Por Clóvis Rossi
FSP
Menos mal que o governo brasileiro, por meio do chanceler Celso Amorim, tomou coragem, finalmente, para telefonar a seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, para manifestar preocupação com a condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério.
Anistia pede por Sakineh Mohammadi
10 de julho de 2010 às 17:46 | ComentarAnistia Internacional pede ao Irã que não execute Sakineh Mohammadi. Segundo autoridades iranianas, pena de mulher acusada de adultério está sendo revisada.
Sob o véu da censura
30 de junho de 2010 às 22:11 | 1 ComentárioPor Willian Vieira, de Teerã
Carta Capital
A crescente repressão leva os iranianos a uma vida dupla: desconfiada nas ruas, descontraída e ocidentalizada entre quatro paredes.
Um ano de protestos, um ano de repressão
16 de junho de 2010 às 10:00 | 2 ComentáriosHá um ano, em 12/6, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad era reeleito com 63% dos votos. Há um ano o Irã viu uma das maiores manifestações populares de sua história – comparada à 1979, ano da Revolução Islâmica. Rapidamente, as ruas das principais cidades do país foram se enchendo com cidadãos insatisfeitos com o resultado do pleito e certos da existência de fraude na contagem dos votos.
Entrevista com a Nobel da Paz Shirin Ebadi
11 de junho de 2010 às 16:58 | ComentarEm 31 anos de República Islâmica, a senhora reconhece algum progresso na forma com que o governo lida com os cidadãos iranianos?
Lamento muito que depois desses anos todos passados da Revolução eu ainda não possa me considerar uma iraniana livre. Em 1979, foram impostas ao país muitas leis que vão contra o direito das mulheres. Talvez o governo tenha devolvido um ou dois desses direitos. Ainda faltam muitos outros.
O Irã, um ano após a rebelião contra Ahmadinejad
11 de junho de 2010 às 15:10 | 5 ComentáriosNo Der Spiegel/UOL
O próximo sábado marcará o primeiro aniversário da contestada eleição presidencial iraniana, que provocou manifestações de rua que culminaram dezenas de mortes e incontáveis detenções. Como está o clima hoje no país? Cinco iranianos descrevem as suas vidas no período de uma semana, em maio último
Sexta-feira, 21 de maio de 2010
Hoje, o site da oposição Rah-e Sabz (“Caminho Verde”) cita as palavras do clérigo Mehdi Karroubi: “O povo iraniano foi humilhado. As mais terríveis pressões psicológicas foram exercidas contra todas as classes que integram a sociedade, que atualmente não tem nenhuma esperança de um futuro melhor”.
Em uma declaração, a autoridade responsável pelo meio ambiente minimiza um relatório sobre a poluição atmosférica. “A concentração de partículas na atmosférica não está em um nível drástico”, diz ele.
Como torcer os fatos
10 de junho de 2010 às 15:48 | ComentarPor Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa
Há um grande descompasso entre alguns dos principais jornais brasileiros e a imprensa internacional de maior reputação, na análise das sanções determinadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã.
A crise no Oriente Médio
10 de junho de 2010 às 8:43 | ComentarSanções contra o Irã: inúteis, além de contraproducentes
Robert Dreyfuss, The Nation – Traduzido por Caia Fittipaldi
No Vi o Mundo
A votação, no Conselho de Segurança da ONU hoje, para impor uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear iraniano – os três blocos de sanções impostas antes foram aprovados sob pressão do presidente Bush e de seu governo, com destaque para o embaixador John Bolton – são claro sinal de que o presidente Obama não tem ideia alguma sobre o que fazer sobre o Irã.
Os riscos da governança global
4 de junho de 2010 às 15:49 | ComentarHá dois anos, o National Intelligence Council (NIC) dos EUA publicou o relatório “Tendências Globais 2025″, incluindo cenário no qual o Brasil atua como mediador em situações de crise no Oriente Médio e na Ásia para “ajudar a reconstituir o tecido internacional”, num desempenho diplomático “que os EUA não podiam igualar naquelas circunstâncias”.
Um acordo e seis verdades
26 de maio de 2010 às 11:19 | ComentarPor José Luís Fiori
Valor Econômico
“A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria o Brasil no cenário mundial.” O Globo, 16 de maio de 2010, p. 38.
Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é sabido, quarenta e oito horas depois da assinatura do Acordo, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU, uma nova rodada de sanções ao Irã, junto com a Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia.
