O Ano de Charles Dickens

5 de fevereiro de 2012 às 9:52 | Comentar
Por João da Mata

Bicentenário do Nascimento do escritor Charles Dickens (1812-2012).

Aquariano nascido no dia 07 de fevereiro de 1812, em 2012 é celebrado no mundo inteiro o seu bicentenário. Escritor de grande capacidade fabulista foi o criador de tipos grotescos e inesquecíveis. Personagens que vivem através de gerações, mesmo sem a grandeza e consistência dos grandes personagens da literatura. David faz apologia dos pobres e muitas vezes suas tramas nos fazem chorar e rir.

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As três casas de Neruda

8 de dezembro de 2011 às 22:21 | Comentar
Por Lívio Oliveira

Acima: Pablo Neruda e Matilde Urrutia, em Isla Negra

Ao pisar pela primeira vez em solo chileno, confirmei e entendi rapidamente que tudo que há naquele país está impregnado da forte presença espiritual e intelectual de Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 – Santiago, 23 de Setembro de 1973), seu escritor e poeta mais festejado (foi também Senador da República e diplomata), ganhador do prêmio Nobel de Literatura no ano de 1971.

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A literatura que vem do norte de um país formado de ilhas literárias.

1 de março de 2011 às 11:40 | Comentar
Por João da Mata

O Brasil não conhece o Brasil cantava a maior cantora brasileira. O Brasil, apesar da globalização, ainda é pouco conhecido dos brasileiros. A grande literatura de algumas regiões é pouco conhecida no restante do país. A Amazônia brasileira não é rica só na biodiversidade e produziu uma rica literatura.

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Shakespeare e Cervantes – Bloom e a Angustia da Influencia

28 de fevereiro de 2011 às 8:16 | 2 Comentários
Por João da Mata

“A derrota de Dom Quixote é a derrota da fé num mundo sem fé”
Turgueniev

Caro Laurence,

Fico feliz com o seu retorno ao SP com um tema tão palpitante. Sem duvida nenhuma Shakespeare e Cervantes são os maiores escritores da literatura ocidental. Há muito se pensou que os dois faleceram no mesmo dia, 23 de abril de 1616. Por uma diferença nos calendários (justificativa em anexo) esse dia não é o mesmo. Será que Shakespeare leu o D. Quixote? Será que Harold Bloom, o criador da “Angustia da Influencia”, sabia do texto do grande escritor Turgueniev falando do mesmo assunto!

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O Fidel Castro da literatura brasileira

29 de novembro de 2010 às 7:40 | 2 Comentários
Por Mauro Souza Ventura

De toda esta polêmica envolvendo o Jabuti de 2010, que deu a Leite Derramado, de Chico Buarque, o prêmio de melhor ficção do ano, em detrimento do primeiro lugar na categoria, Se eu fechar os olhos agora, de Edney Silvestre, duas constatações me parecem inevitáveis.

A primeira delas é a acertada crítica de Ségio Machado, o editor da Record, de que o Jabuti sucumbiu à era do escritor celebridade. “Se eu amanhã publicar um livro infantil da Xuxa, é capaz que eu ganhe o infanto juvenil. Esse prêmio, do jeito que está sendo disputado, poderia ser feito na plateia do Faustão. Ou do Silvio Santos. Porque não tem absolutamente nenhum critério”, declarou à Folha de S. Paulo.

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Uma celebração ao amor

3 de novembro de 2010 às 20:52 | 2 Comentários
Por João da Mata

Uma celebração ao amor: Centenário de nascimento de Jean Genet

“Resguardar todas as imagens da linguagem e utilizá-las, pois elas estão no deserto, onde é preciso ir buscá-las” Jean Genet

Sei bem caro editor que tudo que escrever é pouco para celebrar esse escritor genial. Escrevo pelas frestas e nas dobras que o tempo me permite. E assim quando dezembro chegar colocarei flores na escrivaninha e no peito para comemorar o centenário de nascimento do grande escritor Jean Genet. Jean nasceu em Paris parido de uma prostituta, de pai desconhecido, e adotado por um casal de Morvan, na Borgonha. Logo cedo começou a roubar e foi preso por diversas vezes. Seus livros são relatos autobiográficos e de seus pares nos infernos e monturos das várias prisões onde ele e seus companheiros / personagens de infortúnios amargaram a dor transformada em arte por esse artista da palavra escrita com fezes, sangue, esperma e grandes caralhos.

