:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo do Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[Thierry Coville]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=18038</guid>
		<description><![CDATA[No Terra, via Blog do Nassif
Com uma análise favorável à postura do Brasil face ao bloqueio das negociações sobre o programa nuclear iraniano, o pesquisador Thierry Coville, do Instituto de Relação Internacionais e Estratégicas (Iris), de Paris, aposta que nenhuma sanção econômica faria o Irã mudar de posição. No entender de Coville, a atitude do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ThierryCOVILLE.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-18039" title="ThierryCOVILLE" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ThierryCOVILLE-199x300.jpg" alt="" width="133" height="201" /></a>No Terra, via Blog do Nassif</strong></p>
<p>Com uma análise favorável à postura do Brasil face ao bloqueio das negociações sobre o programa nuclear iraniano, o pesquisador Thierry Coville, do Instituto de Relação Internacionais e Estratégicas (Iris), de Paris, aposta que nenhuma sanção econômica faria o Irã mudar de posição. No entender de Coville, a atitude do Brasil e da Turquia de dialogarem com o presidente Mahmoud Ahmadinejad deveria ter sido parabenizada com unanimidade e representa um passo importante na retomada das negociações.</p>
<p>O especialista, que estuda o Irã há mais de 20 anos e é autor de dezenas de obras sobre o país, considera essa via pelas sanções “um caminho perigoso” já que, na ineficácia da punição, a única alternativa que restaria aos ocidentais seria a via militar.</p>
<p><strong><span id="more-18038"></span>Terra – As potências nucleares (G5+1) se posicionaram favoráveis à ação do Brasil, mas isso não impediu que os Estados Unidos entrassem com um projeto de resolução prevendo sanções ao Irã. Afinal, o que esses países querem?</strong></p>
<p>Thierry Coville – Não sei exatamente. É verdade que estamos um pouco chocados com a incoerência que os países do G5+1 demonstraram ao longo da semana. Me parece que a única resposta que a comunidade internacional está encontrando ¿ ou ao menos estes seis países ¿ é de querer aplicar as sanções.</p>
<p><strong>Terra – Eles cansaram de negociar?</strong></p>
<p>As explicações para isso são várias. Primeiro, os Estados Unidos estão negociando essa questão há muito tempo com os europeus, os chineses e os russos e haviam finalmente conseguido convencê-los a adotar sanções. Agora, os americanos querem capitalizar estes esforços, sem levar em conta qualquer outro tipo de avanço. Isso significa que eles não querem “queimar” a imagem deste esforço todo e, para isso, preferiram não reconhecer a abertura que este acordo mediado pelos governos brasileiro e turco poderia representar. Outro fator, mais perigoso, é que a comunidade internacional pode estar voltando atrás e querendo mais do que queria antes em relação ao Irã. Podemos compreender que os países do G5+1 mudaram de estratégia de negociação e agora, ao contrário do que aconteceu em outubro do ano passado nas negociações de Genebra, eles decidiram que não querem mais que o Irã possa enriquecer urânio. Podemos dizer que se instalou um certo radicalismo da parte do G5+1. E um terceiro fator é que o governo americano começa a entrar em processo de campanha para as eleições do Congresso e não quer desapontar o seu público interno. O Congresso já vinha preparando sérias sanções ao Irã, então o governo pode estar jogando com as sanções mais leves para não desapontar os americanos. A ideia é de não dar a impressão de fraqueza face ao Irã, de não ser compreensivo demais. O Congresso e o Senado poderiam querer exigir sanções ainda mais graves se nada for feito agora.</p>
<p><strong>Quais as consequências dessas sanções econômicas e comerciais que estão sendo discutidas agora?</strong></p>
<p>O risco é que, aplicadas as sanções, os iranianos não queiram nunca mais ceder em nada. Se, quando eles cedem, eles recebem em troca este tipo de resposta, por que eles cederiam mais?</p>
<p><strong>Terra – Lula afirmou que os países do G5+1 não aceitam mais nenhuma outra alternativa a não ser as sanções. Você concorda?</strong></p>
