Cultura S.A

31 de janeiro de 2012 às 11:47 | Comentar

Por Ricardo Musse
REVISTA CULT

Adorno diagnosticou como as sociedades capitalistas avançadas transformam as produções do espírito em pura mercadoria

Adorno rejeita peremptoriamente o modelo expositivo dos sistemas filosóficos. Recusa neles o idealismo implícito no propósito de construir uma “totalidade para a qual nada permanece exterior e todo e qualquer conteúdo se volatiza em pensamentos”.

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Eira in(T)eira!

18 de dezembro de 2011 às 18:49 | 3 Comentários
Por Civone Medeiros

Ninguém me completa: já nasci inteira. Não há chances que me façam presa: nasci liberta. Ninguém é minha cara metade: minha face é completa.

[PERformARS] A-rede.com/CivOne #1 SerINconexão

^C!V | *

*Este escrito faz parte da nova série das Escrituras Sangradas: “ESCRE’VIDAScomoVIDAS” (qu)e está em processo de gestação…
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{ Outras Escrituras em e-Book’s Free in PDF » www.issuu.com/civonemedeiros
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^Foto de Flávio Aquino | Coletivo SOLARES

A Filosofia e Crendices sobre os Terremotos

15 de março de 2011 às 14:38 | 3 Comentários
Por João da Mata

Na história dos terremotos existem muitas crendices sobbre suas causas. Só com a teoria da tectônica de placas no século XX, e com os avanços nas geociências essas causas foram cientificamente reveladas.

Quando trabalhava com a sismologia (fiz mestrado na USP nessa área) ouvi muitas histórias mirabolantes sobre as causas do terremoto que assolou essa região durante tanto tempo. O maior terremoto registrado nessa região nessa atividade mais recente foi de 5.1. A causa foi detectada por nosso grupo e trata-se de uma falha geológica.

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A liberdade segundo John Stuart Mill

8 de outubro de 2010 às 15:48 | Comentar
Por Danclads Andrade

liberdade

Ao escrever “Ensaio sobre a Liberdade” (On Liberty, no original inglês), John Stuart Mill demonstrou a importância da liberdade do cidadão, não só para o próprio cidadão, mas, também, para o Estado que, propiciando aos seus súditos uma melhor condição de vida, seria um Estado justo e próspero. Seu pensamento, em pleno século XIX, foi considerado, pela sociedade conservadora da época, profundamente radical, posto que defendia a liberdade moral e econômica do indivíduo em relação ao Estado.

Para isto, o Estado não poderia intervir (salvo para promover, desenvolver e proteger interesses individuais, ou seja, evitar danos a terceiros 1), nem deixar a sociedade intervir na individualidade do cidadão, sem a qual não pode, este, atingir a felicidade individual 2. Todos nós perseguimos objetivos diversos, eleitos de acordo com nossas propensões e predileções e, para atingirmos tais objetivos, temos que, ao menos, ter a possibilidade de escolha para podermos buscar, por nossos méritos, a nossa realização.

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Talvez precisemos eleger um poeta

12 de setembro de 2010 às 12:19 | Comentar
Por Ednar Andrade

urna-lixo

Alguém que cuide dos interesses de todos, mas que também tenha interesse na benevolência, na paz, no amor, na justiça… Mas as pessoas só sabem rimar bem, quando o assunto é candidato, quando o assunto é guerra, fome, plano do governo, “aqueles bem planejados” que nos têm conduzido ao caos… E poesia, assim como se fosse um trem, tem que andar na linha dos interesses das editoras. Desculpe, aqui não cito nomes, portanto, estou nocauteando a quem de direito. E com isso e por isso, é feio falar de amor, falar de sentimentos, de prazer, de orgasmo, é feio tanta coisa que é bonita… Hoje, lendo aqui no meu blog, um dos blogs que sou seguidora, dei de cara com este texto de Saramago, onde ele – não sei se por alguma necessidade – justificava-se, alegando que não é possível matar o amor:

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Para reflexão

5 de julho de 2010 às 10:18 | Comentar

Por Belchior de Vasconcelos Leite

“Quando alguém está honestamente 55% do tempo certo, isso é bom e não faz sentido discordar. Se alguém está 60% certo, isso é maravilhoso, sinal de boa sorte e essa pessoa deve agradecer a Deus. Mas o que o que deve ser inferido sobre estar 75% certo? Os sábios diriam que é algo suspeito. Bem, que tal 100% certo? Quem quer que diga que está 100% certo é um fanático, um criminoso e o pior tipo de crápula”. In Mente Cativa- Czeslaw Milosz- Prêmio Nobel de Literatura.

Heidegger, Descartes e a razão

29 de maio de 2010 às 9:35 | Comentar

Por Antonio Cícero
FSP

Heidegger assegura que Descartes representa “o início de uma mais ampla decadência da filosofia”

EM ARTIGO intitulado “Irracionalismo”, publicado há duas semanas nesta coluna, observei que, paradoxalmente, uma das explicações para a enorme influência de Heidegger sobre tantos intelectuais franceses parece ser justamente o seu feroz anticartesianismo.

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Entrevista com Rüdiger Safranski

8 de maio de 2010 às 20:13 | Comentar

O filósofo alemão Rüdiger Safranski fala sobre seu novo livro, “Romantismo: uma questão alemã” (Estação Liberdade, tradução de Rita Rios).

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Derrida e Foucault: Éticas sem virada

3 de maio de 2010 às 15:04 | Comentar

A urgência ética como marca da obra de filósofos “pós-modernos”.