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Monteiro Lobato e a proibição da “Caçada de Pedrinho”

30 de outubro de 2010 às 17:45 | 9 Comentários
Por João da Mata

Meus amigos e amigas,

Estou muito preocupado com essa proibição ao livro “ Caçadas de Pedrinho”, escrito por Monteiro Lobato em 1933. Estou aqui com as obras completas do Lobato e já consultei o seu grande biografo Edgard Cavalheiro e não vejo razão para essa proibição. Aprendi a gostar de ler com Monteiro Lobato. Li o D. Quixote das Crianças do Lobato e nunca mais deixei de ler a grande obra prima de Cervantes. Vasculhei o céu com Lobato numa “ Viagem ao Céu”. Li sobre o explorador Hans Staden e me encantei com Os Doze Trabalhos de Hercules recontado por esse grande escritor e editor.

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O 1º livro

29 de outubro de 2010 às 9:12 | Comentar
Por Danclads Andrade

livro

“Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão-cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É gérmen – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar”.

(Castro Alves).

Eu contava com 7 ou 8 anos – não sei ao certo, pois longe vai no tempo os meus 7 ou 8 anos… Rs – quando meu pai chega do trabalho com uma novidade: um presente para mim: um livro! O livro era um clássico de Júlio Verne: “A Volta ao Mundo em 80 dias”.

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Internet e Literatura

9 de agosto de 2010 às 17:08 | Comentar

“Os efeitos da web na literatura são insignificantes frente às possibilidades futuras”, diz Sérgio Rodrigues.

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Curso de Criação Literária

16 de julho de 2010 às 21:40 | Comentar

Por e-mail Fernando Monteiro dá notícia de um curso em São Paulo que ‘ensina’ como fazer literatura. Escritor passado na casca do alho, como se dizia antigamente, Monteiro não põe um pingo de fé nesses tais cursos. O negócio é caro, pelo menos para o meu padrão, cinco parcelas de 400 Reais, ou 1.800 Reais à vista. A propaganda é sedudora: “Venha descobrir na prática como se faz ficção. Através de discussões com grandes nomes da literatura contemporânea, você vai descobrir os caminhos que levam a construção da ficção seja o conto, o romance ou as narrativas breves”.

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A Literatura no Cinema

3 de julho de 2010 às 14:17 | Comentar
Por João da Mata

Todas as artes estão relacionadas. A sétima arte visitou a literatura desde o seu nascedouro. As adaptações para a tela de romances consagrados nem sempre foram bem sucedidas e alguns clássicos da literatura foram filmados diversas vezes. Nesse ensaio discutimos a transposição de três grandes clássicos da literatura universal e ramakes. O Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. O Fausto, de Goethe (foto: Fausto, de Murnau) e Madame Bovary, de Flaubert. Três grandes personagens e tramas que se adaptam perfeitamente a um roteiro cinematográfico.

LEIA O ENSAIO COMPLETO EM PDF AQUI

O crítico de pessoas

3 de julho de 2010 às 9:29 | Comentar
Por Julio Villanueva Chang* -
Há dois mil anos, Plutarco dizia que os atos mais destacados de uma pessoa não revelam nem sua bondade, nem sua maldade. Podemos saber quem é uma pessoa por seus feitos mais públicos e notáveis? O que define uma pessoa: o que ela diz, o que esconde ou o que faz? Um perfil é um gênero jornalístico que tenta explicar alguém a partir destas três perguntas. Em sua forma mais elementar, um perfil é o retrato de uma pessoa, ou seja, uma explicação de quem é e de como chegou a sê-lo. Em suas versões mais ambiciosas, um perfil é uma reportagem, em forma de narrativa e ensaio, sobre uma pessoa singular. É o relato de sua vida e a biografia do caráter que a governa.

Um perfil tenta dar lógica a uma vida extraordinária: tenta ser um relato mais ou menos completo da vida e do caráter de uma pessoa, mas também pode limitar-se ao drama de alguém numa determinada situação de sua vida. Por exemplo: o perfil de uma pacata mãe de família que em poucos dias se transforma numa guerreira devido ao sequestro de sua filha. Ou o perfil de um craque do futebol em decadência que pensa em se aposentar. Às vezes, quem escreve um perfil só decide contar um episódio da vida de uma pessoa para explicar a subcultura à qual ela pertence (e todos os preconceitos e mitologias por trás dela). Assim, por exemplo, podemos fazer o perfil de um ator de sucesso, focando no fato de ele ser um mulherengo incorrigível e ensaiando a ideia da incapacidade de amar. Nesse caso, esta história não trataria tanto de narrar o estilo de vida dos galãs solteirões, e sim de retratar, a partir de um deles, aqueles seres humanos incapazes de amar alguém. Nesse sentido, se pretende ser memorável, um perfil deve não só definir uma pessoa no singular, como também universalizá-la dentro de sua comunidade. Em consequência, este gênero alcança mais leitores ao converter a história íntima de alguém na história íntima de toda uma legião.

