O escritor Wilson Bueno foi encontrado morto em sua casa, em Curitiba, por volta das 19h de segunda (31), por seu irmão de criação, João Santana, que cuidava dos negócios de Bueno.
Santana explicou que o crime teria acontecido na noite de domingo (30), quando Wilson chegava em casa, no bairro de Tingui. Ele contou que o irmão foi esfaqueado por trás, próximo à cabeça, quando estacionava o carro. De acordo com Santana, os criminosos não levaram nada do escritor.
Arrigucci Jr. lança ‘O Guardador de Segredos’
30 de maio de 2010 às 9:35 | ComentarProfessor da USP tenta desvendar como prosadores e poetas vinculam sua experiência pessoal à histórica.
A ficção contemporânea brasileira
29 de maio de 2010 às 19:40 | Comentar“Como registra a nossa historiografia crítica e literária, alguns olhares estrangeiros foram determinantes para a tradução e afirmação da literatura e da cultura produzidas no Brasil.
Alguns desses olhares nos legaram exímias leituras das nossas letras e assinaram a autonomia da literatura brasileira, como atestam, no século 20, os textos de ensaístas como o alemão Willi Bolle e a italiana Luciana Stegagno Picchio, entre outros”.
As fronteiras rasgadas
19 de maio de 2010 às 10:47 | Comentar
Por José Castello
Blog A Literatura na Poltrona
A literatura, ou a vida? A pergunta, que atordoa os escritores desde o Romantismo, toma forma em um email que recebo de um leitor, Eduardo Sabino. Sem disfarçar a perplexidade, ele me oferece uma estranha definição de meu trabalho. “Você lê a vida como se ela fosse um romance”, diz. “E sente suas leituras como se elas fossem a própria vida”.
Eduardo toca em meu ponto fraco: aquele rasgão, que costura alguma é capaz de remendar, no qual literatura e vida se misturam. Para me salvar, penso que, talvez, este seja meu ponto forte – se é que tenho algum. Nem forte, nem fraco, ele não passa do ponto desde o qual escrevo, ou tento escrever. Não só eu, mas grande parte dos que, nesse começo de século, insistem na literatura.
“Resenha passou a ser um resumo publicitário”
17 de maio de 2010 às 9:53 | ComentarEntrevista com Suzi Frankl Sperber, doutora em teoria literária, professora da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e coordenadora do LUME (Grupo de Pesquisas Teatrais).
Boas vindas
16 de maio de 2010 às 22:30 | 7 ComentáriosAcrescentamos mais três páginas/colunas no SP. Dos poetas Jarbas Martins e Nina Rizzi e da contista e dramaturga Cláudia Magalhães. Embora Nina (aqui) e Cláudia (aqui) mantenham excelentes e visitados blogs, aceitaram de imediato o nosso convite. O mesmo se deu com Jarbas, que pegou gosto pela internet e vem nos brindando com ótimos textos. As meninas entenderam o verdadeiro espírito da Web, onde tudo está interligado e em constante diálogo, babel de links se comunicando, num ciclo infindável. São nomes de peso da literatura que nos honram com suas presenças neste espaço. Aos três o nosso obrigado.
Portugal Telecom anuncia semifinalistas
16 de maio de 2010 às 10:34 | Comentar
“Quatro escritores portugueses estão nomeados para o Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa: José Saramago (“Caim”), António Lobo Antunes (com duas obras:”O meu nome é legião” e “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?”), Mário Cláudio (“Boa noite, Senhor Soares”) e Maria Teresa Horta – foto (“Poemas do Brasil”).
Os quatro fazem parte da lista de semifinalistas do prémio, que foi apresentada hoje, no Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro.
3 sugestões de blogs sobre literatura
16 de maio de 2010 às 9:56 | ComentarPor Antônio Xerxenesky (aqui)
Na minha cabeça, toda pessoa que se interessa por literatura e utiliza o sistema conhecido como “A Internet” para ler sobre o tema conhece dois blogs: o do Sergio Rodrigues (aqui) e o do Michel Laub (aqui).
Aproveito então esse espaço para listar três não-tão-populares que merecem igual destaque. É uma pergunta que me fazem com frequência: “quais blogs tu mais recomenda?”. Admito, a lista de links ali do lado anda grandalhona demais para servir de guia.