<p>É exatamente isso. É um cenário de absoluto radicalismo pela parte do Ocidente. Hoje, eles agem como se a conferência de Genebra jamais tivesse existido porque o discurso é: ou vocês param completamente de enriquecer urânio ou haverá sanções. O fato é que estamos retornando à estaca zero nesta negociação, um ponto que já sabemos que não avança porque o Irã se acha no direito de ter o seu programa nuclear. A conferência de Genebra visava a sair deste impasse.</p>
<p><strong>Ainda existe alguma chance de se evitar as sanções?</strong></p>
<p>Eu ainda confio na inteligência dos protagonistas (risos). Me parece que este acordo Irã-Brasil-Turquia, mesmo se não é perfeito, representa um primeiro passo para se sair do impasse, restabelecendo um mínimo de confiança e retomando as negociações. Mas se as sanções são aplicadas, a reação normal do Irã vai ser de apertar ainda mais na queda de braço, nos levando para aquele velho caminho sem saída.</p>
<p><strong>Terra – O que significa o papel que o Brasil desempenhou nesta negociação? O Brasil pode querer ser um negociador internacional de peso ou ainda é cedo para isso?</strong></p>
<p>Não, de forma alguma. Mas não se pode esquecer que, por trás desta questão do programa nuclear, existe uma tensão entre Irã e Estados Unidos que já dura mais de 30 anos. Os dois países vivem em estado de quase guerra há muito tempo. No final das contas, se transformou em um afrontamento entre o Irã e o Ocidente. A ação de novos intermediários, como a Turquia ¿ um grande país muçulmano ¿ e o Brasil ¿ um grande país emergente, que além do mais tem o seu próprio programa nuclear e tem o direito de enriquecer urânio ¿ pode permitir restabelecer a confiança entre as duas partes. Os países emergentes podem desempenhar um papel de ponte: adquirindo a confiança do Irã e, do outro lado, mantendo a confiança dos grandes países desenvolvidos. O papel destes países, portanto, pode se transformar em fundamental para resolver esse tipo de questões. O paradoxo é que os países industrializados chamam a colaboração dos emergentes e depois dizem “não, mudamos de ideia”.</p>
<p><strong>Terra – Os países ricos estão prontos a aceitar novos negociadores nas questões-chave da política internacional?</strong></p>
<p>Existem áreas mais suscetíveis para que isso aconteça. A questão nuclear é uma delas porque estava bloqueada. O esquema do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi definido após a Segunda Guerra Mundial e agora vivemos um outro esquema. Os países europeus e os americanos ainda não sabem como lidar com isso. Ficam se perguntando: “mas sempre fomos nós! Nós sempre decidimos tudo sem perguntar a opinião de mais ninguém”.</p>
<p><strong>Terra – Você acha que a atitude do Brasil foi mais positiva ou negativa para a sua imagem no exterior?</strong></p>
<p>No meu ponto de vista, foi certamente positiva. Em uma negociação que estava bloqueada, deveria haver uma unanimidade em parabenizar a iniciativa destes dois países que permitiu de reabrir uma porta e restabelecer um pouco de confiança neste problema todo. Além do mais, ninguém sabe se as tais sanções vão funcionar. Todos os anos, quando se fala de sanções, os países que as defendem são incapazes de dizer se elas serão eficazes. Eu acho que elas não funcionariam.</p>
<p><strong>Terra – Você não acha que a ação do Brasil poderá despertar a desconfiança do G5+1 face ao país, que afinal acabou dialogando de perto com um Estado dito “inimigo”?</strong></p>
<p>Não, não acho. Eu acho que o descontentamento contra o Irã é tão grande que os países ocidentais entram em uma estratégia em que eles perderam o controle. A política de sanções é muito perigosa, porque se o braço de ferro continua, Irã tem todos os meios de dizer simplesmente “não, vamos continuar a enriquecer urânio”. E neste caso os países ocidentais vão se dar conta, daqui a um ano, de que as sanções não adiantaram de nada. Então eles terão de encontrar uma outra solução. Ou seja, estamos adicionando tensão a um problema que já é tenso o suficiente. Quanto mais tenso fica, mais difícil é de voltar atrás.</p>
<p><strong>Terra – E qual seria o passo seguinte?</strong></p>
