Por Ricardo Musse
REVISTA CULT
Adorno diagnosticou como as sociedades capitalistas avançadas transformam as produções do espírito em pura mercadoria
Adorno rejeita peremptoriamente o modelo expositivo dos sistemas filosóficos. Recusa neles o idealismo implícito no propósito de construir uma “totalidade para a qual nada permanece exterior e todo e qualquer conteúdo se volatiza em pensamentos”.
Eira in(T)eira!
18 de dezembro de 2011 às 18:49 | 3 ComentáriosNinguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa.
^C!V | *
A Filosofia e Crendices sobre os Terremotos
15 de março de 2011 às 14:38 | 3 ComentáriosNa história dos terremotos existem muitas crendices sobbre suas causas. Só com a teoria da tectônica de placas no século XX, e com os avanços nas geociências essas causas foram cientificamente reveladas.
Quando trabalhava com a sismologia (fiz mestrado na USP nessa área) ouvi muitas histórias mirabolantes sobre as causas do terremoto que assolou essa região durante tanto tempo. O maior terremoto registrado nessa região nessa atividade mais recente foi de 5.1. A causa foi detectada por nosso grupo e trata-se de uma falha geológica.
A liberdade segundo John Stuart Mill
8 de outubro de 2010 às 15:48 | Comentar
Ao escrever “Ensaio sobre a Liberdade” (On Liberty, no original inglês), John Stuart Mill demonstrou a importância da liberdade do cidadão, não só para o próprio cidadão, mas, também, para o Estado que, propiciando aos seus súditos uma melhor condição de vida, seria um Estado justo e próspero. Seu pensamento, em pleno século XIX, foi considerado, pela sociedade conservadora da época, profundamente radical, posto que defendia a liberdade moral e econômica do indivíduo em relação ao Estado.
Para isto, o Estado não poderia intervir (salvo para promover, desenvolver e proteger interesses individuais, ou seja, evitar danos a terceiros 1), nem deixar a sociedade intervir na individualidade do cidadão, sem a qual não pode, este, atingir a felicidade individual 2. Todos nós perseguimos objetivos diversos, eleitos de acordo com nossas propensões e predileções e, para atingirmos tais objetivos, temos que, ao menos, ter a possibilidade de escolha para podermos buscar, por nossos méritos, a nossa realização.
Talvez precisemos eleger um poeta
12 de setembro de 2010 às 12:19 | Comentar
Alguém que cuide dos interesses de todos, mas que também tenha interesse na benevolência, na paz, no amor, na justiça… Mas as pessoas só sabem rimar bem, quando o assunto é candidato, quando o assunto é guerra, fome, plano do governo, “aqueles bem planejados” que nos têm conduzido ao caos… E poesia, assim como se fosse um trem, tem que andar na linha dos interesses das editoras. Desculpe, aqui não cito nomes, portanto, estou nocauteando a quem de direito. E com isso e por isso, é feio falar de amor, falar de sentimentos, de prazer, de orgasmo, é feio tanta coisa que é bonita… Hoje, lendo aqui no meu blog, um dos blogs que sou seguidora, dei de cara com este texto de Saramago, onde ele – não sei se por alguma necessidade – justificava-se, alegando que não é possível matar o amor:
Para reflexão
5 de julho de 2010 às 10:18 | ComentarPor Belchior de Vasconcelos Leite
“Quando alguém está honestamente 55% do tempo certo, isso é bom e não faz sentido discordar. Se alguém está 60% certo, isso é maravilhoso, sinal de boa sorte e essa pessoa deve agradecer a Deus. Mas o que o que deve ser inferido sobre estar 75% certo? Os sábios diriam que é algo suspeito. Bem, que tal 100% certo? Quem quer que diga que está 100% certo é um fanático, um criminoso e o pior tipo de crápula”. In Mente Cativa- Czeslaw Milosz- Prêmio Nobel de Literatura.
Heidegger, Descartes e a razão
29 de maio de 2010 às 9:35 | ComentarPor Antonio Cícero
FSP
Heidegger assegura que Descartes representa “o início de uma mais ampla decadência da filosofia”
EM ARTIGO intitulado “Irracionalismo”, publicado há duas semanas nesta coluna, observei que, paradoxalmente, uma das explicações para a enorme influência de Heidegger sobre tantos intelectuais franceses parece ser justamente o seu feroz anticartesianismo.
Entrevista com Rüdiger Safranski
8 de maio de 2010 às 20:13 | ComentarO filósofo alemão Rüdiger Safranski fala sobre seu novo livro, “Romantismo: uma questão alemã” (Estação Liberdade, tradução de Rita Rios).
Derrida e Foucault: Éticas sem virada
3 de maio de 2010 às 15:04 | ComentarA urgência ética como marca da obra de filósofos “pós-modernos”.
A ideologia dos outros
1 de maio de 2010 às 10:26 | ComentarAmigos e amigas:
O texto “A ideologia marxista hoje”, de Antonio Cícero (FSP, 1º/5/2010, caderno Ilustrada – E 18 – publicado no final), faz um bom balanço das catástrofes sofridas pelo pensamento marxista quando se transformou em ideologia para legitimar opções políticas eventualmente bem intencionadas e seguramente calamitosas – ex-URSS e China, dentre outras. Como toda ideologia tem função legitimadora, essa prática se faz acompanhar da suspensão de qualquer juízo crítico. AC vê bem tal fenômeno nos outros. Resta ver se consegue se enxergar no universo das ideologias.