Um perfil é, assim, a escavação de uma personalidade. Seu autor se vale de uma montanha de entrevistas, documentos e, por fim, de seu olhar seletivo: comunica o que sabe e o que ignora. E há casos como o de Janet Malcolm, que evita dar ao leitor a ilusão de que está lendo algo objetivo e prefere evidenciar sua posição. Nesse sentido, não há gênero no jornalismo mais subjetivo que o perfil. Os leitores, é claro, sempre esperam que o autor seja responsável pela autoridade de suas conclusões sobre uma pessoa. Tampouco se trata de parafrasear uma seleção de declarações que um sujeito dá sobre si mesmo em entrevistas. O perfil mais desafiador é o que atravessa um oceano (ou um deserto) de informação e de tempo para tentar retratar uma pessoa.

Um escritor de perfis sabe que enfrenta um gênero tão ambicioso quanto decepcionante: trata-se de conhecer uma pessoa. Por isso, é o gênero mais completo e, ao mesmo tempo, o mais falível. “Os grandes artistas nunca são iguais dois dias seguidos. Melhor assim, pois a irregularidade costuma ser um dos sinais do gênio”, recordava Proust. É preciso ser um pesquisador do comportamento, um biógrafo ensaísta, um repórter com mentalidade histórica, um retratista sob juramento. Em suma, alguém que narra e explica com autoridade um modo de ser humano numa época.

O perfil é um gênero de gêneros. Perfilar uma pessoa pode exigir um trabalho superior a qualquer outro gênero de jornalismo: a obsessiva busca por pistas de um detetive, a visão em escala de um historiador, a dúvida metódica de um ensaísta, a clareza de um professor, o instinto narrativo de um escritor. Trata-se, em resumo, de: 1. Reportar e contextualizar a vida pública e privada de uma pessoa. 2. Ensaiar ideias sobre ela e sua comunidade. 3. Narrar e condensar sua história em cenas e resumos.

O ponto de vista de quem escreve um perfil não é neutro: pode ir da simpatia à irreverência. Buscar o equilíbrio entre ambas é um trabalho de dissimulação. Os extremos oscilam entre a adulação e a maledicência. O autor de um perfil caminha sobre uma corda-bamba cujos extremos são a piedade e a crueldade. O tempo todo enfrenta decisões éticas: o que contar e o que calar sobre a vida e a personalidade de alguém, o que iluminar e o que obscurecer. Um escritor de perfis não assume a postura de um fiscal ou de um advogado. Seu trabalho não é apresentar provas, e sim ensaiar explicações com a maior autoridade possível. Sem ela, um perfil pode acabar sendo uma cortesia, um linchamento ou apenas um mal-entendido. É fácil ser bom e é fácil ser mau: o difícil é ser justo.

Nem todos merecem um perfil. Excentricidade, fama e tragédia não são condições suficientes para um perfil. O ideal é que o personagem alcance a estatura de um símbolo. Tampouco é imprescindível entrevistar o protagonista da história para conseguir um grande perfil (como nos casos de “Frank Sinatra está resfriado”, de Gay Talese, ou “O imperador” de Ryszard Kapuscinski). Nesse sentido, o perfil por excelência é o obituário, este retrato entre o epitáfio e a lápide que se escreve sobre a vida de um morto fresco. Um escritor de perfis é um crítico de pessoas.

Depois de ler um perfil, se ele é bom, um leitor sabe se gosta ou não da pessoa que acaba de “conhecer”. Há, no fundo de qualquer perfil, um conteúdo exemplar que encanta mesmo quem não tem o hábito de ler, pelo simples fato de que precisamos de modelos para viver. Sem se propor a isso, um perfil acaba sendo um texto de autoajuda.

*JULIO VILLANUEVA CHANG é jornalista

Latinos

24 de junho de 2010 às 10:21 | Comentar

Por Astier Basílio

Não me lembro qual foi o primeiro autor de língua espanhola que li. Seguramente foi chileno Neruda. Acho que Cem Sonetos de Amor. Emprestado de Ceminha, meu anjo e minha professora de literatura do CAD, em Campina Grande.