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A ideologia dos outros

1 de maio de 2010 às 10:26 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

O texto “A ideologia marxista hoje”, de Antonio Cícero (FSP, 1º/5/2010, caderno Ilustrada – E 18 – publicado no final), faz um bom balanço das catástrofes sofridas pelo pensamento marxista quando se transformou em ideologia para legitimar opções políticas eventualmente bem intencionadas e seguramente calamitosas – ex-URSS e China, dentre outras. Como toda ideologia tem função legitimadora, essa prática se faz acompanhar da suspensão de qualquer juízo crítico. AC vê bem tal fenômeno nos outros. Resta ver se consegue se enxergar no universo das ideologias.

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Tempo de reminiscências

30 de abril de 2010 às 8:30 | Comentar

“Talvez exista realmente uma profunda função psicológica na arte. Dizem que ela (a arte) existe, para que a verdade não nos destrua e a verdade nos ameaça sempre quando somos lançados contra suas muralhas”.

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Antony Flew e Deus

17 de abril de 2010 às 9:51 | 1 Comentário

Por Antonio Cícero
FSP

HÁ ALGUNS dias faleceu, aos 87 anos, o filósofo inglês Antony Flew. Tendo sido, quase toda a vida, um vigoroso defensor do ateísmo, Flew adquiriu, já na velhice, notoriedade fora do ambiente acadêmico, ao declarar que se tornara deísta. Os deístas, como se sabe, não acreditam no Deus que as religiões positivas descrevem, mas num deus cujo conceito derivam inteiramente da razão e que, depois de criar o mundo, dele se ausentou. É o que Pascal chamava de “deus dos filósofos”, em oposição ao Deus de Abraão. Tanto Voltaire quanto, por exemplo, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, que Flew citava, consideravam-se deístas.

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De Antonio Cícero

13 de abril de 2010 às 9:08 | Comentar

“O romancista espanhol Javier Cercas, comentando que o pior vício que um filósofo pode ter é se esforçar para ser interessante, observava que “dizer que os homens buscam a felicidade é enfadonho e pouco original, porque os filósofos o dizem pelo menos desde Aristóteles, mas tem a vantagem de ser certo; reivindicar a infelicidade, a doença e a velhice, como faz agora o filósofo alemão Boris Groys, tencionando discordar do discurso dominante da apoteose juvenil, é sem dúvida original, mas tem a desvantagem de ser uma bobagem”.

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Sartre, testemunha de seu tempo

12 de abril de 2010 às 13:42 | Comentar

Por Mauro Souza Ventura

Poucas imagens tiveram tanta influência na minha formação quanto a do filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980). No próximo dia 15 de abril completam-se três décadas da morte daquele que foi exemplo de intelectual público.

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Ética e situações-limite

12 de abril de 2010 às 10:54 | Comentar

“Mesmo quando os valores não representam a vida mais justa, o sujeito pode agir de maneira autêntica”.

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Um homem e suas contradições

10 de abril de 2010 às 10:37 | 1 Comentário

Gilles Lapouge
Correspondente em Paris – O Estado de S.Paulo

Já faz 30 anos que ele nos deixou, o homenzinho extenuado que se via caminhar penosamente, ao anoitecer e à noite mesmo, pelas ruas de Montparnasse, desajeitado, debilitado, cego e agarrado ao braço de uma jovem devotada à sua fraqueza. “Está vendo”, dizia ele sorrindo para sua companheira, Simone de Beauvoir, “é um espanto como eu faço sucesso com as senhoritas desde que fiquei velho e cego.” Será que ele faz o mesmo sucesso com jovens de 2010? Será que ainda o conhecem? Leem seus livros? Procuram uma bússola em sua obra? Quando vivo, ele gozava uma celebridade inaudita. Essa foi a primeira contradição desse homem tão racional que passou a vida se contradizendo. Muito jovem, na École Normale Supérieure, ele expressou seu desprezo pelo conceito de “grande homem”. Ora, o que ocorreu em seguida? Durante a Guerra da Argélia, oficiais pediram a De Gaulle, então chefe de Estado, para perseguir Jean-Paul Sartre (1905-1980), que havia convocado os jovens à “insubmissão”. Resposta do general De Gaulle: “Não se prende Voltaire!” Passaram-se alguns anos e Sartre ganhou o Prêmio Nobel de Literatura (1964).

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A riqueza está nas diferenças

28 de março de 2010 às 22:47 | 1 Comentário

Por José Carlos Vieira e Severino Francisco
Correio Braziliense

Talvez ele nem goste de ser chamado de intelectual, um dos principais do país. Mas Antonio Cícero transcendeu à literatura. Hoje surfa com classe nos diversos segmentos do pensamento brasileiro.

Nesta entrevista ao Correio, ele defende a diversidade e luta contra a discriminação baseada na orientação sexual das pessoas. Mas a poesia foi pontuada em toda a conversa com Cícero.

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A antifilosofia

20 de março de 2010 às 9:23 | Comentar

Antonio Cicero
FSP

No livro do filósofo Boris Groys se encontra a busca da originalidade a qualquer preço

O ROMANCISTA espanhol Javier Cercas, comentando que o pior vício que um filósofo pode ter é se esforçar para ser interessante, observava que “dizer que os homens buscam a felicidade é enfadonho e pouco original, porque os filósofos o dizem pelo menos desde Aristóteles, mas tem a vantagem de ser certo; reivindicar a infelicidade, a doença e a velhice, como faz agora o filósofo alemão Boris Groys, tencionando discordar do discurso dominante da apoteose juvenil, é sem dúvida original, mas tem a desvantagem de ser uma bobagem”.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”