Tempo de reminiscências
30 de abril de 2010 às 8:30 | Comentar“Talvez exista realmente uma profunda função psicológica na arte. Dizem que ela (a arte) existe, para que a verdade não nos destrua e a verdade nos ameaça sempre quando somos lançados contra suas muralhas”.
Antony Flew e Deus
17 de abril de 2010 às 9:51 | 1 ComentárioPor Antonio Cícero
FSP
HÁ ALGUNS dias faleceu, aos 87 anos, o filósofo inglês Antony Flew. Tendo sido, quase toda a vida, um vigoroso defensor do ateísmo, Flew adquiriu, já na velhice, notoriedade fora do ambiente acadêmico, ao declarar que se tornara deísta. Os deístas, como se sabe, não acreditam no Deus que as religiões positivas descrevem, mas num deus cujo conceito derivam inteiramente da razão e que, depois de criar o mundo, dele se ausentou. É o que Pascal chamava de “deus dos filósofos”, em oposição ao Deus de Abraão. Tanto Voltaire quanto, por exemplo, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, que Flew citava, consideravam-se deístas.
De Antonio Cícero
13 de abril de 2010 às 9:08 | Comentar“O romancista espanhol Javier Cercas, comentando que o pior vício que um filósofo pode ter é se esforçar para ser interessante, observava que “dizer que os homens buscam a felicidade é enfadonho e pouco original, porque os filósofos o dizem pelo menos desde Aristóteles, mas tem a vantagem de ser certo; reivindicar a infelicidade, a doença e a velhice, como faz agora o filósofo alemão Boris Groys, tencionando discordar do discurso dominante da apoteose juvenil, é sem dúvida original, mas tem a desvantagem de ser uma bobagem”.
Sartre, testemunha de seu tempo
12 de abril de 2010 às 13:42 | Comentar
Por Mauro Souza Ventura
Poucas imagens tiveram tanta influência na minha formação quanto a do filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980). No próximo dia 15 de abril completam-se três décadas da morte daquele que foi exemplo de intelectual público.
Ética e situações-limite
12 de abril de 2010 às 10:54 | Comentar“Mesmo quando os valores não representam a vida mais justa, o sujeito pode agir de maneira autêntica”.
Um homem e suas contradições
10 de abril de 2010 às 10:37 | 1 Comentário
Gilles Lapouge
Correspondente em Paris – O Estado de S.Paulo
Já faz 30 anos que ele nos deixou, o homenzinho extenuado que se via caminhar penosamente, ao anoitecer e à noite mesmo, pelas ruas de Montparnasse, desajeitado, debilitado, cego e agarrado ao braço de uma jovem devotada à sua fraqueza. “Está vendo”, dizia ele sorrindo para sua companheira, Simone de Beauvoir, “é um espanto como eu faço sucesso com as senhoritas desde que fiquei velho e cego.” Será que ele faz o mesmo sucesso com jovens de 2010? Será que ainda o conhecem? Leem seus livros? Procuram uma bússola em sua obra? Quando vivo, ele gozava uma celebridade inaudita. Essa foi a primeira contradição desse homem tão racional que passou a vida se contradizendo. Muito jovem, na École Normale Supérieure, ele expressou seu desprezo pelo conceito de “grande homem”. Ora, o que ocorreu em seguida? Durante a Guerra da Argélia, oficiais pediram a De Gaulle, então chefe de Estado, para perseguir Jean-Paul Sartre (1905-1980), que havia convocado os jovens à “insubmissão”. Resposta do general De Gaulle: “Não se prende Voltaire!” Passaram-se alguns anos e Sartre ganhou o Prêmio Nobel de Literatura (1964).
A riqueza está nas diferenças
28 de março de 2010 às 22:47 | 1 Comentário
Por José Carlos Vieira e Severino Francisco
Correio Braziliense
Talvez ele nem goste de ser chamado de intelectual, um dos principais do país. Mas Antonio Cícero transcendeu à literatura. Hoje surfa com classe nos diversos segmentos do pensamento brasileiro.
Nesta entrevista ao Correio, ele defende a diversidade e luta contra a discriminação baseada na orientação sexual das pessoas. Mas a poesia foi pontuada em toda a conversa com Cícero.
A antifilosofia
20 de março de 2010 às 9:23 | ComentarAntonio Cicero
FSP
No livro do filósofo Boris Groys se encontra a busca da originalidade a qualquer preço
O ROMANCISTA espanhol Javier Cercas, comentando que o pior vício que um filósofo pode ter é se esforçar para ser interessante, observava que “dizer que os homens buscam a felicidade é enfadonho e pouco original, porque os filósofos o dizem pelo menos desde Aristóteles, mas tem a vantagem de ser certo; reivindicar a infelicidade, a doença e a velhice, como faz agora o filósofo alemão Boris Groys, tencionando discordar do discurso dominante da apoteose juvenil, é sem dúvida original, mas tem a desvantagem de ser uma bobagem”.


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