<p>Só restaria a opção militar. Eu acho que a iniciativa brasileira e turca dá novamente um caminho de negociação que já estava esquecido. Como vai se dizer que as sanções são o melhor caminho se o Irã acaba de fazer concessões a um novo mediador?</p>
<p><strong>Terra – Você acha que, no fundo, o que os países do G5+1 querem é de fato uma intervenção militar?</strong></p>
<p>É difícil de prever e ninguém pode dizer. Mas, para mim, está claro que este tipo de sanções que eles estão prevendo não vão jamais fazer o Irã mudar de ideia. Eu acho que estamos entrando direto em uma via bem perigosa. Tenho a impressão de que os governos ocidentais gastaram tanta energia convencendo os chineses e os russos sobre a política de sanções que eles esqueceram de refletir sobre eficácia dessa política.</p>
<p><strong>Terra – Você acha que a ação do Brasil pode ter consequências na sua relação com os Estados Unidos?</strong></p>
<p>Acho que existe um certo constrangimento americano pelo fato de o Brasil e Turquia, dois aliados deles, terem colocado o nariz naquele que sempre foi um domínio reservado deles (americanos). Como existe essa tensão histórica entre o Irã e os Estados Unidos, pode-se compreender o nervosismo dos americanos quando dois países que não vivem esse histórico chegam e desbloqueiam a situação desta forma. Eles perturbaram, de certa forma, um caminho em direção às sanções que já estava previsto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/brasil-agiu-certo-com-ira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os interesses de cada um na questão iraniana</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/os-interesses-de-cada-um-na-questao-iraniana/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/os-interesses-de-cada-um-na-questao-iraniana/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 May 2010 13:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17947</guid>
		<description><![CDATA[Por Gustavo Chacra
Estadão
Alguns dividem o mundo em blocos, como Ocidente, mundo islâmico, africanos, latinos e outras denominações raciais e geográficas. Outros preferem ver o mundo como um conjunto de Estados nacionais, onde cada nação defende os seus próprios interesses ou, em alguns casos, do regime que a governa.
A segunda linha tende a fazer mais sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Gustavo Chacra<br />
Estadão</strong></p>
<p>Alguns dividem o mundo em blocos, como Ocidente, mundo islâmico, africanos, latinos e outras denominações raciais e geográficas. Outros preferem ver o mundo como um conjunto de Estados nacionais, onde cada nação defende os seus próprios interesses ou, em alguns casos, do regime que a governa.</p>
<p><span id="more-17947"></span>A segunda linha tende a fazer mais sentido e explicaria, por exemplo, a aliança da Alemanha com o Japão na Segunda Guerra, dos alemães com os Otomanos na Grande Guerra ou de Cuba com a União Soviética na Guerra Fria. Também facilita o entendimento do conflito pelas Malvinas/Falklands entre ingleses e argentinos em 1982.  A questão iraniana também pode ser explicada através do realismo. Basta pegar alguns dos personagens principais e entender.</p>
<p>EUA – Até hoje, os americanos são traumatizados pela tomada da Embaixada em Teerã, quando eclodiu a Revolução Islâmica. Também ligam, apesar da falta de provas conclusivas, os iranianos aos atentados contra os marines e a Embaixada em Beirute, no início dos anos 1980. Estas imagens se consolidaram na cabeça da população americana. Sem falar que o judaísmo, nos EUA, com seus cerca de 6 milhões de seguidores, desfruta de enorme simpatia. E ninguém tolera Mahmoud Ahmadinejad questionando o Holocausto. Portanto, os EUA temem um Irã nuclear.</p>
<p>IRÃ &#8211; Os iranianos, especialmente os que estão no poder, guardam rancor dos americanos pela derrubada Mohammed Mossadegh, eleito democraticamente premiê iraniano nos anos 1950, derrubado do poder em golpe patrocinado pela CIA. Posteriormente, os EUA apoiaram a sanguinária ditadura do xá Reza Pahlevi. Atualmente, o regime de Teerã viu os EUA invadirem e matarem centenas de milhares de pessoas nos seus dois vizinhos – a oeste no Iraque, a leste, no Paquistão. Obviamente, o Irã pretende ter a capacidade de desenvolver a bomba atômica para se defender.</p>