A Bastilha persa
23 de maio de 2010 às 11:55 | ComentarNo Estadão
Localizada ao norte de Teerã, aos pés das montanhas Alboz, Evin é a mais notória prisão política do Irã. Ali a massa crítica do país tem sido encarcerada desde a fundação do presídio, em 1971. Daí o ditado iraniano: se quiser conversar com as mentes mais brilhantes do Irã, visite uma ala de Evin. Na 209, ala tradicionalmente destinada aos presos políticos, está o cineasta Jafar Panahi, de O Balão Branco, suspeito de produzir um documentário sobre os protestos que denunciavam fraude nas eleições presidenciais do ano passado. Na quarta-feira, Panahi, que não pode receber visitas ou advogado, anunciou uma greve de fome.
Brasil agiu certo com Irã
23 de maio de 2010 às 10:55 | 1 ComentárioCom uma análise favorável à postura do Brasil face ao bloqueio das negociações sobre o programa nuclear iraniano, o pesquisador Thierry Coville, do Instituto de Relação Internacionais e Estratégicas (Iris), de Paris, aposta que nenhuma sanção econômica faria o Irã mudar de posição. No entender de Coville, a atitude do Brasil e da Turquia de dialogarem com o presidente Mahmoud Ahmadinejad deveria ter sido parabenizada com unanimidade e representa um passo importante na retomada das negociações.
O especialista, que estuda o Irã há mais de 20 anos e é autor de dezenas de obras sobre o país, considera essa via pelas sanções “um caminho perigoso” já que, na ineficácia da punição, a única alternativa que restaria aos ocidentais seria a via militar.
Os interesses do Império e os nossos
21 de maio de 2010 às 21:28 | ComentarAo ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.
Acordo Irã, Brasil, Turquia
21 de maio de 2010 às 14:15 | Comentar
Roger Cohen
Herald Tribune/UOL
John Limbert, que foi refém em Teerã, agora é responsável por assuntos iranianos no Departamento de Estado. Ele deu uma boa descrição das caricaturas que afligem as não-relações entre os EUA e o Irã.
Os americanos veem os iranianos como “evasivos, falsos, fanáticos, violentos e incompreensíveis”. Os iranianos, por sua vez, veem os americanos como “beligerantes, hipócritas, ateus, imorais, materialistas, calculistas”, sem mencionar provocadores e exploradores.
Os interesses de cada um na questão iraniana
20 de maio de 2010 às 10:13 | 1 ComentárioPor Gustavo Chacra
Estadão
Alguns dividem o mundo em blocos, como Ocidente, mundo islâmico, africanos, latinos e outras denominações raciais e geográficas. Outros preferem ver o mundo como um conjunto de Estados nacionais, onde cada nação defende os seus próprios interesses ou, em alguns casos, do regime que a governa.
Direitos Humanos no Irã
20 de maio de 2010 às 9:14 | ComentarDe acordo com o Repórteres Sem Fronteiras da França, o Irã se transformou na “maior prisão de jornalistas do mundo”, um em cada 3 jornalistas presos no mundo hoje está no Irã.
Sanções:’bofetada na diplomacia dos emergentes’
19 de maio de 2010 às 10:39 | 2 ComentáriosBBC/O GLOBO
Um editorial do jornal britânico “The Guardian” afirma que a resolução proposta pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU prevendo sanções contra Teerã é uma “bofetada nos esforços de negociação” das potências emergentes.
Consultor da AIEA analisa acordo iraniano
18 de maio de 2010 às 19:12 | Comentar
O consultor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e assistente do presidente da Eletronuclear Leonam dos Santos Guimarães afirmou ao Opera Mundi que o acordo entre Brasil, Irã e Turquia é satisfatório e que o ceticismo das potências mundiais “não faz sentido”. Segundo ele, o Irã não tem estoque de urânio que o habilite a construir armas nucleares.
Guimarães afirmou também que a indisposição ocidental com o acordo tem raízes geopolíticas e não nucleares, e que a proposta em breve tende a ser aprovada pela AIEA.
Acordo Irã, Brasil, Turquia
18 de maio de 2010 às 19:05 | ComentarRoberto Godoy comenta o acordo firmado em Teerã para que o Irã envie seu urânio enriquecido à Turquia e receba de volta o material para ser usado com fins pacíficos.
O acordo com o Irã
17 de maio de 2010 às 9:03 | ComentarNo Estadão
Ameaça de sanções dos EUA ajudou Lula e sua alma gêmea turca a conseguirem acordo com o Irã
No curto prazo, Lula conquistou uma vitória, assim como Erdogan, sua alma gêmea de Ancara. Os dois convenceram o Irã a aceitar um plano em que os iranianos enviariam urânio para ser enriquecido na Rússia e na França, e o receberiam de volta em troca a ser feita na Turquia. O acordo adia os esforços americanos e de seus aliados franceses e britânicos para impor novas sanções ao regime de Teerã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.







