“No festival de Cannes, a ausência mais notada tem sido a do realizador iraniano Jafar Panahi, autor do filme “O Círculo” (Leão de Ouro de Veneza, em 2000). Panahi fora convidado para integrar o júri, mas está preso desde Março por querer realizar um filme sobre as eleições iranianas. Agora, Teerão proíbe a exibição livre de filmes de realizadores iranianos em festivais internacionais.
França pede libertação de Panahi
13 de maio de 2010 às 11:14 | Comentar
“Dois ministros franceses fizeram um chamado ao Irã pedindo a libertação do diretor Jafar Panahi para que ele possa participar e compor o júri do Festival de Cinema de Cannes, que começa na noite desta quarta-feira,
“Solicitamos sua libertação imediata e pedimos às autoridades de Teerã que respeitem o direito fundamental de liberdade de expressão e criatividade para os iranianos”, disseram os ministros de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, e da Cultura, Frederic Mitterrand, em declaração conjunta.
Panahi, criador de filmes que tratam de problemas sociais na República Islâmica, foi partidário do líder opositor iraniano Mirhossein Mousavi nas contestadas eleições do ano passado que reelegeram o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Em 1.º de março, Panahi, sua esposa, a filha e 15 convidados foram surpreendidos por guardas iranianos em sua casa, segundo líderes opositores. Seus familiares disseram que posteriormente ele foi levado à prisão e que, desde então, ficaram preocupados por sua saúde.
Panahi ganhou o prêmio Camera d’Or no festival de cinema de Cannes por seu filme “O Balão Branco”, de 1995. Ele é considerado como parte do júri da edição de 2010, que começa nesta noite e vai até 23 de maio”. (Estadão)
A Crise no Oriente Médio
3 de maio de 2010 às 13:08 | ComentarDo Cairo a Nova York – Irã, Turquia, Brasil e árabes usam Israel para pressionar EUA.
O Irã, o Brasil e “a bomba”
30 de abril de 2010 às 8:19 | Comentar“O ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim foi tão polido quando preciso e claro, em conferência conjunta de imprensa, ao lado de seu contraparte Manouchehr Mottaki em Teerã nessa 5ª.-feira. Amorim disse que “o Brasil está interessado em participar de uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana.”
A crise no Oriente Médio
19 de abril de 2010 às 9:11 | ComentarDe Teerã a Tel Aviv – Manual para entender a questão nuclear iraniana.
Sanções contra o Irã
18 de abril de 2010 às 9:44 | 1 ComentárioPressões internas fazem Obama apressar-se em impor sanções ao Irã. EUA e potências ocidentais acreditram que iranianos têm programa nuclear para fabricar armas.
Chineses apoiam apenas sanções fracas ao Irã
12 de abril de 2010 às 22:50 | Comentar“Hoje, os iranianos olham ao seu redor e vêem israelenses, paquistaneses, russos e indianos com bombas atômicas. Sem falar nos americanos, em suas fronteiras ocidental, no Iraque, e oriental, no Afeganistão. E sabem que a melhor forma de se impor é com uma bomba atômica, especialmente porque os norte-coreanos deitam e rolam em desrespeito a resoluções internacionais sem serem importunados”.
Liberdade a qual preço?
12 de abril de 2010 às 9:55 | Comentar
Por Roger Cohen
FSP/New York Times
Roxana Saberi, a jornalista iraniano-americana que em 2009 passou 101 dias na notória prisão de Evin, no Irã, escreveu um livro obrigatório sobre seu próprio colapso moral sob interrogatório e a subsequente redenção pela verdade.
“Todo o mundo tem um preço”, disse-me na década de 1980 um agente da CIA em Roma. Penso nessa frase desde então. Ninguém sabe quanta pressão é capaz de suportar, até ser submetido a ela. Acho que a maioria das pessoas tem, sim, um preço, mas nem todas.
Me segurem!
4 de abril de 2010 às 10:12 | Comentar“Os EUA gostam de aparecer como a única força capaz de conter os ferozes Rottweilers israelenses. Assim, todas as demais potências são pressionadas a impor sanções ao Irã. Se alguém não concordar, ali estão os furiosos cães israelenses, sempre a um passo de escapar da coleira. Imaginem o que acontecerá!”
O Iraque, triturado entre EUA e Irã
30 de março de 2010 às 18:42 | ComentarPor Pepe Escobar, no Asia Times Online
Publicado no Vi o Mundo
Mais de sete anos depois de os EUA terem invadido o Iraque para levar “democracia” ao país, os neoconservadores que inspiraram o projeto podem pelo menos experimentar o prazer perverso de assistir à vitória do sectarismo, nas eleições de março, no Iraque, ao mesmo tempo em que assistem a duas derrotas: do ex-primeiro-ministro e aliado da CIA Iyad Allawi, e do atual primeiro-ministro e aliado do Irã Nuri al-Maliki.
Por enquanto, crise é só retórica
22 de março de 2010 às 11:12 | ComentarPor Claudia Antunes
FSP
A crise entre EUA e Israel deve ser vista em perspectiva. Se considerados o balanço do debate interno americano, favorável à posição israelense, e o histórico da relação bilateral, ela não foi muito além dos decibéis a mais na retórica da Casa Branca, por enquanto sem consequências práticas.