<p>OS OUTROS &#8211; E temos os coadjuvantes. A Rússia tem negócios com o Irã, mas passou a enxergá-los como rivais no mercado de gás para a Europa e mudou a sua posição sobre sanções. Antes, os russos controlavam o setor. Agora, os iranianos fizeram um acordo para construir um gasoduto através da Turquia. Desta forma, também dá para entender a posição dos turcos, que, além disso, buscam ampliar a sua posição no Oriente Médio. A China preferia o Irã intacto, mas os EUA ofereceram vantagens em determinados pontos das relações econômicas com Pequim, que aceitou uma nova resolução. Israel também teme o Irã por motivos não muito diferentes dos EUA, assim como a França e a Inglaterra.</p>
<p>BRASIL &#8211; O Brasil tem interesses comerciais com os iranianos. Mas isso apenas não explicaria a posição brasileira. O governo considera hipócrita a política nuclear dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que possuem armas atômicas e tentam, ainda assim, intensificar as inspeções em países como o Brasil no novo Tratado de Não Prolirefaração (TNP).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/os-interesses-de-cada-um-na-questao-iraniana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sanções:&#8217;bofetada na diplomacia dos emergentes&#8217;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/sancoesbofetada-na-diplomacia-dos-emergentes/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/sancoesbofetada-na-diplomacia-dos-emergentes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 13:39:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17888</guid>
		<description><![CDATA[BBC/O GLOBO
Um editorial do jornal britânico &#8220;The Guardian&#8221; afirma que a resolução proposta pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU prevendo sanções contra Teerã é uma &#8220;bofetada nos esforços de negociação&#8221; das potências emergentes.
O texto defende o acordo negociado na segunda-feira por Brasil e Turquia com o Irã. Para o jornal, o entendimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>BBC/O GLOBO</strong></p>
<p>Um editorial do jornal britânico &#8220;The Guardian&#8221; afirma que a resolução proposta pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU prevendo sanções contra Teerã é uma &#8220;bofetada nos esforços de negociação&#8221; das potências emergentes.</p>
<p><span id="more-17888"></span>O texto defende o acordo negociado na segunda-feira por Brasil e Turquia com o Irã. Para o jornal, o entendimento turco-brasileiro é &#8220;o mais perto que chegamos até agora do início de uma resolução&#8221; para a questão nuclear iraniana.</p>
<p>Por isso, diz o &#8220;Guardian&#8221;, &#8220;a proposta de resolução (promovida pelos EUA) pode ser interpretada como uma bofetada das grandes potências nos esforços de negociação de outros países. Mas, em um mundo multipolar, Barack Obama não pode simplesmente fazer isso.&#8221;</p>
<p>&#8220;A Turquia está emergindo como uma importante potência diplomática no Oriente Médio. Turquia e Brasil, o outro mediador do acordo, são membros não-permanentes do Conselho de Segurança e signatários do tratado de não-proliferação. O Japão, igualmente, compartilha o comprometimento de encontrar uma solução diplomática neste impasse com o Irã. Juntas, essas nações assumiram o papel de mediadores honestos abandonados pelo Reino Unido, a França e a Alemanha.&#8221;</p>
<p>Melindre</p>
<p>A questão suscitou artigos incisivos nesta quarta-feira em diversos jornais estrangeiros. Na França, o matutino &#8220;Le Figaro&#8221; se pergunta por que a manobra iraniana &#8220;uniu as grandes potências&#8221; em torno da resolução americana, incluindo países tradicionalmente contrários às sanções, como Rússia e China.</p>
<p>&#8220;A realidade é que a Rússia e a China não gostaram nem um pouco que o Brasil e a Turquia se permitissem fazer um acordo nuclear com Teerã sem se dar ao trabalho de consultar Moscou e Pequim de antemão&#8221;, opina o jornal.</p>
<p>&#8220;Chocados por uma diplomacia turco-brasileira tão desenvolta no conteúdo quanto na forma, os chineses e russos cederam (à proposta americana).&#8221;</p>
<p>Já alguns dos principais jornais americanos fizeram duras críticas ao Brasil e à Turquia por patrocinar o acordo com o Irã.</p>