O primeiro é o MundoLivro, do Carlos André Moreira (aqui). Embora ele seja conhecídissimo aqui no RS, o resto do país ainda não dá a atenção que merece. O segundo é o do Kelvin K., (aqui)amigo que conheci no grupo de estudos de Vila-Matas. O blog dele tem um viés mais sério e acadêmico, talvez, mas é escrito com um cuidado tão grande das palavras que nem parece. Uma delícia de ler, pois Kelvin, apesar de todo conhecimento teórico, mantém o tesão pela literatura. Raridade. O terceiro é o da Raquel Cozer (aqui), que publica semanalmente a coluna Babel do Estadão. Nas últimas semanas, o blog dela só tem registrado essas colunas (falta de tempo para blogar, como eu?), o que já é bom o suficiente para quem não mora no estado de São Paulo e não tem, por consequência, o hábito de comprar O Estado de São Paulo.
Encerro, por fim, com um pedido para que a Carol Bensimon volte urgentemente a blogar sobre literatura, e não só sobre cidades bonitas.
Tariq Ali
16 de maio de 2010 às 9:38 | 2 ComentáriosO longo e decisivo caminho – da militância política à literatura
Em fotos de manifestações políticas dos anos 1960, Tariq Ali é inconfundível: o espesso cabelo preto e o bigode hirsuto; o punho cerrado e o característico avanço para o primeiro plano. Após sair de Oxford, em 1966, ele começou a agitar por um levante de trabalhadores – não só na Grã-Bretanha, mas em todo o mundo. Seu livro 1968 and After: Inside the Revolution (1978) ressalta “a importância-chave da classe trabalhadora como o único agente de mudança social”. Seu herói: Che Guevara.
As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
15 de maio de 2010 às 8:52 | ComentarPor Enzo Potel
Blog Orgia literária
Imagine um rei, dono de uma das maiores extensões de terra no planeta, que ia do Irã até a Coréia do Norte, pegando Rússia e Vietnã, atravessando toda a China. Pode imaginar esse rei nos dias de hoje se quiser. Agora imagine um homem que conhece tudo isso, e que começa a contar ao rei o que existe intimamente na vastidão daquilo tudo que o rei acha que possui. Abra um atlas de sonho com As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino. Calvino inventa cinqüenta e cinco cidades que estão sendo descritas pelo viajante Marco Pólo ao imperador da antiga Tartária, Kublai Khan, em meados do século XII. E como ele nunca conhecerá as cidades, porque Marco não colocaria uma pitada de invenção nessas narrações?
Literatura na WEB
14 de maio de 2010 às 18:48 | ComentarA literatura através da internet está se tornando um negócio próspero na China, onde aproximadamente um milhão de usuários ganham a vida publicando livros e histórias, segundo o jornal China Daily.
A demanda por esse tipo de conteúdo tem crescido. Sites especializados na publicação das obras cobram dos leitores que desejam acessá-las, embora os preços sejam até dez vezes menores do que os das edições de papel, e repassam de 50% a 70% da arrecadação aos escritores.
Os autores são contratados para escrever um determinado número de palavras, e geralmente empregam entre seis e dez horas por dia neste tipo de trabalho, disse um dos escritores ao jornal.
Os leitores pagam entre 4 e 5 yuan (cerca de R$ 1) para acessar estas obras literárias. Dependendo da fama do profissional, em alguns casos é possível arrecadar até US$ 140.000 – cerca de R$ 250 mil – por ano.
Não é um caminho fácil para os escritores chineses, pois eles enfrentam a limitação da censura – que os proíbe, por exemplo, de escrever sobre pornografia, informou o China Daily. Também há o risco de que suas obras sejam copiadas algo que, de acordo com algumas empresas do setor, acontece frequentemente.
A China tem a maior comunidade online do mundo, mais de 400 milhões de usuários, apesar de extensas limitações de acesso impostas pelo governo do país.
Fernando Pessoa
14 de maio de 2010 às 18:15 | ComentarDa permanência de Fernando Pessoa na língua e na literatura do século XXI
A minha pátria é a língua portuguesa
Fernando Pessoa
Desde minha adolescência, então marginalizada, acostumei-me a escutar com freqüência, através dos discursos de meus amigos, construções parafraseadas de idéias, versos ou simplesmente intenções verbalizadas que me pareciam interessantes, dado o caráter existencial despreocupado, desencantado e pleno de uma dignidade ontológica, muito assemelhada a uma aparente malade psicológica. Descobri, pouco tempo depois, que ali havia um belo trago da poesia de Álvaro de Campos. Achava fascinante ou transcendente. Ler Campos parecia basear-se em alguma purificação sublime. Parecia que o sentia por perto, de alguma forma.
