Retrato minucioso de um certo Brasil

26 de junho de 2010 às 12:27 | Comentar

FERNANDO AMED
O Estado de S.Paulo

No limitado circuito que compõe a corporação dos historiadores brasileiros, é um tanto conhecida a insatisfação de Capistrano de Abreu (1853-1927) quando da publicação de seus escritos. Aqueles que se debruçaram sobre sua correspondência bem sabem que o historiador cearense pretendia estabelecer uma nova edição de Capítulos de História Colonial (1907), seu trabalho mais conhecido, o que nunca veio a realizar. Uma pena para os leitores que se viram privados de poder contar com a lucidez de Capistrano em mais um de seus exercícios de domínio acerca do passado colonial brasileiro.

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Entrevista com Dermeval Saviani

23 de junho de 2010 às 14:02 | Comentar
Por tete bezerra

Professor emérito da Universidade de Campinas (UNICAMP), Dermeval Saviani, diz que compreensão crítica da realidade brasileira exige referencial marxista.

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Obra de Tony Judt junta retalhos do século 20

21 de junho de 2010 às 11:46 | Comentar

Por Marcelo Ambrósio
Jornal do Brasil

RIO – À primeira vista, o título é tão promissor quanto as credenciais do autor. Reflexões sobre um século esquecido: 1901-2000 chega antecedido pelo impacto do excepcional Pós-guerra, no qual o historiador britânico Tony Judt conseguiu, com rara felicidade, descrever a segunda metade do século mais violento de que se tem notícia com fluidez, naturalidade e coerência. O novo trabalho evoca ao leitor a possibilidade de uma nova leitura dos mesmos fatos e consequências, os quais transformaram profundamente as sociedades. O estilo direto de Judt, sem maneirismos úteis para os que privilegiam forma e conteúdo, encanta já no prefácio.

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A falsa História nas Escolas Militares

17 de junho de 2010 às 8:54 | 2 Comentários

Por Urariano Mota
Direto da Redação

A reportagem “Livro do Exército ensina a louvar ditadura”, publicada na Folha no último domingo, desperta uma necessidade que vai além desta coluna, porque exige um aprofundamento que misture o jornalismo, a literatura, a história e a vida de quem um dia foi professor.

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Uma época em busca do esquecimento

12 de junho de 2010 às 10:12 | Comentar

Por Marcos Guterman
Estadão

No recém-lançado Reflexões Sobre Um Século Esquecido: 1901-2000, o pensador inglês Tony[br]Judt analisa o crescente processo de descarte dos referenciais históricos mais próximos no tempo.

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Textos históricos

30 de maio de 2010 às 18:57 | Comentar
Por tete bezerra

Indico abaixo uma preciosidade histórica, com artigos e documentos importantes de um passado não muito distante.

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Tony Judt

25 de maio de 2010 às 10:14 | Comentar

Para historiador Tony Judt, entusiasmo e desilusão marcam processos históricos.

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Guerra e História em setembro

15 de maio de 2010 às 8:30 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

O Departamento de História da FFLCH/USP promoverá um simpósio internacional, entre 28 e 30 de setembro, sobre Guerra e História. A programação é:

GUERRA E HISTÓRIA
Simpósio Internacional
28 a 30 de setembro de 2010 – Departamento de História (USP)
PROGRAMAÇÃO (AH: Anfiteatro de História – AG: Anfiteatro de Geografia)

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O mundo fantástico da ciência náutica portuguesa

6 de maio de 2010 às 22:33 | 4 Comentários

Por Pedro Silva

Como deves saber, não foi nada fácil descobrir tantos e tão longínquos lugares. Na altura, não havia nem telefones, nem computadores nem nenhum outro aparelho sofisticado que ajudasse os navegadores a encontrar territórios ainda desconhecidos. Assim, tiveram de utilizar a inteligência.

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“Casa Grande e Senzala” em quadrinhos

3 de maio de 2010 às 21:10 | Comentar

“Voltando a Gilberto Freyre e a “Casa Grande e Senzala”, há uma edição em quadrinhos publicada pela Global Editora. Se não é um estudioso ou acadêmico e não quer encarar o desafio das centenas de páginas mas tem uma curiosidade natural e saudável sobre a obra pode fazê-lo agora, de forma “light” e suave”.

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Manual do bom conservador

3 de maio de 2010 às 20:24 | 1 Comentário

Por Marcelo Coelho
Na FSP

COMECEI depressa a ler o livro, que é curto, mas perdi a coragem de continuar. Só depois de uma pausa consegui retomá-lo. Foi escrito por José de Alencar nos anos 1867-68 e nunca mais foi republicado.

Reaparece agora em edição de bolso, à venda até em bancas de jornal. E devia ser leitura obrigatória no currículo do secundário, tal a sua capacidade de sintetizar a mentalidade brasileira no que tem de mais conservador, de mais atrasado, de mais duro.

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Memória na América Latina

2 de maio de 2010 às 22:33 | Comentar

Processo de construção das identidades nacionais na América Latina se deu através do extermínio violento das memórias de “grupos subalternos”, aponta Reinaldo Martiniano Marques, professor da UFMG.

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Werneck Sodré relançado

29 de abril de 2010 às 12:04 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

O clássico livro “História militar do Brasil”, de Nelson Werneck Sodré, foi relançado pela Editora Expressão popular. Trata-se de grande acontecimento porque o livro é muito importante e Werneck Sodré sofreu graves preconceitos, por ser militar e comunista.

O historiador Lincoln Secco, da FFLCH/USP, escreveu um breve comentário que salienta a importância desse relançamento, aqui reproduzido:

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Os Robin Hoods de Hobsbawm

24 de abril de 2010 às 18:37 | Comentar

‘Bandidos’, ensaio do historiador britânico, faz uma análise do banditismo social e seduz o leitor pela clareza da linha de raciocíono lógico.

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Caio Prado Jr. e o Brasil

11 de abril de 2010 às 10:56 | Comentar

SÍNTESE IMPERFEITA

Caio Prado Jr. é clássico, mas datou em alguns pontos, diz historiadora da USP

Euclides Santos Mendes
FSP

Autor do clássico “Formação do Brasil Contemporâneo” (ed. Brasiliense), o historiador Caio Prado Jr. foi um dos mais influentes do século 20 no país. Para a professora de história moderna na USP Laura de Mello e Souza, ele “ensinou gerações a pensarem sobre o Brasil”, tornando-se “um ponto de referência obrigatório”.

Em entrevista à Folha, a autora de obras importantes sobre o período colonial brasileiro adverte que Prado Jr. “está ultrapassado em certos pontos” e parte do seu pensamento está datado -como em análises que ele fez sobre a administração colonial.

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Revista de História da USP

19 de março de 2010 às 9:40 | Comentar

Revista de História estreia nova edição online. Publicação da USP reúne na Internet artigos divulgados desde 1995.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”