<p>O &#8220;The New York Times&#8221; aponta que ambos os países &#8220;estão ávidos para desempenhar um maior papel internacional&#8221; e &#8220;ávidos para evitar um conflito com o Irã&#8221;.</p>
<p>&#8220;Respeitamos estas ambições. Mas como todo mundo, eles foram manipulados por Teerã&#8221;, afirma o editorial, lembrando que desde 2006 o governo iraniano &#8220;desafia as reivindicações do Conselho de Segurança de suspender seu programa nuclear&#8221;.</p>
<p>Para o &#8220;NYT&#8221;, a nova resolução &#8220;provavelmente não é dura o suficiente para fazer Teerã mudar de ideia. Mas o fato de a Rússia e a China terem concordado deve gerar nervosismo entre alguns atores dentro do dividido governo iraniano.&#8221;</p>
<p>&#8220;Brasil e Turquia deveriam se unir às outras potências e votar a favor da resolução do Conselho de Segurança da ONU. Mesmo antes disto, deveriam voltar a Teerã e pressionar os mulás por um acordo crível e por negociações sérias.&#8221;</p>
<p>Ironia</p>
<p>Mais incisivo, o diário americano &#8220;Wall Street Journal&#8221; diz que o governo brasileiro aproveitou a boa vontade de Washington para entrar na negociação iraniana e &#8220;triangular sua própria solução diplomática&#8221;. Para o diário financeiro, o acordo de Brasil e Turquia com o Irã foi um &#8220;fiasco&#8221; para a diplomacia Obama.</p>
<p>&#8220;O governo tentou se recuperar rapidamente anunciando, no dia seguinte, que havia chegado a um acordo com a Rússia e a China para sanções na ONU&#8221;, afirma o editorial. O jornal diz que esta situação é um &#8220;fracasso&#8221; diplomático, que deve ser &#8220;totalmente creditado à estratégia diplomática infeliz do governo Obama&#8221;.</p>
<p>&#8220;O duplo constrangimento é que os EUA incentivaram a diplomacia de Lula como uma maneira de angariar apoio para uma resolução de sanções na ONU. Em vez disso, Lula usou a abertura para triangular sua própria solução diplomática. Assim, em vez de EUA e Europa colocarem o Irã contra a parede, foi Ahmadinejad quem colocou Obama no canto.&#8221;</p>
<p>Para o jornal, a política de &#8220;mão estendida&#8221; para o Irã resultou em que o Irã está hoje menos isolado diplomaticamente, e mais perto de desenvolver uma bomba atômica.</p>
<p>&#8220;Israel terá de considerar seriamente suas opções militares. Tal confrontação é muito mais provável hoje graças ao presidente americano, cujo principal sucesso diplomático foi convencer os vilões de que lhe falta determinação para conter suas ambições destrutivas.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/sancoesbofetada-na-diplomacia-dos-emergentes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O acordo com o Irã</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-acordo-com-o-ira/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/o-acordo-com-o-ira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 12:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[lula]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17782</guid>
		<description><![CDATA[Por Gustavo Chacra
No Estadão

Ameaça de sanções dos EUA ajudou Lula e sua alma gêmea turca a conseguirem acordo com o Irã
No curto prazo, Lula conquistou uma vitória, assim como Erdogan, sua alma gêmea de Ancara. Os dois convenceram o Irã a aceitar um plano em que os iranianos enviariam urânio para ser enriquecido na Rússia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Por Gustavo Chacra</strong><strong><br />
No Estadão<br />
</strong></div>
<p><em>Ameaça de sanções dos EUA ajudou Lula e sua alma gêmea turca a conseguirem acordo com o Irã</em></p>
<p>No curto prazo, Lula conquistou uma vitória, assim como Erdogan, sua alma gêmea de Ancara. Os dois convenceram o Irã a aceitar um plano em que os iranianos enviariam urânio para ser enriquecido na Rússia e na França, e o receberiam de volta em troca a ser feita na Turquia. O acordo adia os esforços americanos e de seus aliados franceses e britânicos para impor novas sanções ao regime de Teerã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