Sobre Anna Akhmátova
13 de maio de 2010 às 14:25 | ComentarFernando Monteiro & Anna Akhmátova: um diálogo possível da poesia ocidental
Pode parecer estranho um poeta escrever todo um poema longo estimulado pela visada instantânea e avassaladora de um rosto feminino numa fotografia antiga. A imagem em preto-e-branco deflagra uma viagem ao fundo da herança poética e cultural planetária acumulada, que passa a envolver referências antigas, presentes e em constante progressão resguardadas no seu refluir greco-romano, medievo e iluminista, e somadas aos oráculos orientais nas vastas paisagens de montanha e deserto. Completando esse veio elastecido em verticalidade poética e desdobramento cultural que atravessa os séculos, do 19 em diante são trazidos a lume e em razoável proporção os rumos e descaminhos reinventados e deslindados pela poesia de amor e de guerra no Ocidente.
Odisséia (dos tempos em que líamos Cortázar )
13 de maio de 2010 às 8:24 | 1 ComentárioPor Jarbas Martins
…encontrarmo-nos às l8,l5, em frente a uma igreja barroca, pegarmos uma estrada, numa quarta-feira, sem uma cidade, vila ou pousada previamente escolhidas, evitando as praias, suas estridências luminosas, repletas de turistas e vendedores, de qualquer produto que te fascine como a uma suscetível criança falsa; e dessas cidades e vilas e cidades, ao invés de, formar uma colar de nomes que te ofereço como um colar surreal para tua garganta branca de papisa. collar, cascabel ebrio, verso de pablo neruda, que adoras propositalmente confundir com octavio paz. ebrio collar, cascabel. e inventas para teu gozo o octavio neruda ou um pablo paz, pouco importa.collarcascavelebrio. repetes enquanto desviamos de motéis, o que sem dúvida é bem mais excitante, como me estimula não te tocar o sexo, e, ao invés de, advinhar o cheiro do teu sexo, o formato de tua vulva, palavra como uma relíquia, vulva aberta como uma flor ou uma concha marinha, para o toque estudioso dos meus dedos, da minha voz em gritos e sussurros- euteamo, eu te amo, eu teu eumeu, tu minha circe (foto)- e para os meus beijos elétricos como os colibris; porque não uma dose de fetichismo e, em uma pequena casa alugada, próxima ao mar, você paramentada com um vestido negro e uma venda de themis nos olhos, ouvindo vivaldi e sonetos de shakespeare, ou dylan thomas, em velhos discos de vinil, e eu te rogando como um ulisses acorrentado, para que me deixasse para sempre perder-me em teu mar de endriagos e sereias e bússolas destroçadas- mas ler homero não estava nem nunca esteve em nossos planos.
Socie e seus casos
13 de maio de 2010 às 8:20 | ComentarPor Shannya Lacerda
Adoeceu, virou só catarro, ou será o próprio escarro da insana Socie?
Por amores o homem enlouqueceu e pelas vivas paixões corrompeu os que antes gostavam de viver com Socie.
Sua insanidade cegou-lhe a mente e de um vazio seu corpo se afogou. Não sabia-se mais homem.
Porém era o novo homem que a Socie tanto queria. No entanto, esse novo tangenciava-se do natural. O novo parecia embrutecido, estagnado, envelhecido, paradoxalmente em sua aparência, mais jovial.
Adoentado, julgava-se amado quando na verdade era dia após dia evitado, esquecido.
Amargurado, alheou-se do mundo e o mundo tratou de alheá-lo, bani-lo, expurgá-lo.
Contudo, o mais novo velho doente continuava lá, tal qual latejo de dor de dente, transparente, invisível, mas lá presente mesmo de forma transparente à familiares, parentes e a todo e qualquer amante de Socie.
Impiedosa, maltratava seus semelhantes e com seu jeito cínico e arrogante não ligava aos que a ela implorava um pouco de compaixão. Vilã, iludia os que lhe apraziam e destruía os que não mais lhe davam
o que pedia. Socie faz de seus homens o escarro verde que todos expurgam, mas será que os tais “todos” não já foram forjados catarros, descartáveis cancros, e apesar de tudo: homens?
