Digitalização do acervo de um dos mais importantes sociólogos do século XX aproxima a sua obra do mercado editorial e prova a atualidade de suas ideias.
Freyre, clássico e pagão
30 de maio de 2011 às 9:09 | ComentarPor Edson Nery da Fonseca
EM SEU LIVRO “Como e por que Sou e não Sou Sociólogo” (Editora Universidade de Brasília, 1968) Gilberto Freyre (1900-87) escreveu que nele o antropólogo, o sociólogo, o historiador social e o possível pensador eram ancilares do escritor. Eu prefiro defini-lo como um grande sedutor.
O solar de Apipucos
18 de agosto de 2010 às 15:36 | ComentarConhecer a casa onde morou o escritor Gilberto Freyre era uma vontade antiga. Gosto de conhecer onde o escritor mora. Sua biblioteca e objetos pessoais. Assim, aprendo mais sobre ele e seus gostos.
A famosa casa de Apipucos abriga uma valiosa coleção de 40 mil livros. É um pouco de Portugal no Brasil e diz da admiração do Gilberto pelo Luso- Brasileirismo. Gilberto recebeu uma bela edição de Os Lusíadas de Luis de Camões, com comentários e estudos do grande camonista José Maria Rodrigues. Uma das mais prestigiosas edições do canto molhado. A edição recebida pelo autor do tempo tríbio vem acondicionada numa caixa de alumínio com o brasão da Portugal. Lá também existe uma bela coleção em grande formato da Portugália.
Íntegra da conferência de FHC s/ Gilberto Freyre
5 de agosto de 2010 às 13:37 | 1 ComentárioGilberto Freyre, perene
Na conferência inaugural da Flip, ex-presidente, sociólogo e professor emérito da USP, fala de improviso sobre o autor de ‘Casa-Grande & Senzala’, o homenageado do evento; leia a íntegra do texto que pretende publicar.
Gilberto Freyre
31 de julho de 2010 às 19:56 | Comentar
Por Raimundo Carrero
Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO – Numa noite de inverno recifense, com raras chuvas e neblinas, sem estrelas, subi – em março de 1968 – as escadas do solar de Apipucos, em companhia do sociólogo Pessoa de Moraes, para minha primeira visita ao escritor Gilberto Freyre, uma lenda da cultura pernambucana desde o lançamento de Casa grande & senzala, que, ao surgir na década de 30, se transformaria no livro mais polêmico do Brasil.
Entrevista com Edson Nery
31 de julho de 2010 às 18:09 | ComentarNessa entrevista, em Recife, Nery — que se recupera de um problema de saúde, mas já foi liberado pelos médicos para comparecer à Flip — conta como o Gilberto Freyre elegeu-se deputado no século passado com votos comprados, tenta explicar porque seu amigo foi vítima da patrulha ideológica pós-1964, quando teve uma relação polêmica com o governo militar, e mostra porque as obras de Freyre são inconclusas: “Para ele, a História continua, está evoluindo”, diz. Além disso, destaca avisão generalista do sociólogo sobre a sociedade: “Era um homem que pretendia de entender tudo na vida.”
Uma relação ambivalente
26 de julho de 2010 às 14:39 | ComentarPor Luciano Trigo
Tese de Gilberto Freyre sobre democracia racial foi contestada por Fernando Henrique Cardoso.
“Entrelinhas” destaca obra de Gilberto Freyre
25 de julho de 2010 às 18:34 | ComentarAlém de ser o principal homenageado na Flip – Feira Literária Internacional de Paraty – o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre será tema do programa “Entrelinhas”, exibido na noite deste domingo (25), 21h30, pela TV Cultura.
A atração voltada ao mundo literário, destaca o último livro do autor “Modos de Homem & Modas de Mulher” . Freyre é conhecido por clássicos de interpretação do Brasil como “Casa Grande & Senzala” e “Sobrados e Mucambos”.
O programa também tenta revelar um pouco da história secreta dos ghost whiters, tema do filme “O Escritor Fantasma”, do cineasta Roman Polanski. No longa, o protagonista é um autor que vive nas sombras, escrevendo livros e textos publicados em nome de outras pessoas.
A escritora Patrícia Melo, que acaba de lançar o romance “Ladrão de Cadáveres” é a entrevistada desta edição. Ao programa ela falou sobre suas parcerias com Rubem Fonseca e que apesar de escrever para cinema e teatro, é na literatura que se sente em casa. “A literatura é um exercício mais penoso, mais solitário, mas mais rico, mais livre e com mais sensação de prazer”, revela.
Os des (encontros)
14 de julho de 2010 às 16:53 | ComentarVisita de Gilberto Freyre a Câmara Cascudo, em 1984. Em pé, Fernando Luis (filho de Cascudo) e, sentada, Dona Dahlia (esposa). Foto copiada do portal Memória Viva
Toi et moi
“a vida é a arte dopo encontro embora haja tantos desencontros pela vida” (Vinicius de Moraes)
Um encontro pode mudar o destino da vida. Como aquele que ainda não aconteceu entre eu e você ( toi e moi) . Na música, na literatura, na ciência, assim como na vida os encontros são determinantes. Alguns tão próximos (geograficamente) e tão certos não aconteceram. Assim como o não encontro entre Gilberto Freyre e Câmara Cascudo, mesmo eles vivendo parede-meia.