<p><span id="more-17782"></span>No ano passado, Ahmadinejad também chegou a concordar com a troca, mas voltou atrás. Existe o risco de o regime apenas querer ganhar tempo. Daqui três ou quatro semanas, o governo iraniano pode alegar que algum dos pontos não foi cumprido. A diferença, em relação a outubro, é que, agora, se o Irã sabotar o acordo, perderá a confiança do Brasil e da Turquia. O país ficará completamente isolado e poderia sofrer sanções ainda mais duras e com os votos de brasileiros e turcos, que são duas potências emergentes com credibilidade por não possuírem armas atômicas.</p>
<p>Não podemos esquecer também que a ameaça de sanções por parte dos EUA e mesmo o temor de um bombardeio israelense fortaleceram as posições de Lula e de Erdogan na negociação com o Irã. Aplicando um pouco de teoria dos jogos, sabemos que a pressão americana e de Israel forçou o regime de Teerã a ser mais propenso a negociar. Os iranianos sabiam que, sem um acordo nesta semana, seriam alvo de uma nova resolução na ONU que deterioraria ainda mais a sua economia. E os israelenses poderiam optar por uma ação militar que poderia provocar uma guerra regional. No médio prazo, este risco ainda existe.</p>
<p>Alguns dizem que o objetivo de Teerã é ir empurrando com a barriga a questão nuclear até atingir a capacidade de produzir um armamento, sem necessariamente fabricá-lo. Eu tendo a concordar com esta teoria. O mesmo ocorreu com a Coréia do Norte. Mas, desde ontem, Brasil e Turquia passaram ser fiscais.</p>
<p>obs. A Turquia já havia demonstrado a sua capacidade de negociação ao quase levar israelenses e sírios a um acordo de paz em 2008. Não sei se Lula teria ido tão longe sem os turcos. Erdogan foi mais fundamental do que o brasileiro para o Irã aceitar o plano. A Turquia é da OTAN e ainda mantém relações militares com Israel, apesar do estremecimento dos últimos anos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/o-acordo-com-o-ira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A guerra do Vietnam</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-do-vietnam/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-do-vietnam/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 May 2010 17:36:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Vietam]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17455</guid>
		<description><![CDATA[
Vietnam, 35 anos depois. 47 fotos que dão uma idéia do que foi a guerra naquele país asiático.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/vietnam.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-17454" title="vietnam" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/vietnam-510x359.jpg" alt="" width="510" height="359" /></a></p>
<p>Vietnam, 35 anos depois. 47 fotos que dão uma idéia do que foi a guerra naquele país asiático.</p>
<p><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/05/vietnam_35_years_later.html?camp=localsearch:on:twit:bigpic" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-guerra-do-vietnam/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O plano de jogo do Pentágono</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-plano-de-jogo-do-pentagono/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/o-plano-de-jogo-do-pentagono/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 May 2010 13:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[obama]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17417</guid>
		<description><![CDATA[Há mais guerra no futuro dos EUA – muito mais, a julgar pelos relatórios, pronunciamentos e ações do governo Obama nesses últimos meses.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais guerra no futuro dos EUA – muito mais, a julgar pelos relatórios, pronunciamentos e ações do governo Obama nesses últimos meses.</p>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-maquina-de-guerra-de-obama.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/o-plano-de-jogo-do-pentagono/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Imagens da guerra no Afeganistão</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/imagens-da-guerra-no-afeganistao/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/imagens-da-guerra-no-afeganistao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 23:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Afeganistão]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17292</guid>
		<description><![CDATA[
