Dia Mundial do Livro – 23 de Abril
Uma falsa coincidencia
“Tudo no mundo existe para, algum dia, terminar num livro.” Stéphane Mallarmé
“Os livros são como os homens: alguns poucos têm um grande papel, enquanto o resto se perde na multidão.” Voltaire
O dia 23 de abril foi escolhido o dia mundial do livro em homenagem ao dia do falecimento de escritor Miguel de Cervantes Saavedra (1547- 1616). Além do Dom Quixote de la Mancha, Cervantes escreveu A Galatéia (novela pastoril), as novelas exemplares, entremezes (teatro), etc. O Dom Quixote, publicado em dois volumes 1605- 1615, é um livro fundador do romance moderno, considerado por muitos o maior livro de ficção de todos os tempos. Em 2005, o mundo inteiro comemorou os 400 anos da 1ª edição da primeira parte de “El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha”.Infelizmente, o dom. Quixote só foi traduzido para o português no final do século XVIII (1794). A primeira referência à sua recepção no Brasil está no poeta Gregório de Matos, século XVII. Desde então, é grande a influência do D. Quixote nas artes e na literatura Brasileira.
Diários da inocência perdida
18 de abril de 2010 às 10:39 | Comentar“Parece difícil imaginar que exista alguma poesia na rotina de adolescentes sexualmente exploradas, mas é esta a primeira surpresa que se tem na leitura de As Meninas da Esquina, da jornalista Eliane Trindade (Record, 420 pgs. R$ 47,90)”
Livros, pensamento, sensibilidade
17 de abril de 2010 às 9:47 | ComentarAmigos e amigas:
A notícia sobre o acervo destruído em biblioteca pública potiguar (mais instalações desconfortáveis, precárias e hostis) é deprimente: que estamos fazendo conosco?
Faço questão de isentar os bibliotecários de responsabilidade pessoal pelo descalabro: todos os profissionais da área com quem convivi e convivo são pessoas sérias e responsáveis, que sabem muito bem qual a importância dos livros no mundo.
Agora: como silenciar a irresponsabilidade de gestores que não prevêem a garantia do patrimônio espiritual da humanidade, contido em livros que se expõe a chuva, microorganismos e outros fatores destrutivos?
Que tal promovermos uma campanha permanente de defesa do patrimônio em livros? Bibliotecas privadas são vendidas a quilo, quando seus organizadores morrem. Bibliotecas públicas são destruídas com a conivência de quem deveria zelar por sua presença na cena social.
Tenho a impressão de que nós, escritores e leitores, temos atitudes auto-centradas: compramos nossos livros, lemos em casa e deixamos a sociedade sem ler. Conivência com o descalabro?
Uma nota de esperança potiguar: a Biblioteca Zila Mamede, na UFRN, funciona bem.
Abraços entristecidos:
E a Myriam Coeli foi parar no sótão
17 de abril de 2010 às 9:11 | ComentarLivros molhados, mofados e rasgados foi o que sobrou da biblioteca Myriam Coeli, desativada há dois anos na Cidade da Criança.
Uma lista de livros que não me foi pedida
14 de abril de 2010 às 14:17 | ComentarPor Jarbas Martins
Para que serve uma lista de livros, que considero básicos, da Literatura Norte-rio-grandense ? Também não sei.
1.Obra completa ( prosa ) de Bartolomeu Correia de Melo
2.Obra completa ( poesia ) de Ferreira Itajubá
3.Ensaios e os chamados “poemas apócrifos” de Franklin Jorge
4.”Vibrações” ( poesia ) de Henrique Castriciano
5.Obra completa ( poesia ) de Homero Homem
6.”Livro de poemas de Jorge Fernandes” ( sic ) de Jorge Fernandes
7.Obra completa ( poesia ) de Nei Leandro de Castro
8.Obra completa ( teatro ) de Racine Santos
9.Obra completa ( poesia ) de Sanderson Negreiros
10.”Navegos” ( poesia ) de Zila Mamede
Leituras privadas, livros públicos
14 de abril de 2010 às 10:13 | ComentarPor Marcelo Coelho
FSP
IPOD, IPAD, iPhone, Bluetooth: não me perguntem a diferença entre uma coisa e outra. Quase nunca uso o celular e acho isso uma felicidade.
Cascudo Musicólogo
14 de abril de 2010 às 9:53 | 4 Comentários
III- Personalidades da Cultura do RN
CASCUDO VIVE
Cascudo vive no coração e mente de todos aqueles que conseguiram penetrar em seu Universo. De sonhos, crendices, superstições, gestos, arte, ciência e música. Cascudo vive em seus livros. Agora, em boa hora, reeditados por uma grande editora, a Global. Na estante, ao lado dos grandes clássicos da humanidade, a cascudiana tem lugar de destaque. Em cima uma jangada convida a navegar por este universo maravilhoso de nós mesmos, onde o passaporte não é necessário.
Paixão pelos livros
12 de abril de 2010 às 18:21 | Comentar
Por Moacyr Scliar
Na revista Mente e Cerébro
Ilustração: bibliotecário, óleo sobre tela, Arcimboldo, c.1566, castelo Skokloster, Estocolmo
O paulista José Mindlin, que morreu, recentemente, aos 95 anos, era advogado, empresário, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), mas ficou conhecido mesmo como bibliófilo. Sua paixão pelos livros era lendária e traduziu-se num acervo de cerca de 40 mil títulos, que incluíam obras raras e de valor incalculável. Boa parte desta biblioteca foi doada para a Universidade de São Paulo (USP), em um gesto generoso e compatível com o vocábulo bibliofilia, que traduz uma genuína, mas não egoísta, paixão pelos livros. O bibliófilo é um leitor, claro, e um leitor culto, que conjuga sua admiração pelo texto com um afeto pelo objeto livro – um produto que às vezes pode se transformar numa verdadeira obra de arte, quando, por exemplo, é ilustrado por um grande artista.