Dúvidas apócrifas do suicida Padre Célio
12 de maio de 2010 às 21:32 | ComentarPor Márcio Lima
Quando ainda no seminário, comentava-se da sua doença. Os superiores tomaram conhecimento, mas, mesmo assim, o ordenaram, numa espécie de grande esforço condolente, pois o jovem rapaz vindo do interior para ser padre, pedira que o ungissem sacerdote, queria “celebrar uma ou duas missas”. Assim foi feito, indo residir no Santuário de Santa Rita do Lima, integrante que era dos quadros da Sagrada Família.
Odisséia (dos tempos em que líamos Cortázar)
12 de maio de 2010 às 13:31 | 2 ComentáriosPor Jarbas Martins
quando eu te encontrei, n., digamos em um maio de chuva, álcoois, textos de paul celan, filmes de orson welles, citações musicais de caetano, não pude sondar o teu mistério; quem sabe, pensei, pudesse irromper-se de vez, da tua garganta, branca como a de uma papisa, a exclamação que me acordasse do tédio e do desconforto. e me levasse para sempre a uma ilha submersa, ou a um porto sepulto como o de ungaretti. depois, o teu marido, a minha má vontade para com as bússolas e os cruzeiros marítimos, a minha primeira mulher não me permitiriam que me visse nos teus olhos, brilhantes como os de palas athena, me smo porque ler homero nunca estivera nos meus planos. vem ,desde esse tempo, o estabelecimento de um rigoroso pacto, que consistia em um jogo de ocultamentos e revelações, como no jogo de esconde-esconde, lembras? e, passados vinte anos, nos leva a supreender-te e a surpreender-me em um hábito, em um gesto, deslocados de uma cor, de um sistema, de uma rotina e, desse modo, vivermos ocultos e fervorosos como dois crentes, incrédulos e fantasiosos como uma fábula circense de fellini; planejamos, então, um itinerário de fuga e deserção, só pelo prazer de sentir, na carne, um sentimento de covardia, a consciência dessa fuga, ,deus sabe para onde; projetos e roteiros meticulosamente calculados, segredados pelo telefone, em um bilhete, à maneira de um poema e ilustrado com desenhos, entregue por baixo de uma mesa de bar; ou proclamados com um simples levantar de sobrancelhas…
Entrevista com Lya Luft
11 de maio de 2010 às 22:16 | 1 Comentário
Ubiratan Brasil
O Estado de S.Paulo
Em 30 anos de carreira, Lya Luft publicou 20 livros. No mais recente, Múltipla Escolha, que ela lança quinta na Livraria Saraiva do Shopping Center Norte, a escritora prossegue em sua trajetória de convidar o leitor a pensar. Assim, desde o horror à descriminalização das drogas até as exigências sociais, Lya propõe um combate à mediocridade a partir da reflexão. Esse é o tema também da seguinte entrevista, realizada por e-mail.
Instituto relança revista Oeste
11 de maio de 2010 às 17:55 | Comentar
Já está à venda na Livraria Siciliano do Midway a revista Oeste, do Instituto Cultural do Oeste Potiguar, com entrevista (Elder Heronildes), ensaios, contos, poemas, artigos e crônicas. A publicação, criada em 1958, em Mossoró, foi editada até 1998. Retorna agora graças ao empenho da nova diretoria do Instituto, que tem a frente os escritores Clauder Arcanjo (presidente) e David Leite (vice-presidente). Respondem pela edição, os escritores Cid Augusto, Kydelmir Dantas e Geraldo Maia. Por suas páginas textos e poemas de Clauder e David, Demétrio, Anchella, Leontino, Mário Gerson, Paulo de Tarso, Zenaide de Almeida e Rizolete Fernandes, entre outros. Um dos enfocados na edição é Raimundo Soares de Brito, em texto assinado por Geraldo Maia, que presta oportuna homenagem ao pesquisador.
O leitor eterno
10 de maio de 2010 às 9:30 | ComentarPor José Castello
A Literatura na Poltrona
Leitores me escrevem para pedir que eu avalie originais, indique editoras, assine orelhas, ou prefácios. Não me sobra tempo, e nem forças, para atender a esses pedidos e, por isso, muitos se decepcionam e, até, se sentem traídos.