As legendas são em inglês. Com ajuda do Google Tradutor e o pouco do inglês aprendido no colégio  a gente se safa.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/guerra-no-afeganistao.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-17293" title="guerra no afeganistao" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/05/guerra-no-afeganistao-510x349.jpg" alt="" width="510" height="349" /></a></p>
<p>As legendas são em inglês. Com ajuda do Google Tradutor e o pouco do inglês aprendido no colégio  a gente se safa.</p>
<p><a href="http://www.boston.com/bigpicture/2010/05/afghanistan_april_2010.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/imagens-da-guerra-no-afeganistao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Crise no Oriente Médio</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-2/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 16:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[irã]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17270</guid>
		<description><![CDATA[Do Cairo a Nova York – Irã, Turquia, Brasil e árabes usam Israel para pressionar EUA.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do Cairo a Nova York – Irã, Turquia, Brasil e árabes usam Israel para pressionar EUA.</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/do-cairo-a-nova-york-ira-turquia-brasil-e-arabes-usam-israel-para-pressionar-eua/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-crise-no-oriente-medio-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ‘censora’ de Guantánamo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-%e2%80%98censora%e2%80%99-de-guantanamo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/a-%e2%80%98censora%e2%80%99-de-guantanamo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 May 2010 16:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guantánamo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17269</guid>
		<description><![CDATA[Toda noite em Guantánamo, a major Diana Haynie coloca o chip da câmera do Estado em seu computador. Já virou rotina. Ela conta de sua vida enquanto passa de foto em foto, censurando as que considera “sensíveis”, como quem já fez isso zilhões de vezes com jornalistas do mundo inteiro. Ao final, depois de listar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda noite em Guantánamo, a major Diana Haynie coloca o chip da câmera do Estado em seu computador. Já virou rotina. Ela conta de sua vida enquanto passa de foto em foto, censurando as que considera “sensíveis”, como quem já fez isso zilhões de vezes com jornalistas do mundo inteiro. Ao final, depois de listar as imagens vetadas, dá uma folha para o Estado assinar, consentindo com a censura. Quem não assina, não fica na base.</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/radar-global/a-censora-de-guantanamo/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/a-%e2%80%98censora%e2%80%99-de-guantanamo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>La transgresión de la verdad</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/la-transgresion-de-la-verdad/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/la-transgresion-de-la-verdad/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 May 2010 16:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=17232</guid>
		<description><![CDATA[E. L. Doctorow sigue aplicando en sus novelas lo que él llama un simulacro de crónica histórica de Estados Unidos. El autor de títulos como Ragtime recurre ahora al caso de dos personajes populares, Homer y Langley, como metáfora de un país que pierde el rumbo. Por Juan Gabriel Vásquez.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E. L. Doctorow sigue aplicando en sus novelas lo que él llama un simulacro de crónica histórica de Estados Unidos. El autor de títulos como Ragtime recurre ahora al caso de dos personajes populares, Homer y Langley, como metáfora de un país que pierde el rumbo. Por Juan Gabriel Vásquez.</p>
<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/portada/transgresion/verdad/elpepuculbab/20100501elpbabpor_3/Tes" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/la-transgresion-de-la-verdad/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