A bibliofilia não deve ser confundida com a bibliomania (embora no dicionário de língua portuguesa Houaiss as palavras apareçam como sinônimos), uma desordem obsessivo-compulsiva, que não obedece a qualquer critério lógico. O bibliomaníaco às vezes adquire numerosos exemplares do mesmo livro e da mesma edição, sem propósito aparente, apenas movido por um impulso incontrolável. Exemplo disso temos no personagem vivido por Mel Gibson no filme Teoria da conspiração (1997), que se sentia obrigado a comprar um exemplar de O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, sempre que saía para a rua. A paixão pelos livros é um dos temas de Auto-de-fé, romance de Elias Canetti (1905-1984), Nobel de Literatura de 1981. Nascido na Bulgária, em uma família de judeus sefaraditas, Canetti cresceu falando búlgaro, alemão, inglês e ladino (um espanhol arcaico usado pelos sefaraditas). Publicado em 1935 Auto-de-fé foi imediatamente proibido pelos nazistas e só recebeu atenção depois de 1960, quando foi reimpresso. O protagonista é Peter Kien (provavelmente um trocadilho a palavra espanhola quien, sugerindo que não se sabe exatamente “quem” é esse homem). Especialista em mandarim (idioma chinês), o personagem alia à sua profissão uma tremenda paixão por livros. Ele tem a mais importante biblioteca da cidade, um acervo de 25 mil livros. Mas precisa lutar contra a obsessão de comprar livros (mesmo os ruins): “Felizmente as livrarias não abriam antes das oito da manhã”, diz Canetti, sugerindo que, se isso acontecesse, Peter madrugaria para adquirir livros, que para ele eram mais importantes que os seres humanos; uma pessoa só tem importância se valoriza os livros. Mas existe aí um elemento de ambivalência: em pesadelos ele vê a biblioteca destruída por um incêndio (semelhante às fogueiras da Inquisição que Auto-de-fé evoca). Pior, a cultura que adquiriu não o tornava sábio: é um homem ingênuo, dominado por uma governanta sexagenária, com quem acaba se casando.
Dom Inácio, meu amigo – eu confesso
12 de abril de 2010 às 14:25 | 3 Comentários
I – Personalidades da Cultura do Rio Grande do Norte
“São os livros os mestres mudos que ensinam sem fastio, falam a verdade sem respeito, repreendem sem pejo, amigos verdadeiros, conselheiros singelos; e assim como a força de tratar com pessoas honestas e virtuosas se adquirem, insensivelmente, os seus hábitos e costumes, também à força de ler os livros, se aprende a doutrina que eles ensinam”. Padre Antonio Vieira – Quatro séculos de nascimento.
O livro muda a nossa vida. Os livros são os tijolos com que construímos nossa cidadela. A cidadela de Inácio é construída de livros. Ele é um livro-pessoa como na fábula de Ray Bradbury em Fahrenheit 431. Inácio é como um Julien que não se cansa de abrir seus fólios e brochuras. Dom Inácio completou setenta anos e vive mergulhado num mar de letras e imagens. Sua biblioteca babélica é sua vida. Muito religioso, vive tranqüilo em sua loucura quixotesca.
Menos capas para julgar
12 de abril de 2010 às 9:49 | Comentar
Por Motoko Rich
FSP/New York Times
Em locais públicos, capas de livros atraem leitores em potencial ou dizem algo sobre o gosto do dono
Bindu Wiles estava no metrô do Brooklyn, Nova York, em março, quando viu uma mulher lendo um livro cuja capa tinha uma instigante silhueta negra da cabeça de uma menina diante de um fundo laranja. Wiles notou que a mulher tinha mais ou menos a sua idade, 45, e levava consigo um colchão de ioga, então imaginou que elas tinham afinidades e se inclinou para ler o título: “Little Bee”, romance de Chris Cleave. Wiles, pós-graduanda em escrita de não ficção na Faculdade Sarah Lawrence, em Bronxville, digitou uma anotação no seu iPhone e comprou o livro naquela mesma semana.
Elias Canetti
27 de março de 2010 às 13:13 | Comentar“Dentre as coisas mais importantes que urdem dentro de nós estão os encontros adiados – trate-se de lugares ou de pessoas, de quadros ou de livros”.
Kultur: O QUE VOCE PRECISA SABER PRA SE TORNAR UMA PESSOA CULTA
“Quando penso em todos os livros que ainda posso ler, tenho a certeza de ainda ser feliz” – Jules Renard, escritor Francês.
O Livro “Cultura Geral” (Bildung) – Tudo o que você deve saber” – do Alemão Dietrich Schwanitz, com mais de um milhão de exemplares vendido na Alemanha, é um daqueles livros best-seller que valem o investimento gasto na sua compra, e as horas gastas na sua leitura. É um livro que você não precisa ler de cabo a rabo, porque onde você abrir é interessante. Até mesmo o final do livro quando é dada uma relação dos livros recomendados para que uma pessoa se torne culta. Importante, também, a relação dos livros que mudaram o mundo.
Entrevista com Marcelo Mirisola
17 de março de 2010 às 10:33 | ComentarQual o futuro dos escritores num país que ainda não conhece o caminho da biblioteca?
Ora, o futuro chegou: 70 milhões de pessoas votaram no último paredão do Big Brother.







