‘Vi muito sangue e comecei a passar mal’, diz brasileira sobre ataque de Israel
Por Babeth Bettencourt
Da BBC Brasil (Via Vi o Mundo)
A ativista e cineasta brasileira Iara Lee, detida por tropas israelenses na ação militar contra embarcações que levavam ajuda humanitária a Gaza na segunda-feira passada, disse que viu “muito sangue” e que começou “a passar mal” quando subiu ao convés do barco em que viajava.
Políticos ocidentais, covardes…
1 de junho de 2010 às 23:13 | ComentarPor Robert Fisk
The Independent, UK, tradução de Caia Fittipaldi (Vi o Mundo)
Políticos ocidentais, covardes demais para ajudar a salvar vidas
Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.
Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e a guerra do Líbano de 2006 (1.006 mortos) e todas as outras guerras e, agora, a matança da madrugada da 2a.-feira significam que o mundo afinal decidiu rejeitar o mando de Israel? Não esperem tanto. Mas, sim, algo aconteceu.
“Vergonha, três vezes vergonha”
1 de junho de 2010 às 23:07 | Comentarde Sílvio Tendler ao governo israelense
No Vi o Mundo
“Srs. que me envergonham:
Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vêm tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina, cada vez mais insuportável.
Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos.
Vergonha, três vezes vergonha!
Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz, e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo de Israel e todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um país para o suicídio coletivo.
A continuar com essa política genocida nem os bons sobreviverão; e Israel perecerá sob o desprezo de todo o mundo..
O Sr. Lieberman [Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel] que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente ao que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.
Abaixo o fascismo!
Paz já!
Silvio Tendler
Cineasta
Brasileira fala sobre ataque de Israel
1 de junho de 2010 às 15:56 | ComentarONU condena ataque a frota humanitária
1 de junho de 2010 às 8:44 | ComentarConselho de Segurança pede investigação ‘rápida, imparcial, credível e transparente’ sobre o ataque.
Brasileira no comboio atacado por Israel
31 de maio de 2010 às 16:39 | Comentar
Por Diogo Costa
Do Opera Mundi
A brasileira Iara Lee, cineasta e ativista social, era uma das integrantes da “Flotilha da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que foi atacado por Israel na madrugada dessa segunda-feira (31/5).
Abaixo, um texto escrito por Iara pouco antes da viagem.
POR QUE VOU A GAZA
Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.
Israel ataca barco com suprimentos
31 de maio de 2010 às 9:50 | ComentarA tolice de boicotar acadêmicos israelenses
28 de maio de 2010 às 14:03 | 2 Comentários
Por Umberto Eco
The New York Times/UOL
Em janeiro de 2003, escrevi um artigo lamentando o fato do jornal acadêmico britânico “The Translator” ter se unido a outras publicações em um boicote a universidades israelenses como forma de protesto contra as políticas israelenses do primeiro-ministro Ariel Sharon. Mona Baker, editora do “The Translator”, foi uma das signatárias de uma carta aberta que anunciava o boicote; pouco depois, ela convidou dois acadêmicos israelenses do conselho editorial da revista a renunciarem. Os dois intelectuais em questão, Dra. Miriam Shlesinger e Dr. Gideon Toury, argumentaram contra as políticas de Sharon, mas isso não fez diferença para Baker.
Entrevista com Sasha Polakow
28 de maio de 2010 às 9:32 | ComentarTodos sabem há décadas que Israel tem arma nuclear, diz historiador.
Israel e Coréia do Norte
21 de maio de 2010 às 14:30 | ComentarQuando Israel fecha as portas a qualquer um que não se alinhe com nossas posições oficiais, estamos nos tornando cada vez mais parecidos com a Coreia do Norte.
Israelenses e palestinos celebram escritores
20 de maio de 2010 às 21:44 | 1 ComentárioHá momentos, nesta cidade dividida e cruel, em que céticos se tornam crentes. A noite de 6 de maio – os muros antigos acesos, o ar carregado de madressilva e jasmim – foi um desses momentos. Distintos autores estrangeiros e talentosos músicos locais se lançaram em uma celebração da literatura, música e companheirismo internacional.
Chomsky na Cisjordânia (em videoconferência)
20 de maio de 2010 às 8:57 | 2 ComentáriosO professor Noam Chomsky finalmente entrou na Cisjordânia… mas por meio de uma videoconferência.
Os estudantes da Universidade de Bir Zeit, perto de Ramallah, onde o célebre linguista americano foi convidado para falar, tiveram de se contentar, na terça-feira (18), com uma palestra audiovisual, feita a partir de Amã. Barrado dois dias antes pelas autoridades israelenses, Noam Chomsky havia desistido de tentar a sorte uma segunda vez na fronteira da ponte Allenby, entre a Jordânia e a Cisjordânia.
Oriente Médio
9 de maio de 2010 às 10:06 | ComentarNova guerra não destruiria o Hezbollah, que é parte do Líbano.
A Crise no Oriente Médio
3 de maio de 2010 às 13:08 | ComentarDo Cairo a Nova York – Irã, Turquia, Brasil e árabes usam Israel para pressionar EUA.
Israel e Estados Unidos: Paz agora!
5 de abril de 2010 às 18:09 | ComentarBernard-Henri Levy
The New York Times
Recentemente foram escritas inúmeras coisas insensatas sobre a suposta crise nas relações entre os EUA e Israel. A verdade é que uma análise da situação revela uma divisão marcante entre as consequências a curto prazo e as repercussões a longo prazo.
Me segurem!
4 de abril de 2010 às 10:12 | Comentar“Os EUA gostam de aparecer como a única força capaz de conter os ferozes Rottweilers israelenses. Assim, todas as demais potências são pressionadas a impor sanções ao Irã. Se alguém não concordar, ali estão os furiosos cães israelenses, sempre a um passo de escapar da coleira. Imaginem o que acontecerá!”
Maior ataque contra Gaza desde janeiro de 2009
2 de abril de 2010 às 11:13 | Comentar
“Aviões israelenses realizaram uma série de ataques contra a faixa de Gaza na noite desta quinta-feira (1º), no mais sério ataque à região desde o fim da ofensiva de Israel em janeiro de 2009″.
Por enquanto, crise é só retórica
22 de março de 2010 às 11:12 | ComentarPor Claudia Antunes
FSP
A crise entre EUA e Israel deve ser vista em perspectiva. Se considerados o balanço do debate interno americano, favorável à posição israelense, e o histórico da relação bilateral, ela não foi muito além dos decibéis a mais na retórica da Casa Branca, por enquanto sem consequências práticas.
Um processo sem paz
17 de março de 2010 às 17:14 | ComentarMouin Rabbani (*)
Estadão
Só incluir o Brasil no diálogo palestino-israelense será inócuo, deve-se mudar o paradigma de negociação
Se ainda fossem necessárias provas adicionais para demonstrar a completa falência da diplomacia americana no Oriente Médio, elas foram proporcionadas pela recente visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, à região. Assim que o avião de Biden aterrissou em Tel-Aviv, seus anfitriões israelenses anunciaram planos para construir outras 1.600 casas nos território ocupado de Jerusalém Oriental. Diante dessa grave violação da Quarta Convenção de Genebra – equivalente, no direito internacional, a crime de guerra – Biden não fez mais do que comentar que tais iniciativas “prejudicam a confiança” no processo de paz.