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Pluralistas no café

18 de junho de 2010 às 23:07 | 8 Comentários

Os pluralistas (da esq. para a dir.), João da Mata, Moacy Cirne, Tácito Costa, Jarbas Martins, Marcos Silva e Chico Guedes, colocaram o papo em dia hoje à tarde no café da Siciliano do Midway.  Homero Costa também participou, mas saiu antes da foto. Literatura, cinema, futebol e copa, Cascudo, Joyce… foram alguns dos assuntos abordados. Aos saudosos do Balaio Vermelho as notícias não são alvissareiras, quer dizer, não são em parte, o poeta Moacy anunciou que o blog retorna, não sabe ainda quando, mas no antigo formato, em papel e xerocado. Ou seja, em processo artesanal, anterior a Gutenberg.

O conferencista e seu fantasma

17 de junho de 2010 às 9:33 | 1 Comentário

Por José Castello
A Literatura na Poltrona

Chamam-me, cada vez com mais frequencia, para falar do destino do pensamento e das palavras em um mundo gerido pela web. Foi o que aconteceu na semana passada, quando estive no Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, para uma palestra sobre o futuro da subjetividade em um mundo amarrado pelas redes de informação. Recebi o convite de Carmem Da Poian, uma amiga preciosa, que nunca me falha. Precisava corresponder à confiança que ela depositava em mim. Decidi ir.

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James Joyce e J. L. Borges

16 de junho de 2010 às 14:43 | 4 Comentários
Por João da Mata

sim, eu disse sim. SIM

Borges foi alfabetizado em língua inglesa. Leu o D. Quixote pela 1ª vez (prima volta) na famosa versão inglesa de Smollet. Na intimidade era chamado Georgie.
Os dois são ligados pela tragédia da cegueira. Cego também era Ulisses, cuja Odisséia inspirou o Ulisses de Joyce. No livro Elogio da Sombra Borges escreveu o belo poema

(J. L. Borges em Elogio da Sombra, 1968)

Em um dia do homem estão os dias
do tempo, desde aquele inconcebível
dia inicial do tempo, em que um terrível
Deus estabeleceu os dias e agonias,
até esse outro em que o onipresente rio
do tempo terreno retorne à sua fonte,
que é o Eterno, e que se apague no presente,
o futuro, o ontem, o que agora é meu.
Entre a aurora e a noite está a história
universal. Da noite vejo
a meus pés os caminhos do hebreu,
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.
Dai-me, Senhor, coragem e alegria
para escalar o cume deste dia.

Borges também traduziu o célebre monólogo de Molly Bloom. Do qual transcrevemos uma parte na tradução do Haroldo de Campos.

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Entrevista com o escritor irlandês Colm Tóibin

16 de junho de 2010 às 9:10 | Comentar

Público

Em “Brooklyn”, Colm Tóibin segue a lição de Henry James e cria um mundo estritamente confinado ao olhar e à mente da protagonista. “É como ter um guardanapo pousado numa toalha e só poder olhar para o guardanapo”, diz nesta entrevista.

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Funcarte oferece curso “Cultura de literatura”

8 de junho de 2010 às 8:57 | Comentar

A Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, realizará o curso Cultura Contemporânea: uma introdução – Módulo Literatura com a pesquisadora Zuleide Duarte, da Universidade Estadual de Campina Grande. O módulo será realizado de hoje a sexta-feira, no auditório da Funcarte. Serão oferecidas 50 a vagas e será cobrada uma taxa de 10 reais. O curso tem início nesta terça-feira (08), das 14h às 17h30, no auditório da Funcarte. Informações pelo telefone 3232-4599

Marcel Reich-Ranicki completa 90 anos

2 de junho de 2010 às 21:42 | Comentar

O mais popular crítico literário alemão se diz advogado dos leitores, e não dos autores. A voz penetrante, levemente rouca e seu dedo em riste são sua marca registrada.

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Wilson Bueno é encontrado morto em casa

1 de junho de 2010 às 11:09 | 1 Comentário

O escritor Wilson Bueno foi encontrado morto em sua casa, em Curitiba, por volta das 19h de segunda (31), por seu irmão de criação, João Santana, que cuidava dos negócios de Bueno.

Santana explicou que o crime teria acontecido na noite de domingo (30), quando Wilson chegava em casa, no bairro de Tingui. Ele contou que o irmão foi esfaqueado por trás, próximo à cabeça, quando estacionava o carro. De acordo com Santana, os criminosos não levaram nada do escritor.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”