O Brasil é formado de ilhas literárias e sem contatos, mesmo regionalmente. A internet felizmente tem ajudado nesse encontro, Como aqui no nosso SPlural.
Sobre “A Tragicomédia de Apipucos”
11 de julho de 2010 às 11:58 | 5 ComentáriosÉ não menos que irretocável a análise de Gilberto Freyre que Benjamin Moser faz no texto “A Tragicomédia de Apipucos”.
O fundo de pensamento reacionário que que ali se examina não é novidade para ninguém que não seja “gilbertófilo” fanático (como os Edsons Nérys dos gatos e dos felinos Freyres etc), porém Moser – com legítima isenção norte-americana típica do intelectual independente que aqui raramente encontramos – vai mais fundo nas contradições gilberteanas que, mais do que simples “paradoxos” (já ouvi muito isso) de uma trajetória intelectual controvertida etc, são insuportáveis menoridades de um talento maior que se prestou até para ser “dedo-duro” político, na vida. E coisas assim nunca poderão ser perdoadas (digo-o, desde já, aos panegiristas de Freyre que, com certeza, irão ser ouvidos nos arraiais da próxima FLIP)…
Retrato do sociólogo quando jovem
11 de julho de 2010 às 10:21 | ComentarRetrato do sociólogo quando jovem Confissões de Gilberto Freyre
“De Menino a Homem”, volume inédito de memórias, revela as circunstâncias da gestação de “Casa-Grande & Senzala” (1933), obra-prima de Gilberto Freyre, durante temporada passada nos Estados Unidos, bem como suas impressões do ambiente intelectual brasileiro no século 20 e confidências sexuais e familiares do autor.
Fernando Henrique revê Gilberto Freyre
6 de julho de 2010 às 18:48 | ComentarPor Amilton Pinheiro
Revista Brasileiros
Foto: Hélio Campos Mello
Já se sabia que Gilberto Freyre (1900-1987) seria o grande homenageado da oitava edição da Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip. Comemoram-se os 110 anos do nascimento do sociólogo pernambucano. Surpresa ocorreu quando foi divulgada a programação do evento, que terá início em 4 de agosto, com uma mesa formada pelo sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o cientista político Luiz Felipe de Alencastro, debatendo o tema Casa Grande e Senzala – Um Livro Perene. A principal obra de Freyre, lançada em 1933 é – e sempre será – um marco do pensamento social no Brasil. Por que então a surpresa?
Flip 2010 divulga programação principal
28 de junho de 2010 às 18:27 | ComentarIngressos começam a ser vendidos no dia 05 de julho por telefone e na web
A organização da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, divulgou a programação principal de sua edição 2010, que acontece de 04 a 08 de agosto. A mesa de abertura, como de praxe, tem como tema o homenageado deste ano, o sociólogo Gilberto Freyre, em conferência comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O show, na sequência, ficará a cargo de Edu Lobo e da cantora e rabequeira Renata Rosa.
Flip homenageará Gilberto Freyre
27 de maio de 2010 às 11:50 | ComentarFlip ocorre em agosto com 35 convidados e homenagem a Gilberto Freyre.
“Casa Grande e Senzala” em quadrinhos
3 de maio de 2010 às 21:10 | Comentar“Voltando a Gilberto Freyre e a “Casa Grande e Senzala”, há uma edição em quadrinhos publicada pela Global Editora. Se não é um estudioso ou acadêmico e não quer encarar o desafio das centenas de páginas mas tem uma curiosidade natural e saudável sobre a obra pode fazê-lo agora, de forma “light” e suave”.
Gilbertianas
17 de março de 2010 às 16:47 | Comentar
O escritor Gilberto Freyre vai ser homenageado na próxima Flip. Nesse breve ensaio comentamos a força que o erotismo tem na obra gilbertiana e a relação do escritor com as ditaduras.
1- Gilberto Freyre e as Ditaduras
O escritor de Sobrrados e Mocambos e Assombrações no Recife Velho foi um grande interprete do Brasil. Escreveu alguns dos maiores livros da cultura Brasileira. Era um homem extremamente vaidoso. Vaidoso por ser um grande escritor. Ou escritor porque vaidoso. Seu biógrafo Edson Nery também é um homem vaidoso. Usa perfume francês, gravata borboleta e atua com se fora um lorde Inglês. Gilberto Freyre, no prefácio do livro Minha Formação do Joaquim Nabuco, comenta sobre o caráter apolínio e narcisista do escritor pernambucano também grande camonista. Nesse janeiro próximo comemora-se o centenário da morte do grande abolicionista Joaquim Nabuco. São grandes e vaidosos escritores que muitas vezes vêem além do que conseguimos vislumbrar e sentir.







